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Biblioteca Municipal de Grândola
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sexta-feira, 30 de maio de 2014
Bom Fim de Semana

Ilustração de Sonja Wimmer


Bom Fim de Semana

Feliz Dia da Criança



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Poema da Semana
Menino

No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.
Maravilhado
o rosto puro
da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.
E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.
Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

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Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Junho
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Dia Mundial da Criança - Festa da Criança


Jardim 1º de Maio

1 de Junho - 15H00

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Filme da Semana

Rush: Duelo de rivais

um filme de 

Ron Howard


"O vencedor de 2 Oscares da Academia traz-nos esta excitante história verídica da rivalidade lendária que chocou o mundo. Durante a época dourada e sexy das corridas de Fórmula 1, dois corredores são aclamados como os melhores: o inglês talentoso e playboy James Hunt (Chris Hemsworth, Os Vingadores) e o seu metódico e brilhante rival, o austríaco Niki Lauda (Daniel Bruhl, Sacanas Sem Lei). À medida que os dois se provocam dentro e fora das pistas do Grande Prémio, os dois pilotos chegam aos limites da sua resistência física e psicológica, onde não existem atalhos para a vitória nem qualquer margem para erro. Conta com a participação de Olivia Wilde (Tron - O Legado), é ao excitante épico, drama cheio de ação que os críticos têm aclamado como «um dos melhores filmes deste, ou de qualquer, ano»."
(Pete Hammond, Movieline)

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quarta-feira, 28 de maio de 2014
Concerto "Grândola a tua vontade"


Memorial ao 25 de Abril

31 de Maio - 21H30

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Livro da Semana

E a noite roda

de

Alexandra Lucas Coelho

Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLAB 2012


   "Ana e Léon conhecem-se em Jerusalém na véspera da morte de Yasser Arafat. Aí começa uma história que atravessa várias cidades e paisagens da Faixa de Gaza à Mancha de Quixote, enquanto o mundo exterior se vai fechando num quarto sem saída.

   «Toda a praça roda à minha volta e tu és um buraco negro. Então o sol dá-te em cheio. Estás encostado à fonte, depois da estátua de Giordano Bruno, que há 400 anos foi queimado por dizer que nós é que rodamos à volta do sol. Fumas uma cigarrilha, chamas-te Léon. És um desconhecido e és tu. Qual deles vais ser?»

   E a Noite Roda é o primeiro romance de Alexandra Lucas Coelho."

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terça-feira, 27 de maio de 2014
OS FILHOS-PADRINHOS
   "Está tudo a casar-se, cá pela comarca! «Tudo», quer dizer: os que viviam com metade de alguém cuja outra metade se mortificara num primeiro legalíssimo casamento errado, com corte de sequência para filhos esquartejados, pensões em atraso, pequenas insídias bastante impráticas, retornos clandestinos a colchões definitivamente arrefecidos.
   Sabemos de filhos que, nestas felizes circunstâncias, foram convidados, pelos próprios pais, para padrinhos dos novos casamentos a que estes metem, agora, ombros, ansiosos de uma legalidade de que sempre estiveram nostálgicos, apesar da hipócrita desculpa «Não é por mim, é por...»
   E sabemos de filhos que a comiseração levou a aceitarem tais convites.

                                  Chora, chora meu filhinho!
                                  Teu pai, na Conservatória,
                                   repetiu a mesma história
                                   e foste tu o padrinho!

   Vai casamentosa a Comarca!"

Alexandre O'Neill, in "Já cá não está quem falou"

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segunda-feira, 26 de maio de 2014
Novidades Livros

EGAN, Jennifer
A visita do Brutamontes
82 LE-3 GAN



CARDOSO, Miguel Esteves
Amores e saudades de um português arreliado
82 LP-3 CRD



ROTH, Philip
Os factos: autobiografia de um romancista
82 LE-3 RTH

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sexta-feira, 23 de maio de 2014
Bom Fim de Semana

"Amor" de Paula Rego


Bom Fim de Semana 

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Poema da Semana
Poema sobre a recusa

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.

