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Biblioteca Municipal de Grândola
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sexta-feira, 28 de junho de 2013
Bom fim-de-semana
Ilustração de André Letria

Os técnicos da B.M.G desejam um excelente fim-de-semana!!!
Poema da Semana
AS CARAVELAS

Já no largo Oceano navegavam
As inquietas ondas apartando
Os ventos brandamente respiravam
Das naus as velas côncavas inchando

Luís de Camões in "Primeiro livro de poesia"

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quinta-feira, 27 de junho de 2013
Filme da Semana

Linhas de Wellington

um filme de
Valeria Sarmento

"Em 27 de Setembro de 1810, as tropas francesas comandadas pelo marechal Massena, são derrotadas na Serra do Buçaco pelo exército anglo-português do general Wellington. Apesar da vitória, portugueses e ingleses retiram-se a marchas forçadas diante do inimigo, numericamente superior, com objectivo de o atrair a Torres Vedras, onde Wellington fez construir linhas fortificadas dificilmente transponíveis."

Este filme encontra-se disponível para visionamento na B.M.G.

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quarta-feira, 26 de junho de 2013
Livro da Semana
 

Tudo tem o seu tempo: autobiografia

de
Ana Maria Magalhães

"Pertenço a uma enorme família, cheia de curiosas ramificações. Cresci num ambiente singular. Transporto comigo histórias engraçadas que merecem um registo. Tenho uma dívida de gratidão para com todos os que por vontade expressa ou por acaso converteram a minha infância e juventude no tesouro que ninguém me pode roubar. Quando senti necessidade de deixar um testemunho aos filhos e aos netos, fiz apelo à memória retrospetiva apoiada nas agendas onde anoto o meu dia a dia desde criança e procurei parentes que não via há muito a fim de preencher lacunas e pedir fotografias.
Esses encontros, bem agradáveis, proporcionaram-me descobertas que ampliaram o projeto e obrigaram à leitura de papelada coberta de pó no fundo das gavetas. Tirei dúvidas, aprofundei as relações com o passado, escolhi o que me pareceu mais significativo e esclarecedor.
Mas, à medida que o texto ia ganhando forma, emergiram detalhes, pequenas experiências caídas no esquecimento, e apercebi-me, com surpresa, de que mesmo essas afloram a cada passo os livros escritos em parceria com Isabel Alçada.
O Zeferino Coelho, da Caminha, teve acesso ao manuscrito porque é meu marido há 26 anos. Como também é nosso editor há 30 leu à maneira que lhe é própria, foi de opinião que o livro retrata pessoas, lugares e épocas de forma sugestiva, quis publicar. Ele lá sabe."

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terça-feira, 25 de junho de 2013
Animação de Verão - Julho 2013

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O gancho
"O Quim e a Nela eram um casalinho de namorados, daqueles que se conhecem na escola primária e continuam juntos a vida fora. Tinham planos para o futuro, como qualquer casal, e também já tinham os seus hábitos.
Todos os dias, o Quim ia buscar a Nela ao emprego e depois lá iam, para um campo situado fora da vilazinha. Lá, podiam pôr o rádio do carro nas alturas e estar um bocadinho sós, longe de todos.
Naquele dia, já estava a escurecer quando ouviram o noticiário local: "... escapou da Prisão de Santa Maria.... condenado por assassinato..."
O Quim parou de tamborilar com os dedos no volante, "... Está a ser levada a cabo uma caça ao homem em grande escala", zumbia a voz metálica no tablier do carro. "A polícia aconselha os cidadãos a não se aproximarem dele pois é extremamente perigoso. De facto, o indivíduo em questão é maneta e tem um gancho no coto direito..."
- Um gancho! - disse a Nela, estremecendo. - Que horror!
- Que horror! - zombou o Quim.
- O que é isto? - gritou a Nela, comprimindo-se contra o Quim.
- O quê?
- Aquele rangido!
- Acalma-te! - disse o Quim. - Esta lata está sempre a estalar e a gemer.
- Vamos já embora, Quim! Depressa!
- Mulheres... Têm medo de tudo! - suspirou o Quim.
- Desculpa - disse Nela, quando o Quim estacionou em frente à sua casa. - Assustei-me com aquele ruído. Queres entrar? O meu pai ainda não chegou...
Então o Quim saiu e, contornando o carro pela traseira, dirigiu-se para a porta da Nela. E lá, pendurado na maçaneta, ainda a balouçar, estava um grande gancho de aço."

