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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Exposição "A Descoberta de uma Nova Espécie para a Ciência"

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Fins de semana ativos no Centro de Ciência Viva do Lousal

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Livro da Semana

13

de

Pedro Strecht

"Há um rapaz de 13 anos na transição da infância para a adolescência. Há um mundo que se reaprende constantemente a olhar e a pensar. Há as férias de verão, sempre tão especiais nessas idades. Há desejo, esperança e expectativa. Há também medo, angústia e muitos sentimentos contraditórios. Há pais que estão ausentes, mais envolvidos nos seus próprios problemas do que disponíveis para cuidar do filho. Há avós que os substituem. Há a necessidade de ser amado. Há, também, a vontade de amar. Há música, como elo de comunicação entre a vida e amorte. Há a vida, a morte e a procura de um sentido para ambas. Há a memória dos afectos. Há o que aconteceu antes, o que se passa agora e o futuro que ninguém sabe o que trará. Há, por fim, o que as palavras não dizem sobre essa aventura que é crescer."

«Pela linguagem e pela temática, não errarei ao afirmar que esta novela se destina prioritariamente aos rapazes e raparigas maiores de 12 anos, que facilmente se identificarão com o protagonista. Nela encontrarão eco para muitas das questões com que se debatem em silêncio. É um livro para ler e pensar. Pensar no que se lê e pensar em si próprio, quem sabe se através da escrita, correspondendo ao convite que subtilmente lhes é feito. É também um livro dirigido a todos os adultos que convivem com crianças destas idades e que têm o dever de se preocupar com elas. Aos pais, avós, professores e psicólogos que poderão rever-se no espelho que lhes é estendido pela mão de uma criança. Para ler e reflectir…»

Do «Prefácio», por Ana Maria Vieira de Almeida



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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Longe do olhar dos outros
     Tempo branco, tempo de nenhuma paixão.
     Desce ao âmago desta cela. Debruça-te para o interior do meu vazio.
     Nenhum rosto, nenhum pensamento, nenhum gesto inútil. Nenhum desejo - porque o desejo precisa de um rosto. E no lugar daquele que partiu acende-se a noite. Pressente-se a morte.
     Mas no fundo de mim carregas ao ombro uma chapa de aço, em forma de sol apagado. O teu corpo fundiu no silêncio do meu.
     Dormimos na espessura da poeira, e nela suspendemos o tempo. Abandonamos a alma. Esquecêmo-nos.
     Nada sentimos, nenhum acto se realiza. Nenhuma alegria ou tristeza. Apenas matéria, matéria deixada à voragem dos escombros e da ferrugem.
     Agora podemos tocar, enlear, comprimir ou distender os corpos. Construir formas com eles e deixá-los, assim, numa melancólica eternidade.
     Longe do olhar dos outros, respiramos ao mesmo tempo - como uma só engrenagem, única e bela. Resquício de memória que se apaga lentamente, sem que ninguém dê por isso.
 
Al Berto, in "O Anjo Mudo"
Inauguração de Exposição
Na passada sexta-feira, dia 25 de janeiro, o Sr. António Luís inaugurou na Biblioteca Municipal Grândola uma exposição de pintura e de escultura, intitulada "Retrospectiva". 

Esta exposição está patente na biblioteca até ao dia 23 de fevereiro.







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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Novidades Livros

AL BERTO
O anjo mudo
82 LP-3 BRT



WALKE, Richard
Quem sou eu?
621 WLK (Juv)



MATOSO, Madalena
Todos fazemos tudo
82 LP MTS (Inf)



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Cartaz de Cinema - Fevereiro 2013

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Bom fim de semana
Afonso Lopes Vieira (26/1/1878 - 25/1/1946) por Columbano Bordalo Pinheiro


Bom fim de semana

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Poema da Semana
Lição na Floresta

Meu livrinho na mão, e a alma ansiosa,
ó verde escola, eu venho p'ra aprender
nesta vasta cartilha rumorosa
o esplêndido a b c do teu saber!

Sê o meu grande mestre, a carinhosa
mãe que me ensine, como deve ser,
esta lição de coisas amorosa
que na minha alma fique a florescer.