Maria Teresa Horta

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quinta-feira, 22 de maio de 2014
Filme da Semana

Gru o mal disposto 2

um filme de 

Chris Renaud e Pierre Coffin


"Uma comédia terna e divertida, muito bem animada"

"Esta comédia da Illumintion Entertainment marca o regresso do antigo super-vilão Gru (Nicolau Breyner) que se afastou da vida de criminoso para cuidar das suas três filhas. Mas as coisas sofrem uma volta inesperada quando é recrutado pela Liga Anti-Vilões para capturar um evasivo criminoso que está a ameaçar o mundo. Agora com nova parceira Lucy Wilde (Rita Blanco) a seu lado, Gru e os Mínimos partem para uma imprevisível e inesperada aventura."

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quarta-feira, 21 de maio de 2014
"No limite da dor", pela Companhia de Teatro Lendias d'Encantar


Cine Granadeiro

23 de Maio - 22H00

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Livro da Semana

Grândola vila morena

de

Mercedes Guerreiro e Jean Lemaître


   "Este livro, ideia original de Gilles Martin da editora ADEN e da autoria de Mercedes Guerreiro e Jean Lemaître, escrito com saber e paixão e que tem contributos de muitos dos intervenientes no desencadear da conspiração que levou ao 25 de Abril, tem o mérito de nos revelar os «bastidores» dos dias que antecederam a madrugada dos Cravos. Quem decidiu que a «Grândola» seria o sinal para os militares marcharem sobre Lisboa e quem na Rádio Renascença estava incumbido de, com muita perícia e coragem, contornar a censura interna naquele momento.
   Hoje, 40 anos depois, «Grândola vila morena», continua a ouvir-se em todo o País. Quanto menos vemos realizados os ideais de Abril, mais a canção readquire a força telúrica que irmana homens e mulheres num abraço solidário de esperança, de revolta e de anseio de igualdade e de justiça para a humanidade. A mensagem e os ideais de Zeca Afonso ultrapassam fronteiras e muitos outros Povos, fazem desta canção a sua bandeira de luta por um mundo melhor."
Francisco Fanhais
Fernando Mão de Ferro 



"(...) 24 de Abril 1974, no relógio da Rádio Renascença toca a meia-noite. A tensão agudiza-se. O programa «LIMITE» começa. Como todas as noites, o censor, na sua cabine, ao lado do estúdio, está à espreita, pronto para intervir ao menor desvio.

(...) A contagem decrescente começou! Mais uns quantos segundos e já está...

(...) Ouve-se então a voz grave e bela de Leite Vasconcelos declamando «Grândola, Vila Morena»: «Terra da fraternidade, o povo é quem mais ordena». Surge a seguir a canção de José Afonso, tão esperada: «Em cada esquina, um amigo», «Em cada rosto, igualdade».

Mas eis que irrompe no estúdio, como um bulldog, o agente da censura, nervoso, pronto a morder. Do seu lugar, ouviu a publicidade ser interrompida. O animal farejou algo de anormal. 

Manuel Tomaz e Carlos Albino não têm tempo de pensar nas dezenas de militares conspiradores agarrados, naquele instante, aos seus transístores, cheios de emoção, no minuto preciso em que a senha é dada, porque, no estúdio, a situação fica tensa com a intervenção intempestiva do censor.

(...) Albino e Tomaz já nem ouvem o fantoche vociferando ao seu lado. Ignoram completamente as ameaças. A senha passou na íntegra. A sua missão histórica foi cumprida e isso vale todo o ouro do mundo!"


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terça-feira, 20 de maio de 2014
Limões e Livros
   "«Tem limões?», perguntámos a uma vizinha nossa. «Não», respondeu, acrescentando logo «só se eu for apanhá-los...».
   «Deixe estar», dissemos, o que só lhe deu alento. «Então porquê? O limoeiro é já ali», disse ela, apontando para uma vaga proximidade.
   «Então está bem», fomos coagidos a responder. Quando entrámos no carro e a convidámos a vir connosco ela lembrou-nos que «andar faz bem».
   Não era já ali. Era até bastante longe - mas perto para ela. Suámos e submetemo-nos à viva pertinácia daquela senhora.
   Desapareceu atrás de uns pessegueiros durante uns bons minutos e reapareceu com o avental cheio, a rir-se como uma rapariga do campo que pregava uma partida a dois inocentes citadinos, anunciando «não tenho é saco de plástico», sabendo perfeitamente que nós não sabemos andar sem ser com um saco de plástico nas mãos.
   Despejou uma dúzia de laranjas de S. João (as que «vêm tarde») e uma dezena de limões. Para o regresso abriu uma laranja para partilharmos: «Mata a sede!»
   «Quanto é?», perguntámos, subitamente felizes. «Dois euros», respondeu. Quando já estávamos no carro perguntou-me quanto custava «o seu livro». A Maria João disse «quinze euros».
   A vizinha nem pensou: «Está bem. Traga-me um.»
 Nunca me senti tão respeitado em toda a minha vida. Compreendeu a nossa semelhança. Fiquei boquiaberto que não soube responder. Ela preencheu logo o silêncio, desconfiada: «Ou não pode?»
   Posso e vou, com toda a vaidade e laia de quem vende."

