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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Tolerância de Ponto - Carnaval

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Bom Fim de Semana

Vergílio Ferreira (28/01/1916 - 1/03/1996)
Caricatura de António



Bom fim de semana

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Poema da Semana
Que Há para Lá do Sonhar? 

Céu baixo, grosso, cinzento
e uma luz vaga pelo ar
chama-me ao gosto de estar
reduzido ao fermento
do que em mim a levedar
é este estranho tormento
de me estar tudo a contento,
em todo o meu pensamento
ser pensar a dormitar.

Mas que há para lá do sonhar?

Vergílio Ferreira, in "Conta-Corrente 1"

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Apresentação do Livro "A minha boca parece um deserto" de Jorge Serafim

1 de Março - 16H00

Biblioteca Municipal de Grândola

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Artur e Clementina - 15 de Março - 11H00
A Sessão de Animação do Livro e da Leitura para Todos,"Artur e Clementina", que não foi possível realizar no dia 8 de Fevereiro, irá decorrer no próximo dia 15 de Março, pelas 11H00, no local habitual.




15 de Março - 11H00

Biblioteca Municipal de Grândola

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Cartaz de Cinema - Março 2014

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Filme da Semana

Bairro 

um filme de 

Jorge Cardoso, Lourenço Mello, José Manuel Fernandes e Ricardo Inácio


"Diana, nasceu e cresceu no Bairro da Estrela Polar, perdeu os pais quando ainda era uma criança e lidera um bando de criminosos que negoceia em droga, lavagem de dinheiro, armas, jóias e tabaco. Comanda os principais assaltos por toda Lisboa. É uma líder fria, calculista, protetora, mas também mulher sedutora, engenhosa e solidária. O Bairro agradece-lhe a generosidade pagando com o silêncio sobre as suas atividades criminosas. Capaz de matar com uma frieza implacável. Os assaltos mais ousados são comandados por ela e a quadrilha observa um respeito ilimitado às suas decisões.
A violência alastra cada vez mais.
O Bairro está por sua conta. É o reduto inexpugnável que a protege. De arma em punho abre caminho, a tiro e ao murro, com golpes de audácia que deixam a Polícia Judiciária perplexa.
Diana é um desafio para a Polícia Judiciária que não mede esforços para tentar apanhá-la. Desmantelar a quadrilha de Diana torna-se uma obsessão. A Polícia Judiciária reconhece que está perante o maior desafio da instituição. E por isso não a deixará em paz enquanto não a meter nos calabouços... ou na morgue.
Diana enfrentará conflitos internos no meio do seu bando, a cobiça de gangs rivais e uma perseguição feroz pela Polícia Judiciária. Diana resistirá a todos estes desafios?"

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Apresentação do Livro "A minha boca parece um deserto" de Jorge Serafim

1 de Março - 16H00

Biblioteca Municipal de Grândola

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Livro da Semana

Gungunhana: o último rei de Moçambique

de

Manuel Ricardo Miranda


«Gungunhana, o gigante e temido rei de Moçambique, era o homem que todos queriam.»

"Mouzinho de Albuquerque, o oficial da cavalaria portuguesa, ambicionava honra e fama. Ao iniciar a marcha até Chaimite tinha como missão capturar o régulo africano e submeter as populações locais ao poder da bandeira nacional. Sousa, senhor de possessões em terras moçambicanas, junta-se a Mouzinho de Albuquerque com um único e secreto objectivo: matar, com as suas próprias mãos, Gungunhana e vingar-se da traição da sua mulher Kali, que fugiu para se tornar amante do Leão de Gaza, como era conhecido. Já Pedro, braço-direito do comandante português, tinha sede de aventura e descoberta. Talvez assim conseguisse esquecer um desgosto de amor que lhe atormentava a alma.

O autor Manuel Ricardo Miranda transporta-nos, neste empolgante romance, para o universo africano dos finais do século XIX. Pela sua escrita vivemos as cerimónias iniciáticas, assistimos às grandes caçadas de elefantes, aos combates entre tribos, sentimos o cheiro do capim. E percebemos que África é um território com alma própria, mística, onde a realidade muitas vezes não é o que parece.

Após uma marcha de três dias, as tropas portuguesas cercam Chaimite e prendem o último rei de Moçambique. Mouzinho tinha nas mãos o homem que sempre desafiou a soberania e as autoridades portuguesas, não olhando a meios para atingir os seus fins. Sem recear inimigos ou os reveses do destino.

