blogspot visitor counter
Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Feira de Agosto * 2016 - Programa
 
 
Parque de Feiras e Exposições
 
25 a 29 de Agosto

Etiquetas: , , ,

Bom Fim de Semana
Sophia Mello Breyner Andersen, por Carlos Bottelho
 
 
 
 
Bom Fim de Semana
 
e
 
Boa Feira

Etiquetas:

Poema da Semana
OS DIAS DE VERÃO

Os dias de verão vastos como um reino
Cintilantes de areia e maré lisa
Os quartos apuram seu fresco de penumbra
Irmão do lírio e da concha é o nosso corpo

Tempo é de repouso e festa
O instante é completo como um fruto
Irmão do universo é o nosso corpo

O destino torna-se próximo e legível
Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros
Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem

Como se em tudo aflorasse eternidade

Justa é a forma do nosso corpo


Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Obra Poética"

Etiquetas:

Filme da Semana
 
 
A ponte dos espiões
 
um filme de
 
Steven Spielberg
 
 
 
   "Tom Hanks vive o papel do conceituado advogado James Donovan, que no ano de 1960 é enviado pela CIA para negociar a liberdade de um piloto americano que foi capturado enquanto espionava uma base militar soviética. O suspense dramático ambientado nos anos da Guerra Fria e baseado em acontecimentos reais conta com o argumento assinado pelos irmãos Ethan e Joel Coen em conjunto com Matt Charman. Realizado por Steven Spielberg."

Etiquetas: ,

quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Livro da Semana
 
Uma chama entre as cinzas
 
de
 
Sabaa Tahir
 
 
 
   "Elias pertence aos Ilustres, as famílias da elite do Império. Desde os seis anos que treina na Academia Militar de Blackcliff para se tornar um dos soldados mais implacáveis ao serviço dos Marciais.
Laia pertence aos Eruditos, um povo oprimido pelo jugo firme dos Marciais. Quando o seu irmão é preso e acusado de traição, Laia procura a ajuda da Resistência. Em troca, tem de se infiltrar como escrava em Blackcliff.
Quando se conhecem, Elias e Laia percebem que as suas vidas estão interligadas —e que as escolhas de ambos podem mudar o destino do Império." 

Etiquetas:

terça-feira, 23 de agosto de 2016
Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Setembro 2016
Feira de Agosto * 2016 - Programa
 
 
Parque de Feiras e Exposições
 
25 a 29 de Agosto

Etiquetas: ,

UM PROBLEMA DE FÉ
   "Era uma organização poderosíssima, num prédio de cinquenta andares, em pleno centro da grande cidade.
   Dizia-se que eram escritórios da mais moderna concepção arquitectónica, exemplarmente apetrechados para a concretização de projectos e também para o estudo e a prospecção de mercados dentro das mais diversas áreas da actividade.
   Milhares de arquivos, computadores, impressoras, fotocopiadoras: um mundo da mais evoluída tecnologia. E assim mesmo, largas centenas de funcionários, numa escala de valores também monumental, desde as simples secretárias aos chefes de departamento, aos gabinetes de aconselhamento técnico, jurídico e financeiro, partindo daí para as mais altas esferas da administração.
   Um verdadeiro universo em actividade.
   Cá em baixo, junto à entrada o porteiro - homem modestíssimo - afirmava com um sorriso sarcástico:
   - Sou pobre, mas não me deixo enganar: o patrão disto não existe!"
 
António Victorino d'Almeida, in "Os devoradores de livros"

Etiquetas:

segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Novidades Livros
 
WHARTON, Edith
Cinco histórias de luz e sombra
82 LE-3 WHR
 

 
BENTON, Jim
Meu querido cromo: Eu!(igualzinha a ti, só que melhor)
82 LE-3 BNT (Juv)
 

 
LETRIA, José Jorge
O Hospital das Letras
82 LP-1 LTR (Inf)

Etiquetas:

sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Bom fim de Semana
Vasco Graça Moura, por Carlos Botelho



Bom Fim de Semana

Etiquetas:

Poema da Semana
espaço interior

quando o poema
são restos do naufrágio
do espaço interior
numa furtiva luz
desesperada,

resvalando até
à superfície,
lisa, firme, compacta,
das coisas que todos
os dias agarramos,

quando
o poema as envolve
numa aura verbal
e se incorpora nelas,
ou são elas a impor-lhe

a sua metafísica
e o espaço exterior
que povoam de
temporalidades eriçadas,
luzes cruas, sons ínfimos, poeiras.

