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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Livro da Semana


Os filhos do nosso bairro
de
Naguib Mahfouz
"Os filhos do nosso bairro", escrito por Naguib Mahfouz, foi originalmente publicado em árabe em 1959, no jornal Al - Ahram do Cairo, sob a forma de folhetins.
Naguib Mahfouz, considerado um dos principais autores de lingua árabe de todos os tempos, foi vencedor do Prémio Nobel em 1988.
Este romance é constituido por pequenas histórias que envolvem as vidas dos filhos de um egípcio e dos seus descendentes.
Estas pequenas histórias centram-se no aparecimento de um "salvador", que vem libertar os moradores do bairro, de governantes criminosos, dando origem a uma época de paz e de prosperidade.
Mas, após a morte de cada um destes "salvadores", os habitantes voltam a regredir para uma vida governada pela ganância e pela ânsia do poder.
Livro disponível na Biblioteca com a cota 82 LE-3 MHF

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Visita da Sala Azul















Pela ultima vez, este ano lectivo, a Biblioteca Municipal acolheu as crianças da Sala Azul do Jardim de Infância de Grândola para descobrirem, com a Cátia, a história do "Simão Mentiras", do escritor Roberto Aliaga.
























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terça-feira, 29 de junho de 2010
A Fila do Banco
Entrei no banco.
Como de costume, as pessoas acotovelavam-se, em magotes.
Coloquei-me numa das longas filas para as caixas.
Lentamente, a bicha foi avançando.
Quando já só faltavam dois clientes para eu ser atendido o funcionário colocou no guichet um cartaz.
Encerrado para Almoço - e foi-se embora.
Fiquei possesso.
Comecei a gritar, ameaçando fazer queixa ao gerente.
Afirmei, alto e bom som, que "dantes não era assim".
E que "... talvez não soubessem com quem estavam a tratar!"
Fiz tamanha escandaleira que o caixa voltou atrás e abriu, de novo, o guichet, só para me atender a mim.

Agradeci, educado.
Só então saquei do revólver e gritei, imperioso:
- Mãos ao ar! Isto é um assalto!!!

João Viegas in Microcontos do blog O galo de Barcelos ao Poder

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Visita da Sala Vermelha




Esta manhã realizou-se mais uma sessão de Animação do Livro e da Leitura com a visita da Sala vermelha do Jardim de Infância de Grândola, onde a Cátia contou a história do "Simão Mentiras".



segunda-feira, 28 de junho de 2010
NOVIDADES DE LIVROS





FOLLETT, Ken
A chave para Rebecca
82 LE 3 FLL


HORNBY, Nick
Julieta, Nua
82 LE-34 HRN


BOLING, Dave
Guernica
82 LE-3 BLN








RODDA, Emily
O lago das lágrimas
82 LE-311.3 RDD


VILELA, Rita
Oníris: a dádiva dos deuses
82 LP-311.3 VLL


FORMAN, Gayle
Se eu ficar
82 LE-3 FRM










PORTIS, Antoinette
Não é uma caixa
82 LE PRT


TEIXEIRA, Mariana Roquette
O pintor desconhecido
82 LP-34 TXR


REIS, Hélder
A aldeia da casa magia
82 LP- 34 RIS









sexta-feira, 25 de junho de 2010
Bom Fim-de-Semana
José Saramago por Rui Zilhão


Bom fim-de-semana para todos os utilizadores da Biblioteca Municipal
Poema da Semana
Taxidermia, ou Poeticamente Hipócrita

Posso falar de morte enquanto vivo?
Posso ganir de fome imaginada?
Posso lutar nos versos escondido?
Posso fingir de tudo, sendo nada?

Posso tirar verdades de mentiras,
Ou inundar de fontes um deserto?
Posso mudar de cordas e de liras,
E fazer de má noite sol aberto?

Se tudo a vãs palavras se reduz
E com elas me tapo a retirada,
Do poleiro da sombra nego a luz
Como a canção se nega embalsamada.

Olhos de vidro e asas prisioneiras,
Fiquei-me pelo gasto de palavras
Como rasto das coisas verdadeiras.

José Saramago in Os Poemas Possíveis

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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Livro da Semana

Crianças em Armas
de
Peter Singer








"O primeiro livro que examina a utilização crescente e global de crianças como soldados."