Em portugal todos festejam o enorme feito. Mas estes homens, movidos pela ambição desenfreada de glória e poder, cedo percebem que as cinzas, o sangue, os gritos os marcaram a ferro e fogo nestas terras quentes que parecem amaldiçoadas. A felicidade foge-lhes por entre os dedos e as suas vidas ficarão para sempre destroçadas."


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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Sono
     "Há dezassete dias que não durmo.

     Atenção, não estou a falar de insónia. Sei o que isso é, a insónia, até porque quando andava a estudar na universidade passei por uma experiência do género e tive uma espécie de insónia. Digo uma experiência do género porque não tenho a certeza de que os sintomas correspondessem ao que se costuma chamar insónia. Talvez um médico pudesse ter tirado a questão a limpo, mas a verdade é que não procurei ajuda a esse nível. No fundo, sabia que não ia adiantar. Nem sequer se pode dizer que tivesse um motivo concreto para pensar nisso, chamem-lhe intuição feminina, se quiserem. Como tal, não referi o episódio a pessoas da família nem aos meus amigos, até porque eles me teriam aconselhado logo a procurar ajuda junto de um especialista.

     Na altura, aquela «espécie de insónia» durou um mês inteiro. Durante esse tempo todo, nunca consegui ter uma noite de sono decente. Chegava a hora de ir para a cama, deitava-me e dizia para comigo: «Bom, agora vamos lá ver se dormes.» Bastava isso para ficar toda a noite acordada de vez. A coisa funcionava, ato contínuo, como um reflexo condicionado. Quanto mais eu me esforçava por adormecer, mais lúcida ficava. Experimentei todos os métodos possíveis e imagináveis, desde beber qualquer coisa mais forte (álcool) a comprimidos para dormir, mas nada fez efeito.

     Às primeiras luzes da manhã, finalmente, começava então a sentir uma certa sonolência, mas não se podia dizer que estivesse verdadeiramente a dormir. Era como se tocasse apenas com a ponta dos dedos nas franjas do sono. E durante todo aquele tempo a mente permanecia desperta. Sentia-me sonolenta, mas, num quarto ao lado, através de uma parede de vidro, a minha consciência não tirava os olhos de mim, vigilante. À luz da vaga claridade, conseguia sentir a insistência daquele olhar, a sua respiração, enquanto o meu corpo físico flutuava vagamente e se abandonava ao torpor. O meu corpo procurava dormir, enquanto a minha mente teimava em ficar acordada.

     Aquela espécie de semi-sonolência prolongava-se por todo o dia. Tinha a cabeça sempre vaga, os pensamentos nebulosos. Não conseguia avaliar com precisão a distância que me separava dos objectos, o peso ou a consistência das coisas. O torpor apoderava-se de mim a intervalos regulares, como uma vaga, enquanto me encontrava sentada no metro, na sala de aulas ou à mesa do jantar. A minha mente distanciava-se do meu corpo. O mundo começava a oscilar sem fazer barulho. Tudo me caía das mãos, o lápis, o garfo, a mala. Só tinha um desejo, que era deitar-me e dormir. Nada a fazer. O estado de vigilância nunca me abandonava. Sentia a sua sombra gélida. Eu era a minha própria sombra. «Estranho», pensei no meu entorpecimento, «encontro-me no interior da minha própria sombra.» Caminhava, comia, conversava sempre sem aquele estado de letargia me abandonasse. O mais surpreendente, no entanto, era que ninguém se dava conta da minha condição. Só naquele mês perdi quinze quilos. E, contudo, nem uma só pessoa, entre familiares, amigos ou companheiros de ofício, se dignou prestar atenção ao facto de eu, na prática, passar pela vida em estado de vigília. "

Haruki Murakami, in "Sono"

   

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Março*2014 - Mês da Juventude
EM MARÇO FESTEJA-SE O MÊS DA JUVENTUDE EM GRÂNDOLA  
Espetáculos, dança, atividades desportivas, cinema, ciência, exposições, debates  e campanhas de sensibilização


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Novidades Livros

PRADO, Miguelanxo
Ardalén
82-9 PRD



RUSSELL, Rachel Renée
Diário de uma Totó 5
82 LE-3 Rss (Juv)



SOBRAL, Catarina
Achimpa
82 LP-34 SBR (Inf)

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Bom fim de semana

Vitorino Nemésio retratado por Víctor Câmara




Bom fim de semana

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Poema da Semana
RETRATO 

Cruel como os Assírios,
Lânguido como os Persas,
Entre estrelas e círios  
Cristão só nas conversas.

