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Biblioteca Municipal de Grândola
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Ilustre Desconhecido: Carlos Ruiz Zafón







Carlos Ruiz Zafón (Barcelona, 25 de Setembro de 1964) é, actualmente, um dos autores espanhóis mais lidos e reconhecidos internacionalmente.





Depois de trabalhar durante algum tempo como publicitário, abandona a agência onde trabalhava com o objectivo de se tornar escritor. No Verão de 1992, ano em que os Jogos Olímpicos transformam a face da sua Barcelona natal, publica a sua primeira obra. O romance juvenil El Principe de la Niebla, situado numa pequena aldeia costeira durante a Segunda Guerra Mundial, foi distinguido com o Prémio Edebé no ano seguinte. Em 1994 e 1995 surgem, respectivamente, El Palacio de la Medianoche e Las Luces de Septiembre, obras também dirigidas ao público mais jovem, e cujas acções decorrem, igualmente, fora de Espanha: o primeiro na Calcutá dos anos 30, o segundo na França da mesma época. Os três romances de mistério e aventura estão reunidos na Trilogía de la Niebla.

Desde sempre fascinado pelo mundo da sétima arte, é, curiosamente, no período em que sai de Barcelona e se muda para Los Angeles para tentar uma aproximação ao mundo do cinema que Zafón utiliza pela primeira vez a capital catalã como pano de fundo para um dos seus livros. Barcelona é o cenário onde decorre a acção de Marina, "obra híbrida" nas palavras do autor, entre a literatura juvenil e de adultos, editado em 1999.

Estava aberto o caminho para A Sombra do Vento (2001), um misto de intriga, romance histórico e comédia de costumes, fortemente marcado pelos ambientes da Barcelona gótica do pós-guerra, a "cidade feiticeira" de cenários tenebrosos e secretos. Certa manhã, Daniel Sempere, um rapaz de 11 anos, é levado pelo seu pai a um sítio misterioso, o Cemitério dos Livros Esquecidos, uma biblioteca labiríntica onde se conservam livros abandonados, à espera de que alguém os descubra. Ali, Daniel toma contacto com um livro e um autor que o fascinam e a busca que então leva a cabo para desvendar os segredos que se escondem por detrás de A Sombra do Vento de Julián Carax, muda irremediavelmente a sua vida.

Em O Jogo do Anjo (2008), Zafón leva-nos de volta à cidade do Cemitério dos Livros Esquecidos, para mais uma história recheada de segredos e mistérios, em que o fascínio pelos livros é o fio condutor. Um jovem escritor recebe de um misterioso editor uma proposta para escrever um livro que nunca existiu, a troco de uma fortuna. E não só...

As obras "barcelonesas" de Zafón e todo o seu imaginário têm despertado um grande interesse pela Cidade dos Condes (comparável, talvez, ao que aconteceu com Paris depois de O Código Da Vinci), dando origem a vários roteiros literários pelos locais mais emblemáticos dos três romances. O Guia da Barcelona de Carlos Ruiz Zafón, de Sergi Dori, proporciona-nos, através do olhar do escritor, uma visita pela cidade e pelos cenários de Marina, A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo.

Um mundo fantástico a descobrir na sua Biblioteca.

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Comemorações do Centenário da República 2010
Comemorações do Centenário da República 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Livro da Semana



Histórias Rocambolescas da História de Portugal

de
João Ferreira








Milagres que nunca existiram, um filho que bate na mãe, um irmão que bate noutro irmão, execuções e assassinatos num país de brandos costumes, heróis que afinal não foram assim tão bonzinhos, reis loucos num país de loucuras, aliados piores que o pior dos inimigos, batalhas vitoriosas com uma mãozinha divina ou grandes desastres militares, traições e conspirações de vão de escada, um rei com gosto por freiras, outro impotente que não conseguia satisfazer a mulher, um governo que nem cinco minutos durou, um atentado onde tudo correu mal e o visado saiu ileso, um ditador temível que resistiu 40 anos no poder até cair de uma cadeira de lona...

