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Biblioteca Municipal de Grândola
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Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
IGNITE ASTRO: O UNIVERSO EM CONTRA RELÓGIO
IGNITE ASTRO:  O UNIVERSO EM CONTRA RELÓGIO

Chama-se Ignite Astro e estará em Grândola no dia 5 de Março. Oito cientistas do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço vão falar sobre a sua investigação no Cineteatro Grandolense, com início às 18:00, naquele que será o terceiro evento de uma digressão inédita em Portugal.
O formato compacto dos eventos Ignite Astro permite expor, em menos de uma hora, cerca de uma dezena de temas atuais da investigação em ciências do espaço feita em Portugal.
Nos eventos Ignite Astro, os cientistas apresentam a sua investigação em apenas cinco minutos cada. Cada um terá uma sequência de 20 slides, que avançam automaticamente de 15 em 15 segundos.

*entrada gratuita

 
 
 
 
Cineteatro Grandolense

5 de Março - 18H00


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É só meia hora! - Programa de Rádio
 
 
 
A terceira emissão do programa “É só meia hora!” , que conta com a participação de 13 jovens estudantes, vai para o ar na segunda-feira, dia 7 de março, às 12h, com repetição às 19h, na Rádio Clube de Grândola.
Os ouvintes são informados dos acontecimentos da escola e da vila, com música e humor.
Esta transmissão conta com a participação especial de dois estudantes da Escola Profissional de Grândola, que encantam os ouvintes com o seu talento musical.

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Mês da Juventude*2016 - Boot Camp Melides - 1ª Edição
 
 
Praia de Melides
 
6 de Março - 9H00
 
Inscrições até 4 de Março

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"Sons de cá" - Mês da Juventude*2016 - Inauguração da Exposição
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
4 de Março a partir das 21H00
 
 
Esta exposição estará patente ao público de 4 a 31 de Março

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Novidades Livros
 
GIORDANO, Paolo
A solidão dos números primos
82 LE-3 GRD
 

 
KUIPERS, Alice
O pior dia da minha vida
82 LE-3 KPR (Juv)
 

 
STILTON, Geronimo
Dinossauro que dorme não caça ratos!
82 LE-311.3 STL (Inf)

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Bom Fim de Semana
Boris Vian, desenho de Christian Cailleaux



Bom fim de semana

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Poema da Semana
CONSELHOS A UM AMIGO
[1958]

Queres, amigo
Ser poeta
Sobretudo não te atrevas
A ser besta
Não escrevas
Canções patetas
Mesmo que as amem
Os caretas.

Não lhes metas
Pinchavelhos
Ou o sombrero
Do México
Não lhes metas
Odores velhos
Ou exotismos
Do léxico.

Mete flores
E beijos raros
Que pouses rasos
Nos lábios
Mete notas
Com enfeites
Depois canta-as
No teu peito.

Queres, amigo
Ser poeta
Sobretudo não tentes
Ser rico
Farás belos
Medalhões
Que te hão-de render
Vinte e cinco tostões.

O editor
Propor-te-á
A prostituição
Sem restrições
O intérprete
Opor-se-á
E há-de querer
Adaptações.

Rir-te-ás
Do que dirão
E guardarás
Na tua cabeça
Este refrão
Tão comezinho
Que assobiarás
Pelo caminho.

Boris Vian, in "Cantilenas em geleia"

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"Sons de cá" - Mês da Juventude*2016 - Inauguração da Exposição
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
4 de Março a partir das 21H00
 
 
Esta exposição estará patente ao público de 4 a 31 de Março

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Março*2016 - Mês da Juventude - Programa

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Biblioteca Itinerante - Horario e Percurso - Março
Filme da Semana
 
Mil vezes boa noite
 
um filme de
 
Erik Poppe
 
 
   "Rebecca (Juliette Binoche) é uma das melhores repórteres de guerra do mundo. Numa missão, enquanto fotografa uma mulher-bomba em Kabul, fica gravemente ferida numa explosão. Em casa, mais uma bomba rebenta. O marido e as filhas dão-lhe um ultimato: o trabalho ou a família."

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Livro da Semana
 
O amante japonês
 
de
 
Isabel Allende
 
 
 
   "Em 1939, quando a Polónia capitula sob o jugo dos nazis, os pais da jovem Alma Belasco enviam-na para casa dos tios, uma opulenta mansão em São Francisco. Aí, Alma conhece Ichimei Fukuda, o filho do jardineiro japonês da casa. Entre os dois brota um romance ingénuo, mas os jovens amantes são forçados a separar-se quando, na sequência do ataque a Pearl Harbor, Ichimei e a família - como milhares de outros nipo-americanos - são declarados inimigos e enviados para campos de internamento. Alma e Ichimei voltarão a encontrar-se ao longo dos anos, mas o seu amor permanece condenado aos olhos do mundo.
 