Kevin Crossley-Holland in "Contos arrepiantes" 

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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Novidades de Livros

SAMPAIO, Daniel
Labirinto de mágoas
173 SMP


CAMARNEIRO, Nuno
No meu peito não cabem pássaros
82 LP-3 CMR


HANRAHAN, Gareth
O mundo de Tolkien: os povos e os lugares da terra média
82 LE-34 HNR (Juv.)

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sexta-feira, 21 de junho de 2013
Bom fim-de-semana
Os funcionários da B.M.G desejam um agradável fim-de-semana!




Ilustração de Eric Carle
Poema da Semana
A GALOPE PELAS ONDAS

Olha o cavalo-marinho
que parece de madeira;
brinquedo em banca de feira
para um menino brincar.

A verdade verdadeira
é que ele é mesmo um bichinho,
o cavalo cavalinho
que anda a trote e a galope
lá pelas ondas do mar...

Maria Teresa Maia Gonzalez in "Ser invulgar"

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quinta-feira, 20 de junho de 2013
Programa: VIVAM AS FÉRIAS - Verão 2013



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Filme da Semana

Hitchcock

filme realizado por
Sacha Gervasi

"Atormentado por um ego impulsivo e uma irritante insegurança, a lenda de Hollywood Alfred Hitchcock fica obcecado com a horrenda história de um crime que os estúdios não aceitam financiar. Determinado, arrisca a reputação, a casa, e até o amor da sua esposa, Alma, ao decidir avançar mesmo com o filme. Finalmente, Hitch acaba por conquistar de novo Alma, e os dois colaboram na criação de uma obra-prima intemporal - Psico."

Este filme encontra-se disponível para visionamento na B.M.G.

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quarta-feira, 19 de junho de 2013
Livro da Semana

Bestas de Lugar Nenhum

de
Uzodinma Iweala

"Bestas de Lugar Nenhum conta a história na primeira pessoa de Agu, um menino que, num país africano sem nome, é obrigado a combater numa das muitas guerras civis que assolam o território.
O que é original nesta história é a maneira como é contada, numa língua inventada, parte de pidgin nigeriano, parte cunhagem do próprio autor, que nos transporta para dentro da cabeça e do coração de um menino a quem tiram a mãe e que, por isso, se sente já homem, sempre saudoso da infância. O relato impiedoso das atrocidades mais comuns é, pois, constantemente trespassado pela poesia nostálgica das recordações vívidas e felizes de criança, o que nos suscita simpatia e nos leva a questionar até que ponto estamos dispostos a perdoar. E também se afinal perdoamos porque, com as condições certas, «qualquer pessoa dá um homicida qualquer», ou porque nós próprios queremos livrar-nos desta culpa: estar passivamente sentados no sofá a ler uma história que se passa tão longe como um filme de acção no cinema ou nas notícias na televisão."

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terça-feira, 18 de junho de 2013
Vencedor do passatempo "Sopa de Letras"

A frase vencedora da actividade desenvolvida no dia 1 de Junho de 2013, Dia Mundial da Criança", foi "O AMOR É LINDO".

Parabéns ao vencedor!!!

Que poderá  levantar o seu prémio na Biblioteca Municipal de Grândola.