P. W. Singer, especialista internacionalmente reconhecido em assuntos de guerra do século XXI escreve acerca de uma nova estratégia de guerra, utilizada quer pelos exércitos governamentais quer pelos chefes militares, que tem como alvo as crianças; sobre como o primeiro militar americano morto por armas inimigas no Afeganistão - um boina verde - foi atingido pelos disparos de um adolescente afegão de 14 anos; como entre os suspeitos de militarem na Al-Qaeda, detidos pelas forças norte-americanas no Iraque, se encontravam mais de uma centena de crianças com menos de 17 anos; e como centenas de pessoas feitas reféns na Tailândia foram mantidas em cativeiro pelo chamado "Exército de Deus", liderado por gémeos de 12 anos de idade.
Entrevistando crianças-soldado ao longo de todo o livro, Singer analisa a forma como estas crianças são recrutadas, raptadas, treinadas e, finalmente, enviadas para a guerra.
O autor analisa a forma como este fenómeno surgiu e de que maneira as perturbações sociais e as falhas de desenvolvimento nos modernos países do Terceiro Mundo conduziram a um conflito global generalizado e a uma instabilidade que gerou um novo grande grupo de recrutas. E torna claro como a comunidade internacional tem de enfrentar esta nova realidade da guerra contemporânea, como aqueles que beneficiam com o recrutamento de crianças para combaterem têm de ser responsabilizados, como as forças armadas do Ocidente têm de estar preparadas para lutar contra crianças e de que forma os programas de reabilitação podem reverter este terrível fenómeno, transformando as crianças-soldado novamente em crianças.

Livro disponível na Biblioteca Municipal com a cota 316 SNG

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quarta-feira, 23 de junho de 2010
Novidades Livros


KYLE, Barbara
A Aia da Rainha
82 LE-3 KYL

KAMKWAMBA, William
O rapaz que prendeu o vento
82 LE-3 KMK

WRIGLEY, Chris
Churchill
929 CHU WRG




RODDA, Emily
A cidade dos ratos
82 LE-311.3 RDD (Juv)

COLE, Steve
A armadilha das Aves do Terror
82 LE-311.3 CLE (Juv)



FARIA, Rosa Lobato de
A voz do coração
82 LP-34 FRA (Inf)

OSÉS, Beatriz
O segredo do papa-formigas
82 LE-1 SES (Inf)

CAMPOS, Carlos
Draguim na aldeia dos duendes
82 LP-34 CMP (Inf)

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terça-feira, 22 de junho de 2010
Visita do Jardim de Infância das Ameiras



Segunda-feira tivemos a visita dos meninos das Ameiras para ouvirem a Sara contar uma história.