   Décadas mais tarde, Alma prepara-se para se despedir de uma vida emocionante. Instala-se na Lark House, um excêntrico lar de idosos, onde conhece Irina Bazili, uma jovem funcionária com um passado igualmente turbulento. Irina torna-se amiga do neto de Alma, Seth, e juntos irão descobrir a verdade sobre uma paixão extraordinária que perdurou por quase setenta anos.
 
   Em O amante japonês, Isabel Allende regressa ao estilo que tanto entusiasma os seus leitores, relatando de forma soberba uma história de amor que sobrevive às rugas do tempo e atravessa gerações e continentes."


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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Semana da Internet Segura
 
 
“Não ponhas barreiras à tua Internet! Usa-a, mas não deixes que te use!” é o lema da Semana da Internet Segura, que a Biblioteca Municipal de Grândola assinala entre os dias 22 e 26 de fevereiro.
Consciencializar os leitores para os riscos associados à utilização da Internet, minimizar os efeitos dos conteúdos ilegais e promover uma utilização segura da mesma são os objetivos desta iniciativa.
 
Se quiser testar o seu conhecimento sobre a Internet Segura, inicie o Quiz INES (http://www.internetsegura.pt/quiz) e veja se é o melhor a navegar!

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Samba carinhoso
   "Sidney Tartaruga gostava de telenovelas e de instrumentos de cordas, mas gostava mais de gostar de gostar de alguém. Num diário elaborava paixões que incluíam o desenho da casa onde tocaria violão e cantaria: «Meu coração não sei porquê / fica feliz quando te vê.»
   O corpo de Sidney cresceu durante a adolescência como se o rapaz treinasse para o título de pesados e, aos 18 anos, poderia ser porteiro de discoteca. Sidney nem sequer fazia exercício, por isso estranhava a contundência da musculatura que lhe trazia mais desconforto que segurança diante das mulheres por quem se apaixonava - no mercado, na praia, no emprego como vigilante numa farmácia 24 horas. Fosse onde fosse, elas viam sempre a besta halterofilista em vez do amante suave capaz de cantar: «Os meus olhos ficam sorrindo / e pelas ruas vão-te seguindo.» Quem olhava para ele via um quebra-ossos profissional e não poderia supor que aquele colosso chorava a ouvir Maria Bethânia, que tocava cavaquinho como quem faz um pedido de casamento e se desmoronava de amores pelas mulheres mais vulneráveis a depressões.
   Um dia, o seu amigo Jairzinho disse: «Tem que chegar forte, deixa de serenatas porque mulher gosta é de porrada.» Nessa noite, Sidney dançou com Madalena na sala de casa, apertando-lhe a cintura como quem morde uma maçã. Ela ofereceu o pescoço, abriu um pouco as pernas, afastou o tecido do top. Mas em vez de atacar, como sugerira o amigo, Sidney cantou:«Ah, se tu soubesses como sou tão carinhoso / e o muito muito que te quero.» Madalena disse, enquanto tirava o resto da roupa: «Eu sei.»"
 
Hugo Gonçalves, in "Fado, samba e beijos com língua"

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Novidades Livros
 
NAVARRO, Julia
A Irmandade do Santo Sudário
82 LE-3 NVR
 

 
CHAINANI, Soman
Um mundo sem príncipes
82 LE-311.3 CHN (Juv)
 

 
MODIANO, Patrick
A história de Catherine
82 LE-3 MDN (Inf)

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Filme da Semana
 
 
The Homesman = Uma dívida de honra
 
um filme de
 
Tommy Lee Jones
 
 
   "Quando três mulheres que vivem no limiar da fronteira americana enlouquem devido à dura vida de pioneiro, a tarefa de as levar para um sanatório recai sobre Mary Bee Cuddy (Hilary Swank), uma mulher solteira, piedosa e de espírito independente. Ao aperceber-se do quão difícil será transportar as mulheres por carroça até ao Iowa, Mary Bee Cuddy recruta o pouco recomendável George Briggs (Tommy Lee Jones) para a ajudar nessa tarefa.
 
   O par improvável e as três mulheres (Grace Gummer, Miranda Otto e Sonja Richter) encaminham-se para o leste, ao encontro de um reverendo e da sua mulher (Meryl Streep), que se ofereceram para cuidarem das mulheres. Mas para lá chegarem, o grupo tem de atravessar os duros territórios do Nebraska, marcados pela beleza gritante, o perigo psicológico e ameaça constante."


