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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Novidades Livros


KEATING, Barbara
Um fogo eterno
82 LE-3 KTN

ZIYANG, Zhao
Prisioneiro do Estado
82 LE-3 ZYN

NEVILLE, Katherine
O Oito
82 LE-3 NVL




MENÉRES, Maria Alberta
Camões, o Super-Herói da Língua Portuguesa
82 LP-3 MNR (Juv)

COLE, Steve
Os Monstros Marinhos
82 LE-311.3 CLE (Juv)

COLE, Steve
A ameaça dos Carnívoros
82 LE-311.3 CLE (Juv)




THOMAS, Valerie
Que grande abóbora, Mimi!
82 LE-34 THM (Inf)

TORRADO, António
A Galinha Ruiva
82 LP-34 TRR (Inf)

COVEY, Sean
Os 7 hábitos das crianças felizes
82 LE-34 CVY (Inf)

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sexta-feira, 28 de maio de 2010
Bom Fim-de-semana

Salvador Dalí

Bom Fim-de-Semana para todos
Poema da Semana
Ao Desconcerto do Mundo

Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.

Luís de Camões

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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Livro da Semana

Depois de Ricardo Coração de Leão e de João sem Terra, que são "Duas Vidas Portuguesas" (2007 e 2008), José-Augusto França apresenta um romance histórico que o não é, em tão explorado género literário, mas sim na realidade um romance dos tempos que atravessa - os anos 40 portugueses e franceses da ocupação alemã, os anos 60 lisboetas das revoltas estudantis e 70, da revolução. Trazido aos anos 90 vividos numa velha casa do Anjou, A Guerra e a Paz é um romance de memórias e dúvidas, amores e desamores do nosso tempo.

Como outrora se dizia, trata-se de "destinos individuais inscritos no contexto histórico".

O título vem, como se sabe, de Tolstói, e é reutilizado cento e trinta anos mais tarde. Não disse recentemente Doris Lessing, Prémio Nobel da Literatura em 2007, a propósito do romance contemporâneo, que ele "tem uma vida após Tolstói"? E ele próprio, Tolstói, não escreveu que "a guerra é de todos e a paz de cada qual"?

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quarta-feira, 26 de maio de 2010
Ilustre Desconhecido: Miguel Torga

Adolfo Correia da Rocha nasceu em 12 de Agosto de 1907, em S. Martinho da Anta, concelho de Sabrosa, trás-os-Montes. Filho de camponeses, o meio rural e agreste em que se fez homem e escritor para sempre estariam presentes na sua vida, inscritos na sua obra. A ligação umbilical à terra, à região natal, a Portugal, à própria Península Ibérica e às suas gentes, é uma constante dos textos do Autor. Eu sou quem sou, afirma, explicando a razão de ser do heterónimo. Torga é uma planta transmontana, urze campestre, cor de vinho, com as raízes muito agarradas e duras, rígidas, Miguel Torga é um nome ibérico, característico da nossa península. Pesou também na escolha a influência de dois grandes escritores espanhóis: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno.

Médico de profissão, foi na cidade de Coimbra que se fixou e onde exerceu, dando consultas gratuitas aos mais necessitados.

Nunca pertenceu a grupo político algum (O meu partido é o mapa de Portugal), mas a sua oposição ao Estado Novo e a denúncia dos crimes de guerra civil espanhola, nomeadamente o assassinato do poeta andaluz Federico García Lorca, valeram-lhe a apreensão das suas obras e a prisão pela PIDE.

Foi agraciado com vário prémios, nacionais e internacionais. Foi por três vezes candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Contista exímio, romancista, ensaísta, diarista, dramaturgo, considerado um cultor da Língua Portuguesa, Miguel Torga foi, sem dúvida, uma das mais marcantes figuras da nossa literatura do século XX.

Faleceu em Coimbra, no dia 17 de Janeiro de 1995.


