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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
sexta-feira, 30 de março de 2007
Bom fim de semana!
Salvador Dali
Os Funcionários da Biblioteca Municipal desejam a todos os utilizadores um bom fim de semana!
Poema da Semana

A Rapariga com Muitos Olhos

Um dia no jardim
fiquei muito espantado:
encontrei uma miúda
Com olhos por todo o lado.
Era de facto encantadora
(e também assustadora!);
e, porque tinha boca para falar,
pusemo-nos a conversar.
Falámos sobre flores
e das suas aulas de poesia,
e dos problemas que teria
se tivesse miopia.
É óptimo namorar
alguém que tanto nos olha,
mas se desata a chorar
apanhamos uma molha.

in "A Morte do Rapaz Ostra & Outras Estórias de Tim Burton
quinta-feira, 29 de março de 2007
Livro da Semana

Com base num sólido trabalho de pesquisa, Aydano Roriz conta-nos as aventuras de um Fidalgo Português ao construir a cidade de Salvador: os acordos políticos com os nativos, o casamento com uma bela Índia, a paixão por uma Princesa escrava Africana e as enormes saudades de Portugal.
O ano é o de 1549, o Brasil acaba de ser descoberto e os Portugueses ainda não conhecem todas as riquezas dessas Terras. É então que o Rei D. João III as decide ocupar de forma mais efectiva e envia para lá Dom Tomé de Sousa.
O Fundador é um romance envolvente e apimentado, onde não faltam sexo, religião, intrigas, ciúmes e, claro, o choque cultural dos colonizadores e dos indígenas.
Tudo no mais deslumbrante dos cenários: o Brasil do tempo das descobertas, com as suas praias virgens, vegetação exótica e atmosfera épica.
Com muita imaginação e humor, o Fundador é de "leitura obrigatória" para quem aprecia a história de Portugal e, ao mesmo tempo, um bom e movimentado romance.
quarta-feira, 28 de março de 2007
Ilustre Desconhecido: Boris Vian




Boris Vian (1920-1959)






A melhor versão do nascimento do Escritor é registada pelo seu própio punho:

"Nasci por acaso a 10 de Março de 1920, à porta de uma maternidade fechada por uma greve com ocupação. Grávida das obras de Paul Claudel (desde aí que não o gramo), a minha mãe que já ia no 13º mês não podia esperar mais pela Concordata.[...] Em força e juízo cresci, mas sempre feio apesar de enfeitado com um sistema piloso descontínuo, embora muito farto.[...] De repente, porém, a minha fisionomia transformou-se e comecei a parecer-me com o Boris Vian. Daí o meu nome."

Boris Vian nasce numa cidade nos arredores de Paris em 1920. Confinado a ficar em casa devido a uma saúde débil, o rapaz aprende a ler e a escrever muito cedo. Aos 12 anos trava a primeira batalha com os problemas cardíacos, mas assim que consegue estudar fora de casa torna-se um aluno brilhante - aos 15 anos já tinha o Bacharelato.

A literatura sempre tinha sido uma das suas paixões, mas aos 16 anos descobre o jazz. Não perde tempo e no ano seguinte já toca trompete.

Apaixonado pelo Jazz e pela cultura Norte-Americana (apesar de nunca ter colocado um pé no continente), Boris Vian apresenta-se, em 1946, como tradutor das obras policiais do pretenso escritor Norte-Americano Vernon Sullivan (que não passava de um dos seus vários pseudónimos), obtendo um extraordinário sucesso. Estes seus provocatórios "romances negros", nos quais se inclui o titulo "Irei cuspir-vos nos túmulos", surgem carregados de violência, erotismo e humor sardónico, num estilo pleno de trocadilhos, jogos de palavras e inovações linguistícas, que pronuncia os movimentos de contracultura dos anos sessenta. Desencadeou uma sucessão de escândalos, da descoberta da verdadeira identidade do autor à proibição do livro em França, passando por um processo, em tribunal, por ultraje aos bons costumes.

Enquanto isso, as suas obras mais pessoais, assinadas com o seu próprio nome, eram relegadas para segundo plano , por serem demasiado estranhas para a época , aliás como o próprio Vian o foi.

Boris Vian morre a 23 de Junho de 1959, de ataque cardíaco, quando assiste a uma projecção privada do filme "Irei cuspir-vos nos túmulos", adaptação cinematográfica do seu romance.