Do seco areal fizeste vós, por graça
de essa heróica humildade, este jardim...
E eu quero ser heróico e humilde, assim!

... Mas a voz dos pinheiros me traspassa,
longa reboa e diz-me a murmurar:
- O que é preciso,
o que é preciso é - AMAR.

Afonso Lopes Vieira, in "Canções do vento e do sol"

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XII Palavras Andarilhas - Estafeta de Contos
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Animação do Livro e da Leitura para Todos
Sábado, dia 12 de janeiro, a Cátia Miquelino, a Catarina Saldanha e a Sofia Dimas (no som) apresentaram  a história "O rato da cidade e o rato do campo", no Auditório da Biblioteca Municipal de Grândola.








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Dia de São Valentim - Concurso de Cartas de Amor - Até 8 de Fevereiro

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Inauguração da Exposição de Pintura e Escultura de António Luís - "Retrospectiva"

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Livro da Semana

Marcelo Rebelo de Sousa

de 

Vítor Matos


"Marcelo Rebelo de Sousa define-se como um professor universitário, realizado em pleno com a vida académica, que chegou a catedrático de Direito como ambicionava desde adolescente. Mas, o Professor Marcelo, como é conhecido por todos os portugueses, é muito mais do que isso."

     "Figura presente na política nacional dos últimos 40 anos, a sua passagem real pelos cargos políticos nunca se fez de glória. Foi líder do PSD durante 1091 dias mas, nunca chegou a primeiro-ministro. Hoje, não exerce cargos políticos, não lidera, mas tem mais poder que muitos ministros e deputados da nação. Ele condiciona, influencia e manobra, tem poder efetivo e gosta de o exercer. Tudo porque há 12 anos invade a casa dos portugueses com o seu comentário televisivo – conspiração e manipulação acusam os adversários – de onde salta, com facilidade surpreendente, leveza para os críticos, da política ou da economia para temas como o futebol. Marcelo é um «entertainer». 
     Numa viagem ao longo de 64 anos, o autor conta-nos a história da família, da sua infância, desde que Marcello Caetano conduziu a sua mãe à maternidade. Marcelo viajou pelo país salazarista com o pai Baltazar, subsecretário de Estado, governador-geral de Moçambique e futuro ministro. Esteve na fundação do Expresso com Francisco Pinto Balsemão. Foi um dos primeiros militantes do PPD. Hoje tem o número três no cartão do partido. Mas esta obra original traz-nos também a visão do homem profundamente católico, divertido e excêntrico, que alimenta a pequena intriga e a grande conspiração, sobre o qual se construíram algumas lendas, algumas delas verdadeiras como a que dorme o mínimo, faz diretas a corrigir exames, dita dois textos em simultâneo, ou que escreve com as duas mãos ao mesmo tempo... 
     A sua mãe, Maria das Neves, com quem tinha uma relação profunda, criou-o para altos desígnios. Em Janeiro de 2016 há eleições presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa, um racionalista puro, calculista e com aversão ao risco espera um sinal da Providência divina para se decidir a avançar…"

