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Biblioteca Municipal de Grândola
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Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Bom Ano


Os funcionários da Biblioteca Municipal de Grândola desejam a todos um Feliz Ano de 2015

Tolerância de Ponto - 31 de Dezembro 2014

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Os antinatal
   "Do que eu mais gosto no Natal não é dos presentes, nem da celebração da paz e da alegria. Do que eu mais gosto é das pessoas que se indignam com os presentes e com a celebração da paz e da alegria. Gente indignada é sempre engraçado. Felizmente, não são assim tão poucos.
   São os que protestam contra o Natal por ser uma época em que parece que há a obrigação de estar feliz. «Uma altura do ano com marcação para a alegria», dizem. Não percebo o escândalo, eu até acho normal. Também há uma altura do ano para se pagarem os impostos, para se fazerem férias na praia, para marcar uma consulta de revisão no dentista (normalmente, logo depois do Natal). É a ordem natural das coisas: impostos depois dos gastos com o Natal e com os dentes, praia depois dos impostos, com os dentes arranjados e sem barriga (com falta de dinheiro para comer bem, depois do IRS).
   Eu, que sou muito organizado, gosto disso. E estranho quem se amofina com o agendamento no Natal. Não é, de certeza, pelo acto de programar, porque, tal como há quem marque esta altura para estar contente, eles marcam para estarem amuados.
   Protestam, por exemplo, contra a caridade bissexta, que só aparece nesta altura. Durante o resto do ano, não passa nada; chegado o Natal, é uma onda gigante de solidariedade. Uma espécie de tsunami de auxílio. Perguntam: «Porque não dar no resto do ano?» Eu diria que é por haver, na época natalícia, uma predisposição para ajudar. Há xaropadas na televisão a lembrar que existem desfavorecidos. Há sentimento de culpa. Há NIBs de contas para onde podemos transferir dinheiro sem sair de casa. Há mais gente a pedir, é natural que haja mais gente a dar. É mais fácil. Mas estes detractores do advento não gostam da facilidade. É batota. »O quê, lá porque há um peditório vou dar? Não, se ainda fosse levar uma mochila com 120 quilos de enlatados até uma aldeia na Nigéria, eu alinhava. Agora, se é para facilidades, não contem comigo!» São fanfarrões da caridade. Ajudar, para eles, deve ser um desporto radical. Uma prova de esforço. Menos que um triatlo da filantropia é igual a nada. Tem de ser difícil. Só que (podem perguntar a qualquer mendigo) o mais difícil não é abster-se de dar, é não receber.
   Mas o que irrita mesmo esta malta é o consumismo. Ui, o consumismo! O que se exasperam com  o consumismo do Natal. Parece que no Natal se gasta demais. E é verdade. Mas, como é com os outros, é menos mau. Despesa supérflua existe sempre. Desperdiça-se dinheiro durante o ano todo. Mas com o próprio. No Natal é para oferecer, por isso é um gasto que se justifica. O esbanjamento, quando é altruísta, ao menos é bonito. Quando é egoísta é só estúpido.
   Ao contrário do que se pensa quem não gosta do Natal, a alternativa a «ser bonzinho só no Natal» não é «ser bonzinho o ano todo». É «ser mauzinho o ano todo». Felizmente, já acabou o Natal e podemos parar de fingir que gostamos dessas pessoas."

 José Diogo Quintela, in "Falar é fácil"

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Novidades Livros

MAGALHÃES, Paula Gomes
Belle Époque
94(469) MGL



KUNDERA, Milan
A festa da insignificância
82 LE-3 KND



MAGALHÃES, Álvaro
O Estranhão
82 LP-34 MGL (Inf)

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Bom Fim de Semana

Miguel Torga por Jorge Marinho


Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Miguel Torga

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Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Janeiro 2015
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Bom Natal