Miguel Esteves Cardoso, in "Amores e saudades de um português arreliado"
   

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Carochinha - Animação do livro e da leitura para todos
No passado sábado, dia 10 de Maio,  a animação do livro e da leitura para todos, apresentou uma moderna versão da história carochinha.

Depois de ter encontrado uma nota de 100 euros, a desesperada carochinha tenta encontrar um namorado, um noivo para satisfazer o seu grande desejo de casar.
Um boi a precisar de psicoterapia, um fiel cão desafinado, um gato demasiado abichanado e um galo stressado com horários, não conseguiram tirar o lugar do melódico rato, enganador…
Após o casamento soube a carochinha a verdade e o divórcio foi inevitável…
Mas a vida continua e novos melodiosos noivos há de arranjar…

Com a valiosa participação dos voluntários Ana Morais e Jorge Louro.










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segunda-feira, 19 de maio de 2014
Novidades Livros

VARELA, Raquel
História do Povo na Revolução Portuguesa: 1974-75
94(469) VRL



BENEVIDES, Francisco da Fonseca
Rainhas de Portugal: as mulheres que construíram a nação
94(469) BNV



MUNRO, Alice
Vidas de raparigas e mulheres
82 LE-3 MNR

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sexta-feira, 16 de maio de 2014
Bom Fim de Semana

Lusitânia no Bairro Latino (retratos de Mário de Sá-Carneiro, Santa-Rita Pintor e Amadeo de Sousa Cardoso), por Júlio Pomar


Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Além-Tédio

Nada me expira já, nada me vive -
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.

Como eu quisera, enfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.

Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.

Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A própria maravilha tinha cor!

Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio.

E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...

Mário de Sá-Carneiro (19/05/1890- 26/04/1916), in "Dispersão"

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Ciclo de Conversas 2014 - "Olhares cruzados sobre o 25 de Abril: O Papel das Canções de Intervenção"

Biblioteca Municipal de Grândola

17 de Maio - 16H00

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Apresentação do Livro "Grândola Vila Morena - A Canção da Liberdade"

Pátio da SMFOG

17 de Maio - 18H00

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Dia Internacional dos Museus - 18 de Maio

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quinta-feira, 15 de maio de 2014
Bora lá Bulir * 2014 - Programa Ocupacional de Verão
Comemorações dos 50 anos do Poema Grândola Vila NMorena

COMEMORAÇÕES DOS 50 ANOS DO POEMA GRÂNDOLA VILA MORENA

Em Grândola, até ao final de Maio, celebram-se os 50 anos do Poema “Grândola, Vila Morena”, e da canção que se transformou no hino deste concelho e que é hoje, igualmente, um hino de resistência e de esperança para milhões de cidadãs e cidadãos em todo o mundo.

PROGRAMA PARA ESTE FIM DE SEMANA

Sábado, dia 17 de maio, às 16h, na Biblioteca Municipal de Grândola, o Jornalista Ruben de Carvalho, o investigador Manuel Deniz e o historiador João Madeira, são os convidados para uma conversa sobre “Olhares Cruzados sobre o 25 de Abril – o papel das canções de intervenção”.

Quando forem 18h, o Pátio da SMFOG – Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, recebe a sessão de apresentação do livro “Grândola Vila Morena – a Canção da Liberdade”, pelos autores Mercedes Guerreiro e Jean Lemaître.


Esperamos por si!


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Filme da Semana

Hannah Arendt

um filme de

Margarethe von Trotta


"Após assistir ao julgamento do nazi Adolf Eichmann, a filósofa política Hannah Arendt atreve-se a escrever sobre o Holocausto em termos inauditos. O seu trabalho provoca imediatamente escândalo mas Arendt mantém-se firme ao ser atacada tanto por inimigos, quanto por amigos. HANNAH ARENDT é um retrato do génio que abalou o mundo com a sua tese sobre a «banalidade do mal»."