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
O Coração que nunca existiu
     Da janela observei o terno caminhar de um casal, de mãos dadas e iluminado por discreta felicidade. Ele sorria; o olhar dela estava assinalado por suave esplendor. Calculei a idade do casal: sessenta anos?, setenta anos? Ambos me pareceram, de repente, vultos imateriais suspensos no ar, no tempo, mas protegidos de lirismo naqueles oscilantes momentos. Fui invadido por uma impressão de profunda doçura. E revi o casal como se fora jovem, sempre de mãos dadas, sorrindo e conversando levemente sobre futilidades imprescindíveis. Como sou um homem melancólico e medíocre, às vezes invento realidades, às vezes sinto o perfume de coisas antigas, e ouço músicas que dancei em bailes populares, e celebro na memória os pomares do lado de lá de Monsanto, e o luar a balançar-se nas ondas do rio.
     Mas não era para dizer estas vulgaridades que lhes escrevo. Proseio em tom menor, e pretendia falar-lhes de ruas e de pessoas rápidas, dos ciganos Mayas que viviam na calçada, dos cavalos ligeiros que trotavam no empedrado e de cujos cascos saltavam faíscas. Talvez escreva para remontar os anos mortos e procurar um pouco de consolo na recordação calorosa das raparigas eternamente jovens, eternamente cheias de sol.
     Queria contar-lhes da pastelaria do senhor Zuzarte, um homem possante e irónico que estava sempre a ler um livro desde que não houvesse clientes para atender. A pastelaria ficava num cotovelo da travessa, a dez metros da qual se erguia um carvalho; em redor desse carvalho a junta de freguesia mandara construir um banco corroido; nesse banco corroido, nos dias quentes, sentavam-se alguns dos velhos da rua; a rua era uma rua cheia de velhos que se deixavam embalar por lembranças; mas as lembranças entristeciam-nos.
     O senhor Zuzarte, quando novo, envolvera-se em política, estivera preso, mas não gostava de falar nisso. Permanecera, contudo, no seu íntimo o gosto da liberdade, uma compaixão subtil mas calorosa pelos outros. Enviuvara e ficara submerso em densa e penosa tristeza. Naquelas horas em que o pesar se tornava numa insistência dolorosa, cantarolava constantemente a mesma quadra:

Em funesta decadência
Tive minha mãe amada
Veio o poder da ciência 
       Transformou o mal em nada

     Queria apoiar-se em que convicção? Com o varar dos anos, compreendi que o senhor Zuzarte alimentava uma vontade infantil e absurda de nos dizer que valia a pena ter sonhos; que a esperança tem sempre razão; que os homens, quando querem, conseguem tudo quanto querem. Um dia, o senhor Zuzarte decidiu baptizar a pastelaria, até então conhecida, modestamente, pela pastelaria do senhor Zuzarte ou, então, pastelaria da calçada.
     Escreveu em papelinhos que enrolou numerosos nomes, para isso copiando-os de anúncios publicados no Diário de Notícias. Enfiou-os numa caixa de sapatos e pediu a uma miúda que retirasse, dom monte de papelinhos, apenas um. Desenrolou-o e, então, os circunstantes tiveram consciência da comovida beleza do momento. O nome escolhido, Coração, possuía o encanto solitário, um pouco tonto, porém, belo, de um prolongado desejo e de um imenso desamparo. Ninguém riu, ninguém chasqueou, ninguém esboçou sequer um sorriso sardónico. Saíram num cortejo de silêncio acabrunhado.
     A pastelaria já não existe. Creio mesmo que nunca existiu. Perdoem-me: é Verão, invento coisas, e só escrevo assim para não aborrecer os outros.

Baptista-Bastos (1934-2008), in "A cara da gente"

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Novidades livros

SERPA, Vítor
Tanta gente em mim
82 LP-3 SRP



STRECHT, Pedro
13
82 LP-3 STR (Juv)



ROSA, Maria Carolina Pereira
Rato Sá, rato Zé e rato Li no reino das histórias
82 LP-34 RSA (Inf)






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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Bom fim de semana

Eugénio de Andrade (19/1/1923 - 13/6/2005), por Carlos Botelho

Bom fim de semana para todos

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Poema da Semana
Rosa do Mundo

Rosa. Rosa do mundo,
Queimada.
Suja de tanta palavra.

Primeiro orvalho sobre o rosto.
Que foi pétala
a pétala lenço de soluços.

Obscena rosa. Repartida.
Amada.
Boca ferida, sopro de ninguém.

Quase nada.

Eugénio de Andrade, in "Com palavras amo"

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Exposição de Pintura e Escultura "Retrospectiva" de António Luís
Filme da Semana

O Caminho

um filme de 

Emilio Estevez


"Tom (Martin Sheen) é um médico que viaja para a França para recuperar o corpo do seu filho, Daniel (Emilio Estevez), morto numa tempestade enquanto fazia o trajeto "El Camino de Santiago". Levado por sua profunda tristeza e pelo desejo de compreender melhor seu filho, Tom decide deixar sua vida californiana vazia para trás e embarca numa peregrinação histórica, numa combinação de luto e homenagem a Daniel, refazendo a trajetória de seu filho.
Durante a peregrinação, Tom encontra pessoas ao redor do mundo, todas sofrendo e à procura de um significado maior em suas vidas, permitindo-lhe descobrir o significado de uma das últimas coisas que seu filho lhe disse. Há diferença entre a vida que vivemos e a vida que escolhemos!"