Tolerância de Ponto - Natal e Ano Novo

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O meu Pai Natal
   "O Pai Natal é um velho de grandes barbas brancas, que vem num trenó puxado por muitas renas e deita os presentes pelas chaminés abaixo.
   Mesmo nos prédios de muitos andares que não têm chaminé.
   Pronto, isto é o que corre por aí.
   É esta história que faz as delícias de miúdos e graúdos e em que, evidentemente, nem miúdos nem graúdos acreditam - mas fazem muito bem de conta. Porque é esse o papel que se lhes pede que representem nesta altura.
   Devo dizer no entanto que, na minha infância, o Pai Natal nunca foi pessoa das minhas relações.
   Para mim, o Natal era a altura do ano em que vinham os chatos dos tios muito velhos da província, que só queriam ver as revistas do Parque Mayer e engatar as coristas.
   Depois davam-me prendas, que eu sempre pensei que eram a (justíssima) paga por ter passado aquele tempo caladinha no meu canto, sem chatear os adult(er)os.
   Com a chegada dos meus filhos, fui, digamos, obrigada a fazer a revisão da matéria dada...
   Mas eles, coitados, também chegaram em má altura, andava toda a gente muito revolucionariamente excitada, e o Pai Natal não entrava na excitação.
   Era o tempo dos «operários do Natal», estão a ver - Quem faz o Natal são os operários - e lá vinha o pasteleiro, e mais o carteiro e mais o lenhador; quem abate o pinheiro de Natal é alguém que trabalha e ganha mal - e cada um deles era um irmão nosso que trabalha no Natal - e a malta muito deprimida, a pensar na trabalheira que estava a dar a tantos irmãos nossos, coitadinhos, a esfalfarem-se pelo nosso bem e ainda por cima mal pagos.
   O Pai Natal, ou não entrava na história, ou era o capataz da fábrica e, com esse, pouca conversa, camaradas!
   Quando comecei a achar uma certa graça ao senhor - e, confesso, a não me ralar com a trabalheira que estava a dar a todos os irmãos nossos - já tinha netos.
   Estes, sim, podem gozar à vontade o Pai Natal, apertar-lhe a mão sem remorsos, fazer-lhe estranhas encomendas (espero que o Pai Natal da minha zona saiba, ao ler a carta do meu neto Pedro, que a PSP que ele quer não implica encher a nossa casa de polícias, mas sim de uma PlayStation Portable...), tirar retratos ao colo dele, pô-lo inclusivamente deitado nas palhinhas num dos muitos presépios cá de casa.
   Agora «um amigo nosso» não «vale mais que um Pai Natal»; agora o Pai Natal é um amigo nosso.
   E, por acaso, o meu Pai Natal é mesmo um amigo meu.
   Subi imenso na consideração da minha neta mais nova quando uma tarde, íamos nós a entrar num café, lhe disse: 
   - Conheço o Pai Natal. É aquele senhor que está ali. 
   Porque o meu Pai Natal existe.
   Chama-se Severino, andou por Angola, fez rádio, teatro amador, publicidade, etc. Reformou-se há anos, e desde então vai escrevendo umas coisas, faz uns anúncios na televisão e, quando chega dezembro, veste a fatiota vermelha, põe as barbas brancas e anda por um dos centros comerciais mais importantes de Lisboa a deixar-se fotografar com as crianças ao colo e a ouvir histórias.
   E tem histórias fabulosas.
   Desde polícias a quererem fotografar-se ao seu lado, até uma criança muito indignada por ele não trazer no bolso as fotografias das renas:
   - Parece impossível! Elas a estafarem-se a puxar por ti e tu não lhes ligas nenhuma?!
   Passando por uma espanhola-em-toda-a-aceção-da-palavra a pedir-lhe:
   - Um homem, por favor, um homem! que eu estou verdadeiramente encalhada, caramba! e acho que isto só lá vai com a ajuda do Pai Natal.
   E o meu Pai Natal é tão bom, mas tão bom mesmo que, passado um ano, a espanhola estava casada, e olé!
   Quer dizer, comecei tarde a acreditar no Pai Natal - mas valeu a pena."

Alice Vieira, in "O que se leva desta vida"
  

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Novidades Livros

YOUSAFZAI, Malala
Eu, Malala
82 LE-3 YSF



MUCHAMORE, Robert
Vingança
82 LE-311.3 MCH (Juv)



FRITH, Alex
Espreita o Atlas
912 FRT (Inf)

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Bom Fim de Semana

Sagrada Família (pintura retirada daqui)


Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
NATAL

Acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.
Era gente a correr pela música acima.
Uma onda uma festa. Palavras a saltar.