Podem parecer-lhe histórias anedóticas, falsas, absolutamente surreais. Muitas delas nunca nos foram contadas na escola. Mas fique a saber que são quadros bem reais e fazem parte dos nove séculos da História de Portugal.

Saiba por exemplo que nunca houve uma escola náutica em Sagres, ou que frei Miguel Contreiras nunca existiu? Que D. Pedro, além de D. Inês, amou também o seu escudeiro? Que a morte dos Távora envolve sexo, mentiras e política? Sabia que Vasco da Gama, herói das Descobertas, era temido por ser um homem cruel? Que Palma Inácio foi o primeiro pirata do ar?

O jornalista João Ferreira convida-o a fazer uma viagem pelos episódios rocambolescos da História de Portugal. Porque a História é feita de pessoas de carne e osso, com defeitos e virtudes, polémicas e momentos de iluminação, neste livro vai ficar a conhecer algumas das personalidades e acontecimentos históricos que marcaram a nossa existência e que explicam o que somos actualmente.

Este livro encontra-se na Biblioteca Municipal com a cota 94(469) FRR

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terça-feira, 28 de setembro de 2010
Enganar o destino
O homem levantou-se à mesma hora de todos os dias.
Chinelando, arrastou-se até à cozinha onde preparou o habitual café da manhã.
Quando se preparava para o tomar, apeteceu-lhe afinal um cacau quente, e abandonou a chávena cheia sobre a bancada.
Dirigiu-se à despensa, de onde tirou a lata do cacau em pó, e surpreendeu-se com a presença de um envelope, fechado, mesmo atrás da lata.
De forma mecânica retira-o e pousa-o junto da esquecida chávena de café.
Depois de preparar o cacau quente enceta então a tarefa de abrir o envelope.
Provavelmente alguma conta esquecida, mas estranha a ausência de remetente.
Tem, contudo, o seu nome bem legível, assim como a morada.
Está escrito à mão, com uma letra cursiva irrepreensível, daquelas que já não se fazem.
Não fosse saber ser impossível, diria que o sobrescrito estaria ali há pelo menos dez anos; muito tempo, portanto, antes da sua mudança para o pequeno apartamento.
Lá dentro, um pequeno papel pautado dizia com a mesma letra: "O homem preparava o seu café da manhã quando lhe apeteceu, afinal, um cacau quente."
Estupefacto, não conseguiu evitar um sobressalto nas sobrancelhas, logo seguido de um arrepio pelo corpo.
O papel caiu ao chão e certo de que, depois do banho, estaria em vantagem para deslindar aquele estranho episódio, pôs-se a caminho da casa de banho.
Fez por não se esgotar à procura de uma justificação para o sucedido e, por isso, encheu a banheira de água ao invés de tomar o duche habitual.
Deitou a cabeça na borda, sobre uma toalha enrolada, e ali esteve por largos minutos, de cabeça vazia.
Por fim, deitou a mão à toalha que tinha sob a cabeça, para se enxugar, enquanto saía para o tapete.
Por de entre as dobras da toalha desliza novo sobrescrito, que aterra sobre os seus pés ainda molhados.
Muito lentamente, tomado de susto, baixa-se para o apanhar; nesse percurso, convence-se de que só pode ser o mesmo envelope da despensa, mas é obrigado a abandonar a ideia quando constata, no regresso à posição erecta, que este envelope está, ainda, fechado.
Por fora, a mesma letra remete para os mesmos nome e morada.
Com o coração em agonia, abre violentamente a carta e lê por entre o enevoado do vapor: "Nessa manhã, o homem tomaria um banho de imersão, e não um duche, como habitualmente fazia."
O homem é superado pela inquietação e corre para o quarto, quase para se certificar de que o seu corpo ainda está deitado na cama e de que tudo aquilo é um sonho mal explicado.
Para seu desgosto, a cama está vazia, o que ainda o desassossega mais.
Veste-se muito à pressa, numa ânsia de abandonar rapidamente o apartamento.
A sua tese, agora, é a de que tem andado a trabalhar demais no escritório, e isso está a provocar-lhe alucinações de stress ou coisa que o valha.
Na urgência de falar com o chefe, e de lhe pedir férias para hoje mesmo, mete a gravata no bolso, para só a colocar mais tarde, à entrada do escritório.
Na devolução da mão ao exterior do bolso, vem-lhe apensa nova carta, que lhe traz imediatamente um imenso suor à testa e ao colarinho, inutilizando uma camisa lavada.
Em tremores incontroláveis, o homem opta por abrir logo ali o envelope, convicto, porém, de que mais uma tirada adivinhatória o espera.
Não se enganou. Desta vez, rezava: "O homem pôs então a gravata no bolso, na expectativa de a colocar mais tarde, a caminho do trabalho."
Corre então para o exterior do apartamento e dirige-se às escadas.
E então, sobressaltado, pára. Não era costume ir pelas escadas.
Apanhava sempre o elevador.
Pensou então que, se fizesse algo que não era costume seu, provavelmente seria brindado com novo envelope, e desta vez decidiu tomar a dianteira do destino e antecipar os seus próprios movimentos.
Lentamente, recua os três degraus que já havia descido e volta-se para a porta do elevador. Ao carregar no botão, vê-o; lá está ele, o envelope fechadinho, entalado na chapa metálica dos botões de chamada do elevador, mesmo sob o seu nariz.
Desta vez, sorri; mostra mesmo os dentes, num gesto antecipado de vitória.
Confiante, abre o sobrescrito e pôde ler: "Ao sair de casa, o homem tomou as escadas, em vez do habitual elevador."
Riu. Riu alto, numa gargalhada desdenhosa.
Enquanto esperava a chegada do elevador, leu várias vezes aquelas duas linhas, num gesto de chacota, como que ridiculariza o adversário.
Sentia que tinha driblado o autor daquelas cartas, fosse ele quem fosse.
Estava confiante, como quem sabe que enganou o destino.
A luz de chegada acendeu-se e o homem, relendo vezes sem fim a carta derrotada, abre a porta e entra, vitorioso.
O seu grito fez-se soar por todo o poço.
O elevador estava, avariado, no rés-do-chão.