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

Etiquetas:

quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Filme da Semana
 
Phoenix
 
um filme de
 
Christian Petzold
 
 
 
   "Nelly Lenz é uma sobrevivente de um campo de concentração que ficou seriamente desfigurada. Lene Winter, que trabalha para uma agência judaica, leva-a para Berlim. Após a cirurgia de reconstrução, Nelly inicia a procura do seu marido Johnny. Quando finalmente o encontra, este não a reconhece. Ainda assim ele aborda-a com uma proposta: uma vez que ela se parece com a sua mulher, que ele acredita estar morta, pede-lhe que esta o ajude a reclamar a considerável fortuna que ela deixou. Nelly concorda, e torna-se a sua própria doppelgänger – ela precisa de saber se Johnny alguma vez a amou, ou se a traiu. Nelly quer a sua vida de volta. Quanto mais semelhanças com a sua outra parte ela revela, mais desesperada e confusa a relação se torna. Será que Johnny irá confessar o seu amor? Ou a sua culpa?"

Etiquetas: ,

quarta-feira, 17 de agosto de 2016
Livro da Semana
 
Vidas roubadas
 
de
 
Mary Kubica
 
 
 
   "Numa manhã fustigada pelo mau tempo, Heidi Wood vê numa estação de comboios uma adolescente com um bebé ao colo. A partir desse momento, essa imagem não lhe sai da cabeça.
   Quando, dias mais tarde, volta a encontrar a rapariga com a bebé, Heidi decide ajudá-las e leva-as para sua casa. Chris, o marido de Heidi, assim como a filha, Zoe, opõem-se em absoluto à ideia de esta jovem, que diz chamar-se Willow, ficar em sua casa, temendo que ela possa ser uma criminosa. No entanto, Heidi não lhes dá ouvidos e, à medida que o tempo passa, sente que não pode abandonar a rapariga, e acima de tudo a sua bebé, por quem nutre um sentimento maternal fora do comum. Entretanto, começam a aparecer pistas sobre o passado de Willow que farão com que a história ganhe contornos perturbadores. Que segredos guardará esta rapariga cujo passado esconde a todo o custo?"

Etiquetas:

sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Bom Fim de Semana
Jorge Amado, pintura a óleo de Cândido Portinari (1934)




Bom Fim de Semana

Etiquetas:

Poema da Semana
Dorme, menina dormida
Teu lindo sonho a sonhar.
No teu leito adormecida
Partirás a navegar.

Estou presa em meu jardim
Com flores acorrentadas.
Acudam! Vão me afogar.
Acudam! Vão me matar.
Acudam! Vão me casar.
Numa casa me enterrar
Na cozinha a cozinhar
Na arrumação a arrumar
No piano a dedilhar
Na missa a me confessar.
Acudam! Vão me casar
Na cama me engravidar.

No teu leito adormecida
Partirás a navegar.

Meu marido, meu senhor
Na minha vida a mandar.
A mandar na minha roupa
No meu perfume a mandar.
A mandar no meu desejo
No meu dormir a mandar.
A mandar nesse meu corpo
Nessa minh’alma a mandar.
Direito meu a chorar.
Direito dele a matar.

No teu leito adormecida
Partirás a navegar,

Acudam! Me levem embora
Quero marido pra amar
Não quero pra respeitar
Quem seja ele – que importa?
Moço pobre ou moço rico
Bonito, feio, mulato
Me leva embora daqui,
Escrava não quero ser.
Acudam! Me levem embora.

No teu leito adormecida
Partirás a navegar.

A navegar partirei
Acompanhada ou sozinha
Abençoada ou maldita
A navegar partirei.
Partirei pra me entregar
A navegar partirei.
Partirei pra trabalhar
A navegar partirei.
Partirei pra me encontrar
Para jamais partirei.

Dorme menina dormida
Teu lindo sonho a sonhar.

Jorge Amado (10/08/1912 - 06/08/2001), in "Gabriela, Cravo e Canela"

Etiquetas:

Cartaz de Cinema - Agosto 2016

Etiquetas: ,

quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Filme da Semana
 
Relatos selvagens
 
um filme de
 
Damián Szifron
 
 
   "Inspirada na série de televisão «Contos Assombrosos», criada e produzida por Steven Spielberg entre os anos de 1985 e 87, uma coletânea em seis episódios em que o realizador argentino Damián Szifrón («Tempo de Valentes») mistura vários géneros cinematográficos: comédia, drama, terror e romance.
 
   Os actores Ricardo Darín, Óscar Martínez, Leonardo Sbaraglia, Érica Rivas, Rita Cortese, Julieta Zylberberg e Darío Grandinetti cruzam-se nas histórias contadas em «Pasternak», «Las ratas», «El más fuerte», «Bombita», «La propuesta» e «Hasta que la muerte nos separe». As personagens vão ser empurradas para o abismo e o inegável prazer de perder o controlo, cruzando a linha que separa a civilização da barbárie."