Eram carpas ou mãos. Um soluço uma rima.
Guitarras guitarras. Ou talvez mar.
E acontecia. No vento. Na chuva. Acontecia.

Na tua boca. No teu rosto. No teu corpo acontecia.
No teu ritmo nos teus ritos.
No teu sono nos teus gestos. (Liturgia liturgia).
Nos teus gritos. Nos teus olhos quase aflitos.
E nos silêncios infinitos. Na tua noite e no teu dia.
No teu sol acontecia.

Era um sopro. Era um salmo. (Nostalgia nostalgia).
Todo o tempo num só tempo: andamento
de poesia. Era um susto. Ou sobressalto. E acontecia.
Na cidade lavada pela chuva. Em cada curva
acontecia. E em cada acaso. Como um pouco de água turva
na cidade agitada pelo vento.

Natal Natal (diziam). E acontecia.
Como se fosse na palavra a rosa brava
acontecia. E era Dezembro que floria.
Era um vulcão. E no teu corpo a flor e a lava.
E era na lava a rosa e a palavra.
Todo o tempo num só tempo: nascimento de poesia.

Manuel Alegre, in "Obra poética"

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Filme da Semana

A culpa é das estrelas

um filme de

Josh Boone


   "Hazel (Shailene Woodley) e Gus (Ansel Elgort) partilham um sentido de humor amargo, o desprezo pelas convenções e um amor transformador que o irá transportar para uma viagem que jamais esquecerá. Não deixe de ver este filme aclamado, baseado no romance best-seller de John Green e ainda interpretado por Laura Dern e William Dafoe."



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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Livro da Semana

Cartas, visões e outros textos do Sr. Pantaleão

de

Fernando Pessoa


"A personalidade literária do Sr. Pantaleão, que se manifesta nos anos 1908-1910, encarna a fase de maturação cívica e política do jovem Fernando Pessoa, confrontado com a dura realidade portuguesa dos finais da Monarquia. Assume, assim, uma atitude crítica e satírica, porventura mais anti-monárquica do que republicana, em relação aos males da pátria e, sobretudo, aos seus mais directos responsáveis. Mas não deixa também de antecipar, em muitos escritos de carácter reflexivo, o pendor filosofante que viria a marcar exemplarmente a obra pessoana.

O presente volume reúne, pela primeira vez, o conjunto dos textos atribuídos ou atribuíveis a este pouco conhecido alter ego de Fernando Pessoa - cartas, «visões», versos, aforismos e outros escritos - dos quais 39 são inéditos e 3, só agora, têm publicação integral."

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014
BIPOLARIZAÇÃO
   "Bipolarização.
   Há pessoas que fecham sempre o tubo da pasta dentífrico e há outras que nunca o fazem. (Um amigo meu, agora professor da Universidade da Pensilvânia, pediu divórcio por causa disso; claro, era ele que fechava o tubo).
   Há os que começam as frases com «portanto» enquanto outros dizem «portanto» apenas nas frases conclusivas.
   Há países onde se sabe filmar e há outros onde se fazem filmes de arte.
   Bipolarização.
   Há «alguém (que) pelas ruas sonha» (Sá de Miranda), há outrem que é prudente.
   Há ofícios que têm ossos, outros que têm espinhas.
   Não há quem não seja malandro, diz o malandro, há em todos o lado bom, diz outro malandro.
   Bipolarização.
   Há conservadores-revolucionários (Almada Negreiros, por exemplo), há revolucionários que são conservadores (tantos). Falo, naturalmente, no domínio da arte.
   Há quem faça teatro em Portugal por carolice, há outros que se tomam a sério.
   Há uns que contam «Era uma vez...», há outros que presumem que há muitas vezes.
   Bipolarização.
   Há uns que dizem: «Vi com os meus próprios olhos.»
   Há outros que não dizem nada porque vêem pelos olhos dos outros.
   Li algures que alguns têm medo do sonho por causa da realidade e que há outros que têm medo da realidade por causa do sonho.
   Tocqueville afirmou que existe grande diferença entre os que amam a liberdade e os outros que apenas detestam o amo.
   Depois das eleições uns compraram todos os jornais, outros leram A Bola.
   Bipolarização.
   Há quem me leia, há quem não mje leia."