Bruscamente falecido com a idade de 39 anos, Boris Vian teve tempo para ser, em simultâneo, engenheiro, inventor, músico e crítico de Jazz, poeta, romancista, autor dramático, tradutor, cronista, intérprete das suas próprias canções e actor.

Entre as suas obras mais conhecidas podem referir-se os romances "A Espuma dos Dias" e "O Outono em Pequim", ambos publicados em 1947 e "O Arranca corações", publicado em 1953.

Livros disponíveis na Biblioteca:

- A Espuma dos Dias

- O outono em Pequim

- O Arranca Corações

- As Formigas

- A mais baixa das Profissões

- Irei Cuspir-vos nos Túmulos

- Canções e Poemas

- Boris Vian por Boris Vian

terça-feira, 27 de março de 2007
Literatura no Tacho


O Grande Prémio da Cultura e Literatura Gastronómica, correspondente a 2006, foi atribuído ao escritor Francisco José Viegas.


A Academia Portuguesa de Gastronomia realça o “bom gosto e bom senso”das crónicas culinárias do autor do romance “Longe de Manaus”.

Francisco José Viegas que não se considera um crítico gastronómico, mas sim um cronista que sabe as bases e procura estar sempre bem informado. Na sua obra literária as referências gastronómicas estão sempre presentes, respeitando a boa tradição da literatura portuguesa.

Segundo o Júri, Francisco José Viegas chama “a atenção para o que é bom, em detrimento do vulgar e fácil dizer mal”.

Francisco José Viegas, já distinguido com vários Prémios Literários, disse que ficou “cheio de orgulho” com este. “Tivemos sempre muita gastronomia na Literatura Portuguesa, mas os autores mais recentes não tratam dela, ao contrário do que acontece, por exemplo, no Brasil ou em Espanha. É pena.”
segunda-feira, 26 de março de 2007
Novidades Livros



A vida Nova - Orhan Pamuk - 82LE-3 PMK



Lixo - Irvine Welsh - 82LE-3 WLS



Eu, Carolina: A História Verdadeira - Carolina Salgado - 82LP-3 SLG



De Palavra em Punho: Antologia Poética da Resistência de Fernando Pessoa ao 25 de Abril - 82 LP-1



Havana por um Infante Defunto - Guillermo Cabrera Infante - 82LE-3NFN



O Romance de São Petersburgo: Os Amores nas Margens do Neva - Vladimir Fédorovski - 82 LE-3 FDR



A Chave Mestra: O Maior Enigma de Todos os Tempos - Agustín Sánchez Vidal - 82LE-3 VDL

A Paso de Caranguejo: Guerras Quentes e Populismo Mediático - Umberto Eco - 82 LE-3 ECO

O Livro Negro da Condição das Mulheres - Org. Chistine Ockrent - 396









sexta-feira, 23 de março de 2007
Bom fim de semana!
Pablo Picasso


A todos os utilizadores da BMG desejamos um Bom fim de semana!

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Poema da Semana
Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer

Cesário Verde

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quinta-feira, 22 de março de 2007
Livro da Semana


No seu mais recente livro, David Lodge abandona o romance universitário (do qual foi seu fundador) para se dedicar ao romance histórico.
Tendo como base o escritor americano (que se viria a naturalizar inglês) Henry James, Lodge transporta-nos para uma Inglaterra de fins do século XIX, convidando-nos a conhecer uma personagem fascinante que viria a ficar conhecido como o Mestre.
Henry James, autor de uma vastíssima obra e de inquestionável qualidade, é-nos apresentado como um perfeccionista puro, constantemente angustiado pelos desígnios da sua vida literária, com especial destaque para a sua aventura teatral, numa época em que os teatros britânicos vibravam com o aparecimento do génio de Oscar Wilde.
No fundo, o mestre Henry James é-nos aqui relatado como um ser humano capaz de sofrer e viver como todos nós.

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Novidades Livros
Enciclopédia Histórica do Traje - Albert Racinet - 391(031) RCN


Nikias Skapinakis: uma pintura desalinhada - Bernardo Pinto de Almeida - 7 SKA LMD


Animação de Idosos: actividades - Luís Jacob - 793 JCB


Técnicas e Jogos cooperativos para todas as idades - Xesús Jares - 793 JRS


Angola: o último café - Salvador de Figueiredo - 82 LP-3 FGR


Veronika Decide Morrer - Paulo Coelho - 82 LPBR-3 CLH


Para a Minha Irmã - Jodi Picoult - 82 LE-3 PCL


Nos Açores - Pedro Veloso - 908 VLS


Dicionário de Mulheres Rebeldes - Ana Barradas - 929 BRR

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terça-feira, 20 de março de 2007
Visita da Sala Amarela do JI de Grândola


Hoje foi a vez da sala amarela do Jardim de Infância de Grândola nos vir visitar à biblioteca.