Etiquetas: ,

quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Comemorações do Dia Internacional da Juventude
 
12 de Agosto
 
A partir das 22H30
 
 
Comemorações do Dia Internacional da Juventude através da realização de uma arruada pelo Centro da Vila:
 
Inicio às 22h30 no Complexo Desportivo Municipal José Afonso
 
Locais de passagem:
 
- Avenida António Inácio da Cruz – Vila MariscosPastelaria AlibiRestaurante A Coutada - Taberna da Vila;

- Rua Dr. Jacinto Nunes;

- Largo Álvaro Castelões – Snack-Bar os Castelões;

- Rua Luís de Camões - Sr. Rodrigues Café;

- Praça João de Deus – Sabores da Praça;

- Largo Catarina Eufémia – Café Central;

- Rua General Humberto Delgado;

- Rua Infante D. Henrique – Snack-Bar AdegaBar JBSnack-Bar Vá Kargas.ComeCafé Duro.
 

A acompanhar a arruada, com a Banda Musical, temos como parceiros a APF (Associação para o Planeamento da Família) e a GNR, para a realização de Campanhas de Sensibilização.

Etiquetas: , , ,

Feira de Agosto * 2016 - Programa
 
 
Parque de Feiras e Exposições
 
25 a 29 de Agosto

Etiquetas:

Livro da Semana
 
 
A noite não é eterna
 
de
 
Ana Cristina Silva
 
 
 
   "A Roménia, sob o jugo do ditador Nicolae Ceausescu, atravessa um dos piores períodos da sua história, com a população a enfrentar a fome e dominada pelo terror. Seguindo as orientações do Presidente para a criação de um exército do povo no qual os soldados seriam treinados desde crianças, Paul, um ambicioso funcionário do partido, decide levar de casa o filho de três anos e entrega-lo aos cuidados do Estado.
   Quando a mãe se apercebe do desaparecimento do pequeno Drago, o desespero já não a abandonará, bem como o firme desejo de acabar com a vida do marido.
   Correndo riscos tremendos, Nadia não desistirá, porém, de procurar o menino, ainda que para isso tenha de forjar uma nova identidade, de fazer falsas denúncias, de correr os orfanatos cujas imagens terríveis chocaram o mundo e até de integrar uma rede que transporta clandestinamente crianças romenas seropositivas para o Ocidente. Mas será que o seu sofrimento pode ser apaziguado enquanto Paul for vivo? Enquanto o ditador for vivo?"

Etiquetas:

terça-feira, 9 de agosto de 2016
Que porque
   "Estou diante do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, ao cimo da Calçada de Santana, em Lisboa. Aqui houve outrora o mosteiro do Convento de Santa Ana, destruído pelo terramoto. Camões foi enterrado aqui, da parte de fora do Convento. Olho o terreno ao lado do Instituto. Ia jurar que é o mesmo onde, embrulhado num lençol, foi sepultado aquele a quem, numa lápide ali mandada colocar mais tarde, D. Gonçalo Coutinho chamaria «o príncipe dos poetas do seu tempo».
   Há um melro a cantar. Ocorre-me um extraordinário livrinho de Philippe Soupault sobre Lisboa, intitulado Carte Postale. Começa assim: «Lisboa é a aurora». Mais adiante «...cada um dos pássaros de Lisboa sabe de cor um verso de Os Lusíadas».
   Talvez haja uma toada de Camões no trinado deste melro. Uma toada. Foi o que para sempre ficou dentro de mim ao ouvir meu pai ler em voz alta versos de Camões. Digo ouvir. Eu ainda não sabia ler, não percebia o sentido, mas ficava fascinado com o ritmo, a toada, a cadência, chame-se-lhe o que se quiser. Digo ouvir porque foi assim que tive a revelação da poesia e da música que há dentro da língua. E porque foi ouvindo o som daquelas vogais e consoantes que aprendi de cor, antes de saber ler, algumas estrofes de Os Lusíadas e alguns sonetos de Camões, além de «Perdigão perdeu a pena». Uma toada, um ritmo, uma outra forma de música. Que é, ninguém me convence do contrário, a que se ouve no marulhar do Atlântico. As ondas rolam em decassílabos, às vezes em versos de sete sílabas.
   Pode acontecer que, sem se dar por isso, comece a dedilhar-se uma guitarra invisível tocando as cordas da sexta e da décima ou, mais raramente, da quarta, da oitava e décima sílabas. Ou então que, de repente, comece a falar-se assim. Ou até a dançar. Camões decassílaba-se em nós. Está no sangue, bate no pulso. 
   Depois há o «que porque» da Canção IX:
 
                   Assim vivo; e se alguém te perguntasse
                   Canção, como não morro
                   Podes-lhe responder que porque morro
 
   Que outro poeta seria capaz de juntar estas duas terríveis e rudes palavras e pô-las a cantar? Que porque. Música. Um acto fundador, momento primordial da poesia de língua portuguesa. Que porque.
   Meu pai costumava dizer que a poesia de Camões se pode assobiar. Se calhar é o que o melro está ali a fazer."
 
