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Biblioteca Municipal de Grândola
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Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Bom Fim de Semana
 
Pintura de Ivan Cruz
 
 
 
Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Menino

No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.
Maravilhado
o rosto puro
da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.
E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.
Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

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Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Junho
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Dia Mundial da Criança - Jardim 1º de Maio


Jardim 1º de Maio

Domingo 31 de Maio

A partir das 15H00

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Filme da Semana
Laços de sangue

um filme de

Guillaumet Canet


"Nova Iorque, 1974. Chris (Clive Owen), 50 anos de idade, acaba de ser libertado por bom comportamento após vários anos preso por um assassínio relacionado com lutas de gangues. À sua espera nos portões da cadeia encontra-se Frank (Billy Crudup), o seu irmão mais novo, um jovem policia com uma carreira promissora.
Chris e Frank sempre tiveram um relacionamento difícil, agravado pela preferência que o pai de ambos dava a Chris, apesar das complicações onde este se metia.
No entanto os laços de sangue falam mais alto e Frank está apostado em dar outra oportunidade ao irmão - acolhe-o em sua casa, arranja-lhe um emprego e ajuda-o a reatar a relação com a sua ex-mulher, Monica (Marion Cotillard), e com os filhos.
Mas o inevitável regresso de Chris à antiga vida de crime acaba por ser uma última longa descida de sucessivas traições, que acabará por colocar os dois irmãos frente-frente.
Realizado por Guillaumet Canet e escrito por Guillaumet Canet e James Gray, LAÇOS DE SANGUE conta ainda no elenco com as participações de Mila Kunis, Zoe Saldana e James Caan."

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quarta-feira, 27 de maio de 2015
Dia Mundial da Criança - Programa
16ª Mostra Internacional de Teatro de Santo André
VAI VEM – um espectáculo de teatro físico produzido pela GATO SA sob a direcção de Juan Carlos Agudelo Plata, director da Companhia Colombiana CASA DEL SILENCIO sobe ao palco do Cine Granadeiro esta 5ª feira, às 21h30.
Helena Rosa, Maria Leonardo, Raul Oliveira e Tomás Porto interpretam este espectáculo recentemente estreado na BARRACA, em Lisboa, fruto de um arrojado projeto luso-colombiano iniciado em Setembro de 2014, que integra a programação da 16ª Mostra Internacional de Teatro de Santo André (MITSA) que arranca no próximo dia 1 de junho.

Mais informação: http://www.cm-grandola.pt/frontoffice/pages/366?news_id=230
 
 
 
Cine Granadeiro
 
28 de Maio, 4 e 18 de Junho
 
21H30


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Livro da Semana
 
O assalto
 
de
 
Daniel Silva
 
 
"O lendário restaurador de arte e espião ocasional Gabriel Allon está em Veneza a restaurar um retábulo de Veronese quando recebe uma chamada urgente da polícia italiana. Julian Isherwood, o excêntrico negociante de arte londrino, deparou com o cenário de um homicídio brutal e agora é suspeito do crime. Para salvar o amigo, Gabriel tem não só de descobrir os verdadeiros assassinos, como também encontrar a mais famosa das obras de arte desaparecidas: a Natividade com São Francisco e São Lourenço, de Caravaggio.
A sua missão levará Allon de Paris e Londres aos submundos do crime em Marselha e na Córsega e, finalmente, a um pequeno banco privado na Áustria, onde um homem perigoso guarda a fortuna suja de um cruel ditador. Ao seu lado, o espião tem uma jovem corajosa que sobreviveu a um dos piores massacres do século XX e que tem agora a possibilidade de se vingar da dinastia que lhe destruiu a família.

Um livro elegante, sofisticado e de leitura compulsiva que deixará os fãs de Gabriel Allon cativados desde as primeiras páginas." 

