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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Novidades Livros


AGUS, Milena
Um instante de amor
82 LE-3 GUS

FERNANDES, Vicky
Saber estar
395 FRN

HERMANN
Mataram Wild Bill
82-9 HRM




FRANQUIN
Os arquivos do Lagaffe
82-9 FRN (Juv)

DIRGE, Roman
Está alguma coisa a arranhar à janela
82 LE-1 DRG (Juv)

Uderzo visto pelos seus amigos
82-9 (Juv)




HOBBIE, Holly
Estarei em casa para o Natal
82-9 HBB (Inf)

THOMAS, Valerie
A bruxa Mimi voa outra vez
82 LE-34 THM (Inf)

SNOW, Alan
Como funcionam os gatos!
599 SNW (Inf)

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Bom fim-de-semana

Jack Vettriano

Bom fim-de-semana para todos os utilizadores da Biblioteca Municipal
Poema da Semana
Urgentemente

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.

Eugénio de Andrade

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Diálogo a Quatro Vozes
- Olá, querida, correu-te bem o dia?
(Quero lá saber das tretas que todos os dias tens para me contar!)
- O costume, sem grande história. E o teu?
(Só espero que não vás começar a falar de gente que não conheço de lado nenhum...)
- Fechei um contrato bestial com o Couceiro da FADEP. Lembras-te dele?
(Estou eu aqui nesta conversa da treta e queria era ir ver o Trio de Ataque.)
- Tenho uma vaga ideia...
(Não sei, nem quero saber! Quem é esse gajo?)
- E, querida, o que vai ser hoje o jantar?
(Deixa-me lá ver se a despacho para a cozinha. Talvez ainda consiga apanhar o programa...)
- São restos de ontem.
(Será que é hoje que me convidas para irmos jantar fora?)
- OK, por mim tudo bem.
(Bolas, é a terceira vez esta semana que como restos.)
- Ajuda-me então a pôr a mesa.
(Em vez de te ires refastelar no sofá, em frente à televisão.)
- Claro, estava mesmo a pensar nisso...
(Agora é que o programa foi mesmo à vida.)

- Então, querido, queres mais um bocadinho?
(Se comeres como uma lontra, talvez adormeças e me deixes em paz.)
- Não, amor, estava muito bom, mas já não tenho mais espaço.
(Parece comida para porcos, dura, sem sabor, nem graça.)
- Sabes que a mamã me telefonou hoje?
(Vamos lá ver como é que o idiota reage à notícia...)
- Ah, sim? É desta vez que vem passar uns dias cá a casa?
(Queira Deus que não. Queira Deus que não...)
- Duas semanas inteirinhas. Não é o máximo?
(Sempre quero ver o que vais dizer, grande cínico.)
- Estou sem palavras... por causa da alergia, claro.
(Tenho é que emborcar, rápido, um copo de vinho!)

- Passas-me o comando da televisão?
(Já estou farto de gramar telenovelas.)
- Claro, mas não é melhor apagarmos a luz?
(Se não, lá vai ele a correr para a SporTV.)
- Por mim, acho óptimo...
(Meu Deus, não me digas que ela está com ideias.)
- Desculpa virar-te as costas, mas, sabes, o período...
(É só para a semana, mas assim fica já o assunto resolvido.)
-Oh, que pena, e logo hoje que me sinto tão romântico...
(Safa! Desta já me escapei...)
- Boa noite!
- Até amanhã...

João Viegas, in O Canto do Galo: Microcontos do Blog O Galo de Barcelos ao Poder

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Bom Fim-de-Semana
Pablo Picasso
1881-1973


Os funcionários da Biblioteca desejam a todos um bom fim-de-semana!




quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Poema da Semana
Liberdade

— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.

Miguel Torga

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Livro da Semana



"Um Oficial em Malta"


No verão de 1942, os Britânicos representam a última linha de defesa para os habitantes de Malta.

Max Chadwick, oficial de informação, tem como objectivo fortalecer a relação entre os Malteses e os Britânicos.

Enquanto a violência dos ataques Nazis crescem de dia para dia, Max é informado da existência de um oficial britânico que comete homicidios contra mulheres maltesas.