Susana Moura-Carvalho, in "O Canto do Galo: Microcontos do Blog O Galo de Barcelos ao Poder"

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Novidades Livros


VIEIRA, Joaquim
A Governanta: D. Maria, companheira de Salazar
94(469) VRA

CORTÁZAR, Julio
Papéis inesperados
82 LE-3 CRT

PAU DOMINGUEZ, Mari
A casa dos sete pecados
82 LE-3 DMN




BACCALARIO, Pierdomenico
O estranho caso do retrato flamengo
82 LE-312.4 BCC (Juv)

Máquinas de Guerra
629 (Juv)

O negócio dos ares
629 (Juv)




FERREIRA, Daniel Marques
A Princesinha do Jardim de Pedra
82 LP-34 FRR (Inf)

CARLE, Eric
A joaninha resmungona
82 LE-34 CRL (Inf)

BERNER, Rotraut Susanne
Oh, Não!
82 LE-34 BRN (Inf)

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Bom Fim-de-Semana
Paula Rego

Bom Fim-de-Semana
Poema da Semana
As Palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Livro da Semana

Morro bem, Salvem a Pátria
de
José Jorge Letria



"O retrato de Sidónio Pais, um presidente populista amado pelas mulheres e celebrado por Fernando Pessoa"





Assassinado à queima-roupa na estação do Rossio, em Lisboa, Sidónio Pais é, sem sombra de dúvida, uma das figuras mais controversas e enigmáticas da História de Portugal.
A acção deste livro centra-se no dia da sua morte, recuando aos tempos que precederam o homicídio de Sidónio e prolongando-se até depois do seu desaparecimento.
Mais do que uma reconstituição histórica, trata-se de um texto ficcional, intenso e dramático, no qual, para falar de Sidónio Pais, são convocadas muitas vozes - de Fernando Pessoa a Álvaro de Campos, passando pelo Repórter X - que tentam perceber quem foi o homem, o que sonhou, o que desejou para Portugal, e como o presidente da "República Nova" via o mundo, de que se despediu aos 46 anos.
Presidente populista com uma visão autoritária e fortemente personalizada da função máxima do Estado, Sidónio entrou no imaginário popular: para uns, como salvador da pátria; para outros, como um impenitente mulherengo; para outros, ainda, como o "Presidente-Rei", nas palavras de Pessoa.
Assim ganhou a dimensão de mito após a sua morte. Um mito que perdurou e que é resgatado em Morro bem, Salvem a Pátria!. Registadas para sempre por um jornalista inspirado, terão sido essas as últimas palavras de Sidónio?