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terça-feira, 26 de maio de 2015
Exposição de Fotografia "Tabernas do Sul" de João Galamba de Oliveira
Workshop "Adolescência: Liberdade e Responsabilidade, Comunicação e Partilha" com Cristina Nogueira da Fonseca
 
 
A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Grândola  realiza  no dia 30 de maio de 2015 um Workshop intitulado"Adolescência: Liberdade e Responsabilidade, Comunicação e Partilha" pelas 10h00 -12h30 / 14h00 - 16h30, na Biblioteca Municipal de Grândola.
O presente  workshop insere-se no Programa de Capacitação Parental " Famílias Felizes" e a sua abordagem  é sobre a adolescência: "Há pais que defendem que as birras até aos 5 anos, o stress desmedido com a realização dos trabalhos de casa a partir dos 6 anos, em nada se comparam ao desafio do que é ser mãe/pai de um/a adolescente.
Fase de adaptação, afirmação e redescobrimento do seu papel e lugar no seio da família, não só para os adolescentes como para os pais. Esta fase traz consigo um clima de desafio.
Que liberdade pode ter um adolescente? Que responsabilidade podem ter os pais? Como se mantém o canal de comunicação aberto mesmo quando a porta se fecha?"
Façamos perguntas e falemos de respostas.
 
Contamos consigo dia 30 de Maio, na Biblioteca Municipal de Grândola.

As inscrições são limitadas a 20 participantes.
 
 

CPCJ - COMISSÃO DE PROTEÇÃO DE CRIANÇAS  E JOVENS
Tel.: 269 442 976 / 916 18 3105       
E-mail: cpcjgrandola@gmail.com
Bairro da Esperança - Rua 1º de Maio, Bloco 7, Loja BL
7570-145 GRÂNDOLA


 
Ficha de Inscrição


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Aprendiz de viagem
   "Um dia li num livro: «Viajar cura a melancolia».
   Creio que, na altura, acreditei no que lia. Estava doente, tinha quinze anos. Não me lembro da doença que me levara à cama, recordo apenas a impressão que me causara, então o que acabara de ler.
   Os anos passaram - como se apagam as estrelas cadentes - e, ainda hoje, não sei se viajar cura a melancolia. No entanto, persiste em mim aquela estranha impressão de que lera uma predestinação.
   A verdade é que desde os quinze anos nunca mais parei de viajar. Atravessei cidades inóspitas, perdi-me entre mares e desertos, mudei de casa quarenta e quatro vezes e conheci corpos que deambulavam pela vasta noite... Avancei sempre, sem destino certo.
   Tudo começou a seguir àquela doença.
   Era ainda noite fechada. Levantei-me e parti. Fui em direcção ao mar. Segui a rebentação das ondas, apanhei conchas, contornei falésias; afastei-me de casa o mais que pude. Vi a manhã erguer-se, branca, e envolver uma ilha; vi crepúsculos e noites sobre um rio, amei a existência.
   Dormia onde calhava: no meio das dunas, enroscado no tojo, como um animal; dormia num pinhal ou onde me dessem abrigo, em celeiros, garagens abandonadas, uma cama...
   E quando regressei, regressei com a ânsia do eterno viajante dentro de mim.
   Hoje sei que o viajante ideal é aquele que, no decorrer da vida, se despojou das coisas materiais e das tarefas quotidianas. Aprendeu a viver sem possuir nada, sem um modo de vida. Caminha, assim, com a leveza de quem abandonou tudo. Deixa o coração apaixonar-se pelas paisagens enquanto a alma, no puro sopro da madrugada, se recompõe das aflições da cidade.
   A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, vêem. O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo, é único, não se confunde com nenhum outro.
   Viajar, se não cura a melancolia, pelo menos, purifica. Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo reencontra a harmonia perdida - entre o homem e a terra.
   O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas. Aprendeu a nomear o mundo.
   Separou com uma linha de água o que nele havia de sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem não foi feito para ficar quieto. A sedentarização empobrece-o, seca-lhe o sangue, mata-lhe a alma - estagna o pensamento.
   Por tudo isto, o viajante escolheu o lado nómada da linha de água. Vive ali, e canta - sabendo que a vida não terá sido um abismo, se conseguir que o seu canto, ou estilhaços dele, o una de novo ao Universo."
 