Árabe no sossego,
Africano no ardor;
No corpo, Grego, Grego!
Homem seja onde for.

Romano na ambição,
Oriental no ardil,
Latino na paixão,
Europeu por subtil:

Homem sou, homem só
(Pascal: «nem anjo nem bruto»):
Cristãmente, do pó
Me levanto impoluto.

Vitorino Nemésio (19 de Dezembro de 1901 - 20 de Fevereiro de 1978), in "Nem Toda a Noite a Vida"

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Filme da Semana

O Hobbit: uma viagem inesperada

um filme de 

Peter Jackson 


"O primeiro de uma trilogia de filmes baseado na duradoura obra-prima de J.R.R. Tolkien, O Hobbit: uma viagem inesperada acompanha a aventura de Bilbo Baggins que - acompanhado pelo Feiticeiro Gandalf e 13 Anões, liderados por Thorin Oakenshield - é arrastado numa jornada épica para reconquistar o perdido Reino dos Anões de Erebor das garras do temível dragão Smaug. Esta aventura irá levá-los à Terra Selvagem por caminhos desconhecidos e traiçoeiros repletos de Gnomos, Orcs, Wargs mortíferos e Feiticeiros. Ao longo do caminho, o modesto Bilbo Baggins não só descobre níveis de engenho e coragem que até a ele o surpreendem, como ainda consegue apoderar-se de um «precioso» anel que está ligado ao futuro de toda a Terra Média de uma forma que Bilbo ainda nem imagina."

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Livro da semana

As grandes dinastias

de

Canal de História


"O Canal de História revela, de forma acessível mas rigorosa, a história íntima das dinastias mais famosas do mundo"

"Dinheiro, poder, beleza, sexo, luxo, glamour, tragédia, êxito... A história real e emocionante das famílias mais famosas do século XX.

Como se ergueram, do nada, as grandes fortunas do século XX? De onde surgiram algumas das marcas mais influentes do mundo? Quais são as famílias nobiliárquicas que sobreviveram até aos nossos dias?

Em As Grandes Dinastias relata-se com pormenor e rigor a emocionante história dos empreendedores que construíram impérios, que criaram estilos, marcaram tendências e alcançaram o reconhecimento público mundial. A aristocracia, a banca, a política, a industria farmacêutica ou o automobilismo foram alguns dos campos em que as sagas familiares mais poderosas do planeta cresceram para, em certas ocasiões, caírem depois em desgraça.

Da saga da dinastia Kennedy à Onassis, da Rockefeller à Trump, ou da Rothschild à Vanderbilt, assistimos a uma entusiasmante viagem pelas luzes e pelas sombras, pelos triunfos e pelos fracassos de várias famílias lendárias que definiram o mundo político, social e económico em que vivemos."