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A PEDRA
"Kapapelo passava todos os dias por aquela pedra e olhava. A pedra era estranha. Às vezes parece que se mexia. A mãe tinha-lhe ensinado, Olha, meu filho, quando vais num caminho e ficas cansado e precisas de descansar, vê bem onde te sentas. Contam uma estória, meu filho, mas é só estória, que um caçador distraído, à noite, muito cansado, sentou-se num tronco caído no chão. Afinal era um leão que estava a dormir e, de manhã muito cedinho, quando o leão acordou, apanhou um susto nas costas, atirou com o caçador para o ar e ele, leão, mania de rei da selva, desatou a fugir.
Um dia Kapapelo, mesmo a passar ao lado da pedra, deu-lhe cansaço, vontade de descansar e perguntou na pedra: Ó pedra, deixas-me fazer um cochito de descanso, só sentar um bocadinho para depois continuar até na casa do professor?
A pedra não respondeu e Kapapelo sentou-se.
Tirou do bolso um bocado de jinguba e bombô que a mãe lhe dera para a viagem e começou a comer. Ele gostava muito daquela jinguba com um bocado de sal e comia mesmo com a casca e o bombô nem se fala, era a avó dele que fazia e antes de assar ficava a curtir num saco enterrado no lodo do rio.
Mas Kapapelo começou a ver que os pés dele, que antes estavam no chão, agora ficavam no ar. Que raio de pedra és tu que estás a crescer? Perguntou Kapapelo, e cada vez mais a pedra crescia. Mas ó pedra, que brincadeira é esta ou és uma pedra feitiço?
O que é que a tua mãe te falou para quando necessitasses de descansar no caminho?
Perguntou a pedra.
Para tomar cuidado e ver bem onde me sentava.
Pois não tomaste cuidado. A tua sorte é que eu estou a jiboiar um boi que comi?
A jiboquê?
A jiboiar, sim, não vês que eu sou uma jibóia?
Mas baixa-me só desse primeiro andar que eu depois conto-te uma estória de jibóia que ouvi contar na minha mãe.
Está bem, vou-te baixar. E a jibóia começou a baixar e assim que Kapapelo pôs os pés no chão saiu logo de cima da jibóia, afastou-se, a jibóia perguntou qual a estória afinal?
E Kapapelo respondeu já numa corrida:

A estória que eu vim saber
É de uma jibóia a jiboiar
Com boi inteiro a comer
Kapapelo põe-te andar!"

Manuel Rui in "Conchas e Búzios"

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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Novidades Livros

FARIA, Rosa Lobato de
A noite inteira já não chega: poesia 1983-2010
82 LP-1 FRA


MO, Yan
Peito grande, ancas largas
82 LE-3 MO


KULKA,  Otto Dov
Paisagens da metrópole da morte
82 LE-3 KLK

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sexta-feira, 14 de junho de 2013
Bom fim-de-semana!


Fernando Pessoa (N. 13/06/1888 - F. 30/11/1935)

(caricatura retirada de http://www.orlandeli.blog-se.com.br)

Os funcionários da Biblioteca Municipal de Grândola desejam a todos um bom fim-de-semana!

Animação do livro e da leitura para todos
A Biblioteca Municipal de Grândola apresentou no passado sábado, dia 8 de junho, a dramatização da história "O reino das sete ondas", uma adaptação do livro de José Jorge Letria (texto) e de André Letria (ilustração).









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Poema da Semana
"No entardecer da terra
O sopro do longo Outono
Amareleceu o chão.
Um vago vento erra,
Como um sonho mau num sono,
Na lívida solidão.

Soergue as folhas, e pousa
As folhas, e volve, e revolve,
E esvai-se inda outra vez.
Mas a folha não repousa,
E o vento lívido volve
E expira na lividez.

Eu já não sou quem era;
O que eu sonhei, morri-o;
E até do que hoje sou
Amanhã direi, quem dera
Volver a sê-lo!... Mais frio
O vento vago voltou."

in Poesias de Fernando Pessoa, de Fernando Pessoa

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quarta-feira, 12 de junho de 2013
Dia da Criança
No Dia da Criança, os técnicos da Biblioteca Municipal de Grândola, vestidos de cozinheiros, estiveram no Jardim 1º de Maio a animar as crianças com uma deliciosa sopa de letras.






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sexta-feira, 7 de junho de 2013
Bom Fim de Semana

Luís Vaz de Camões (ca. 1524 - 10-06-1580)
(Imagem retirada do Bolg "lusoleituras.wordpress.com")




Bom Fim de Semana para todos

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Poema da Semana
Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

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quinta-feira, 6 de junho de 2013
Animação "Ler Faz Crescer" - Grupos escolares
A animação do livro e da leitura deste mês, é baseada no livro "O menino e os segredos do mar" de Maria Teresa Calado, ilustrado por Beatriz Manteigas.
Durante as sessões de animação, as técnicas da biblioteca, promovem atividades de sensibilização relacionadas com a poluição existente no mar. 