Jorge Listopad, in "Fruta trocada por falta de jardineiro"

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Novidades Livros

FO, Dario
A filha do Papa
82 LE-3 FO




KINNEY, Jeff
Ora bolas!
82 LE-3 KNN (Juv)




RICHARDS, Keith
Gus & eu
82 E-34 RCH (Inf)

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Bom Fim de Semana

Teixeira de Pascoaes por António Carneiro 



Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
AS ALMAS

Vejo passar, na infinda solidão,
Vultos de almas, figuras de emoção;
Os poetas do silêncio que não cantam,
Os doidos que, de súbito, se espantam,
Os que gelam, ao ver o luar nascente,
Os que fitam a mesma estrela eternamente;
Os perdidos da sorte,
Os que chamam, gritando, pela morte!
Os que andam, sem saber, pelos caminhos,
Os que de noite vão, sempre a falar sozinhos,
Os que vivem casados com a dor
E a esconde, ciumentos;
Os trágicos do Amor,
Os que sentem astrais deslumbramentos,
Os que matam e cantam por destino:
O salteador nocturno, o poeta que é divino.
Os tristes vagabundos
Em perpétua e fantástica viagem...
Os que amam a paisagem
E têm nos olhos a amplidão dos mundos...

Vultos de almas, figuras de emoção.
Errantes, na infinita solidão.

Teixeira de Pascoaes (8/11/1877 - 14/12/1952)

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Filme da Semana

Epic: o reino secreto

um filme de

Chris Wedge



   "Dos criadores de A Idade do Gelo chega-nos esta divertida e entusiasmante aventura animada, com um elenco de estrelas a dar voz às personagens que inclui Amanda Seyfried, Colin Farrell e o vencedor de dois Óscares Christoph Waltz*! 
   Depois de ir viver com o pai, um professor tresloucado (Jason Sudeikis), a jovem adolescente Mary Katherine (Seyfried) vê-se subitamente transportada para um mundo misterioso, escondido no interior da floresta. Pouco depois, um espírito da natureza, a Rainha Tara (Beyoncé Knowles) recruta Mary Katherine para se juntar aos Homens das Folhas numa aventura pelos ares para proteger a floresta de malévolos guerreiros. Com uma surpreendente animação, voltas e reviravoltas na história e divertidas aparições de Steven Tyler e Pitbull, Epic é uma movimentada e excitante aventura que toda a família irá adorar."
* Melhor Actor Secundário, Django Libertado, 2012
Melhor Actor Secundário, Sacanas sem Lei, 2009   

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
O Pai Natal preguiçoso e a Rena Rodolfa


Biblioteca Municipal

13 de Dezembro - 11H00

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Livro da Semana

Segredos de amor e sangue

de

Francisco Moita Flores


   "Segredos de Amor e Sangue é um regresso do autor à época em que Diogo Alves, o célebre galego que matava no Aqueduto das Águas Livres, era o grande protagonista do crime em Lisboa. 
   Agora, traz o célebre criminoso de volta como pretexto para reconstruir a Lisboa popular dos anos trinta do século XIX, um tempo em que a cidade se despia dos antigos trajes pré-liberais e dava os primeiros passos no Liberalismo emergente. Marcado pela violência e pela pobreza, este romance é uma história de ternura e de paixão, num tempo agreste, onde a força da Paixão e das Letras se impõe à voracidade da guerra e do crime, num país que tinha uma população com noventa porcento de analfabetos.
   É um romance com histórias apaixonadas, de amor e morte, de fascínio pela descoberta das palavras escritas em português. Manuel Alcanhões, o narrador, eternamente apaixonado por Isabel, taberneiro em Alfama, testemunha a chegada do Portugal Moderno que vai aprendendo com as lições de um padre miguelista.
   Uma obra fascinante sobre um momento pouco conhecido da História portuguesa."