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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Livro da Semana

Histórias de um Portugal assombrado

de

Vanessa Fidalgo


"HOJE O PALÁCIO BEAU SEJOUR É OCUPADO PELO GABINETE
 DE ESTUDOS OLISIPONENSES, DA CÂMARA MUNICIPAL DE 
LISBOA, MAS NOUTROS TEMPOS FOI A RESIDÊNCIA DO BARÃO
DA GLÓRIA, QUE AINDA HOJE POR LÁ ANDA A ARRASTAR
GROSSOS VOLUMES DE LIVROS E CAIXOTES DE DOCUMENTOS,
PARA DESESPERO DOS FUNCIONÁRIOS, QUE, DIAS DEPOIS,
VOLTAM A ENCONTRÁ-LOS NO EXATO LOCAL ONDE HAVIAM
PROCURADO. O BARÃO TAMBÉM É CULPADO, ACUSAM,
PELO TILINTAR DAS CHÁVENAS EM CIMA DAS MESAS
E PELO SOAR DAS CAMPAINHAS DA QUINTA 
DE SÃO DOMINGOS DE BENFICA."

"No Castelo de almourol ou no de Bragança, amores incompreendidos deixaram espectros a pairar nas suas torres e ameias. Na Serra de Sintra sobram razões para ter medo, entre casas assombradas e almas que deambulam pelas estradas. No Porto, há espectros a discutir a herança pela calada da noite e apartamentos que, afinal, contra todas as razões lógicas, não estão vazios como aparentam. E m Castro Marim, as mouras ainda andam à solta, e, em Penafiel, os sustos marcam o ritmo dos dias na Quinta da Juncosa, que há séculos foi palco de um crime hediondo. Em Lagarinhos, Gouveia, há uma casa inacabada, obra que, por mais que tente, nenhum proprietário consegue finalizar.

Falar de fantasmas, casas assombradas e mistérios difíceis de explicar não é tarefa fácil. Há quem fique com pele de galinha, outros não deixam de esboçar um sorriso trocista. A jornalista Vanessa Fidalgo foi mais longe e fez um levantamento exaustivo das principais histórias que de norte a sul e nas ilhas ensombram o país, entrevistou alguns protagonistas e falou com vários especialistas de diferentes áreas - sociólogos, psiquiatras, historiadores, antropólogos, etc. - e o resultado é um livro rigoroso e original sobre um Portugal desconhecido e misterioso."

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Gregor Samsa

     Um dia, Gregor Samsa decidiu visitar uma cigana famosa para que esta lhe lesse a sina.
      A cigana pousou os dedos sobre a palma da mão dele e, depois de um breve prefácio de “huns” e “hans”, disse:
      — Caro senhor, prepare-se. Em breve, vão crescer-lhe guelras e barbatanas.
      Gregor Samsa considerou as palavras da cigana muito justas e sábias. Pagou e saiu.
      Mais tarde, tentou reaver o dinheiro. A cigana, porém, mandou dizer pela secretária que não falava com insectos.

Rui Manuel Amaral, in "Caravana"

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Os Palhaços!
Na tarde do passado dia 18 de dezembro, parte da equipa da Biblioteca Municipal de Grândola, Catarina Saldanha, Sofia Dimas e Cátia Miquelino participaram na festa de Natal dedicada aos filhos dos funcionários da Câmara Municipal.
Com o tema do Circo, os palhaços tristonhos foram contagiados pela alegria e imaginação das crianças, que lhes souberam contar piadas engraçadas, inspiradas nos livros ou não, foi divertido!