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Horizontalidade e verticalidade
     "O homem da posição vertical aproximou-se do homem da posição horizontal, afivelando no rosto crispado uma expressão de indizível náusea.
     Por fim, numa decisão irreprimível, optou por insultá-lo:
     - Pulha! Escroque! Canalha! Criatura  ignóbil! Monte de esterco!... Dejecto social!
     Parou aí, também para respirar e ganhar algum fôlego, mas pareceu vagamente satisfeito com a imagem visual e olfactiva dessa última injúria, permitiu-se até repeti-la:
     - Dejecto social, é isso! Não passas de um cagalhoto!
     O homem da posição horizontal não respondeu nem reagiu. Tinha os olhos semicerrados e uma expressão de soberana indiferença que se tornava profundamente irritante.
     Essa atitude acicatou ainda mais o furor do homem da posição vertical. Cerrava os punhos, cravando as unhas na palma das próprias mãos, e a voz tornara-se rouca de tanto ódio acumulado:
     - Sabes o que é um miserável? Não sabes... Pois eu explico: és tu!... E sabes o que é um crápula? Pressuponho que também não sabias... Mas eu volto a explicar: és tu!... E terei porventura de te explicar o que é um ser abjecto, destituído de qualquer réstia de vergonha, um castrado da dignidade?!... Pois bem: és tu!
     O homem da posição horizontal mantinha o hermetismo silencioso da sua horizontalidade.
     E essa postura impávida revelava-se ainda mais provocatória do que as injúrias lançadas pelo homem da posição vertical, obrigava-o mesmo a tornar-se prolixo na expressão dos impropérios: 
     - A tua vida, essa coisa repelente que tem sido a tua presença junto de nós, não passa de um lamaçal de águas pútridas! És uma fonte de escarros ranhosos!... Serves-te cobardemente da tua actual posição e dos privilégios que ela te concede para alcançares uma imunidade tão sórdida como ilegítima! És filho da infâmia e abrigas-te atrás de uma barreira de repelência!
     O homem da posição horizontal continuava estático e sereno. Na sua imutável frieza, dir-se-ia uma estátua jazente, com algo de tenebroso nessa absoluta insensibilidade.
     Desesperado com a ineficácia do seu discurso, o homem da posição vertical dava mostras de descontrolo emocional, temia-se a cada instante que passasse das palavras aos actos, que recorresse à violência. Recorreu apenas ao cuspo, mas acabou lamentavelmente babado, sem conseguir acertar no alvo, e sentiu que seria melhor e mais digno retirar-se, afastar-se para sempre do homem da posição horizontal, não sem antes lhe apontar o dedo acusatório e proferir com acenos dramáticos:
     - O que vale neste momento é que eu recuso rebaixar-me ao nível a que chegaste!
     Afastou-se em passada lenta mas decidida.
     E, nesse momento, surgiram dois homens de aspecto soturno que retiraram umas flores do caminho e comunicaram a uma senhora vestida de negro que se amparava a amigos e familiares:
     - Se Vossa Excelência permite, será talvez altura de fecharmos o caixãozinho..."

António Victorino d'Almeida, in "Os devoradores de livros" 

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Concurso de Cartas de Amor
O júri do concurso Cartas de Amor decidiu atribuir o 1º Prémio à carta da autoria de Alexandre Dale e a Menção Honrosa a Jorge Louro, que escreveu “Ridícula Carta de Amor”.

Os prémios serão os seguintes:

1º Classificado: um livro e dois bilhetes de cinema

Menção Honrosa: dois bilhetes de cinema

Publicamos a carta vencedora:






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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Bom Fim de Semana

Fernando Pessoa - Aguarela de Hermenegildo Sábat



Feliz dia de São Valentim

Bom Fim de Semana



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Poema da Semana
Não sei se é amor que tens, ou amor que finges


Não sei se é amor que tens, ou amor que finges,

O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.

Já que o não sou por tempo,

Seja eu jovem por erro.

Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.

Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva

É verdadeira. Aceito,

Cerro olhos: é bastante.

Que mais quero?

Fernando Pessoa, in "Odes de Ricardo Reis"  

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Filme da Semana

Nuremberg

um filme de

Ives Simoneau


"Os crimes foram indescritíveis. O julgamento sem precedentes. E a verdade torna-se a prova mais chocante de todas num lugar chamado NUREMBERG."

"Vinte e um membros do alto comando Nazi estão em pé numa sala de tribunal do Palácio da Justiça de Nuremberg. É dada entrada a vinte e uma alegações de Inocente. Irá o julgamento destes homens ser um fórum para a vingança dos Aliados ou uma demanda por justiça?
Baseado no aclamado livro de Joseph E. Persico Nuremberg: Infamy on Trial e com diálogos momentâneos retirados das transcrições originais, Nuremberg é um drama absorvente sobre o Julgamento do Século do pós Segunda Guerra Mundial.
Alec Baldwin, Jill Hennessy, Christopher Plummer, Brian Cox (vencedor do Emmy para Melhor Actor Secundário) e Max von Sydow protagonizam esta obra intensa, repleta de brilhantismo intelectual e coragem."