Este livro encontra-se disponível na Biblioteca Municipal com a cota 82 LP-3 LTR

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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Novidades Livros


GREGORY, Philippa
Duas irmãs, um Rei
82 LE-3 GRG

ÉNARD, Mathias
Zona
82 LE-3 NRD

LEONARD, Elmore
Unha com carne
82 LE-312.4 LNR




RUSSELL, Rachel Reneé
Diário de uma Totó
82 LE-3 RSS (Juv)

DITERLIZZI, Tony
Kenny e o Dragão
82 LE-311.3 DTR (Juv)




FERRAZ, Eucanaã
Bicho de sete cabeças e outros seres fantásticos
82 LPBR-1 FRR (Inf)

ALVIM, Nicha
O Mocho Zarolho da Bruxa Faustina
82 LP-34 LVM (Inf)

MILHÕES, Mafalda
Uma biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente
82 LP-34 MLH (Inf)

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Bom Fim-de-Semana

Mariana Luciano


Os funcionários da Biblioteca Municipal desejam um bom Fim-de-Semana a todos os utilizadores
Poema da Semana
Ler à Lareira

Se estava a chover,
sentava-me a ler
junto da lareira.

Que bela maneira
de passar a tarde,
quando a lenha arde
e cá na memória
se guarda uma história
lida com prazer!

Se a chuva caía,
eu lia, eu lia...

Maria Teresa Maia Gonzalez, in "A casa com o sol lá dentro"

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Livro da Semana

O Rapaz que falava com o Diabo de Justin Evans

George Davis jamais pensou que no dia em que tivesse um filho fosse incapaz de lhe pegar ou sequer de se aproximar dele, como lhe veio a acontecer. Pressionado pela deterioração do seu casamento, George decide consultar uma psiquiatra, onde pouco a pouco vai revelando episódios traumáticos da sua infância, relacionados com a morte misteriosa do pai. George lembra-se de em criança ser visitado por uma estranha aparição, um rapaz que lhe conta factos muito perturbadores acerca do seu pai. À medida que estas aparições se intensificam e as suas consequências se tornam mais dramáticas, não há ninguém com quem possa contar, pois ninguém acredita que ele seja real e muito menos que seja responsável pelas coisas más que começam a acontecer. Mas este rapaz existirá mesmo ou será tudo produto de uma imaginação transtornada ?
Um thriller psicológico com todos os ingredientes que o deixarão agarrado às páginas do principio ao fim.

Este livro encontra-se disponível na Biblioteca Municipal com a cota: 82 LE-3 VNS

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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Novidades Livros


STOKER, Bram
Contos de Terror e Arrepios
82 LE-3 STK

URRA, Javier
Educar com bom senso
159.9 RRA

NIFFENEGGER, Audrey
A mulher do viajante no tempo
82 LE-3 NFF




MARGARIDO, Susana Teles
Luna e as ilhas fantásticas dos Açores
82 LP-311.3 MRG (Juv)

FRANQUÍN
Gafes às rajadas
82-9 FRN (Juv)

FRANQUÍN
De gafe em gafe
82-9 FRN (Juv)




MARQUES, Vanda Furtado
D. Nuno, o Santo Cavaleiro
929 NUN MRQ (Inf)

BOWLEY, Tim
Contos do Mundo
82 LE-34 BWL (Inf)

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Ilustre Desconhecido - João Tordo


João Tordo nasceu em Lisboa em 1975, filho de Fernando Tordo e de Isabel Branco.


Formado em Filosofia, cursou Jornalismo e Escrita Criativa, em Londres e Nova Iorque. Exerceu Jornalismo, tendo publicado em O Independente, Público, Sábado, Elle e Egoísta. Actualmente é guionista (escreveu, em parceria, o guião pra o filme Amália, A Voz do Povo), tradutor e cronista, além de dar formação em workshops de ficção.