A história Saquinha da Flor da octagenária Matilde Rosa Araújo foi a eleita para antecipar a primavera.


Até à próxima amiguinhos!



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Aquilino Ribeiro no Panteão
Ainda não há data marcada para o evento, mas o Parlamento já decidiu que os restos mortais do escritor Aquilino Ribeiro serão transladados para o Panteão Nacional. Aquilino Ribeiro (1885-1963) inicia a sua obra com o livro de contos Jardim das Tormentas, em 1913. A Casa Grande de Romarigães (1957) é um dos seus romances mais conhecidos, assim como O Malhadinhas ou Quando os Lobos Uivam. Republicano, esteve preso, fugiu para França, tendo regressado com a I Guerra a Portugal. O escritor será o décimo português a merecer no Panteão as honras de Estado

Via Mundo Pessoa

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segunda-feira, 19 de março de 2007
David Mourão-Ferreira



Já foram três, as turmas do ensino básico que vieram até à biblioteca visitar a exposição Do Tempo Ao Coração sobre a vida e obra do escritor português David Mourão-Ferreira.
Informamos todos os utilizadores que a mesma se encontrará aberta até ao próximo sábado, dia 24 de Março, sendo ainda possível usufruirem de visita guiada.



E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

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Novidades Livros
A República: diálogos I - Platão - 1 PLA PLT


Ciências Sociais - Óscar Soares Barata - 3 BRT


Da história das ideias políticas à teoria das ideologias - António de Sousa Lara - 32 LRA



Paradoxos da Democracia - João de Almeida Santos - 321 SNT



Dossier Palestina - Sami Hadawi - 327 HDW



O Imperialismo: fase superior do Capitalismo - Vladimir Ilitch Lenine - 327 LNN



Introdução ao Estudo do Direito - José João Gonçalves de Proença - 34 PRN



Ciência Política e Direito Constitucional - Fernando Roboredo Seara - 342 SRA


A Árvore - Jean Parret - 581 PRR


Perturbações do fígado e da vesícula biliar: Perturbações do rim e das vias respiratórias - Robert Berkow - 61 BRK



Timor: a verdade histórica - Paradela de Abreu - 94(5) BRU

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sexta-feira, 16 de março de 2007
Bom fim de semana!
Jorge Colombo

A todos os utilizadores da BMG desejamos um Bom fim de semana!

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Poema da Semana
A neta explora-me os dentes.
Penteia-me como quem carda.
Terra da sua experiência,
Meu rosto diverte-a, parda
Imagem dada à inocência.
E tira, tira puxando
Coisas de mim, divertida.
Assim me vai transformando
Em tempo de sua vida.

Vitorino Nemésio

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Novidades Livros
Guia de Estudos de Estratégia - Domício Proença Jr. - 335 PRN.

O ABC do Direito Comunitário - Kluas-Dieter Borchardt - 341 BRC

Estratégia: panorama geral da sua teoria - José Lopes Alves - 355 LVS

Doenças da boca e dos dentes; perturbações gastrointestinais - 61 BRK

Doenças do cérebro e do sistema nervoso - 61 BRK

Liderança Inteligente: criar a paixão pela mudança - Alan Hooper - 658 HPR

X-Marketing - Joaquim Manuel Hortinha - 658 HRT

E-Marketing - Joaquim Manuel Hortinha- 658 HRT

Liderança de reuniões: na senda de soluções mais criativas - Arménio Rego - 658 RGO

A Tirania da Comunicação - Ignacio Ramonet - 659 RMN

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quinta-feira, 15 de março de 2007
Livro da Semana


O título é, no mínimo, curioso para todos os que trabalham em Bibliotecas.
Neste livro, o escritor jugoslavo Zoran Zivkovic, apresenta-nos um conjunto de cinco contos onde o tema central são os livros e as bibliotecas num sentido mais lato.
Revelando profundas influências kafkianas, somos conduzidos a situações insólitas sempre com um tom irónico e satírico que acaba por aliviar a tensão inicialmente criada.
"Cada época tem o seu próprio Inferno. Nesta altura é uma biblioteca."
Mais uma vez, a Cavalo de Ferro apresenta ao mercado português um ilustre desconhecido que promete muito, muito.
Disponível na sua bilioteca em 82 LE-3 ZVK