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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Livro da Semana

Enquanto Lisboa arde, o Rio de Janeiro pega fogo

de

Hugo Gonçalves


"A odisseia de um português apanhado nas malhas da cidade maravilhosa"

"Quando a crise se instala em Portugal, arrastando uma onda de pessimismo sem fim à vista, um assessor político com ambições literárias e a cabeça a prémio decide fugir para o Brasil. Além do medo e do travo amargo do insucesso, leva com ele apenas uma mochila, o desejo de começar tudo do zero e uma encomenda secreta.
O Rio de Janeiro continua lindo - e os primeiros dias na cidade, com passeios de bicicleta pelo calçadão, mergulhos na praia e romances curtos e escaldantes, prometem, de facto, uma vida de sonho. Mas este idílio é uma ilusão, porque o misterioso embrulho depressa o lança numa odisseia tropical de contornos perigosos, em busca do terceiro vértice de um triângulo amoroso. Determinado, porém, a cumprir a missão, o aspirante a escritor viajará por casas isoladas na serra, ilhas desertas e favelas e cruzar-se-á com um curioso universo de expatriados - terroristas bascos, sobreviventes do Holocausto e emigrantes portugueses, que procuram agora, como antigamente, uma nova vida no hemisfério sul. E também com Margot, a mulher que pode mudar a sua vida.
Longe da falência do seu passado, ele acredita que a aventura carioca pode ser o recomeço que procura, a história que finalmente dará um livro, a evidência de que, por mais que fuja, estará sempre preso ao lugar de onde partiu.

Com um ritmo que nos arrasta ao longo das páginas como se também nós fôssemos personagens e um toque irresistível de pulp fiction, Enquanto Lisboa arde, o Rio de Janeiro pega fogo é um romance sério e divertido em doses iguais - e, ainda por cima, de extrema atualidade."

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Artur e Clementina
Devido às condições climatéricas verificadas no último sábado, dia 8 de Fevereiro, que causaram danos no quadro eléctrico da Sala Polivalente da Biblioteca Municipal, não pode ser realizada a habitual sessão de Animação do Livro e da Leitura para todos, Artur e Clementina. Pelos eventuais incómodos causados apresentamos as nossas desculpas e informamos que a sessão se irá realizar em data a anunciar.




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Nenhuma vida
Capítulo 1: Alentejo, antes de Abril.Caimão.Lela

 "Alcides Caimão Proença era um típico grande agrário, soberbo, magnânimo na crueldade, que enviuvara cedo, entregando a sua filha única a uma ama, para que a criasse como menina rica, com muitos cuidados e carinhos.
     Ele, imperioso e brutal como era, não se coibia de desflorar as filhas dos seus criados da lavoura. Até violou por várias vezes um rapazito autista, de grandes olhos assustados, que vagueava pela calçada do monte, arrastando a sua miséria, trincando côdeas que lhe davam, filho de uma prostituta e de um cigano vadio.
     Lela, a filha do riquíssimo lavrador, crescia entretanto, quase à solta, e aprendia as primeiras letras com uma professora particular, que ia lá ao monte dar-lhe lições. Corria desatinadamente pelos brejos e outeiros floridos da herdade na Primavera, de cabelos ao vento, bebendo os cheiros da terra e do jasmim, que embalsamavam o ar.
     Adorava montar a cavalo e o pai tinha-lhe dado um alazão enorme mas de galope suave, em cujo dorso ela percorria os vastos domínios do senhor Caimão, nome com que os camponeses o apostrofavam rancorosamente nas suas costas.
     Lela tornara-se uma bonita rapariga, morena clara, de olhos muito negros, meigos e luminosos.
     Pela velha lei dos contrastes que se atraem, Lela deixou-se fascinar por um trabalhador que conduzia um tractor nas lides da lavoura, muito louro, alto e musculoso mas de feições quase angélicas, não fora o risinho travesso, por vezes mesmo sensual, dos seus lábios perfeitos e o olhar azul, que a despiam sem cerimónia.
     Começaram então a dar grandes passeios juntos, a cavalo ou a pé pelo meio dos matos, lavradas e terras várias de semeadura, ribanceiras, montados de sobro e azinho.
     Sentavam-se no chão, às vezes à sombra de algum chaparro, ele desnudava-a, acariciava-a muito, beijava-lhe o corpo todo, inventava loucos prazeres, mas não se atrevia a desvirginá-la.
     Amaram-se então até ao êxtase, ao grito, às lágrimas. Atingiam a comunhão suprema dos seus corpos e do que eles chamavam as suas almas."