Manuel Alegre, in "Uma outra memória"
 
 

Etiquetas:

segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Universidade Sénior de Grândola - Professores Voluntários

Etiquetas:

Projeto Turismo Juvenil - À Descoberta de Tavira
 
À Descoberta de Tavira

 Últimas vagas
 
Nos dias 2, 3 e 4 de Setembro vem descobrir Tavira com os teus amigos !

Agita as tuas férias e inscreve-te já no Estúdio Jovem !
 
 
 
 
Inscrições até 26 de Agosto
 
Estúdio Jovem
 
Tel. 269 450 083
 

Etiquetas:

Novidades Livros
 
SORRENTINO, Paolo
A juventude
82 LE-3 SRR
 

 
MAGALHÃES, Ana Maria e outro
Uma aventura na casa da lagoa
82 LP-311.3 MGL (Juv)
 

 
STILTON, Tea
A estrada do sucesso
82 LE-311.3 STL (Inf)

Etiquetas:

sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Bom Fim de Semana
A Caverna de Platão, pintura de Maria Tomaselli
 



Bom Fim de Semana

Etiquetas:

Poema da Semana
AMOR E UMA CAVERNA

O que é que foi isso?
O que foi esse comentário de quem subiu escadotes,
esse cansaço, essa disposição de descascar cebolas?

Voltaram os enjoos? Enjoaste as doutrinas, meu amor?
Chama-me se tiveres uma indisposição.
Eu sou óptima a segurar na cabeça, a comprar Rennie,[itálico]
a passar o chão a pano.

Andas outra vez a ver telejornais? Não enjoaste o comando?
Qualquer dia desligo. Qualquer dia desligo tudo por amor.

Queres que te faça pipocas para as notícias das dez?
Queres que vá descascar marmelos?
Queres que te abrace para não teres medo?

O que é que foi isso outra vez?
O que foi esse tom a desafinar-me a reacção,
esse esgar, esse ruído de máquina de moer café?

Agora ladras, meu amor?

Filipa Leal, in "Vem à Quinta-Feira"

Etiquetas:

Estúdio Jovem - Actividades de Expressão Plástica - Agosto 2016
 
 
Estúdio Jovem
 
Durante o mês de Agosto

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Filme da Semana
 
 
O homem mais procurado
 
um filme de
 
Anton Corbijn
 
 
   "Quando um imigrante, meio-checheno, meio russo, aparece numa comunidade islâmica em Hamburgo brutalmente torturado, reivindicando a fortuna do seu pai, capta o interesse das agências de segurança alemãs e americanas: conforme o tempo passa e a parada sobe, a corrida para descobrir a verdadeira identidade do homem mais procurado começa – vítima oprimida ou extremista destrutivo?
 
   Baseado no romance de John Le Carré, O Homem mais Procurado é uma ficção analítica e contemporânea de intriga, amor, rivalidade e política, em constante tensão até à última cena."

Etiquetas: ,

quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Exposição "Mãe e Filha - artes diferentes, percursos semelhantes", por Aida e Cláudia Clemente
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
3 de Agosto às 17H00

Etiquetas: , ,

Livro da Semana
 
História de um cão chamado Leal
 
de
 
Luis Sepúlveda
 
 
 
   "Afmau, que significa «leal e fiel» na língua mapuche, a língua da Gente da Terra, é o nome ideal para um filhote de pastor-alemão que, sobrevivendo à fome e ao frio da montanha onde nasceu, assim demonstra a sua enorme lealdade à vida. Na companhia de Aukamañ, um rapazinho mapuche, Afmau aprende a conhecer o mundo que o rodeia e a respeitar a diversidade da natureza.
   Porém, nem todos pensam da mesma forma: um bando de estrangeiros, com costumes estranhos aos da Gente da Terra, chega à aldeia onde Afmau vive, semeando o caos e o medo.
  Condenado daí em diante a uma vida de servidão e crueldade, obedecendo a uma missão odiosa – perseguir e capturar todos os que se oponham ao bando de estrangeiros –, o destino acaba por proporcionar a Afmau uma derradeira oportunidade de redenção, numa fábula maravilhosa e naturalista onde Luis Sepúlveda reflete sobre o peso do passado e da memória, a força da amizade e da solidariedade e o respeito pela Terra e por todos quantos nela habitam."