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quarta-feira, 14 de maio de 2014
Concurso Nacional de Leitura - 8.ª edição
No passado dia 12 de maio, realizou-se a prova distrital do Concurso Nacional de Leitura – 8ª edição, na Biblioteca Municipal da Moita.
Este concurso, promovido pelo Plano Nacional de Leitura (PNL), em articulação com a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) e com a Rede das Bibliotecas Escolares (RBE), tem como principal objectivo estimular hábitos de leitura e desenvolver competências de expressão escrita e oral.
O Agrupamento de Escolas de Grândola fez-se representar pelos alunos Cristiana do Vale, Maria João Pereira, Ricardo Pereira e Susana Ferro do 3.º ciclo, e Ana Raquel Pereira, Beatriz Rosa e Inês Bica do Ensino Secundário.
Após a realização da prova escrita sobre as obras selecionadas, foram apurados cinco concorrentes de cada ciclo para a prova oral. No 3.º ciclo, a Maria João Pereira esteve entre os cinco finalistas, fez uma leitura expressiva e argumentou sobre um dos livros, não tendo, no entanto, sido selecionada para a fase nacional.
Parabéns à Maria João e aos restantes participantes que se envolveram na atividade e demonstraram o todo seu empenho!





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Novidades Livros

O Bibliotecário

de

A. M. Dean


"O Bibliotecário é um romance rico e aliciante, baseado numa pesquisa histórica profunda. A história envolve um dos tesouros da Antiguidade e passa-se numa série de cenários exóticos e marcados pelo mistério, mantendo o suspense até ao último momento.

Uma professora universitária, especialista em história das religiões, sonha com uma vida de aventuras, desconhecendo que o seu desejo está prestes a concretizar-se.
Arno Holmstrand, um reputado académico, deixa um conjunto de pistas à jovem professora momentos antes de ser assassinado. Emily inicia então uma busca tão inesperada quanto perigosa: a localização da biblioteca perdida de Alexandria. Durante sete séculos, o edifício guardou o maior património cultural e científico da Antiguidade. O mundo julga esse tesouro perdido para todo o sempre, mas as evidências levam Emily a questionar a história.
Decifrando as sucessivas pistas deixadas pelo misterioso guardião, Emily lança-se numa corrida contra o tempo para impedir que o paradeiro da biblioteca e a sua preciosa sabedoria caia nas mãos erradas." 

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terça-feira, 13 de maio de 2014
ISIDORO
   "Quando se aposentou, os colegas ofereceram-lhe uma jantarada no Luís dos Leitões e uma cana de pesca. Isidoro odiava a pesca e odiava leitão. Mas pôs cara alegre, era o seu último dia com farda. Durante o jantar o Chefe fez um discurso e o guarda Isidoro agradeceu emocionado a todos, permitindo-se sugerir que arrumava as botas com a sensação do dever cumprido. Trinta e cinco anos na Polícia, uma folha de serviços imaculada e dois louvores. Assim, não conseguiu evitar que o Chefe o apresentasse como exemplo aos mais novos, nem que a Subchefe Suzete (que ele tinha por carreirista do pior) lhe desse dois beijos.
   Por alturas do pudim já Isidoro estava a ferver. Uma dor de lado. Uma vontade enorme de pescarias. Bem que tentou engolir o molotov, mas foi incapaz. Quando vieram os brandies para a mesa, Isidoro despejou o saco, chamou-lhes tudo. Tudo a todos.
   De coração aliviado recebeu, juntamente com a conta, voz de prisão.
   Ao menos assim não saía da esquadra tão cedo."

 Alface, in "Cuidado com os rapazes"
    

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segunda-feira, 12 de maio de 2014
Novidades Livros

CASTELO, Virgílio
Despedida de casado
82 LP-3 CST



DAVIS, Lindsey
A informadora
82 LE-3 DVS



LAHIRI, Jhumpa
A planície
82 LE-3 LHR

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sexta-feira, 9 de maio de 2014
Bom Fim de Semana

Zeca Afonso


Bom Fim de Semana

Poema da Semana
Traz outro amigo também

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

Zeca Afonso

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Apresentação do livro "Zeca Afonso: livra-te do medo", de José António Salvador

Apresentação do livro "Zeca Afonso: livra-te do medo", de José António Salvador, por Helder Costa

Pátio da SMFOG

9 de Maio - 18H30

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Exposição "José Afonso: Andarilho, Poeta e Cantor" - Inauguração - 9 de Maio - 18H00