Al Berto, in "O anjo mudo"

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segunda-feira, 25 de maio de 2015
Novidades Livros
 
NIVEN, John
A segunda vinda de Cristo
82 LE-3 NVN
 
 
 
BEYHUTH, Danilo
Bando de dois
82-9 BYR
 
 
 
GATTI, Alessandro
Quem raptou o Rei da Cozinha
82 LE-312.4 GTT (Inf)

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sexta-feira, 22 de maio de 2015
Bom Fim de Semana
Maternidade (1905) , de Pablo Picasso
 
 
 
Bom Fim de Semana 

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Poema da Semana
Doidas, doidas, doidas andam as mamãs
Pra deixar os filhos lá no infantário
Perdem, perdem, perdem todos os comboios
Chegam ao emprego fora do horário

Arregaçam mangas pra fazer comida
Todas convencidas que são cozinheiras
Dormem muito menos do que desejavam
E de manhãzinha notam-se as olheiras

Doidas, doidas, doidas andam as mamãs
Para conseguirem ver televisão
Lavam biberões, também cozem maçãs
E a um miminho não dizem que não

Apanham migalhas, arrumam brinquedos
Mesmo que em minutos fique tudo igual
Aplicam castigos, afugentam medos
E o bem-estar dos filhos é o principal

Doidas, doidas, doidas andam as mamãs
Para regressar a uma discoteca
Usar um vestido sem rasgar collants
Mas sem emoção a vida era uma seca

Aprendem cantigas, inventam histórias
Para adormecer melhor as filhotas
Noite após noite ambicionam vitórias
Mas dormir a sério só quando velhotas.

Inês Guerreiro Relvas, in "Doidas, doidas, doidas andam as mamãs"

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quinta-feira, 21 de maio de 2015
Exposição "Posters Caseiros", por Edgar Ascensão

Biblioteca Municipal

23 de Maio a 20 de Junho

Inauguração 23 de Maio - 21H00
(Com a presença do autor)

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Filme da Semana

Alentejo, Alentejo

um filme de

Sérgio Tréfaut


"Alentejo, Sul de Portugal. Dezenas de grupos amadores reúnem-se regularmente para ensaiar antigos cantos polifónicos e para improvisar modas sobre o tempo presente. Isto é o cante. Nascido nas tabernas e nos campos, o cante transmitiu-se ao longo de várias gerações. Nas últimas décadas, com a diáspora alentejana, novos grupos surgiram na periferia de Lisboa e em diversos países de emigração. Muitos deles formados por adolescentes e crianças, provando que o cante está vivo e é o traço identitário de toda uma população. Alentejo, Alentejo é uma viagem a um modo de expressão musical único e à paixão dos seus intérpretes."

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quarta-feira, 20 de maio de 2015
Exposição "Posters Caseiros", por Edgar Ascensão
  
 O género gráfico de posters alternativos tem ganho cada vez mais terreno e inúmeros designers vão deixando a sua marca.
   Com esta reinterpretação de cartazes de filmes portugueses e utilizando ferramentas digitais, quer-se redefinir um novo olhar no design dos filmes representados. Com uma mensagem escondida, um "double sense", ou um grafismo totalmente novo para promover estas produções do passado. 
   Numa altura em que o apoio ao cinema português é escasso, ou mesmo nulo, esta é uma forma de dar uma segunda vida ao que já estava conquistado, produzido, marcado na memória do público, para se dar o valor ao que já se possui. Factores da crise afectam em muito a visão que temos da cultura cinematográfica e esta série pretende reavivar memórias, enquanto as dificuldades e obstáculos não forem ultrapassados.
   É pois, para relembrar o passado, que nem sempre é valorizado.

BIOGRAFIA DO AUTOR

   Nascido na cidade francesa de Oyonnax em 1981, filho de pais emigrantes, veio para Portugal aos oito anos. Nunca se sentindo como francês, resignou frequentemente a sua naturalidade. Os pais, desde cedo que o empurraram para as Artes, mas sempre com o alerta dos estudos. Da vila do Paul, no concelho da Covilhã, logo se afastou para mais longe.
   Em 2005 concluiu a licenciatura em Artes da Imagem (Pré-Bolonha - 5 anos) vertente Multimédia/Audiovisuais na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco. Actualmente é repórter de imagem da Sic e como hobbie, blogger cinéfilo casual.
   O amor pelo cinema leva-o a desenhar posters alternativos de diversos filmes internacionais, que chegam a atingir algum reconhecimento mundial. Essa popularidade levou-o a criar por iniciativa própria um livro de compilação “Posters Alternativos”, reunindo essas criações gráficas.