Estreou-se na literatura em 2004 com a publicação de O Livro dos Homens Sem Luz. O seu segundo romance, Hotel Memória, foi publicado em 2007; tal como a sua primeira obra, foi bem recebido pela crítica. As Três Vidas, publicado em 2008, granjeou ao autor o Prémio José Saramago 2009. João Tordo integrou ainda as antologias O Homem que Desenhava na Cabeça dos Outros, Contos de Terror do Homem Peixe, Um Natal Assim, Dez Histórias Para Ser Feliz e Contos de Vampiros. Em 2010 regressa aos romances com O Bom Inverno, considerado pela crítica como sendo o seu melhor romance. Segundo o autor, O Bom Inverno "ia ser uma história sobre a amizade quando, de repente, se transformou numa coisa diferente, numa história sobre o egoísmo e o fracasso, camuflada por um crime e uma situação muito clássica do livro negro, com 12 personagens cercadas numa casa". Um romance que se aproxima do território do policial e da literatura de mistério, sem, no entanto, pretender sê-lo: "O mistério, ou o crime, servem neste livro para catapultar a situação, mas a resolução desses não é importante, o que é importante é aquilo que acontece às personagens, ou como as suas vidas vão ser mudadas por esta situação terrível."


A descobrir, na sua Biblioteca, o autor "que é já a maior revelação das letras portuguesas deste século", segundo António-Pedro Vasconcellos.

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Livro da Semana




Cavalheiros da Estrada
de
Michael Chabon






O romance de Michael Chabon - vencedor do Prémio Pulitzer - nasceu de uma paixão antiga do autor pelos heróis destemidos e dos clássicos da banda desenhada. Agora, regressando à mina desse rico passado, Chabon convoca o espírito jovial das aventuras lendárias - desde As Mil e Uma Noites até Alexandre Dumas ou os livros das "Crónicas da Espada", de Fritz Leiber, com as histórias de Fafhrd e o Rateiro Cinzento - traz-nos um pequeno romance encantador cheio de acção, intenso suspense e uma colecção de curiosas personagens dignas dos contos mais arrebatadores de Xerazade.
As duas personagens principais formam um estranho par: Zelikman, pálido, espigado, vestido de negro e temperamental, um médico itinerante amigo de chapéus invulgares, e Amram, um antigo soldado, um gigante de cabelo cinzento, tão rápido com a língua como com um machado de guerra afiado. Irmãos de sangue, companheiros de armas, fazem a sua jornada sem rumo pelos montes do Cáucaso por volta de 950 a.C., vivendo como gostam e sobrevivendo como podem - como soldados ou ladrões contratados, e como vigaristas experientes, libertando alegremente os ingénuos do seu dinheiro.
Mas ninguém os tinha preparado para o serviço como guarda-costas e defensores de um príncipe do Império Khazar. Estarão estes Cavalheiros da Estrada prontos para serem generais numa revolução de grande escala? A única certeza é que a viagem - ao longo de um caminho povoado de soldados e prostitutas, imperadores maléficos e elefantes extraordinários, segredos, duelos de espada, e todas as peripécias que fazem uma grande aventura - só por si será uma grande façanha.