Inauguração da Exposição "José Afonso: Andarilho, Poeta e Cantor"

Antigos Paços do Concelho

9 de Maio - 18H00

Esta Exposição irá estar aberta ao público no seguinte horário:

- Segunda a Sexta - 15H00 às 18H00

- Sábado - 10H00 às 13H00

Para mais informações e marcações de visitas em grupo deverá contactar:

269 450 080 / 269 750 421

ou


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quinta-feira, 8 de maio de 2014
Faz-te à Praia - Brigada do Mar - 10 de Maio


A Brigada do Mar está de regresso entre 10 e 25 de Maio, pelo sexto ano consecutivo, com o apoio da Câmara Municipal de Grândola, para mais uma acção de limpeza de praia desenvolvida ao longo dos 45 km da Frente Atlântica do Concelho de Grândola, entre as praias de Tróia e Melides. 
A primeira acção é já este sábado, dia 10 de Maio, a partir da Praia da Galé em direcção ao Pinheirinho.

Quem quiser juntar-se à Brigada do Mar,  as inscrições podem ser efectuadas em: 


Mais informações na página de Facebook da Brigada do Mar: 


Mais informações também através da Divisão de Ambiente do Município de Grândola

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Filme da Semana

Fuga

um filme de

Jeff Nichols


"O destino de dois rapazes, Ellis (Tye Sheridan) e Neckbone (Jacob Lofland), cruza-se com Mud (Mathew McConaughey), um fugitivo escondido numa ilha, no Mississippi.

Intrigados com a história de Mud, os rapazes decidem ajudar o homem que, apesar de ser acusado de homicídio e ter caçadores de recompensas no seu encalce, justifica os seus atos criminosos em prol do seu grande amor, Juniper (Reese Witherspoon), que aguarda na cidade para fugir com ele. Mas nem tudo corre como planeado e os maiores receios de Mud tornam-se realidade.

Um emocionante thriller, nomeado para Palma de Ouro do Festival de Cannes e com um desempenho de Mathew McConaughey muito elogiado pela crítica internacional."

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quarta-feira, 7 de maio de 2014
Animação do livro e da leitura - Projecto "Ler Faz Crescer"
O livro “A promessa de Big Ben” de Isabelle Maquoy foi apresentado no passado mês de Abril às crianças dos Jardins de Infância do Concelho de Grândola, no âmbito do projecto “Ler Faz Crescer”.

Esta história retrata a liberdade de um conjunto de aves, tais como o pardal, o pombo, o melro, o mocho e o rouxinol.

Ao longo da história, estes pássaros revelam as suas capacidades de canto, seduzindo assim o gato Big Ben a abdicar do seu desejo de aprisionar um verdadeiro cuco.

Baseando-se na história, as técnicas da biblioteca aprisionaram as aves em gaiolas e para poderem libertá-las, as crianças tiveram de descobrir que canto correspondia a cada pássaro.






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A Carochinha - 10 de Maio - 11H00
Livro da Semana

Pai, tiveste medo?

de

Catarina Gomes


"A memória da guerra e a inquebrável ligação entre pais e filhos."

"A Guerra Colonial ainda vive em muitos dos que combateram, mas também nos que apenas a conheceram à distância."

"São doze histórias de vida, relatos de quem descobriu a guerra através da memória dos pais.
Uma verdade contada ou esquecida, construída ao sabor das perguntas e da imaginação."

   "Quarenta anos depois do fim da Guerra Colonial, a memória do conflito continua viva em muitos portugueses. Não só pelas marcas deixadas nos militares que combateram, mas pela forma como ela se estendeu às suas famílias, nomeadamente dos filhos. Para os que tiveram um pai a combater em África, a guerra também foi deles, apesar de nunca terem sequer disparado uma arma.
   Essa memória partilhada foi sendo construída pelos filhos ao sabor das emoções que iam experimentando: uns sentiram-se fascinados pelas aventuras heróicas de um pai em guerra; outros sofreram na pele o pesadelo interminável do qual o pai nunca se libertou; e outros ainda deixaram perguntas por fazer com medo das verdadeiras respostas.
   A jornalista Catarina Gomes, filha de um ex-combatente da Guerra Colonial, reúne neste livro 12 dessas histórias. São experiências de guerra vividas por filhos de combatentes que, de forma muito pessoal e única, aprenderam a juntar os pedaços de uma memória que não é sua. Entre álbuns de fotografias, cartas antigas de madrinhas de guerra, malas empoeiradas, cabeças e peles de animais e relatos distantes, cada uma destas pessoas herdou uma história; algumas foram atrás do passado para perceberem um pouco melhor o pai que regressou ou que nunca chegaram a conhecer.
   Em Pai, tiveste medo?, descubra um conflito que marcou Portugal. Um livro sobre a memória, a guerra e a inquebrável ligação entre pais e filhos."