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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Ama'nhã - Comédia Teatro Circo - Espetáculo para a infância
 
Cine Granadeiro
 
20 de Fevereiro - 17H00
 
Entrada paga a partir dos 6 anos

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Livro da Semana
 
 
Lembras-te disto?
 
de
 
Pedro Marta Santos e Luís Alegre
 
 
   "Brincar ao lenço. Jogar «Cluedo». Fazer o cubo de Rubik. Beber Laranjina C. Comer Bombocas. Enfiar perneiras. Calçar botas de cowboy. Ler «Os Sete» e «As Gémeas no Colégio de Santa Clara». Ver Sandokan na TV e Flashdance no cinema. Ouvir Cindy Lauper e os Spandau Ballet. Conduzir uma Casal Boss. Dançar no Griffon's ou no Rock Rendez-Vous. Perder a virgindade no Inter-Rail.
   O final dos anos 70 e a década de 80 foram os anos mais importantes das nossas vidas porque, fizemos tudo pela primeira vez. Lembras-te disto? é uma viagem inesquecível pela infância e adolescência dos que nasceram nas décadas de 60 e 70, e a descoberta pelos mais novos da jovem agitação de um país recém-democrático.
   Relembre as curiosidades mais divertidas e as histórias mais marcantes do tempo em que usávamos penteados à Limahl ou sweat-shirts da Mafalda, e as calças de ganga eram passadas por lixívia. Ridículo? Desde quando é que a felicidade é ridícula?" 

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
O Hitler queria ser pintor
   "O meu irmão, quando era pequeno, dizia que queria ser médico da pica ou dragão com fogo, para assar castanhas. Uma criança que vive na Buraca e fantasia com agulhas teria tudo para correr mal, mas, felizmente, hoje em dia, está muito feliz e conseguiu juntar o melhor dos dois mundos: vende castanhas no Rossio, para sustentar o vício que tem na heroína. Estou a brincar. Antes fosse. Infelizmente é designer. É quase a mesma coisa, mas com menos saídas profissionais. O que leva uma criança a deixar de querer ser dragão com fogo e assador de castanhas para ser designer? A criatividade que se perde em menos de vinte anos... O mundo faz-nos isto. Temos sonhos e arrumamo-los no fundo da gaveta juntamente com as recordações de amores passados. Ficam ali. Não gostamos de os deitar fora, mas também nunca mais lhes vamos mexer.
   Pensei nisso porque dei por mim a perguntar se a arte pode salvar o mundo. Não por achar que é a mais importante das áreas e a que devemos valorizar mais, mas porque, normalmente, os artistas são os únicos que trabalham no que lhes dá prazer e porque são os únicos que criam para outros sentirem. Ninguém se emociona ao saber das novas descobertas na área da medicina ou da tecnologia como se emociona a ouvir Mozart ou Tony Carreira.
   Adolf Hitler queria ser pintor. Era o sonho dele. Mas, depois de ser rejeitado pela Academia de Belas-Artes de Viena, decidiu que o genocídio era a sua segunda área de interesse. Não é uma acção/reacção, obviamente, mas se ele tivesse entrado e seguido a sua paixão, teria ele, mais tarde, enveredado pelo caminho complicado e com poucas oportunidades de emprego que é a de ditador absolutista e carniceiro? Não sei. Mas gosto de pensar que as coisas teriam sido diferentes.
   Hitler era um génio. Do mal. Mas um génio. Poderia ele ter sido genial noutra área? Não sei. Que ele tinha pancada na cabeça, disso não há dúvida, que nada desculpa o que ele fez. Claro que não. Mas poderia ter sido diferente? Acho que sim. Se tivesse sido motivado para fazer aquilo de que gostava, pela sociedade, pelos que o rodeavam. E, se tivesse conseguido entrar na Academia de Belas-Artes de Viena, talvez não houvesse Holocausto. Basta mexer numa variável pequena para alterar o resultado final, e essa, claramente, é uma variável maior do que a maioria. Poderia ter sido um pintor sociopata e com uma pancada tremenda na cabeça. Mas muitos dos de hoje também o são. Muitos dos CEO de grandes empresas também.
   Por todo o mundo, a hierarquia das disciplinas que nos ensinam é a mesma. Matemáticas e Línguas no topo, Humanidades a seguir e a Arte no fundo. Há uma história engraçada, contada brilhantemente numa palestra TED, que conta o caso de uma miúda de oito anos. E de como a sua mãe foi chamada à escola por os professores considerarem que ela tinha um défice de aprendizagem e/ou Hiperactividade. A mãe levou-a a um especialista. Depois de falar com elas em conjunto, disse à miúda que iam falar em privado e que ela teria de ficar no gabinete sozinha. Ao saírem, o especialista ligou o rádio, fechou a porta e disse: «Observe a sua filha». E a mãe e ele viram que, no minuto em que eles saíram e a música começou, ela se levantou e começou a dançar, e ele disse: «A sua filha não está doente nem tem problema nenhum. Ela é uma bailarina. Leve-a a uma escola de dança». E a mãe seguiu o conselho. O nome dela é Gilliam Lynne, e acabou por se tornar numa das mais famosas bailarinas e coreógrafas do mundo. Se quiserem ver a palestra «Do schools kill creativity?», que é das melhores que já vi, procurem no Google.
   A maioria dos pais, principalmente nos dias de hoje, tê-la-ia posto num psiquiatra e enchido de calmantes.
   Quantos artistas se perderam e pessoas infelizes se ganharam com este método de educação e de sociedade que esmaga a nossa criatividade? Isto é apenas uma premissa para deixar a pergunta no ar. Não podemos ser todos artistas, claro, mas não há incentivo da parte da sociedade, do sistema de educação, dos pais, para sermos artistas e criativos. Nunca ninguém me disse: «Gostas de escrever? Então porque não te dedicas a isso?» Sou engenheiro informático, Artes é pouco comigo, e até acho que a arte contemporânea muito poucas vezes é arte. Um quadro branco com um ponto não é arte, é parvoíce. Pessoal a urinar para cima de jornais com fotos de políticos não é arte; caso contrário, todos os cães seriam artistas. Mas gosto de me interrogar: fosse a valorização da arte igual à valorização das Engenharias e das Medicinas, teria eu escolhido outro caminho, em que, provavelmente, seria mais feliz?"  
 