Este romance está disponível na Biblioteca Municipal com a cota 82 LE-3 CHB


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terça-feira, 7 de setembro de 2010
A Verruga
Estava eu sentado lá em casa, quando ouvi a minha tia dizer "uff!".
Suspeitei logo que havia coisa. Fui ver. Tinha-lhe nascido uma verruga na orelha. Não me pareceu normal.
Procurei imediatamente o meu tio, que é brigadeiro.
- Vamos falar com o ministro - disse o meu tio.
Fomos.
O ministro, em princípio, não quis acreditar. Não podia ser, aquilo não era normal. Claro que não era normal mas eu tinha visto, e foi o que lhe disse.
- Nesse caso, o melhor será fazer como se não soubéssemos de nada - propôs o ministro. - O senhor já pensou o que isto pode causar? - continuou, ansioso.
- Começam por aí a inquirir, a verruga complica-se, os anarquistas, sempre prontos para a insídia, aproveitam o momento, a greve surge, as coisas atrapalham-se, intervenção das Potências, a guerra, que sei eu? Não, não digamos a ninguém. Guardemos segredo, o Estado compensará.
Olhei para o meu tio, brigadeiro como já tive oportunidade de fazer notar, e vi que realmente o caso parecia grave. No entanto, duvidando um pouco, inquiri ao ministro:
- A coisa é assim tão importante, Excelência?
- Mais que isso, meu amigo, mais que isso. A pátria está em tremendo perigo.
Senti que era a hora da decisão.
- Se a pátria periga, não desejo a mínima recompensa. comigo é assim. Pela pátria, tudo. Calarei.
Calámos.
Dias depois a minha tia recebia uma carta escrita pelo próprio Imperador. Agradecendo. Louvando.
A carta ainda lá está. A verruga também.
Quanto a mim, continuo sentado lá em casa. Calado

Mário-Henrique Leiria, in Contos do Gin-Tonic

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Novidades de Livros



TRONDHEIM, Lewis
Mister O
82-9 TRN


WILSON, Colin
"Major Alvega" em o principío do caminho
82-9 WLS


HADERER, Gerhard
A vida de Jesus
82-9 HRD




MARELLI, Mónica
A física do miau: asas, patas e caudas explicam a ciência
53 MRL (Juv.)


MARGARIDO, Susana Teles
Luna e as ilhas fantásticas dos Açores
82 LP-311.3 MRG (Juv.)


O sonho dos pioneiros
629 (Juv)




MIACAELO, Neil
Dom Leão e Dona Catatua
82 LP-34 MCL (Inf.)


GAIMAN, Nei
O dia em que troquei o meu pai por dois peixinhos vermelhos
82 LE-34 GMN (Inf.)



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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Bom Fim-de-Semana!
John Constable
1776-1837
Os funcionários da Biblioteca Municipal de Grândola desejam a todos os utilizadores um óptimo Fim-de-Semana!
Poema da Semana
Sonata

Quando luzem, como estrelas,
Tremulinas sobre o Mar,
E andam Neireides belas
A banhar-se no Luar,

Quando as águas, soluçando,
Correm loucas sobre a areia,
E as ondas vão beijando
Corpos brancos de Sereia,

A sonhar, idealizo
Um mundo todo de Amor,
Onde só reine o sorriso,
O colorido da Flor.

Depois, sempre a delirar
Co'a Lua no azul do Espaço,
Queria dormir, me deitar,
No seu macio regaço.

E co'o Poeta murmuro
Em anseio febril,
Fitando o azul escuro
Do Céu, em noites de Abril:

Quem me dera, nas pontas dum laço,
Prender a Lua,
E da Terra subir pr'ó Espaço,
Preso à Lua.

No entanto as ondas, soluçando,
Correm loucas sobre a areia,
E as águas vão beijando
Corpos brancos de sereia.

No Céu a Lua de prata
Esmaece brandamente,
Ouve-se ao longo a serenata
A gemer canção dolente.

Vitorino Nemésio in Obras Completas Vol. I

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Livro da Semana


"O Rapaz que prendeu o vento"
O livro "O rapaz que prendeu o vento", conta-nos uma história empolgante e comovente de um rapaz, William Kamkwamba, de 13 anos, que vive na mais absoluta miséria numa aldeia do Malawi.
A dada altura, este jovem tem de abandonar os estudos, mas graças à sua força de vontade e à existência de uma biblioteca local, William descobre um livro sobre moínhos de vento que muda para sempre a sua vida.
A partir desse momento, reúne vários materiais recolhidos em sucatas, conseguindo, assim, construir dois moinhos de vento que permitem fornecer energia eléctrica e àgua à sua comunidade.
Esta notícia correu mundo inteiro e, com a parceria de Bryan Mealer, William Kamkwamba retrata, neste livro, alguns problemas existentes no continente africano.
Pode encontrar este livro na sua biblioteca com a cota 82 LE-KMK

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