Assim, Max embarca numa investigação oculta para descobrir o assassino.
Pode encontar este livro na sua biblioteca com a cota 82 LE-3 MLL

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terça-feira, 10 de agosto de 2010
O País dos Contrários
Quero que conheçam este gato. Chama-se Felini e, acreditem, não se parece com nenhum outro. Falo-vos de um gato, digamos assim, muito ambicioso. Felini era ainda adolescente, mal se viam os bigodes, quando se apaixonou. Coisa séria. Muito séria. Deixou de comer, deixou de lamber o pelo, e passou a andar pelos telhados como um vagabundo - sujo, magro, desgrenhado -, gemendo tristemente o seu amor. A sua mãe ficou preocupada:
- Meu filho - perguntou-lhe -, quem é essa gata?
Gata? Felini olhou-a desesperado. Não, não era uma gata. Era uma vaca! Graciosa, a vaca, pastava os seus dias, isto é, passava os seus dias, no terreiro em frente à aldeia, com as outras vacas. A mãe de Felini riu-se, pasmada, e foi contar às amigas: o seu filho - o pobrezinho! -, estava apaixonado por uma vaca. A novidade espalhou-se pela vizinhança.
Os gatos grandes davam-lhe palmadas nas costas: "tens mais boca que barriga", diziam.
Os colegas troçavam dele. O pior, porém, não era isso. O pior, para Felini, aquilo que realmente o incomodava, era a indiferença de Graciosa.
Felini sentava-se à noite em frente do estábulo onde dormia Graciosa e compunha canções para a lua, canções tristíssimas, que falavam dos olhos mansos do seu amor, e do seu pelo macio, e do seu caminhar pelo pasto húmido ao amanhecer. Graciosa nem olhava para ele. A mãe de Felini, cada vez mais preocupada com tamanha persistência, foi procura-lo:
- Meu filho - explicou-lhe -, como queres uma vaca se interessa por ti? As vacas gostam de animais grandes, como elas, de bois. Os gatos gostam de gatas.
Era esse o problema? Então - decidiu Felini -, então seria um boi. A partir desse dia começou a pastar, como as vacas, e com tal apetite que cresceu, e cresceu, e cresceu, até alcançar o tamanho de um boi. Só nessa altura voltou a procurar Graciosa. A vaquinha, porém, olhou-o com susto:
- Meu Deus, um gato boi!
O grito dela atraiu os outros animais. Todos olhavam com horror. Os gatos já não o aceitavam - ele deixara de ser gato. As vacas fugiam ao vê-lo. Felini, tristíssimo, decidiu então partir para outro país. O mundo era imenso. Em algum lado encontraria quem o aceitasse sem estranheza. Andou durante muitos dias. Atravessou desertos. Perdeu-se no labirinto de florestas intermináveis. Escalou montanhas geladas, respirou o ar perigoso dos pântanos, viu o sol levantar-se sobre paisagens de assombro. Ao fim de muitos meses encontrou um rio cujas águas corriam pela montanha acima, e não a descer, em direcção ao mar, como estamos acostumados a ver. Perguntou a um pássaro em que lugar estava.
- Se cruzares o rio - disse-lhe o pássaro -, entras no País do Contrários. Ali tudo se passa ao contrário: os ponteiros dos relógios giram para a esquerda, os animais nascem velhos e morrem bebés e toda a gente fala do fim para o principio. É um tanto complicado, mas depois habituas-te.
Disse isto e despediu-se. Mal chegou ao outro lado do rio voltou-se e começou a voar de costas. Felini encolheu os ombros. Se um pássaro podia viver num país assim ele também podia. Atravessou o rio a nado. Estava a descansar na areia quando um elefante, tão pequeno quanto uma formiga, se aproximou dele:
- Chamas te que é como - disse -, olá!
- Chamo-me Felini - respondeu Felini. - E tu? Nunca tinha visto um elefante tão pequeno.
O elefante olhou para ele admirado:
- Estrangeiro um como falas mas Contrários dos País do habitante um pareces - disse.
- Direito falas não porque?
Felini abanou a cabeça. Que diabo de língua era aquela? Depois compreendeu e começou a rir. O elefante estava a falar ao contrário: "Porque não falas direito?" - tinha dito.
- "Pareces um habitante do país dos contrários mas falas como um estrangeiro". O gato contou-lhe as suas aventuras, até cruzar o rio, esforçando-se por se fazer entender na estranha língua do país. Disse-lhe que tinha decidido conhecer o mundo porque na terra onde nascera o olhavam como se fosse um monstro.
- Tu como são gatos os todos aqui - tranquilizou-o - não aqui.
Nesse mesmo dia Felini encontrou vários gatos iguais a ele. Em pouco tempo fez novas amizades e decorridos algumas semanas já se sentia tão à vontade naquele lugar como na sua própria aldeia. Podia ter sido inteiramente feliz, mas teve pouca sorte, coitado, voltou a apaixonar-se - por uma vaca!
Uma vaquinha tão pequena que não lhe chegava aos calcanhares.
José Eduardo Agualusa in Estranhões & Bizarrocos: estórias para adormecer anjinhos

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Novidades de Livros




ORACY, Manuela
Amor inventado
82 LP-1 RCY



RAMOS, Luis Eduardo
Caminhos d'água serrania
82 LP- 82 RMS









SÁ, Sérgio de Oliveira de
Onde apanhei estes versos: "poemas" no Alentejo
82 LP-1 SA