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Lobo Antunes vence Prémio Camões

O Prémio Camões 2007, o mais importante galardão literário da língua portuguesa, no valor de 100 mil euros, foi atribuído nesta quarta-feira ao escritor português António Lobo Antunes, noticia a agência Lusa.
O júri deste ano reuniu-se na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e foi constituído por Francisco Noa (Moçambique), João Melo (Angola), Fernando J.B.Martinho (Portugal), Maria de Fátima Marinho (Portugal), Letícia Malard (Brasil) e Domício Proença Filho (Brasil).

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quarta-feira, 14 de março de 2007
Ilustre Desconhecido: Luís Carmelo

Embora este possa ser um nome aparentemente desconhecido para a maioria do público leitor, Luís Carmelo é hoje um dos nomes de maior destaque da blogoesfera nacional nos últimos quatro anos, através das suas entrevistas a vários bloggers.


Nascido em Évora em 1954, passou a sua adolescência em Tomar, tendo-se licenciado em Utreque (Holanda). Esta sua experiência no estrangeiro foi vital para sua formação enquanto escritor e indivíduo pensante.

Actualmente vive em Évora (cidade que ocupa um espaço importante no seu imaginário), trabalhando como professor na Universidade Autónoma em Lisboa.

A sua escrita resulta de uma maturação invulgar, com claros reflexos da escrita de blogues e de uma interpretação cultural acima da média.
Um nome a fixar e que sem dúvida preencherá o panorama cultural nacional nos próximos anos.
Livros disponíveis na sua bilioteca:

Cortejo do Litoral Esquecido 82 LP-3 CRM


Sempre Noiva: Romnance 82 LP-3 CRM


Água de Prata 82 LP-3 CRM


O Inventor de Lágrimas 82 LP-3 CRM

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Novidades Livros

A confusão das coisas e o ponto de vista Leibniziano - Nuno Ferro - 141 FRR


Portugal que Modernidade? - 316


A Munidalização da Economia - Jacques Adda - 339 DDA


Pesquisa de Mercados - Elisabeth Reis - 339 RIS


Manual do Monitor de Cursos Técnicos - Sue Redkeyu - 377 RDK


Agricultura e Ambiente: contradições - Carlos Borges Pires - 631 PRS


Marketing: as artes de uma ciência - Maria do Céu Amaral - 658


Hierarquias de Gestão: perspectivas comparativas sobre o desenvolvimento da moderna empresa industrial - 658


O Chefe Eficiente - John Adair - 658 DIR


Culturas e Organizações: compreender a nossa programação mental - Geert Hofstede - 658 HFS


Palingenesia: ou o estado e o processo do romance - Silva Carvalho - 82 LP-3 CRV


Um amor traído - Manuel Guerreiro Dias - 82 LP-3 DAS


Os Cromos de Rita Ferro - Rita Ferro - 82 LP-3 FRR


Cerco a um duro: e duas outras investigações de SD Sanches detective de bairro - José Vegar - 82 LP-312.4 VGR


Sines: terra de Vasco da Gama - Arnaldo Ferreira da Soledade - 908 SLD


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terça-feira, 13 de março de 2007
A nossa história na SIlha do Pascoal


No tempo em que ainda havia árabes em Portugal, um dos reis mouros prometeu a filha em casamento a quem roubasse o estandarte português, para que assim ele pudesse salvar o seu castelo da fúria portuguesa.
Um português, que estava apaixonado pela beleza da filha do sultão, acordou em atirar a bandeira junto às portas de S. Vicente. Espantado com tal devoção, o sultão árabe ofereceu ainda um cavalo ao português. Após ter roubado a bandeira, o português fugiu rumo a Elvas, perseguido pelos seus compatriotas. Ao chegar à porta de S. Vicente, o rei árabe recusou-se a abrir-lhe a porta, gritando do alto das muralhas: "Morra o homem e fica a fama".
O pobre português fugiu então para terras de Espanha onde os espanhóis o fritaram em azeite em sabê-lo português.