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Desenhos no Ar
Nasceu cigana e nela trazia inscritos os códigos da ancestralidade cultural. Ao primeiro sopro que lhe saiu dos pulmões desenhou-se no ar um futuro: crescer junto da família, aprender as curvas redondas das letras até o corpo tomar igual forma, casar-se cedo e ter filhos, ajudar os netos a crescer junto à família.
O fado cigano...
A mãe cantava-lhe canções de embalar em castelhano. Entre tangos e malagueñas, a infância corria-lhe feliz. Os pés descalços, o vestido rasgado, os joelhos esfolados da meninice vivida na rua com os primos. Foi à escola porque o pai assim o quis, a sonhar-lhe uma vida diferente da sua. Quando o corpo assumiu o seu destino, passou a amanhar a casa e a cuidar dos irmãos, enquanto os pais iam para a feira ganhar a vida. Juntava o troco dos avios do supermercado e comprava romances de cordel que lia quase às escondidas. Suspirava, e, no entrelaçar cor-de-rosa dos personagens, desenhava no ar futuros diferentes do seu.
Da janela de casa via passar os Outros da sua idade, rumo aos festivais de Verão ou às discotecas. De dentro de casa via os primos homens divertirem-se em experiências vedadas à sua condição feminina. Sentimentos diferentes cresciam dentro de si: a revolta pela desigualdade e o desejo de voar mais longe. Entre fandangos e rumbas bailados nas festas da família, no soar das palmas, clap clap, bateu o pé no tablao e deu cabaças aos noivos prometidos. O pai reconheceu nela a coragem, o orgulho e a determinação dos antepassados, e deixou-a seguir.
Revirou os estereótipos do avesso e aproveitou os subsídios sociais. Voltou à escola e aprendeu a arte da mediação entre pessoas, a construir pontes de comunicação entre culturas. Conquistou a independência financeira e ganhou consciência de Si e de Cidadã do Mundo. Um sentimento diferente crescia dentro dela: uma vontade de mudar a vida de outras pessoas, de mudar o fado de outras mulheres iguais a ela. Com as suas Companheiras de Viagem, construiu um sonho e fundou uma Associação. Teimosamente, o orgulho e o desafio estampados nos rostos, bateram o pé e estremeceram o Mundo. O delas próprias. E o dos Outros que se vão cruzando no caminho. Entrelaçam afectos e desenham a carvão esquissos incertos no ar. Vidas que se transformam. Consciências que se revelam. Pessoas que se descobrem.
A dança estava-lhe no sangue. Aprendeu a arte do Flamenco, mediada por um duende inscrito à nascença. E com eles, arte e duende, aproximou pessoas e culturas. Deixa bocadinhos de Si nas alunas não-ciganas, as payitas. Conta-lhes histórias de luta e de resistência, no compás matemático de uma sevilhana ou na aritmética complexa de uma bulería. As saias esvoaçam no ar, os tacões batem no chão, as palmas ecoam no espaço, clap clap, e as alunas improvisam a música, num duende que entrelaça afectos e esboça futuros. Naquele tablao, umas e outras esquecem que nasceram diferentes e constroem pontes de comunicação. O acolhimento do Outro ali, vivido e sentido. Bailado a compás...
Conheceu o Amor, tal como nos romances cor-de-rosa que comprava com o troco dos avios. Apaixonou-se por um Senhor e percebeu que era o Sentimento de uma Vida. Casou-se às escondidas. Quando contou ao pai, ele chorou um lamento jondo que soou pelos corredores da Existência, numa soléa que expressava o medo do futuro. Os casamentos ciganos duram uma vida. Os casamentos entre payos, não. Ayayayyyy... Mas reconheceu nela a coragem, o orgulho e a determinação dos antepassados, e deixou-a seguir. Porque para um Cigano não há Valor mais importante que a felicidade dos seus.
Nasceu cigana. Sentiu-se pequenina durante toda a vida, mas é GRANDE. E da mesma forma que improvisa a música, improvisa o futuro, esquissos incertos no ar. É Cigana, filha do vento. Corajosa, orgulhosa, determinada. E não passou um dia, desde o seu nascimento, em que não desenhe no ar uma canção. A sua.

Vanda Fidalgo, in O Canto do Galo: Microcontos do Blog O Galo de Barcelos ao Poder

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segunda-feira, 21 de junho de 2010
Visitas dos Jardins de Infância
Na passada sexta-feira a Biblioteca Municipal teve as visitas da Sala 1 do Jardim de Infância nº 2 de Grândola e do Jardim de Infância da Aldeia Nova de São Lourenço. A Sara voltou a contar a história "Um bocadinho mais" de Yanitzia Canetti e a Sofia contou a história "Grão de Milho" de Olalla Gonzalez.



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sexta-feira, 18 de junho de 2010
José Saramago 1922-2010



" Mesmo que a rota da minha vida me conduza a uma estrela, nem por isso fui dispensado de percorrer os caminhos do mundo. "


José Saramago
1922-2010

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Bom Fim-de-Semana
Júlio Pomar

Os Funcionários da Biblioteca Municipal desejam um bom fim-de-semana a todos os utilizadores.
Poema da Semana
Amigo

Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!

"Amigo" é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

"Amigo" (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
"Amigo" é o contrário de inimigo!
"Amigo" é o erro corrigido
Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada!

"Amigo" é a solidão derrotada!
"Amigo" é uma grande tarefa,
É um trabalho sem fim,
Um espaço sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
"Amigo" vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill

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quinta-feira, 17 de junho de 2010
Visita da Sala Amarela do Jardim de Infância de Grândola
Tal como na terça-feira, a Sara contou a História "Um bocadinho mais" de Yanitzia Canetti, hoje à Sala Amarela do Jardim de Infância de Grândola.





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Clube do Sr. B - O Baile das Bolachas
Ontem, dia 16 de Junho, os membros do Clube do Sr. B de Grândola - Os João Sem Medo, os Rouxinol e o Imperador,os Sinbad, o Marinheiro e os Gansos de Ouro - reuniram-se na Biblioteca Municipal para o Grande Baile das Bolachas.
Com a presença virtual do Sr. B, contaram histórias, comeram bolachas e dançaram.
Foi a festa de encerramento das actividades do Clube.
Até breve Sr. B.









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