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terça-feira, 6 de maio de 2014
50 anos de Grândola Vila Morena - Maio 1964-2014
Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Maio
I de mim
   "A mulher com quem partilho a minha existência sobre este planeta chamou-me a atenção para um pormenor: a nossa incapacidade - e a minha, em particular - para estar como se estava antigamente. Ou seja, estando. Passo a explicar: boa parte da Humanidade deixou de saber estar em sítios sem fazer nada - por exemplo, quando se está à espera de alguém. Deixámos de saber olhar para o ar, para as pessoas que passam, para os pássaros ou ramos de árvore balançando com doçura ao vento (ou com força, em dias de vendaval); deixámos de ser capazes de pensar na vida ou, simplesmente, de praticar a nobre arte perdida de esvaziar a nossa mente e não pensar em nada. Porquê? Porque temos telemóveis.
   Na verdade, há décadas que temos telemóveis, mas durante muito tempo eles pouco mais faziam do que chamadas. Ou seja, por muito que admirássemos a modernidade do objecto, não tinha grande coisa para nos encantar que não a fascinante possibilidade de telefonarmos para quem quiséssemos. De repente, devagarinho, a alienação começou. Culpa das SMS, sim senhor; mas responsabilizo também os criadores de Snake por terem aberto a porta: foi com o lendário jogo da cobra rectangular comilona que começámos a baixar a cabeça nos tempos livres e a deixar de encarar o nada. Nós pura e simplesmente tínhamos de alimentar aquele estupor daquela cobra!
   Aos poucos, um telemóvel deixou de ser só um telemóvel - e hoje carregamos orgulhosamente na algibeira centros de entretenimento mais poderosos do que um multiplex de 10 salas, com ligação ao divertimento mais infinito de todos: a Internet. Resultado? Se temos o telemóvel na algibeira e se está carregado, temos de estar a fazer alguma coisa com ele. Acontece que eu nunca tinha racionalizado isto, o que é inquietante: sacar do telemóvel enquanto espero, por exemplo, que a pessoa amada saia de uma loja de roupa tornou-se tão natural e inquestionável como respirar - simplesmente, fazemo-lo. Faz parte desse momento - como alçar a perna quando passamos por uma poça.
   É claro que - como manda a tradição - quando a pessoa amada nos diz uma verdade, é nosso dever contestar e provar-lhe que tal se trata de um exagero. Mesmo que, no fundo da nossa mente - ou talvez nem sequer tão fundo - uma voz nos garanta: «Raios, ela tem razão.» Por isso, decidi mostrar-lhe que poderia, de forma natural e sem esforço, deixar o telemóvel em casa e, num eventual tempo de espera que ocorresse, durante uma visita dela a uma sapataria, por exemplo, praticar o nada com o mesmo talento que me tornou famoso a praticar o nada na minha juventude, e que levava pais e professores a considerarem-me «distraído» e «sempre na Lua». Não era isso; eu estava, de forma exímia e com grande talento, a estar.
   E foi horrível, porque assim que a minha mulher entrou na loja, a minha mão, como que movida por vontade própria, deslizou, rápida e eficaz, pelo bolso das calças adentro - constatando, em choque, que nenhum telemóvel lá estava. seguiu-se um profundo desconforto: tremuras, suores - e uma nova incursão por todas as algibeiras das calças. Já sabia que não estava lá qualquer telemóvel, mas tinha de lá estar alguma coisa que me «vestisse», que fizesse desaparecer esta terrível sensação de estar nu em público, de ter de olhar para coisas e pessoas ou de abraçar a relaxante pacatez do não fazer nada.
   E estava.
   Caramba, já repararam como uma bolinha de cotão de bolso de calças pode conter cores e cambiantes tão fascinantes? Ah, se o cotão tivesse wi-fi..."

Nuno Markl, in "Miopia e astigmatismo"
    

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segunda-feira, 5 de maio de 2014
Baú de Livros