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Livro da Semana

O irmão alemão

de

Chico Buarque

"Aos 22 anos, Chico Buarque descobriu que tinha um irmão alemão.
Sergio Buarque de Holanda, reputado historiador e crítico literário, pai de Chico, vivera na Alemanha entre 1929 e 1930, enquanto correspondente de um jornal. A efervescente Berlim dos anos 30 serviu de cenário a um romance com uma mulher alemã, de quem teve um filho que nunca chegou a conhecer. Chamava-se Sergio Ernst.
Quase cinco décadas depois da descoberta, Chico Buarque decidiu fazer da existência desse irmão - e do silêncio em torno dele - a matéria do seu próximo romance. Mas antes precisava de saber exactamente o que lhe acontecera.
Dessa busca nasce este romance. Magistralmente conduzida por um narrador obsessivo, delirante, megalómano e profundamente solitário sem o querer ser, a narrativa enreda o leitor numa trama em que realidade e devaneio se confundem permanentemente. A páginas tantas, a busca de narrador e autor passa a pertencer igualmente ao leitor, também ele desesperadamente procurando esse irmão desconhecido."

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terça-feira, 19 de maio de 2015
Anedotas
   "Um dos mistérios da vida é: de onde vêm as anedotas? O enigma da criação da anedota se compara ao enigma da criação da matéria. Em todas as teorias conhecidas sobre a evolução do universo sempre se chega a um ponto em que a única explicação possível é a da geração espontânea. Do nada surge alguma coisa. As anedotas também nasceriam assim, já prontas, aparentemente autogeradas. Você não conhece ninguém que tenha inventado uma anedota. Ou, pelo menos, uma boa anedota. Os que contam uma anedota sempre a ouviram de outro, que ouviu de outro, que ouviu de outro, que não se lembra onde a ouviu. Se anedota fosse crime, sua repressão seria dificílima. Prenderiam os viciados e os traficantes, a arraia-miúda, mas jamais chegariam ao capo, ao distribuidor, ao verdadeiro culpado.
   - Prendemos o Joca («Sabem a última?») da Silva. Ele estava passando uma anedota e...
   - Imbecis! Não era para prender.
   - Mas, delegado. Ele estava de posse de dezenas de anedotas de primeira qualidade. Algumas novíssimas...
   - Era para segui-lo e descobrir seu fornecedor. Mais uma pista perdida...
   Os humoristas não fazem anedotas. Inventam piadas, frases, cenas, histórias, mas as anedotas que correm o país não são deles. São de autores desconhecidos mas nem por isso menos competentes. Uma anedota geralmente tem o rigor formal de um teorema. Exposição, desenvolvimento, desenlace. Claro que variam de acordo com quem conta. Grande parte do sucesso de uma anedota depende do estilo de quem conta. A anedota é uma continuação da tradição homérica, de narrativa oral, que transmitia histórias antes do livro. Anedota impressa deixa de ser anedota. Existem contadores eméritos. E casos pungentes de grandes contadores que, com o tempo, vão perdendo a habilidade, até chegarem ao supremo vexame de, um dia, esquecerem o fim da anedota.
   - Aí o anãozinho pega o desentupidor de pia e...
   - Sim?
   - E... e... Como é mesmo? Já me vem...
   - Não!
   Pior do que isto é o contrário. O contador decadente que passa a só se lembrar do fim das anedotas.
   - Como é mesmo aquela? Termina com o homem dizendo pro índio «fica com o escalpo mas me devolve a peruca». Puxa...
   Há quem diga que todas as anedotas são variações sobre dez situações básicas, que existem há séculos. Deus, depois de dar a Moisés a tábua com os Dez Mandamentos, o teria chamado de volta e dito:
   - E esta é a das anedotas...
   Seja como for, a anedota é a grande manifestação da inventividade popular, da inteligência clandestina que mantém vivo o espírito crítico, mesmo quando tentam reprimi-lo. Quem quiser saber o que pensavam os brasileiros dos seus líderes desde o primeiro Pedro deve procurar nas anedotas, não na história oficial. Contam que na Rússia, certa vez, Stalin decidiu formar um ministério da anedota, para substituir as anedotas que o povo andava espalhando por sua conta. Vários ministros tentaram mas não conseguiram produzir anedotas que agradassem ao povo, e foram mandados para a Sibéria. Até que um ministro acertou e fez uma série de anedotas, todas contra Stalin, que tiveram grande aceitação popular. O ministro foi condecorado e escapou de ser mandado para a Sibéria por ter fracassado. Foi mandado para a Sibéria por fazer anedotas sobre o Stalin. E o ministério acabou logo, por falta de pessoal capacitado.
   Dizem que, eventualmente, um computador bem programado poderá escrever teses e romances. Mas duvido que algum computador, algum dia, possa fazer uma anedota. As instruções seriam claras. Local: uma cela de prisão no Brasil. Personagens: os responsáveis pelos escândalos das privatizações, do Sivam, do Proer, do Daer e da Caixa Dois reunidos. Tarefa: criar uma história curta, com final surpreendente, que faça rir. O computador provavelmente responderia:
   - Tarefa impossível. Situação improvável."
 