Etiquetas:

terça-feira, 2 de agosto de 2016
Exposição "Mãe e Filha - artes diferentes, percursos semelhantes", por Aida e Cláudia Clemente
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
3 a 31 de Agosto
 
Inauguração a 3 de Agosto - 17H00

Etiquetas: , ,

Animação de Verão * Jardim 1º de Maio - Animação Infantil
"O macaco de rabo cortado"
 
Teatromosca
 
 
 









 
 
 

Etiquetas:

A minha mãe é contrabandista (Vila Verde da Raia)
   "Elisa tinha 31 anos, 5 filhos, um marido inválido, uma vaca uma égua - uma vida pela frente. «Fui a rainha das mulheres», dizia ela. Em quê? Ao longe vê-se o monte da fronteira, suave, dissimulado entre as arestas das espalhafatosas casas de emigrante. Elisa, hoje com 71 anos, prime os lábios como quem retesa um arco. e dispara: «Fui a rainha das mulheres».
   Quando o marido adoeceu, com a úlcera varicosa que o impediu para sempre de trabalhar, tinha o filho mais velho, Fernando, 11 anos. De repente, era ele o homem da casa. De madrugada, enquanto as outras crianças dormiam, Fernando e Elisa saiam para a sua aventura. Geralmente era ela que ficava do lado de cá, a vigiar, segurando a égua. Fernando, ágil e leve, atravessava a fronteira, saltando o ribeiro, pegava na mercadoria e corria com ela até ao dorso da égua. Depois era só galopar em direcção à aldeia. Divertia-se como ninguém. Mesmo quando ficava ele com a égua, atento aos guardas que faziam o plantão. Elisa atravessava o ribeiro, com água pela cintura, carregada com caixas de ovos, ou sapatos e tecidos, seda, bombazina, cobertores, peixe e carne, polvos, frutos secos, farinha, leite, café, azeite rebuçados. Fernando controlava os guardas, fazia sinais à mãe, inventava manobras de diversão para os polícias, em caso de perigo. Elisa só tinha de por um pé em território português. A partir daí, o negócio era com Fernando. Ele levaria o contrabando ao «patrão» que o encomendara.
   Contrabandeava-se todo o tipo de produtos, nos dois sentidos. Dependia das épocas. Durante a guerra civil, eram os espanhóis que vinham cá buscar tudo. Depois era ao contrário. Houve alturas em que iam cordeiros de cá para lá, e carneiros velhos de lá para cá. «Iam a Espanha buscar carne podre». Este é Delmar, que sabe do que fala. «Ainda há esqueletos espalhados pelo monte. Vinham da Holanda, para matadouros portugueses. Morriam na travessia. Para lá, iam burros.
   Fernando lembra-se de ter visto 500 burros guardados perto do quintal da mãe. «Dizia-se que era para chouriço espanhol».
   Utilizavam-nos no trabalho. Mas nasciam demasiados e ninguém pensou em usá-los na alimentação. Costumavam deitá-los a afogar. Há até uma zona do rio a que chamam o «burreco». Depois começaram a mandá-los para a fronteira, esse lugar perverso, que tudo transformava em ouro.
   A fronteira era uma roda-viva e um modo de vida para quase toda a gente em Vila Verde da Raia, até ter desaparecido, já nos anos 80. Não havia mais nada.
   Trabalhar na terra, como jornaleiro, não dava para matar a fome. O contrabando era perigoso, mas rentável. Cinco coroas por cada par de botas, três coroas por um quilo de rebuçados, dez escudos por uma coberta. «Dava para nos sustentarmos», diz Elisa, que fazia, com Fernando, uma média de duas «saídas» por dia. «Por isso nunca emigrei. Não ia deixar os meus filhos a serem criados sem rei nem roque. Passava-se fome aqui na terra. Mas a mim nunca me faltaram as batatas».
(...)
 
Paulo Moura, in "Longe do mar" 
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Novidades Livros
 
PHILBRICK, Nathaniel
No coração do mar
82 LE-3 PHL
 

 
COLLINS, Tim
As aventuras de um Banana super-herói
82 LE-3 CLL (Juv)
 

 
MACHADO, David
Uma noite caiu uma estrela
82 LP-34 MCH (Inf)

Etiquetas: