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Biblioteca Municipal de Grândola
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Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Bom Fim de Semana
O Beijo de Gustav Klimt




Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Intimidade

Que ninguém hoje me diga nada.
Que ninguém venha abrir a minha mágoa,
esta dor sem nome
que eu desconheço donde vem
e o que me diz.
É mágoa.
Talvez seja um começo de amor.
Talvez, de novo, a dor e a euforia de ter vindo ao mundo.

Pode ser tudo isso, ou nada disso.
Mas não o afirmo.
As palavras viriam revelar-me tudo.
E eu prefiro esta angústia de não saber de quê.

Fernando Namora (15/04/1919-31/01/1989), in "Mar de Sargaços"

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Filme da Semana
 
Tomorrowland = Terra do amanhã
 
um filme de
 
Brad Bird
 
 
 
   "Frank Walker já foi um inventor prodigioso e cheio de esperança no futuro. Agora, decepcionado com o mundo, tudo o que lhe sobra desse passado são ilusões. Casey Newton, por seu lado, é uma adolescente brilhante e sempre receptiva a novidades. Quando ela descobre um objecto que a leva para uma realidade paralela, vê o seu destino cruzar-se com o de Frank. Os dois embarcam assim numa aventura que os transportará a Tomorrowland, um enigmático local existente num tempo e lugar indefinidos. Esta viagem mudará não apenas as suas vidas, mas também o futuro da Humanidade...

   Um filme de aventura com realização de Brad Bird ("The Incredibles - Os Super-Heróis“, "Ratatui", "Missão Impossível: Operação Fantasma"), que escreve o argumento em parceria com Damon Lindelof. O elenco conta com George Clooney, Britt Robertson, Hugh Laurie e Kathryn Hahn, entre outros."

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Livro da Semana
 
As flores de lótus
 
de
 
José Rodrigues dos Santos
 
 
   "O século XX nasce, e com ele germinam as sementes do autoritarismo. Da Europa à Ásia, as ondas de choque irão abalar a humanidade e atingir em cheio quatro famílias.
   Depois de assistir à queda da monarquia, o capitão Artur Teixeira vê as esperanças da República afundarem-se num caos de instabilidade. Adere à revolução militar e recebe uma missão: convencer Salazar a tornar-se ditador.
   Satake Fukui cresce num Japão dilacerado entre a tradição e a modernidade. O seu confronto com o militarista Sawa reflete um braço de ferro que ameaça mergulhar o país, e o mundo, numa catástrofe sem precedentes.
   A chinesa Lian-hua nasce com olhos azuis, os mesmos que veem a China arrastada para um choque titânico entre os nacionalistas, os comunistas e os japoneses. Apanhada no fogo cruzado, é raptada por um radical comunista: o jovem Mao Tse-tung.
   Os bolcheviques acabam de conquistar a Sibéria e batem à porta da pequena quinta dos Skuratov. Estaline iniciou as coletivizações e a família de Nadezhda é lançada num ciclo de medo, fome e sofrimento.
 
Quatro histórias. Quatro famílias. Quatro destinos.  
 
   Senhor de uma prosa lúcida e poderosa, José Rodrigues dos Santos embarca connosco e com figuras como Salazar e Mao Tse-tung numa viagem arrebatadora que nos leva de Lisboa a Tóquio, de Irkutsk a Changsha, do comunismo ao fascismo. Com As flores de lótus nasce uma das mais ambiciosas obras da literatura portuguesa contemporânea."

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016
O que sempre soube acerca das mulheres mas ainda assim tive de perguntar
   "Tratam-nos mal mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham  superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem dez anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal do que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos - elas quando jogam é para ganhar. E é tudo.
   Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."
 
Rui Zink, in "Luto pela felicidade dos portugueses"
  

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Fevereiro
Novidades Livros
 
SATRAPI, Marjane
Persépolis
82-9 STR
 

 
LEYSON, Leon
O rapaz do caixote de madeira
82 LE-3 LYS (Juv)
 

 
MAGALHÃES, Álvaro
Socorro, a minha mãe está avariada!
82 LP-34 MGL (Inf)

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Bom Fim de Semana
Eugénio de Andrade, por Marcelo F. de Abreu
 
 
 
Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
O sal da língua

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.

Eugénio de Andrade (19/01/1923 - 13/06/2005), in "O sal da língua"

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Filme da Semana
 
 
Mad Max: Estrada da Fúria
 
um filme de
 
George Miller
 
 
 
"Do realizador George Miller, criador do género pós apocalíptico e o génio por trás do lendário franchise Mad Max, regressa ao mundo do Guerreiro da Estrada. Max Rockatansky (Tom Hardy), um guerreiro solitário perseguido pelo seu turbulento passado, acaba, por força das circunstâncias, envolvido num grupo liderado pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) em fuga por Wasteland. No seu encalce, um senhor da guerra e o seu letal gang numa impiedosa perseguição que se torna a mais implacável guerra na estrada de sempre."

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Livro da Semana
 
O rapaz que venceu Salazar
 
de
 
Jacinto F. Matias
 
 
 
   "Um romance pleno de humor e de ternura sobre a vivência da ditadura e da Guerra Colonial numa pequena vila do interior alentejano, e sobre as criativas formas da subversão possível de quem nunca se rendeu. É também a interrogação de uma geração sem saudosismos nem ilusões sobre o testemunho que deixou desse tempo e sobre o tempo que lhe sucedeu. Capta magistralmente o espírito de uma época numa história com ecos de policial, em que os pequenos eventos e a vida quotidiana de uma vila perdida no mapa se tornam grandiosos, tecendo assim um retrato sobre a amizade e a dignidade, mas também celebrando aqueles que, anónimos, e arriscando perder tudo, tentaram ser livres.
 
   Na década de 1960, numa pequena vila alentejana, quatro amigos encontram-se secretamente para jogar à sueca, comer, beber e ouvir a Rádio Moscovo e a BBC. Zé Maria, Tonico e Martinho Lutero discutem política, gastronomia, mulheres e a vida. Sem que o saibam, há um espião que regista tudo o que dizem, pondo o grupo em perigo num tempo em que a ditadura, abalada por uma guerra colonial e pelas tentativas de derrube do regime, começa a apertar o cerco com a ação dos informadores e dos agentes da PIDE.
   Quando os amigos afixam um cartaz do Movimento de União Democrática na vila, com vista à sua participação nas eleições - uma farsa da ditadura -, pagam o atrevimento com uma proibição dolorosa, mas que irá desencadear a improvável resposta de uma criança ao estado de medo e de obediência a que o País foi subjugado ao longo de décadas.
 
   Jacinto F. Matias convoca uma paisagem social e humana plena de subtileza, pintando-a com momentos cómicos e comoventes, sedimentando-a com personagens de biografias tão romanescas quanto reais. O rapaz que venceu Salazar resulta do uso ágil e envolvente dessa paleta, na qual só uma profunda compreensão das relações humanas permite dispor e combinar os tons que marcaram a vida desse Portugal sufocado pela ditadura." 
 
 
   
 
 

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Até à próxima
QUANDO, HÁ MUITOS ANOS, comecei a escrever para os jornais, um velho e sábio jornalista disse-me: ESCREVE SEMPRE A TUA PRÓXIMA CRÓNICA COMO SE FOSSE A ÚLTIMA.
   Na altura fiquei um pouco perplexo. Com o tempo compreendi o aviso: escreve sempre a tua próxima crónica como se fosse a última, porque
   - o amanhã é precário;
   - a tua mulher pode usar o rolo da máquina de escrever para estender a massa;
   - o teu maior inimigo pode não te dar tempo a que faças outra;
   - pode sair um decreto que estipule: «Quem não escrever a sua próxima crónica como se fosse a última não tem direito a remuneração porque estão todos obrigados a produzir o esforço máximo»;
   - podem roubar-te a esferográfica;
   - pode dar-te um vazio na cabeça;
   - pode a amnésia ocorrer na citada;
   - pode o invejoso revelar-se: «Ele escreveu realmente esta crónica como se fosse a última. Não é possível escreverem-se mais asneiras»;
   - pode a tua mulher pôr outra vez o rolo na máquina de escrever, depois de estender a massa, mas o teu sobrinho mais imprevisível pode ir pô-la no prego no minuto imediato;
   - podes deixar a crónica seguinte num táxi, trazendo em seu lugar o dossiê das contas da lavandaria que o freguês anterior lá tenha deixado esquecido;
   - pode sair outro decreto especial: «Quem não escrever a sua próxima crónica como se fosse a última está sujeito ao imposto ora criado num impresso próprio para o efeito, intitulado "Imposto único para os que não escrevem a sua próxima crónica como se fosse a última"»;
   - podes ter a sorte de haver alguém que traduza a crónica em francês ao Jack Lang, e que ele diga, também em francês: «Ele escreveu a sua próxima crónica como se fosse a última»;
   - pode ser que alguém reproduza esta frase do Jack Lang, a propósito não se sabe de quê, mas agora em inglês, sendo ouvida por acaso por Sir John Gielgud, que estava lá;
   - pode um amigo, que não te fala há trinta anos, mandar-te um postal com a frase «Escreveste a tua crónica como se fosse a última. Adeus»;
   - pode ela dizer: «Li a crónica. Estás perdoado»;
   - pode o chefe de redacção decidir: «Merece um bónus de quinhentos paus»;
   - E terás a satisfação do dever cumprido: «Uf! escrevi a minha próxima crónica como se fosse a última! Como eu estava precisado de dinheiro!»
   Assim é.
   E até à próxima crónica, se esta não for a última."
 
Dinis Machado, in "A liberdade do drible"
  

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Novidades Livros
 
KHADRA, Yasmina
A última noite de um tirano
82 LE-3 KHD
 
 
 
REDOL, Alves
Constantino: guardador de vacas e de sonhos
82 LP-3 RDL (Juv)
 

 
SERRA, Paulo
Eugénio de Andrade
929 AND SRR (Inf)

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Bom Fim de Semana
Pintura de Luiz Morgadinho
 
 
 
Bom Fim de Semana


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Poema da Semana
Mais Nada se Move em Cima do Papel

mais nada se move em cima do papel
nenhum olho de tinta iridescente pressagia
o destino deste corpo

os dedos cintilam no húmus da terra
e eu
indiferente à sonolência da língua
ouço o eco do amor há muito soterrado

encosto a cabeça na luz e tudo esqueço
no interior desta ânfora alucinada

desço com a lentidão ruiva das feras
ao nervo onde a boca procura o sul
e os lugares dantes povoados
ah meu amigo
demoraste tanto a voltar dessa viagem

o mar subiu ao degrau das manhãs idosas
inundou o corpo quebrado pela serena desilusão

assim me habituei a morrer sem ti
com uma esferográfica cravada no coração

Al Berto (11/01/1948 - 13/06/1997), in “O Medo”

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
António Inverno "Não morro nem que me matem!" - Exposição de Pintura e Serigrafia
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
16 de Janeiro a 20 de Fevereiro
 
Inauguração a 16 de Janeiro - 16H00

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Filme da Semana
 
O sétimo filho
 
um filme de
 
Sergey Bodrov
 
 
 
"Numa era em que reina a feitiçaria e onde lendas e magia colidem, o último guerreiro de uma ordem mística (Jeff Bridges, vencedor de um Oscar®) parte numa viagem para encontrar um profetizado herói que nasceu com poderes incríveis, o último Sétimo Filho (Ben Barnes).
 
Arrancado da sua vida pacata de agricultor, o jovem e improvável herói embarca numa arriscada aventura com o seu aguerrido mentor para destronar uma rainha malévola (Julianne Moore) e o seu exército de assassinos sobrenaturais."


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Livro da Semana
 
A de Açor
 
de
 
Helen Macdonald
 
 
   "Distinguido com o mais importante prémio da literatura de não ficção (o Samuel Johnson Prize), A de Açor deixou os críticos dos dois lados do Atlântico tão rendidos como intrigados. À superfície o livro relata o luto da autora após a morte do pai. Mas é a forma «naturalista» desse luto que dita a absoluta singularidade desta obra-prima.
 
   Helen Macdonald - historiadora, poeta, falcoeira - é amante de pássaros desde menina, quando acompanhava o pai pelos campos, armada de binóculos. Anos mais tarde, ao chegar aos 40 e subitamente só, compra um açor - a mais letal e indomável das aves de rapina - e decide treiná-lo. Está encontrada a sua terapia, a sua fuga, a sua descida ao inferno.
 
   Porque treinar o açor torna-se uma obsessão, na qual a autora habilmente nos enreda. Sentimos o magnífico predador sempre por perto, a pulsar de vida, as garras a cravarem-se no punho de couro, os olhos a piscarem ameaçadores. E somos cúmplices das caçadas que se seguem, cada vez mais sangrentas, numa espiral de bestialidade aparentemente sem fim.
 
   Helen propõe-nos uma profunda meditação sobre a solidão, a dor, a perda. Mas acima de tudo sobre o que faz de nós humanos, o que nos aproxima e nos afasta das feras. E sobre a centelha de humanidade que nos permite, talvez, a redenção."

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
INFORMAÇÃO

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Uma dor leve, um pensamento profundo
   "- É assim que gosto de pensar, repare.
   (Silêncio total. Um não diz nada, o outro nada diz; tenta apenas reparar na cara do primeiro.)
   - Vossa Excelência viu?
   - Uma forma estranha de colocar a boca, os olhos, as sobrancelhas e a testa.
   - Exacto. Mas isso do lado de fora.
   - O que muda é apenas a posição relativa dos elementos da cara. Eis como Vossa Excelência pensa. vou imitá-lo.
   (Imita-o.)
   - É, de facto... é assim mesmo.
   - Estão todos os elementos da cara - boca, olhos, bochechas, nariz, orelhas - mas com uma tensão deferente. Como se estivessem a ser atacados por dentro!, louvado seja o senhor.
   - É isso mesmo. A cara de quem pensa parece estar a sofrer um ataque interno.
   - ... realmente...
   - ... é mesmo muito semelhante a uma cara que esteja a sofrer. Ou seja...
   - Ou seja?...
   - Vossa Excelência franze a testa e não sabemos se, por dentro da cabeça, está em profundos raciocínios ou simplesmente a dizer ai!
   - Eis um dilema sério.
   - Há também uma outra questão.
   - Diga?
   - Mesmo assumindo que se sabe que Vossa Excelência está a pensar e não a sofrer, para quem vê de fora, o rosto de quem está a pensar numa banalidade é exactamente igual ao rosto de quem está a descobrir finalmente algo que o mundo inteligente procura há séculos.
   - Que horror!
   - Exactamente - que horror! Pensar que podemos ter a mesma face quando estamos a descobrir pela primeira vez que E=mC2  ou quando constatamos: hoje está frio... Eis o que é desolador.
   - Muito desolador.
   - O ser humano deveria mudar por completo não apenas a sua fisionomia, mas até a sua fisiologia, no momento em que pensa sobre questões importantes.
   - Eventualmente a sua cabeça deveria aumentar de tamanho...
   - Exacto.
   - Passar, por exemplo, para o dobro do tamanho quando pensa em algo importante.
   - E diminuir para metade do tamanho quando pensa em algo irrelevante.
   - Eis uma solução.
   - Seria aliás interessante, insisto, que a cabeça de alguém, o seu tamanho medido com fita métrica bem exacta, dependesse disso mesmo - da qualidade média dos seus pensamentos.
   - Oh!
   - Uma cabeça pequena... uma cabeça pequeníssima...
   - ...seria a consequência da qualidade média dos seus pensamentos.
   - Pela anatomia exterior teríamos de imediato uma percepção da qualidade da vida mental da pessoa com quem nos cruzávamos. Uma espécie de biografia mental explícita.
   - Tudo assim estaria mais claro.
   - Bem mais claro, sim."

Gonçalo M. Tavares, in "O Torcicologologista, Excelência"

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António Inverno "Não morro nem que me matem!" - Exposição de Pintura e Serigrafia - Inauguração
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
16 de Janeiro - 16H00

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Novidades Livros
 
DORDIO, Fernando
Inspector Franco: Caos e Ordem
82-9 DRD
 

 
GONZALEZ, Maria Teresa Maia
Noites no sótão
82 LP-3 GNZ (Juv)
 

 
MAGALHÃES, Ana Maria
A Bruxa Cartuxa na floresta dos segredos
82 LP-311.3 MGL (Inf)
 

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Bom Fim de Semana
 "Encontro com Fernando Pessoa" por André Shan Lima



Bom Fim de Semana

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É uma vez... Lenda das amendoeiras em flor
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
9 de Janeiro - 11H00

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Exposição de Pintura de António Saiote
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
9 a 30 de Janeiro
 
Abertura dia 9 de Janeiro às 18H00

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Poema da Semana
Tenho Tanto Sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Janeiro
Concerto de Ano Novo - Concerto Solidário
 
Cine Granadeiro
 
9 de Janeiro - 21H00
 
Concerto Solidário
(traga consigo leite, cereais, bolachas, etc.)

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Concerto de Reis
 
Parque de Feiras e Exposições
 
8 de Janeiro - 21H00

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Filme da Semana
 
A criança nº 44
 
um filme de
 
Daniel Espinosa
 
 
 

"União Soviética, início da década de 1950.
 
Durante o governo de Estaline, Leo Demidov subiu na hierarquia do KGB até se transformar num dos mais respeitados agentes de investigação de dissidentes. Quando a sua mulher é inesperadamente envolvida num caso de conspiração, ele é forçado a investigá-la. Mas quando se recusa a denunciar a esposa, os seus superiores obrigam-no a abandonar Moscovo e reiniciar a vida na cidade industrial de Volsk. É então que Leo e a mulher decidem ajudar o General Mikhail Nesterov a investigar o caso de uma criança assassinada perto das linhas de caminho-de-ferro.
 
Com o avançar da pesquisa, eles vão deparar-se com factos chocantes que vão muito além de simples coincidências: mais de meia centena de "acidentes" relacionados com crianças em circunstâncias muito parecidas..."

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
António Inverno "Não morro nem que me matem!" - Exposição de Serigrafia e Pintura
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
16 de Janeiro a 20 de Fevereiro

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Livro da Semana
 
Cidade em chamas
 
de
 
Garth Risk Hallberg
 
 
 
   "No último dia de dezembro de 1976, Nova Iorque prepara-se para celebrar a passagem de ano. Em Times Square, a famosa bola cai; nas baixa, os antros punk explodem de energia; as penthouses da zona alta da cidade iluminam-se em elegantes festas temáticas.
   Sobre a neve que cobre o Central Park derrama-se o sangue de Samantha Cicciaro. Muitos metros acima, na varanda de um luxuoso apartamento, dá-se um encontro improvável entre Regan Hamilton-Sweenie, herdeira de uma enorme fortuna, e Mercer Goodman, um professor negro recém-chegado do interior do país. A uni-los está William, um artista plástico a braços com a sua arte e os seus demónios.
   Rotas individuais em colisão, que nos conduzem aos recantos mais solitários de uma cidade perigosa, selvagem, à beira do colapso. Em seu redor, gravitam pessoas tão diferentes quanto os mundos que habitam: um adolescente suburbano seduzido por Manhattan, um financeiro acossado, um jornalista obcecado com uma única história, um grupo terrorista, e o detetive que tenta descobrir quais são as ligações de cada um deles ao tiroteio no Central Park.
   E quando a cidade se cobre de negro no célebre apagão de 13 de julho de 1977, estas vidas mergulham numa escuridão da qual sairão transformadas para sempre.
 
   Cidade em chamas capta a essência de Nova Iorque durante a tumultuosa década de 1970. Uma evocação virtuosa e profundamente humana de uma era exuberante, trágica, irremediavelmente perdida.
 
   Um romance sobre amor, verdade e redenção. Sobre como as pessoas mais próximas de nós são por vezes as mais difíceis de alcançar. Uma história sobre o que significa ser humano."

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016
É uma vez... A lenda das amendoeiras em flor
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
9 de Janeiro - 11H00

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Exposição de Pintura - António Saiote
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
9 a 30 de Janeiro
 
Abertura dia 9 de Janeiro às 18H00

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Conflitos livrescos
   "Naquela livraria, os e-books estavam sempre a arreliar os livros. «Nós somos o futuro», dizia um. «Podemos ser descarregados pela Net», acrescentava outro. «Ocupamos muito menos espaço», orgulhava-se um terceiro. Dia e noite, não paravam as provocações.
   Uns chatos, os e-books!
   Os livros, com a sabedoria de uma espécie com muitas centenas de anos, aguentavam em silêncio.    
   Até que aconteceu aquele acidente de que todos estão lembrados. No arranque da nova central de produção de energia, a reacção descontrolada com origem num efeito quântico negligenciado pelos projectistas provocou um impulso electromagnético que literalmente fritou tudo o que era equipamento electrónico num raio de muitos quilómetros.
   E agora, no silêncio da noite, sobre os cadáveres de e-readers, tablets e computadores espalhados pela livraria, é possível ouvir as risadinhas de satisfação dos livros...
   Quem ri no fim, ri melhor."
 
João Ventura, in "Antologia Fénix de Ficção Científica e Fantasia"

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Concurso de Ideias “Linha Gráfica para o Mês da Juventude”
Município de Grândola promove Concurso de Ideias para elaboração da linha gráfica do Mês da Juventude
 
 
 
 
 
Até 15 de Janeiro de 2016 o Município de Grândola aceita propostas para o Concurso de Ideias “Linha Gráfica para o Mês da Juventude”.

Consulte as normas de participação em:
 

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Cartaz de Cinema - Janeiro


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Ler faz crescer - Janeiro 2016
 
 
Ler Faz Crescer
 
Eu não tenho sono e não vou para a cama
 
Texto e ilustrações de Lauren Child
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
Janeiro de 2016
 
Dirigido a grupos escolares e pré-escolares
 

 

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Novidades Livros
 
MCEWAN, Ian
A Balada de Adam Henry
82 LE-3 MCW
 

 
BENTON, Jim
Não é para isto que servem os amigos
82 LE-3 BNT (Juv)
 

 
RAMÓN, Elisa
Não é fácil, pequeno esquilo!
82 LE-34 RMN (Inf)

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