Luís Fernando Veríssimo, in "Comédias para se ler na escola"

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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Exposição "Posters Caseiros", por Edgar Ascensão
Biblioteca Municipal
23 de Maio a 20 de Junho

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Novidades Livros

STILWELL, Isabel
Ínclita geração
82 LP-3 STL


 
MUCHAMORE, Robert
O prisioneiro
82 LE-311.3 MCH (Juv)
 
 
 
UNGERER, Tomi
Onde está o meu sapato?
82 LE-34 NGR (Inf)

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sexta-feira, 15 de maio de 2015
Bom Fim de Semana
 
Pintura de Maria Dulce Martins
 
 
 
Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Fim

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!

Mário de Sá-Carneiro (19/05/1890 - 26/04/1916), in "Poesias"

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quinta-feira, 14 de maio de 2015
É uma vez... "Os três porquinhos"
A sessão de Animação do livro e da leitura do passado sábado foi inspirada no livro "Os três porquinhos" de Luísa Ducla Soares, com ilustrações de Maria João Lopes. Participaram nesta sessão a Catarina Saldanha, Cátia Miquelino e Marisa Pereira, com a colaboração de Jorge Louro.
 
 










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Filme da Semana

 
A missão
 
um filme de
 
Roland Joffé
 
 
"América do Sul, século XVII.
Portugal e Espanha decidem determinar as fronteiras na América do Sul a fim de limitarem o poder dos jesuítas e, eventualmente, procederam à sua expulsão. Para este trabalho é nomeado o Cardeal Altamiro, que deverá definir e organizar as fronteiras.
Quando um dos missionários é barbaramente assassinado na selva, o Padre Gabriel (Jeremy Irons) tenta contactar a perigosa tribo indígena responsável pelo crime. É lá que conhece Rodrigo Mendonza (Robert De Niro), um antigo mercenário negociante de escravos, cujos remorsos por ter morto o irmão o levaram a alterar completamente o seu modo de vida, fazendo agora parte da missão Iguazu.
Anos mais tarde, um novo tratado é assinado em Madrid, onde fica oficialmente decidida a não expulsão dos jesuítas e o encerramento de todas as missões. As tropas encarregadas de as destruir já vão a caminho. Mendonza e Gabriel enfrentam um terrível dilema: obedecer à ordem Papal e abandonar a missão, ou ficar e defender os índios. Gabriel opta pela salvação, mas Mendonza luta ferozmente contra os espanhóis, ao lado dos índios que outrora explorara."

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quarta-feira, 13 de maio de 2015
Livro da Semana
 
 
Amanhã na batalha pensa em mim
 
de
 
Javier Marías
 
 
Romance galardoado com os prémios Fastenrah, Internacional de Novela Rómulo Gallego e Femina Étranger.
 
 
"Victor Francés, um guionista frustrado, é convidado a jantar em casa de Narta Téllez, uma bela mulher casada que mal conhece e cujo marido está em viagem. Sem saber bem o que esperar, Victor apercebe-se, já demasiado tarde, do teor romântico deste convite... No entanto, ainda antes de consumar o adultério, Marta sente-se mal e cai morta à sua frente.
 
Numa Madrid invernosa e nocturna, Victor foge daquela casa desconhecida para nunca mais ser o mesmo. Para trás deixou sozinha uma criança de dois anos, o filho de Marta, que dormia num dos quartos. As interrogações assaltam-no: Que fazer com o cadáver? Deverá avisar as autoridades? O que será feito da criança? E o marido? Certo é que a fuga e a infedilidade que não chega a cometer lhe consumirão os pensamentos e o transformarão na sombra de um homem, alguém que se dissimula, e às suas intenções, a cada passo. Um homem que se questiona permanentemente sobre o que distingue a vida e a morte.
 
Ainda mais que noutros romances seus, Javier Marías revela-nos uma narrativa caprichosa acerca de várias questões que a todos nos consomem: o segredo, as acções e as intenções, as vontades que ficam por cumprir, a rejeição, o esquecimento, quiçá, é «a nossa condição natural e , na realidade, não deveria magoar-nos tanto».