Obras do Autor que pode encontrar na sua Biblioteca:

Prosa
Contos
Contos da Montanha
Novos Contos da Montanha
A Criação do Mundo
Diário (16 volumes)
Fogo Preso
Portugal
Rua
O Senhor Ventura

Poesia
Antologia Poética
Cântico do Homem

Teatro
Mar: Poema Dramático
TerraFirme: Drama em Três Actos

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terça-feira, 25 de maio de 2010
Passatempo
Há um silêncio expectante no laboratório. A doutora veste uma bata branca muito limpa. Em frente da sua bancada de trabalho existe uma janela enorme de parede a parede. Lá em baixo, na cidade, a noite está a começar. O que se passa do outro lado do vidro raramente distrai a doutora do que tem a fazer, mas hoje quando um trovão soa ela olha lá para fora. Enquanto fica a aguardar o relâmpago pensa que aquele tempo de espera é a prova de que o passado avança a velocidades diferentes. É certo que pensa nisso porque daqui a pouco vai rever o rapaz com quem fez amor pela primeira vez. Reencontraram-se há poucos dias, mais de vinte anos depois. Irão passar a noite juntos. Aninhado no lado direito do peito, o coração da doutora dispara. Decide que estreará o perfume que ela mesmo ajudou a criar e que será posto à venda em breve.
O relâmpago fende o céu e a doutora regressa ao seu trabalho. Na bancada existe uma fila longa de orifícios. Em cada um deles espreita um olho que é mantido muito aberto por um conjunto de pinças. A tarefa da doutora é usar aqueles olhos para testar a toxicidade do perfume. Ao cair nos olhos, o preparado provoca um estremeção brutal nos corpos que estão amarrados por baixo da bancada. As mordaças não silenciam completamente os gemidos. Começa a chover. A chuva bate na janela e as gotas escorrem pelo vidro acima. O futuro continua à espera.

Dulce Maria Cardoso, in Visão nº 879

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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Baú dos Livros
Realizou-se hoje mais uma troca de Baús dos Livros. Desta vez a troca foi feita entre a Sala Azul do Jardim de Infância de Grândola e o Jardim de Infância do Lousal.
Vamos ver como correu.













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sexta-feira, 21 de maio de 2010
Bom Fim-de-Semana
Pintura de José Barreto

Os funcionários da Biblioteca Municipal desejam a todos os utilizadores um bom fim-de-semana
Poema da Semana
LÁGRIMA DE PRETA

En
contrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Ilustre Desconhecido: Aquilino Ribeiro
Aquilino Ribeiro visto por Artur Bual (1964)


Considerado um dos maiores romancistas portugueses do século XX, Aquilino Gomes Ribeiro nasce a 13 de Setembro de 1885 em Carregal de Tabosa, Concelho de Sernancelhe.

Aos dez anos, muda-se com a família para Soutosa, onde frequenta o Ensino Primário, e mais tarde para Lamego e Viseu, onde estuda Filosofia. Em 1900, obedecendo a um desejo da mãe, entra para o Seminário de Beja, que viria a abandonar por falta de vocação.

Em 1906 instala-se em Lisboa onde se compromete com a causa republicana, colaborando com o jornal A Vanguarda. No ano seguinte, acusado de anarquista, é detido. Em 1908, depois de se evadir da prisão, vive clandestinamente e ruma a Paris onde, em 1910, inicia os seus estudos na Faculdade de Letras da Sorbonne. Nesta cidade conhece a sua primeira mulher, a alemã Grete Tiedermann, o que o leva a viver em Berlim durante alguns meses do ano de 1912. Em 1914 nasce o seu primeiro filho, Aníbal, e regressa a Portugal, sem ter terminado o curso, aquando da eclosão da Grande Guerra. É colocado como professor no Liceu Camões.

Em 1918, publica o seu primeiro romance, Vida Sinuosa, que dedica ao pai. No ano seguinte, entra para a Biblioteca Nacional e inicia uma produção regular. Integra, em 1921, a direcção da revista Seara Nova.