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Filme da Semana

A invenção de Hugo

um filme de

Martin Scorsese


"Bem-vindo ao mundo mágico!
Quando o astuto e engenhoso Hugo descobre um segredo deixado pelo seu pai, está longe de imaginar que tal mistério o vai levar a embarcar numa aventura que irá transformar todos à sua volta, conduzindo-o a um lugar que finalmente ele pode chamar de casa. 
O realizador vencedor de um Oscar Martin Scorsese convida-o para uma empolgante aventura que os críticos chamam de «a matéria de que os sonhos são feitos»."



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quarta-feira, 5 de junho de 2013
O reino das sete ondas - 8 de Junho - 11H00
Livro da Semana

Madrugada suja

de

Miguel Sousa Tavares


"E agora, de volta à minha aldeia, onde a luz eléctrica chegara tarde demais para os homens, madrugada dentro, eu lia o «Guerra e Paz». Numa aldeia morta, numa noite deserta, seguia, como se estivesse a ver, o esplendor dos salões de baile do Império Russo, a imensidão das estepes gélidas, os gritos de horror dos estropiados pelo fogo dos canhões de Napoleão Bonaparte, e chegava-me mais ao calor da lareira para não sentir a solidão das trincheiras de lama, húmidas, frias, desoladas, onde se abrigava o exército de Kutúsov. Alguém dissera um dia que se podia viver sem tudo, menos água e comida, mas que viver sem livros e sem música não seria o mesmo que viver."


"No princípio há uma madrugada suja: uma noite de álcool de estudantes que acaba num pesadelo que persegue os seus protagonistas durante anos.

Depois, há uma aldeia do interior alentejano que se vai despovoando aos poucos, até restar apenas um avô e um neto. Filipe, o neto, parte para o mundo sem esquecer a sua aldeia e tudo o que lá aprendeu.

As circunstâncias do seu trabalho num pequeno município do litoral levam-no a tropeçar num caso de corrupção política, que vai da base até ao topo. Ele enreda-se na trama, ao mesmo que esta se confunde com o seu passado esquecido, por força da intervenção de uma jovem magistrada de instrução criminal.

Intercaladamente, e através de várias vozes narrativas, seguimos o destino dessa aldeia e em simultâneo o dos protagonistas daquela madrugada suja e daquela intriga política.

Até que o final do dia e o raio verde venham pôr em ordem o caos aparente."

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terça-feira, 4 de junho de 2013
Apresentação do Livro "No pulsar da minha alma"
Maria Teresa Palmeira esteve no domingo, dia 2 de Junho, presente na Biblioteca Municipal para apresentar o seu mais recente livro de poesia "No pulsar da minha alma". A apresentação contou com a participação de António e Lénia Courelas e Armando Pereira.





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A ambição superada (à maneira dos... finlandeses)
   Certo dia uma rica senhora viu, num antiquário, uma cadeira que era uma beleza. Negra, feita de mogno e cedro, custava uma fortuna. Era, porém, tão bela, que a mulher não titubeou - entrou, pagou, levou para casa.
   A cadeira era tão bonita que os outros móveis, antes tão lindos, começaram a parecer insuportáveis à simpática senhora. (Era simpática).
   Ela então resolveu vender todos os móveis e comprar outros que pudessem se equiparar à maravilhosa cadeira. E vendeu-os e comprou outros.
   Mas, então a casa que antes parecia tão bonita, ficou tão bem mobilada que se estabeleceu uma desarmonia  flagrante entre casa e móveis. E a senhora começou a achar a casa horrível.
   E vendeu a casa e comprou outra maravilhosa.
   Mas dentro daquela casa magnífica, mobilada de maneira esplendorosa, a mulher começou, pouco a pouco, a achar o seu marido mesquinho. E trocou de marido.
   Mas mesmo assim não conseguia ser feliz. Pois naquela casa magnífica, com aqueles móveis admiráveis e aquele marido fabuloso, todo o mundo começou a achá-la extremamente vulgar.
   Moral: O meio faz o homem e desfaz a mulher.

Millôr Fernandes, in "Pif-Paf"

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segunda-feira, 3 de junho de 2013
Inauguração da Exposição "Atitude - Uma solução para desastres ecológicos"

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Novidades Livros

SERRANO, Fernanda
Também há finais felizes
82 LP-3 SRR


DURRELL, Lawrence
O Quarteto de Alexandria
82 LE-3 DRR


ROBERTS, Nora
Um dia perfeito
82 LE-3 RBR



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Cartaz de Cinema - Junho 2013

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