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Novidades Livros

GODINHO, Sérgio
Vidadupla
82 LP-3 GDN



SNOW, Alan
Os Monstros das Caixas
82- LE-311.3 SNW (Juv)



TAYLOR, Marco
A árvore que paria meninos
82 LP-34 TYL (Inf)

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
30ª Edição da Feira do Livro de Grândola - Iniciativas a decorrer durante o fim de semana









Aproveite os últimos dias da Feira do Livro (até 8 de Dezembro)!






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Poema da Semana

Imagem retirada daqui



Um livro

Levou-me um livro em viagem
não sei por onde é que andei
Corri o Alasca, o deserto
andei com o sultão no Brunei?
P’ra falar verdade, não sei

Com um livro cruzei o mar,
não sei com quem naveguei.
Com marinheiros, corsários,
tremendo de febres e medo?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me p’ra longe
não sei por onde é que andei.
Por cidades devastadas
no meio da fome e da guerra?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me com ele
até ao coração de alguém
E aí me enamorei -
de uns olhos ou de uns cabelos?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro num passe de mágica
tocou-me com o seu feitiço:
Deu-me a paz e deu-me a guerra,
mostrou-me as faces do homem
– porque um livro é tudo isso.

Levou-me um livro com ele
pelo mundo a passear
Não me perdi nem me achei
– porque um livro é afinal…
um pouco da vida, bem sei.

 João Pedro Mésseder, in "O G é um gato enroscado"

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Ciclo de Cinema e Literatura


Biblioteca Municipal

6, 7 e 8 de Dezembro

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Apresentação do Livro "Era uma vez o Reiki - Viagem ao Monte Kurama", de Joana Barradas


Biblioteca Municipal

7 de Dezembro - 21H00

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Filme da Semana


Marretas procuram-se

um filme de

James Bobin



"Dois Cocas! Uma Piggy! Intriga! Música! Confusão! Marretas!
A diversão para toda a família está garantida no momento em que o Sapo Cocas, a Miss Piggy, o Animal e todo o grupo dos Marretas embarcam numa tournée mundial. Obviamente, o caos segue os Marretas e depressa estes vêem-se envolvidos, involuntariamente, num conflito internacional que coloca o Cocas atrás das grades à mercê da espirituosa guarda prisional Nadya (Tina Fey), e o Criminoso Número Um do Mundo, Constantine - sósia de Cocas - no seu lugar.
Enquanto Constantine e o seu infame parceiro Dominic (Ricky Gervais) planeiam o assalto do século, eles são perseguidos por Sam Eagle e o agente da Interpol Jean Pierre Napoleon (Ty Burrell). Conseguirá Constantine levar avante o seu nefasto plano? Conseguirá Cocas escapar da prisão a tempo de salvar o dia? Repleto de convidados especiais e fantásticas e novas músicas, Marretas procuram-se da Disney é o mais hilariante filme dos Marretas de sempre!"

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Biblioteca Extravagante - Histórias para miúdos e graúdos contadas a partir de objetos

Biblioteca Municipal

6 de Dezembro - 11H00

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Apresentação do Livro "A árvore que paria meninos", de Marco Taylor
Livro da Semana

Alabardas

de

José Saramago


"Aquando do seu falecimento, em 2010, José Saramago deixou escritas trinta páginas daquele que seria o seu próximo romance; trinta páginas onde estava já esboçado o fio argumental, perfilados os dois protagonistas e, sobretudo, colocadas as perguntas que interessavam à sua permanente e comprometida vocação de agitar consciências.

Saramago escreve a história de Artur Paz Semedo, um homem fascinado por peças de artilharia, empregado numa fábrica de armamento, que leva a cabo uma investigação na sua própria empresa, incitado pela ex-mulher, uma mulher com carácter, pacifista e inteligente. A evolução do pensamento do protagonista permite-nos refletir sobre o lado mais sujo da política internacional, um mundo de interesses ocultos que subjaz à maior parte dos conflitos bélicos do século XX.

Dois outros textos - de Fernando Gómez Aguilera e Roberto Saviano - situam e comentam as últimas palavras do Prémio Nobel português, cuja força as ilustrações de um outro Nobel, Günter Grass, sublinham." 

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Vivam as Férias - Natal * 2014
Abertura da 30ª Edição da Feira do Livro de Grândola * 2014