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Visita da Sala II do Jardim de Infância do Carvalhal


Hoje, dia 13 de Março, recebemos a visita da Sala II do Jardim do Carvalhal, que vieram participar na animação da Saquinha da Flor da octagenária Matilde Rosa Araújo.



Como qualquer história encerra um mundo de segredos, teve que se contar com a cumplicidade de alguns dos atentos participantes


No final, todos tiveram oportunidade de explorar os segredos que a "saquinha" da biblioteca tinha para oferecer, como se pode ver pelas fotografias.



Até uma próxima!

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segunda-feira, 12 de março de 2007
Novidades Livros
As bibliotecas públicas e a sociedade da informação - 02
O Deus e os homens de Leonardo Coimbra - Antero Simões - 1 COI SMS
Como perguntar:teoria e prática da construção de perguntas em entrevistas e questionários - William Foddy - 303 FDD


Migrações e Relações Multiculturais: uma bibliografia - 314


O Eu, o Casal e a Família - François de Singly - 316


Max Weber - Frank Parkin - 316.2 PRK


Para além da esquerda e da direita: o futuro da política radical - Anthony Giddens - 327 GDD


Ciclo de Debates 2002: livro de actas do Seminário Internacionalização em Turismo, Lisboa 2003 - 338


Limites à Competição - 339
Formas do Sagrado e do Profano na Tradição Popular: literatura de transmissão oral em Margem (Concelho de Gavião) - Natália Nunes da Graça - 398 GRC
Viagem ao Correr da Pena - Fernando Vieira de Sá - 82 LP-3 SA

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Celebração do dia da Mulher
No passado sábado, dia 10 de Março, Elsa de Noronha presenteou todos os presentes (na sua maioria mulheres) com uma deliciosa viagem à poesia lusófona no feminino.
Com uma presença e vitalidade enormes, rapidamente conquistou a simpatia de todos os presentes.
Depois do recital, seguiu-se a exibição do mais recente filme de Pedro Almodóvar Voltar com Penélope Cruz e Carmen Maura nos principais papéis.

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sexta-feira, 9 de março de 2007
Bom Fim de Semana
Gémeo Luís


A todos os utilizadores da BMG desejamos um Bom fim de semana!

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Visita da Creche



Tendo ainda como fundo a história de José Fanha, O Dia em que o Mar Desapareceu, hoje foi a vez de recebermos a visita da Creche.





Até à próxima!

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Novidades Livros


Durkheim - Jean Duvignaud - 1 DUR DVG




Os Filósofos Pré-Socráticos: história crítica com selecção de textos - Geoffey S. Kirk - 19 KRK




Sondagens: a amostragem como factor decisivo de qualidade- Paula Vicente - 303 VCN




Terrorismo e relações internacionais - 327




Para Compreender a Cidadania - Andrew Dunnett - 33 DNN




No Branco do Sul as Cores dos Livros: actas - 82.09




Ilhas: poemas escolhidos - Sophia de Mello Breyner Andresen - 82 LP-1 NDR




Medo de Sade - Bernardo Carvalho - 82 LPBR-3 CRV




Diário Inventado de um Menino já Crescido - José Fanha - 82 LP-3 FNH (Inf.)

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quinta-feira, 8 de março de 2007
Livro da Semana

Confesso que a primeira coisa que costumava fazer quando pegava num dos antigos exemplares do Público era ler o cartoon de Bill Watterson.
Com a recente remodelação do jornal, o Calvin & Hobbes perdeu o seu espaço, mas continua a estar disponível em livro e na sua biblioteca.
Em O Tigre Assassino Ataca de Novo somos presenteados com ais uma série de aventuras onde a dupla fantástica nos transporta para um mundo que consegue ser tão próximo etão distante do nosso.
Ao pegarmos no livro temos, pelo menos, uma gargalhada garantida.
Disponível em 82-9 WTT (Juv.)