SÁ, Sérgio de Oliveira de
Versos na guerra versos de paz
82 LP-1 SA



EPIFÂNIO, Renato
A via lusófona: um novo horizonte para Portugal
82 LP-3 PFN

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Bom Fim-de-Semana!
August Macke

Os funcionários da Biblioteca desejam a todos os utilizadores um agradável Fim-de-Semana.
Poema da Semana
O Mundo Submarino

O mundo submarino,
Florestas no fundo do mar, ramos e folhas,
A alface-do-mar, líquenes imensos, estranhas flores e sementes, o sargaço
espesso, clareiras e a turfa rosada,
Cores diferentes, cinzento e verde pálidos, púrpura, branco e ouro, o jogo
da luz através da água,
Ali mudos nadadores por entre as rochas, coral, glúten, erva, juncos e o
alimento dos nadadores,
Ali indolentes seres pastando suspensos ou rastejando lentamente junto
ao fundo,
O cachalote à superfície aspergindo ar e água, ou divertendo-se com a sua
cauda,
O tubarão com olhos de chumbo, a morsa, a tartaruga, a peluda foca
malhada e a raia,
Ali paixões, guerras, perseguições, tribos, a vista daquelas profundezas
oceânicas, aquele ar espesso que eles repiram como tantos outros,
A mudança para o que vê aqui e para o ar subtil que seres como nós
respiram e que povoam este mundo,
A mudança deste nosso mundo para aquele dos seres que povoam outros.
Walt Whitman in Folhas de erva

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Livro da Semana

"O perfume de Adão"

Ao participar numa operação aparentemente inocente, Juliete vê-se envolvida numa conspiração que tem como alvo a espécie humana. A sua missão e a dos dois ex - agentes da CIA é de apoderarem-se de um frasco cujo o conteúdo é bastante perigoso para a vida na Terra.

Este livro é uma mistura explosiva de acção, suspense e mistério e retrata um tema bastante actual, a ecologia.


Este livro encontra-se disponivel na sua biblioteca com a cota 82 LE-3 RFN

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terça-feira, 3 de agosto de 2010
D. Chuva e Sr. Vento
E agora? Como vou explicar aos senhores da biblioteca as folhas rasgadas da D. Chuva e Sr. Vento? As lágrimas bailavam nos imensos olhos verdes de Mariana. A avó encolhe os ombros: - Diz a verdade, que a tua irmã mais nova agarrou o livro e que, sem tu veres e sem querer, rasgou umas folhitas!
Mariana, tímida e amedrontada, achava que não, mesmo a verdade não seria suficiente para escapar aos ralhetes dos «senhores» da biblioteca itinerante. Parecia estar a vê-los transformados em «senhores Ventos» de caras gorduchas, sobrancelhas farfalhudas e unidas, de ar ameaçador a soprarem ciclones de palavras confusas.
E foi carregando aquele enorme fardo, com uma tenaz a apertar-lhe o pequeno coração, que Mariana foi para o «julgamento» dos senhores da biblioteca. A fila nem estava muito comprida, a terrível tenaz só apertaria até que fossem atendidas duas meninas, um menino e mais uma rapariga mais velha, a Carlota.
- Gostaste do livro? - perguntou a rapariga mais velha.
- Gostei! - respondeu Mariana, com vontade de não responder coisa nenhuma, e as gotinhas de suor a ensoparem-lhe as mãos fazendo escorregar D. Chuva e Sr. Vento. E tudo a andar tão devagar!
Finalmente, subiu os dois pequenos degraus da carrinha, pousou o cartão e o livro de folhas dilaceradas. A tenaz deixara de apertar e as gotinhas de suor tinham-se evaporado. Eram só uns olhos verdes grandes, assustados e expectantes que fitavam os «senhores» da biblioteca. Folheado ao acaso, as folhas rasgadas nem se viram. (Os «senhores» fingiram não ver...)
- Vais levar mais livros? - perguntaram-lhe.
- Vou - respondeu-lhes timidamente.
Quando chegou a casa da avó levando mais uns quantos livros de histórias, esta, sempre prática:
- Mais livros! Vê lá se também não te esqueces de ler os da escola!
Anos mais tarde, Mariana agradeceria ao Sr. Gulbenkian e aos «senhores» da biblioteca por terem ajudado a descobrir outros mundos que não apenas a sua pequena aldeia no meio da planície.
Margarida Manguito in Histórias devidas

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Novidades Livros



SKIDELSKY, Robert
Keynes: o regresso do mestre
33 SKD

CARVALHO, José Eduardo
Gestão de empresas: princípios fundamentais
658 CRV

ÁGUAS, Christiane
Estar consciente das coicidências
165 GAS


FRANQUIN
Gafes de um fanfarrão
82-9 FRN (Juv.)

FRANQUIN
Festival de broncas
82-9 FRN (Juv.)

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