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Biblioteca Municipal de Grândola
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Filme da Semana
Os Descendentes

um filme de
Alexander Paine

"Sinta o sabor agridoce deste drama sobre as tentativas de um pai distante para se reconciliar com as suas duas filhas e a sua por vezes hilatiante procura da verdade neste filme tocante, iluminado, divertido e não apologeticamente humano."




Este filme encontra-se disponivel na Biblioteca Municipal.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012
Livro da Semana


A Rainha dos Estapafúrdios
de
José Eduardo Agualusa


"A Rainha dos Estapafúrdios conta as aventuras de Ana, uma perdigota irrequieta e curiosa, à procura de uma roupa mais colorida do que aquela que a natureza lhe deu ao nascer.
Sozinha, engana uma hiena esfomeada, enfrenta um leão feroz e transforma-se na rainha da savana. Como é que consegue tudo isto?  Descobre estas e muitas outras peripécias da Rainha dos Estapafúrdios nas páginas coloridas e mágicas deste livro."


Este livro encontra-se disponível na Biblioteca Municipal.

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A história das galinhas e da minhoca
Era uma vez duas galinhas que encontraram uma minhoca e as duas queriam  comê-la. Uma pegou-lhe por um  lado e a outra pelo o outro. Depois chegou o galo, que também queria a minhoca. Bateu as asas, ergueu a crista vermelha, deixou o vento ondear as penas da cauda e depois cantou muito alto: «Cocorococó!». Subitamente, as duas galinhas soltaram a minhoca pois os galo tem uma cauda de cores tão bonitas... e as galinhas não, e porque o galo sabe cantar e as galinhas só sabem cacarejar. O galo bateu outra vez as asas, esticou a cabeça com a crista vermelha e cantou outra vez: «Cocorococó!». Depois quis comer a minhoca mas ela já se tinha metido outra vez no seu buraco!


Ursula Wölfel in 27 Histórias para comer a sopa.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Bom fim de semana!
Os funcionários da Biblioteca Municipal desejam-lhe um bom fim de semana!

(pintura de Sílvia Patrício)

Tolerância de Ponto

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Poema da Semana
Poema da Menina Tonta



A menina tonta passa metade do dia

a namorar quem passa na rua,

que a outra metade fica

pra namorar-se ao espelho.



A menina tonta tem olhos de retrós preto,

cabelos de linha de bordar,

e a boca é um pedaço de qualquer tecido vermelho.



A menina tonta tem vestidos de seda

e sapatos de seda,

é toda fria, fria como a seda:

as olheiras postiças de crepe amarrotado,

as mãos viúvas entre flores emurchecidas,

caídas da janela,

desfolham pétalas de papel...



No passeio em frente estão os namorados

com os olhos cansados de esperar

com os braços cansados de acenar

com a boca cansada de pedir...



A menina tonta tem coração sem corda

a boca sem desejos

os olhos sem luz...



E os namorados cansados de namorar...

Eles não sabem que a menina tonta

tem a cabeça cheia de farelos.



(Manuel da Fonseca)

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terça-feira, 21 de agosto de 2012
O Táxi
     Uma mulher levanta o braço. Está no passeio. Não tem pressa, mas levanta o braço e acena com a mão. O táxi não pára. Está vazio, mas não pára.
     A mulher veste calças elegantes, castanhas. Tem um lenço ao pescoço.
     De novo, vemos a sua mão levantada a acenar. Outro táxi que não pára.
     A mulher está a sorrir. É bonita. Levanta o braço de novo. Estamos sempre a vê-la, a ver o seu entusiasmo sorridente. Mas não, de novo o táxi não pára. Também vazio, mas não pára.
     O plano agora abre-se mais. Vemos a mulher, sim, as suas calças elegantes castanhas. E, junto aos seus pés, um corpo inerte; provavelmente morto.

Gonçalo M. Tavares, in "Short Movies"

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Novidades Livros




MAGALHÃES, Júlio
Não nos roubarão a esperança
82 LP-3 MGL









MUCHAMORE, Robert
Gangues
82 LE-311.3 MCH (Juv)








STILTON, Geronimo
De meio rato a rato inteiro... em quatro dias e meio!
82 LE-311.3 STL (Inf)

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Bom Fim de Semana
Natália Correia (1923-1993)


Bom fim de semana para todos os utilizadores da Biblioteca Municipal
Poema da Semana
Fiz um conto para me embalar

Fiz com as fadas uma aliança
A deste conto nunca contar.
Mas como ainda sou criança
Quero a mim própria embalar.

Estavam na praia três donzelas
Como três laranjas num pomar.
Nenhuma sabia para qual delas
Cantava o príncipe do mar.

Rosas fatais, as três donzelas
As mãos da espuma as desfolhou.
Nenhuma soube para qual delas
O príncipe do mar cantou.

Natália Correia, in "O sol nas noites e o luar nos dias"

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Livro da Semana







Os Malaquias

de

Andréa del Fuego









"Serra Morena. Um raio esturrica o casal, em luz e carne. Os filhos ficam órfãos, com destinos diferentes. Antônio, o menino que não cresce. Nico, o patriarca engolido por um bule de café. Júlia, a menina em fuga permanente. Um lugar onde as sombras da terra e da água convivem. Onde a morte e a vida são o mesmo mundo. Um poema seco à humanidade de cada um de nós.
Uma escrita áspera mas poética, desenhada com a vertigem das memórias da família Malaquias, e que evolui como tributo pessoal da autora aos seus antepassados.
Transcendental e mágico, este romance do insólito revela-se uma leitura para o coração.
Um livro forte, aclamado, invulgar."

Vencedora do Prémio Literário José Saramago 2011
Finalista do Prémio São Paulo de Literatura e do Prémio Jabuti, na categoria romance, ambos em 2011.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012
Eça de Queirós (1845-1900)




Eça de Queirós

(25 de Novembro de 1845 - 16 de Agosto de 1900)




"Eça de Queirós tinha um estilo de escrita inteligente, lúcido e conciso, que conferiu à sua obra um carácter perene e actual, o que faz dele um dos escritores portugueses mais lidos e apreciados."




     "O sentimento que hoje domina os espíritos perante a política é sobretudo a desconfiança. Sente-se um vago receio. O governo está trémulo, a oposição inquieta, os homens dos pequenos partidos sem saber onde ir buscar o seu apoio e a sua força - o povo, descontente.
     Pressente-se que se vão passar os grandes factos, que resolvem as crises políticas com as crises da doença.
     Mas o quê? Hoje não há no país nenhuma ideia predominante, nenhum princípio querido, nenhum grande sistema surdamente combinado, nenhum vasto plano de organização social. Os homens políticos têm-se ocupado naquele embate de ambições, de intrigas, de transações, de regulamentos, de reformas imperceptíveis, em todo aquele movimento que ondeia lentamente de S. Bento às secretarias e das secretarias ao conselho de Estado. Fora desse movimento nada sabem, nada aceitam.
     Quando vier o momento do perigo, a que se há-de recorrer, a que ideia, a que sistema, a que método de governar? Vai-se procurar aos espíritos políticos e encontra-se lá um vazio: eles tinham-se só movido - não tinham pensado. As nossas finanças estão perdidas, a nossa instrução esquecida, o nosso exército desorganizado, o nosso funcionalismo corrupto, as nossas leis dispersas, o nosso comércio enfraquecido, a nossa autoridade moral perdida. De quem é a culpa? Não é destes nem daqueles, é da fatalidade das decadências. Se amanhã o país se encontrar na hora da agonia, e se se perguntar aos que pensam, aos que governam, aos que andam com o cérebro aceso alumiando a marcha - se se perguntar: que havemos de fazer?, é possível que eles respondam, e com justiça: sucumbir."

Eça de Queirós, in "Prosas esquecidas III: Política 1867"
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Exposição de Fotografia "Momentos Desconhecidos" de Sonia Afonso
No passado dia 8, pelas 19H, foi inaugurada a Exposição de Fotografia "Momentos Desconhecidos" de Sonia Afonso. Esta Exposição estará patente ao público, na Biblioteca Municipal, até dia 1 de Setembro.









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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Bom Fim de Semana

Jorge Amado (n. 10 de Agosto de 1912 - m. 6 de Agosto de 2001)


Bom fim de semana para todos
Poema da Semana
SOU EXU

Não sou preto, branco ou vermelho
Tenho as cores e formas que quiser.
Não sou diabo nem santo, sou exu!
mando e desmando,
traço e risco
faço e desfaço.
estou e não vou
tiro e não dou.
sou exu.
Passo e cruzo
Traço, misturo e arrasto o pé
Sou reboliço e alegria
Rodo, tiro e boto,
Jogo e faço fé.
Sou nuvem, vento e poeira
Quando quero, homem e mulher
Sou das praias, e da maré.
ocupo todos os cantos.
sou menino, avô, maluco até
posso ser João, Maria ou José
Sou o ponto do cruzamento.
durmo acordado e ronco falando
corro, grito e pulo
faço filho assobiando
sou argamassa
De sonho carne e areia.
sou a gente sem bandeira,
o espeto, meu bastão.
o assento? O vento!..
sou do mundo,nem do campo
nem da cidade,
não tenho idade.
Recebo e respondo pelas pontas,
Pelos chifres da nação
Sou exu.
sou agito, vida, ação
sou os cornos da lua nova
a barriga da rua cheia!...
Quer mais? Não dou,
Não tô mais aqui!

Jorge Amado


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Dia Internacional da Juventude - 11 de Agosto
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Livro da Semana






Jesus Cristo bebia cerveja

de

Afonso Cruz










"Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma história comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida: o amor, o sacrifício, e a cerveja.

Jesus Cristo bebia cerveja é o novo e esperado romance de uma das vozes mais fortes e originais da literatura portuguesa actual, a que é impossível ficar indiferente."


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terça-feira, 7 de agosto de 2012
Sou barbeiro
     Sou barbeiro. É uma coisa que pode acontecer a qualquer pessoa. Quero dizer que até esse dia fui um bom barbeiro. Cada qual tem as suas manias, eu não gosto de borbulhas.
     Aconteceu assim: comecei a barbeá-lo calmamente, afiei a navalha no braço da cadeira e suavizei-a na palma da mão. Sou um bom barbeiro! Nunca cortei ninguém e ainda por cima esse tipo não tinha uma barba muito espessa. Mas tinha borbulhas. Devo reconhecer que nas suas borbulhas não havia nada de especial, no entanto, incomodavam-me, enervavam-me, revolviam-me as tripas.
     A primeira, contornei-a bem, sem grande dificuldade, mas a segunda começou a sangrar. Então, não sei o que me deu, acho que é uma coisa muito natural, aprofundei a ferida e depois, sem poder deixar de o fazer, com um só golpe, cortei-lhe a cabeça.

Max Aub, in "Crimes exemplares"

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Exposição de Fotografia
Novidades Livros




RUIZ ZAFÓN, Carlos
O prisioneiro do céu
82 LE-3 ZFN









KHADRA, Yasmina
As sirenes de Bagdade
82 LE-3 KHD










LEITE, Ventura
Solução para a crise: nacional e europeia
338 LTE

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Bom Fim de Semana
José Afonso - Monumento em Grândola
José Afonso (n. 2 de Agosto de 1929 - m. 23 de Fevereiro de 1987)


Bom Fim de Semana para todos os utilizadores da Biblioteca Municipal
Poema da Semana
Grândola, Vila Morena


Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra d’uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Zeca Afonso

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Exposição de Fotografia "Momentos Desconhecidos" de Sonia Afonso

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Filme da Semana





Sherlock Holmes: Jogo de Sombras

um filme de

Guy Ritchie










     "Sherlock Holmes sempre foi o homem mais inteligente…até agora. Há um novo criminoso à solta - Professor Moriarty, e ele não é apenas intelectualmente igual a Holmes, como também a sua capacidade para o mal, juntamente com uma enorme falta de consciência, pode mesmo dar-lhe vantagem face ao conhecido detective.
    Quando o príncipe herdeiro da Áustria é encontrado morto, a evidência, segundo o Inspector Lestrade, aponta para suicídio. Mas Sherlock Holmes deduz que o príncipe foi assassinado - um assassínio que é apenas uma peça de um grande e poderoso puzzle, projectado pelo Professor Moriarty.
     Misturando negócios com prazer, Holmes segue as pistas até um clube de senhores nocturno, onde ele e o seu irmão, Mycroft Holmesbrindam ao Dr. Watson na sua última noite de solteiro. É aí que Holmes encontra Sim, uma cigana cartomante, que vê mais do que aquilo que conta e os envolvidos no assassinato do príncipe tornam-na no próximo alvo a abater. Holmes tenta salvar-lhe a vida e, em troca, ela concorda, relutantemente, em ajudá-lo.
     A investigação torna-se cada vez mais perigosa e leva Holmes, Watson e Sim por todo o continente, desde Inglaterra a França, a Alemanha e finalmente para a Suíça. Mas a astúcia de Moriarty está sempre um passo à frente e vai deixando um rasto de morte e destruição, tudo parte de um plano maior e que, se for bem sucedido, irá mudar o curso da história."

Este DVD encontra-se disponível para visionamento na Biblioteca Municipal

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Livro da Semana





D. Maria II: tudo por um reino

de

Isabel Stilwell








     "Com apenas 7 anos, Maria da Glória torna-se rainha de Portugal. Um país do outro lado do oceano que nunca havia pisado.
     A sua infância foi vivida no Brasil, entre o calor e os papagaios coloridos que admirava na companhia dos seus irmãos e da sua adorada mãe, D. Leopoldina. A ensombrar esta felicidade apenas Domitília, a amante do seu pai, imperador do Brasil e D. Pedro IV de Portugal.
     Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós. Para trás deixa a mãe sepultada, os seus adorados irmãos e a marquesa de Aguiar, sua amiga e protetora.
     Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, D. Maria acaba por desembarcar em Londres onde conhece Vitória, a herdeira da coroa de Inglaterra a quem ficará para sempre ligada por uma estreita relação de amizade.
     Aos 15 anos, finda a guerra civil, D. Maria pisa pela primeira vez o solo do seu país. Seria uma boa rainha para aquela gente que a acolhia em festa e uma mulher feliz, mais feliz do que a sua querida mãe.        
     Fracassada a sua união com o tio, agora exilado, casa-se com Augusto de Beauharnais que um ano depois morre de difteria. Maria era teimosa, não desistia assim tão facilmente da sua felicidade e encontra-a junto de D. Fernando de Saxo-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos, quatro deles mortos à nascença."

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