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Zeca Afonso em Grândola

No domingo de 17 de Maio de 1964 José Afonso é convidado para cantar na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense num espectáculo” de fino gosto musical”, que a sociedade leva a efeito em continuação dos festejos do seu 52° aniversário. O espectáculo, que o cartaz promocional garante que deliciará o público, apresenta na 1a parte Carlos Paredes e Júlio Abreu em “Variações à Guitarra” e na segunda parte o Dr. Zeca Afonso acompanhado de Rui Pato, interpretando Baladas e Canções de Coimbra. No pequeno texto de apresentação refere-se que o Dr. José Afonso “embora mantendo ainda nas suas canções os sentidos musical e interpretativo de Coimbra (...) revela-se um inovador”. Acrescenta-se ainda que “através das suas belas e estranhas baladas perpassa todo o sentido poético-trágico da sensibilidade do nosso povo”, afirmando-se convictamente que “Pela primeira vez, através deste cantor-poeta de temática eminentemente popular, a canção portuguesa encontra um caminho certo”. A sessão em Grândola foi, por diversas razões, marcante na vida de José Afonso. Eis como ele a conta, anos mais tarde, a José Salvador: “Naquela altura enfiava- me nos buracos que me aparecessem no meio de bailes, casamentos, cantava por minha conta e risco. Respondia pelos meus actos. As coisas vão tomando corpo quando recebo um convite da Música Velha de Grândola, assinado pelo Zé da Conceição, que estava ligado ao teatro local orientado pelo Hélder Costa. (...) Fiquei brutalmente satisfeito com o convite para cantar na Música Velha. Meti-me no comboio com a Zélia e aí encontro-me com o Carlos Paredes que também tinha sido convidado. Foi a primeira vez que conheci o Paredes e então fiquei extremamente impressionado com a colectividade: num local obscuro, quase sem estruturas nenhumas, com uma biblioteca de evidentes objectivos revolucionários, uma disciplina generalizada e aceite entre todos os membros, o que revelava já uma grande consciência e maturidade políticas. Nem cheguei a conhecer quem era o director, quem era afinal o fiscal, mas tudo aquilo corria sobre rodas. Foi nestas circunstâncias que conheci o Zé da Conceição, que me impressionou assim como os seus colaboradores. O meu contacto com a Música Velha antes de ir para África foi extremamente importante (...).
No espectáculo José Afonso canta pela primeira vez “Cantar Alentejano”, uma canção feita na véspera do espectáculo e que, conforme refere numa carta aos pais, dias depois da passagem por Grândola, era “uma espécie de evocação da terra alentejana e do seu símbolo ainda vivo na lembrança do homem do povo: Catarina Eufémia, uma ceifeira de Baleizão morta pela Guarda Republicana em circunstâncias que forneceriam matéria para uma canção de gesta”. O poema da canção, para além de conter um dos inícios mais bonitos da história da música portuguesa (“Chamava-se Catarina, o Alentejo a viu nascer...”) é uma das mais fortes acusações à política da ditadura, encerrando ao mesmo tempo uma clara mensagem de esperança e um apelo à resistência (“ Quem viu morrer Catarina, não perdoa a quem matou...”)
Na carta que escreve aos pais José Afonso dá conta de quanto a passagem por Grândola o marcou. Afirma convictamente que “Se alguma vez tiver de deixar esta terra, é a lembrança destes homens que conheci em Grândola e noutros lugares semelhantes que me fará voltar”.
A 21 de Maio José da Conceição recebe, também, uma carta de José Afonso. Nela o cantor junta um poema dedicado a Grândola, que é lido em sessão pública, na mesma sala onde foi realizado o espectáculo, no dia 31 de Maio. Deste modo os presentes escutam, pela primeira vez: “Grândola Vila Morena/Terra da Fraternidade/O Povo é quem mais ordena/Dentro de ti ó cidade/Em cada esquina um amigo/Em cada rosto igualdade/Grândola Vila Morena/Terra da Fraternidade/Capital da Cortesia/Não se teme de oferecer/Quem for a Grândola um dia/Muita coisa há-de trazer”.
Neste ano saem dois novos singles de José Afonso: Baladas de Dr. José Afonso, com a canção “O pastor de Bensafrim” e Cantares de José Afonso com as canções “Coro dos Caídos”, “Vila de Olhão” e “Maria”, uma canção dedicada a Zélia. Será Zélia quem, nesse mesmo ano, lhe sugere a partida para Lourenço Marques para que ele possa ir ao encontro dos filhos que continuam a viver em Moçambique com os pais de José Afonso. Refere José Afonso: “Em 1964 regressei quase definitivamente a Africa. Assim pensava. Passei por Faro um pouco a contragosto, tinha dois filhos em Moçambique. Causavam-me um certo problema moral que não conseguia resolver. Por isso decidi partir...”




Alcides Bizarro

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quarta-feira, 7 de março de 2007
Biblioteca celebra Dia da Mulher


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