Entre 1927 e 1928, perde a mulher e participa nas revoltas contra o Estado Novo, o que lhe vale mais uma ordem de prisão e um novo exílio em Paris, onde volta a casar-se, desta feita com Jerónima Dantas Machado, filha de Bernardino Machado (com quem viria a ter um filho, Aquilino Ribeiro Machado, presidente da Câmara Municipal de Lisboa entre 1977 e 1979).

A partir de 1935 a sua produção literária torna-se mais fecunda. Em 1956, é fundador e presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, e dois anos mais tarde, eleito sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. Em 1958, a Censura apreende a sua obra Quando os Lobos Uivam e leva-o a tribunal. É militante da candidatura de Humberto Delgado à presidência da República. É proposto para o Prémio Nobel da Literatura em 1960. em 1963, comemoram-se os 50 anos do seu percurso literário e é alvo de homenagens por todo o País. Adoece subitamente e morre, em Lisboa, a 27 de Maio desse mesmo ano.

Opositor do regime Salazarista durante toda a vida (numa troca de correspondência, o ditador referiu-se a ele nestes termos: "É um inimigo do Regime. Dir-lhe-á mal de mim; mas não importa: é um grande escritor"), foi, além de excelente romancista, historiador, ensaísta e tradutor. Em suma, uma das figuras maiores da cultura portuguesa do século passado.

Publicou, entre contos e romances, mais de 70 obras. Na Biblioteca Municipal de Grândola poderá encontrar 33 títulos do Autor, de entre os quais se destacam:

A Via Sinuosa (1918)
Terras do Demo (1919)
O Malhadinhas (1920)
Estrada de Santiago (1922)
Andam Faunos pelos Bosques (1926)
Romance da Raposa (1929)
Batalha sem Fim (1931)
Volfrâmio (1944)
A Grande Casa de Romarigães (1957)
Quando os Lobos Uivam (1958)

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terça-feira, 18 de maio de 2010
Geração Mais - 2ª Feira Sénior de Grândola
A Biblioteca Municipal esteve presente na "Geração Mais - 2ª Feira Sénior de Grândola", que se realizou no passado fim-de-semana, no Parque de Feiras e Exposições. Aqui ficam registos de alguns momentos.









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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Novidades Livros


BONHAM, Alan
Finanças para todos
658 BNH

NEVES, João César das
Crónicas do céu: o pântano e a catedral
82 LP-3 NVS

MARQUES, José Carlos
O 25 de Abril minuto a minuto
94(469) MRQ




STAR, Fleur
Tubarão
597 STR (Juv)

PAIVA, Teresa
Os mistérios do sono
159.9 PVA (Juv)

RODARI, Gianni
Novas histórias ao telefone
82 LE-34 RDR (Juv)




TORRADO, António
O trono do Rei Escamiro... e outra História
82 LP-34 TRR (Inf)

ALIAGA, Roberto
Simão Mentiras
82 LE-1 LGA (Inf)

TORRADO, António
Histórias para ler aos pais
82 LP-34 TRR (Inf)

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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Tolerância de Ponto

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terça-feira, 11 de maio de 2010
Um Sonho






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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Novidades Livros


CARVALHO, José Paulo
Manual de sobrevivência para professores
371 CRV

COELHO, André
Matilde, o Tesourinho
159.94 CLH

WOODWARD, Bob
A verdadeira Guerra: história secreta da Casa Branca
327 WDW




RODDA, Emily
As areias movediças
82 LE-311.3 RDD (Juv)

CUNHA, Luísa Fortes da
Teodora e a pedra âmbar
82 LP-311.3 CNH (Juv)

COLE, Steve
O Planeta Perigoso
82 LE-311.3 CLE (Juv)




O Pó Mágico
82 LE-34 (Inf)

FARIA, Rosa Lobato de
A menina e o cisne
82 LP-34 FRA (Inf)

DELEBARRE, Nathalie
Eu sei tudo sobre as mamãs
82 LE-34 DLB (Inf)

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