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terça-feira, 12 de maio de 2015
Novidades Livros
 
FREITAS, Pedro Chagas
Prometo falhar
82 LP-3 FRT
 
 
 
GUARNIDO, Juanjo
Blacksad: Artic-Nacion
82-9 GRN
 
 
 
 
STILTON, Geronimo
Na rota de Vasco da Gama
82 LE-311.3 STL (Inf)

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sexta-feira, 8 de maio de 2015
Bom Fim de Semana
Sophia de Mello Breyner Andresen, por Helder de Carvalho


Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
A minha vida está vivida
Já minha morte prepara
Seu pó de beladona
Viajarei ainda para me despedir das imagens
Antes de despir a túnica do visível

Em vão me engano
Verdadeiramente sou quem fui
Atravessando quartos forrados de espelhos ardentes
E diluída no fulgor da Primavera antiga

Se ainda busco o promont´rio de Sunion
É porque nele vejo a minha face despida
O mitológico mundo interior e exterior
Da minha própria unidade perseguida

Mas como despedir-me deste sal
Deste vento inventor de degraus e colunas
Como despedir-me das pedras deste mar
E deste denso amor inteiro e sem costuras

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Obra Poética"
(Poema inédito)

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quinta-feira, 7 de maio de 2015
É uma vez... "Os três porquinhos"


Biblioteca Municipal

9 de Maio - 11H00

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Filme da Semana
Locke

um filme de

Steve Knight


"Ivan Locke (Tom Hardy) trabalhou arduamente para conseguir a vida que ambicionava, dedicando-se ao trabalho que gosta e à família que adora. Na véspera do maior desafio da sua carreira. Ivan recebe um telefonema que desencadeia uma série de eventos que irão pôr em causa a sua família, o trabalho e a sua alma. Com toda a ação a decorrer ao longo de uma viagem de carro, LOCKE demonstra como uma decisão pode levar ao completo colapso de uma vida. Realizado e escrito por Steven Knight («Eastern Promises», «Dirty Pretty Things») e com uma inesquecível performance de Tom Hardy, LOCKE é uma experiência cinematográfica única, de um homem que luta para salvar tudo o que é importante para ele."

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quarta-feira, 6 de maio de 2015
Ler Faz Crescer - Maio
Livro da Semana

Escrevam a dizer quem foi ao meu funeral

de

Celso Filipe


"A historia começa com um crime. 

A alemoa apareceu morta na Lagoa Salgada...
Se fosse algum forasteiro, apesar da gravidade do caso ninguém se afligiria por demais. Mas a Ingrid, filha adoptiva da terra, a quem todos queriam bem de diferentes quereres?! Quem lhe poderia ter feito mal?

O Zé da TVI ficou atrofiado e chamou a Guarda, a Judiciária apareceu por arrasto a meter o nariz, mas o camarada Júlio Sebastião convocou a ≪sagrada família≫ e tomou medidas mais drásticas: 

E é assim que irão chegar à aldeia de Silha da Palha, ou aos seus arredores, quatro figuras que estariam  deslocadas do tempo e da realidade, se o tempo não fosse relativo e a realidade, amiúde, uma ficção. Hercule Poirot, o detective picuinhas; Jules Maigret, o comissário bonacheirão; Perry Mason, o advogado sedutor, e Nero Wolfe, o investigador asceta...

O jornalista Celso Filipe estreia-se na ficção com um romance que fará garantidamente as delícias dos amantes dos policiais clássicos e de literatura em geral."

Sobre o autor:
Nasceu em Setembro de 1964.
Considera-se afortunado porque tem duas terras que o preenchem: Lisboa, de onde é natural, e Grândola, onde a sua vida começou a fazer sentido.
Empenha-se, embora de forma inconsequente, em seguir o lema de Agostinho da Silva: «não faço planos para a vida, para não atrapalhar os planos que a vida tem para mim».
Tem uma fixação por dois livros, A Invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares, e O Arranca Corações, de Boris Vian.
Frequentou o curso de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa. É actualmente subdirector do Jornal de Negócios.
Escrevam a dizer quem foi ao meu funeral é o seu primeiro romance.
Na Planeta publicou já, em 2013, O Poder Angolano em Portugal – Presença e influência do capital de um país emergente