Urbano Tavares Rodrigues, in "Nenhuma vida"


"Nenhuma vida é o livro que Urbano Tavares Rodrigues escreveu poucas semanas antes da sua morte, a 9 de Agosto de 2013.
Chamou-lhe «romance breve», porventura a melhor descrição para esta narrativa. Em 14 curtos capítulos, deparamo-nos com algumas histórias e muitos lugares que têm como fio condutor um homem: Tiago Manuel. Tornou-se uma «figura lendária no seu Alentejo e na Lisboa que tanto amou e até por essa Europa das suas lutas e nas Américas por onde peregrinou e deixou mistério, rastos de sonho e amor», nas palavras do autor."

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Novidades Livros


SILVA, Ana Cristina
O Rei do Monte Brasil
82 LP-3 SLV



SNICKET, Lemony
O Hospital Hostil
82 LE-311.3 SNC (Juv)


LEITÃO, Leonoreta
Era uma vez um rei que teve um sonho
82 LP-34 LTO (Inf)

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Bom Fim de Semana

"O feitiço misterioso de Néngue uá iNssuna", por João Craveirinha



Bom fim de semana

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Poema da Semana
QUERO SER TAMBOR

Tambor está velho de gritar
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
corpo e alma só tambor
só tambor gritando na noite quente dos trópicos.

Nem flor nascida no mato do desespero
Nem rio correndo para o mar do desespero
Nem zagaia temperada no lume vivo do desespero
Nem mesmo poesia forjada na dor rubra do desespero.

Nem nada!

Só tambor velho de gritar na lua cheia da minha terra
Só tambor de pele curtida ao sol da minha terra
Só tambor cavado nos troncos duros da minha terra.

Eu!

Só tambor rebentando o silêncio amargo da Mafalala
Só tambor velho de sentar no batuque da minha terra
Só tambor perdido na escuridão da noite perdida.

Ó velho Deus dos homens
eu quero ser tambor
e nem rio
e nem flor
e nem zagaia por enquanto
e nem mesmo poesia.

Só tambor ecoando como a canção da força e da vida
Só tambor noite e dia
dia e noite só tambor
até à consumação da grande festa do batuque!

Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
só tambor!

José Craveirinha (28/05/1922 - 05/02/2003)

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Filme da Semana

A Rapariga do Capuz Vermelho

um filme de 

Catherine Hardwicke


"Catherine Hardwicke (Crepúsculo) realiza este thriller de fantasia, uma versão arrepiante do clássico conto de crianças. Durante anos, os habitantes de Daggerhorn mantiveram um pacto de tréguas com um lobisomem - mas o monstro quebra o acordo quando mata a irmã mais velha da jovem e corajosa Valerie (Amanda Seyfried). Prometida em casamento a um homem mas apaixonada por outro, Valerie é mais do que uma vez afectada pelas sanguinárias intenções da criatura. Quando um caçador de lobisomens revela que o monstro assume a forma humana de dia e se encontra entre eles, instala-se na aldeia o pânico ao mesmo tempo que sobe o número de vítimas mortais. E Valerie percebe que tem uma forte ligação com o lobo que inexplicavelmente os aproxima, tornando-se ao mesmo tempo suspeita... e isco.
Gary Oldman, Billy Burke, Shiloh Fernandez, Max Irons, Virginia Madsen, Lukas Haas e Julie Christie completam o elenco."

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Livro da Semana

O mercador de livros malditos

de

Marcello Simoni


"É quarta-feira de cinzas do ano de 1205. O padre Vivïen de Narbonne é perseguido por um grupo de cavaleiros que ostentam estranhas máscaras. O padre possui um bem muito precioso que precisa de proteger a todo o custo, mesmo que tal possa significar a sua morte.

Treze anos passaram sobre esse dia tenebroso. O amigo do padre, Ignazio de Toledo, um mercador de relíquias, é encarregado de seguir o rasto de um livro raro, o Uter Ventorum. Diz-se que essa cópia de certos manuscritos persas pode conter o método para evocar os anjos e a sua divina sabedoria. As criaturas sobrenaturais, uma vez invocadas, estariam dispostas a revelar os segredos dos poderes celestes.

E assim se inicia a viagem de Ignazio através da Itália, da França, e de Espanha em busca de um manuscrito que alguém terá desmembrado em quatro partes, escondido cuidadosamente e protegido por meio de intrincados enigmas. Só que o mercador não é o único a procurá-lo. Quem será o primeiro a conseguir descobri-lo? E o que estará cada um disposto a arriscar para desvendar o Mistério?