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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Novidades Livros

ANTUNES, António Lobo
Não é meia noite quem quer
82 LP-3 NTN



SAMPAIO, Daniel
Crime na escola: um policial a duas mãos
82 LP-312.4 SMP (Juv)



SOARES, Luísa Ducla
O livro das datas
82 LP-34 SRS (Inf)






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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Bom Fim de Semana

"O beijo" de Pablo Picasso


Bom fim de semana para todos

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Poema da Semana
modo de amar

prometo ser-te fiel se mo fores
também. não é certo que mo venhas a
ser. por isso, já to perdoo

prefiro partir assim para o resto da
vida. assim, com os olhos abertos à
frustração e talvez à vulnerabilidade

não prevejo nada em concreto, acredita,
não tenho olhos para outras moças,
só o digo assim por ser verdade

que tarde ou cedo havemos de encontrar
nos outros motivos de inusitado
interesse. e depois, pergunto,

vale mais que acordemos um amor
sobreposto ao futuro, um amor agora
que tenha conhecimento do futuro

e não esperar mais nada senão a
verdade. a decadente verdade que
chegará já depois dos primeiros beijos

valter hugo mãe, in "contabilidade"

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Animação de Grupos Escolares
No passado mês de dezembro, as técnicas da biblioteca, Cátia Miquelino, Catarina Saldanha e Sara Basílio (no som), apresentaram a história "O natal do velho avarento".







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Filme da Semana


Brave Indomável

filme realizado por

Mark Andrews e Brenda Chapman

"Merida, uma exímia arqueira e a determinada filha do Rei Fergus e da Rainha Elinor. Decidida a trilhar o seu próprio caminho na vida, Merida desafia uma antiga tradição, sagrada para os severos e clamorosos lordes das terras.
Quando as ações de Merida, inadvertidamente, lançam o caos no reino, ela terá de reunir todas as suas habilidades e recursos - incluindo os seus espertos e travessos irmãos trigémios - para reverter uma maldição, antes que seja tarde demais, e descobrir o significado da verdadeira bravura."



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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Rato do campo e o rato da cidade - 12 de Janeiro - 11H00
Livro da Semana

Bar Flaubert
de
Alexis Stamatis


"Yannis Loukas é um jornalista freelancer, filho de um prestigiado escritor, que aceita ajudar o pai a compilar uma autobiografia. Esquadrinhando o arquivo pessoal da família, Yannis descobre um misterioso manuscrito intitulado Bar Flaubert, cuja publicação o pai tinha recusado alguns anos antes. Ao lê-lo, a sensação de que alguém transpôs para o papel os seus sentimentos mais íntimos e secretos leva Yannis a querer encontrar o autor, um homem chamado Loukas Matthaiou. Mas quem é de facto esse homem e por que razão todos os que com ele se cruzam parecem de alguma forma ter sido marcados pela sua personalidade carismática? Seguindo as pistas que Matthaiou foi deixando ao longo do seu livro, a vida de Yannis irá sofrer uma reviravolta imprevisível, numa demanda que cruza as fronteiras da ficção com a realidade."