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terça-feira, 5 de maio de 2015
Cinema: "Argumento de Amor" - Sessão única dia 10 de Maio às 21h30

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EXPERIMENTA: Workshop de iniciação ao Cante Alentejano

Estúdio Jovem
(Complexo Desportivo Municipal José Afonso)

5, 12, 19 e 26 de Maio - 19H00

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Mutação
   "Iam e vinham, os visitantes. Alguns voltavam, outros não.
   Lembrava-se da maioria dos que o tinham procurado, ali onde vivia há décadas e os dias passavam iguais. Velhos ou novos, todos queriam beber o seu conhecimento hermético. Alguns, aproximavam-se com cautela e reverência, outros com jactância e uma pose de quem sabia muito. Quando se iam embora no final, todos se quedavam em silêncio.
   Havia membros da mesma irmandade espalhados pelo mundo, em ambientes semelhantes, todos fechados à chave em lugares de onde não poderiam sair sozinhos. Todos ocultando segredos obscuros que por vezes partilhavam com os poucos que entendiam a sua linguagem.
   Um dia a porta debaixo do letreiro «Esoterismo» abriu-se. Mãos delgadas elevaram-se e retiraram-no da prateleira. Era a rapariga que já vira naquela mesma sala, pegando em outros como ele, folheando-os brevemente e devolvendo-os à estante, parecendo não ter encontrado o que procurava. Talvez hoje fosse diferente.
   Ao contrário de alguns visitantes que o abriram pela contracapa à procura de algo que ele não tinha e acabavam por desistir, aquela rapariga pousou-o delicadamente no regaço e começou a ler - tudo. Os dedos finos deslizavam pelo bordo de cada página enquanto os olhos escuros absorviam o que ele há muito encerrava. Até que escureceu e as mesmas mãos delgadas se elevaram para o devolver ao sítio, atrás da porta de vidro fachada à chave.
   No dia seguinte, ela voltou. Trazia um caderno que pousou na mesinha enquanto o ia buscar novamente. De novo as mãos delgadas o seguraram e os dedos deslizaram pelo bordo das páginas - mas desta vez, uma levantava-se a espaços para anotar qualquer coisa no caderno.
   Manhã após manhã a rapariga regressava, folheando-o incessantemente durante horas, fazendo-o sentir-se vivo e quente enquanto ela lia e tomava notas. Há muito que não se sentia assim e começou a ansiar pelo momento em que ela chegava e o tirava da estante. Estar horas naquele regaço fazia-o lembrar-se do tempo em que, como ela, vivia e respirava. Lembrar-se da última vez que alguém o tacara com amor.
   Até que um dia a rapariga não veio. Ficou surpreendido e triste, até se lembrar que nesse dia a biblioteca estava fechada. Resignou-se a ficar de novo confinado àquela estante estreita fechada à chave numa sala recôndita, onde muitos o tinham procurado com curiosidade e ânsia de saber, mas nenhum com tanta paciência e dedicação como ela.
   Nessa madrugada, a luz de uma lanterna banhou a estante. A porta abriu-se e mãos delgadas, as mãos dela, retiraram-no delicadamente da prateleira e pousaram-no sobre a mesinha de apoio, abrindo a página que tinha deixado marcada com finíssimo papel, as mesmas palavras que pronunciara tantos anos antes: as últimas. Depois um baque surdo e o silêncio.
   Sentiu-se rebentar de orgulho. Ela fizera a sua troca para lhe dar algo que ele nunca tivera.
   No dia seguinte a bibliotecária júnior, encarregue de abrir as salas e verificar se tudo estava em ordem, deu com eles: um aberto, pousado numa mesa, o outro tombado no chão.

   - Esta deve ser a única biblioteca onde os livros saem do sítio sozinhos... o que será isto? Humm... «Index»... Não me lembro de ver este, devia estar escondido dentro do outro. Bom, não interessa. São quase nove horas.
   Pegou-lhes sem cerimónia e arrumou-os lado a lado.
   Se ele tivesse lábios, sorria. Agora ficariam para sempre juntos."

Regina Catarino, in "Antologia Fénix de Ficção Científica e Fantasia"
Retirado
daqui

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segunda-feira, 4 de maio de 2015
É uma vez... "Os três porquinhos"


Biblioteca Municipal

9 de Maio - 11H00

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