O mercador de livros malditos é uma história envolvente, marcada por intrigas, segredos ocultados durante séculos e mistérios que vão para lá do conhecimento de sábios e alquimistas. Afinal, que segredo poderá conter a chave para o domínio absoluto do mundo?"

Prémio Bancarella 2012

Prémio Literário Emilio Salgari

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Artur e Clementina - 8 de Fevereiro - 11H00
O que eu gosto de um bom assalto
     Temos, por vezes, uma visão demasiado negativa de certos profissionais que, na verdade, acabam por só trazer coisas boas à nossa vida. Caso em estudo: os assaltantes de casas. Convém é que a Polícia os apanhe antes que eles roubem o que quer que seja. Mas, esquecendo isso, eles têm tudo para trazer sentido e felicidade às nossas existências.
     Há tempos, houve uma épica tentativa de assalto a uma casa na minha rua. De acordo com relatos de testemunhas, foi uma coisa digna de filme, com uma carrinha suspeita e indivíduos escalando a fachada de uma moradia no silêncio da noite. Aquilo com que os ladrões não contam é a Internet - desde que a rede das redes entrou nas vidas dos portugueses, há perto de quinze anos, as pessoas deitam-se muito mais tarde. Há dez anos no IRC e hoje em dia no Facebook, há sempre quem esteja teclando alegremente, por vezes até ao nascer do sol. E, por isso, é fácil que haja testemunhas das actividades nocturnas ilícitas - o país já não se deita em simultâneo mal toca o hino e a emissão da televisão termina (até porque, hoje em dia, as emissões das televisões não terminam).
     Acordei por volta das cinco da manhã com clarões de lanternas atravessando os orifícios da persiana do quarto, gritos de «ele foi por ali» e de «abra, é a polícia». Quando, a medo, vou espreitar o que se passa na rua, deparo-me com uma cena que parece saída de Tropa de Elite: há polícias armados até aos dentes e outros à paisana, controlando toda a minha rua. E há vizinhos meus em pijama e roupão, com um olhar na fina fronteira entre a inquietação e o entretenimento - é nessa altura que percebo que é também esse o meu próprio olhar e que estou cheio de inveja por não estar ali em baixo, à porta da minha casa, pronto a dar um depoimento a alguma eventual estação de televisão que apareça para fazer a reportagem. Como estou em cuecas, decido escolher as minhas melhores calças de pijama para descer. A voz da razão é a da minha mulher, que me diz que nada garante que um dos meliantes procurados não esteja escondido no nosso jardim e armado. Concordo em não descer, porque o meu filho precisa de um pai, mas o grau de inveja dos meus vizinhos em pijama e roupão, convivendo com a polícia e assistindo de perto às buscas, aumenta exponencialmente.
     A dada altura, apercebo-me de que, apesar de estar num quarto escuro espreitando por uma fina tira de janela, os polícias já me viram. «Está ali uma pessoa», diz um deles. De repente, sinto-me suspeito e chego a concentrar-me, de modo a tentar recordar se, antes daqueles eventos, eu estava mesmo a dormir ou a assaltar a casa dos meus vizinhos. Estava a dormir. Decido abrir a persiana e a minha primeira tentação é gritar «NÃO DISPAREM! EU RENDO-ME!», mas a minha mulher é mais rápida e grita o que se impunha ser gritado: «NÃO TOQUEM À CAMPAINHA! ACORDAM O BEBÉ!».
     Com o controlo remoto do portão e sem sair da janela, deixamos meia dúzia de valentes homens da lei entrar no quintal e fazer uma busca. Sinto uma felicidade infantil: eles escolheram o nosso jardim para procurar criminosos! Faço um post nas redes sociais com o meu telemóvel; sinto-me como Sohaib Athar, o informático que comentou no Twitter a operação de captura e morte de Bin Laden na casa ao lado da sua.
     No dia seguinte, não perdi uma oportunidade de contar toda a saga a toda a gente com quem me cruzei. E, como eu, certamente os meus vizinhos. Repeti o discurso empolgado umas dezenas de vezes. Em alguns casos, consegui mesmo arrancar aos meus interlocutores um «mas está bem?» preocupado.
     Não há nada como um bom assalto!

Nuno Markl, in "Miopia e Astigmatismo"  

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Animação do Livro e da Leitura para Grupos Escolares - Fevereiro
Seminário "Criar Mundos de Igualdade" - Biblioteca Municipal de Grândola - 5 de Fevereiro - 14H30

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