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013
As Férias da Família Negrão
     Negrão decidirá:
     - Este ano passamos as férias na Madeira.
     Não que o seduzissem as delícias de um veraneio naquela ilha bela como uma ruína do paraíso. Negrão enfadava-se com estas delicodoçuras de poetas citadas na propaganda turistíca. E ainda mais o agastavam essas mariquices desde que Benvinda, desastradamente orgulhosa de ter gerado um poeta, lhe confidenciara que o rapaz atamancava as rimas.
     Abastado negociante de vinhos, o pai de Adriano só na esfera destes interesses dava ao atrelado familiar o ensejo de se aborrecer nas margens vinhateiras do Vesle  ou de bocejar nas esplanadas de Angolema enquanto Negrão esfalfava um franciú protocomercial entre as videiras e as adegas.
     Desta vez o pretexto turistíco para esfolar contratos vantajosos era a Madeira, onde Negrão esperava aliciar em jantaradas de relações públicas os produtores do velho néctar da Rota da Índia.
     Como de costume, Benvinda, engoliu a decepção. Lá se iam outra vez as desejadas férias em Maiorca, onde sonhava verter uma lágrima romântica no ninho de amores de Chopin, que prendadamente chegara a arranhar no 4º ano do Conservatório. Mas prontamente arrancou dos refegos da submissão o seu enlevo pelas flores. Astúcia dolorosamente adquirida à custa de compreender esta lógica irrepreensível do cônjuge: sendo Negrão vergôntea de uma família de republicanos históricos, considerava o despotismo um aleijão de talassas. Para exercê-lo em boa consciência liberal socorria-se da cúmplice obediência da consorte, amargamente mascarada de alegre voluntariado. As estrelícias e os antúrios foram as imagens floridas deste tragicómico entusiasmo com que Benvinda fazia os seus desejos de Negrão. E, para melhor dominar a indústria da sua obediência, comprou um álbum florístico da Madeira.
     Denodada quão velozmente, pôs-se Benvinda a preleccionar a Laurisilva. Não para Negrão, que, vendo em tais pieguices a exposição do útero que modelara as mulherenguices de Adriano, contra elas se couraçava de hun huns impacientes. Falava para os filhos. Sobretudo para Adriano, junto de quem ganhara o prestígio de ser a vítima admirável daquele penedo de egoísmo que ulcerava a sensibilidade do rapaz. Foi, pois, com carinhosa atenção que Adriano se dispôs a ouvir a mãe divagar sobre os fetos, orquídeas e pampilhos da Laurisilva.
     Com este exagero do seu improvisado interesse pela botânica, Benvinda pretendia persuadir o filho, cuja hostilidade surda pelo pai a afligia, de que as suas férias na Madeira eram o melhor presente que Negrão me podia dar. Por sua vez, Adriano, para não humilhar a mãe, prestava-se a coonestar-lhe o forçado encantamento com o seu próprio entusiasmo perante a perspectiva de ir conhecer uma ilha. Ele que gostava do branco se o pai preferia o preto e até se fizera raivosamente monárquico desde que fora ver ao dicionário o significado da palavra com que Negrão exprimia o seu asco pela canalha conservadora. Mas descobriu que talassa era um epíteto depreciativo aplicado aos monárquicos. Adriano, que tinha então treze anos, bandeou-se com raça detestada pelo pai. Atreveu-se mesmo, um dia, a enfurecer Negrão, pondo-se a ler com ostentivo interesse, na sua frente, um manifesto da Juventude Monárquica que circulava no liceu.
     Alertado pelo aspecto do papelucho, Negrão arrancou-o das mãos do miúdo. E verificando, esgazeado, a proveniência deletéria da leitura em que o filho mergulhava beatamente, berrou-lhe:
     - Que leituras são essas, seu palerma?
     Com o coração aos saltos do peito, determinado a escudar-lhe o prazer temerário de enraivecer o pai, Adriano gaguejou:
     - É que eu... pois bem... eu... sou monárquico.
     - Com que então monárquico, seu maricas. Eu já te dou a monarquia...
     E, agarrando Adriano por uma orelha, Negrão puxou-a até onde julgava poder fazê-lo espirrar a abjuração do nefando ideal. Mas só conseguiu arrancar lágrimas.
     A partir desse dia Adriano ficou mais monárquico do que nunca e embezerrou num polido silêncio. Aquele safado não havia de apanhá-lo fosse no que fosse.
 
Natália Correia, in "A Ilha de Circe"

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Animação para Grupos Escolares

Durante o mês de janeiro, as técnicas da biblioteca do sector infantil  abordam o tema,  " cinema de animação", a todos os grupos escolares do concelho,   com o filme "A maior flor do mundo", realizado por Juan Pablo Etcheverry e baseado no livro de José Saramago.

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Cartaz de Cinema - Janeiro 2013

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Novidades Livros

WILSON, Robert
Pena Capital
82 LE-312.4 WLS


CAREY, Peter
A Química das Lágrimas
82 LE-3 CRY


LETRIA, José Jorge
O que é o amor?
177 LTR (Inf)


SOARES, Luísa Ducla
Um gato tem 7 vidas
82 LP-34 SRS (Inf)




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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Bom Fim de Semana

Pintura de Amadeo de Souza Cardoso


Bom Fim de Semana para todos