Guilherme Duarte, in "Por falar noutra coisa"

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Novidades Livros
 
FERRAZ, Carlos Vale
A estrada dos silêncios
82 LP-3 FRR
 

 
BENTON, Jim
Não tenho culpa de saber tudo
82 LE-3 BNT (Juv)
 

 
GRAVETT, Emily
Grande livro dos medos do pequeno rato
82 LE-34 GRV (Inf)

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Bom Fim de Semana
Natália Correia por Artur Bual



Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Língua mater dolorosa
(que dedico ao acordo ortográfico)

Tu que foste do Lácio a flor do pinho
dos trovadores a leda e bem-talhada
de oito séculos a cal o pão e o vinho
de Luiz Vaz a chama joalhada.

Tu o casulo o vaso o ventre o ninho
e que sôbolos rios pendurada
foste a harpa lunar do peregrino
tu que depois de ti não há mais nada,
eis-te bobo da corja coribântica:
a canalha apedreja-te a semântica
e os teus versos feridos vão de maca.

Já na glote és cascalho és malho és míngua,
de brisa barco e bronze foste a língua;
língua serás ainda … mas de vaca.

Natália Correia, in "Poesia Completa"

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Filme da Semana
 
Foxcatcher
 
um filme de
 
Bennett Miller
 
 
"Baseado em factos reais, FOXCATCHER conta a sombria e fascinante história de Mark Schultz (Channing Tatum), lutador olímpico de luta livre premiado com uma medalha de ouro, que vive em Wisconsin com dificuldades desportivas e económicas, quando é convidado pelo milionário John du Pont (Steve Carell) para se mudar para a sua luxuosa propriedade, onde du Pont planeia formar e treinar uma equipa de luta livre para os Jogos Olímpicos de Seul de 1988. Schultz aproveita a oportunidade, ansioso também por sair da sombra de Dave (Mark Ruffalo) o seu irmão mais velho, um respeitado treinador de luta livre, também ele medalhista olímpico.
Do realizador nomeado ao Óscar® Bennett Miller, Foxcatcher é uma história rica e comovente sobre o amor fraternal, lealdade enganadora e a falência emocional e corrupta que acompanha o poder e riqueza."

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
É uma vez... Eu não tenho sono e não vou para a cama
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
13 de Fevereiro - 11H00

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Livro da Semana
 
Bronco Angel, o cow-boy analfabeto
 
de
 
Fernando Assis Pacheco
aliás, William Faulkingway
 
 
 
   "Uma novela humorística escrita sob o pseudónimo William Faulkingway, publicada como folhetim no jornal satírico O Bisnau, na década de 1980."
 
   «Eu nasci de catorze meses, que é assim um bocadinho prematuro ao contrário, e foi por causa que a minha mãe não queria alcançar mas depois distraiu-se e o meu pai disse:
   "Olha, se for rapariga chama-se Custódia", mas depois nasci eu.
   Quando eu nasci, a parteira olhou muito para mim e exclamou:
   "Este moço é mais feio do que uma embalagem de fósforos de cozinha!"
   Isto são coisas que eu ouvi contar e não ligo, porque realmente se fosse a ligar emigrava mas era para o Alasca e nunca mais punha os pés em Crow Junction, ora essa. A parteira nem levou dinheiro pelo serviço, ficou cheia de pena. Diz-se que disse à madrinha:
   "Mais valia ter nascido de sete meses, para vocês se irem habituando. Agora de catorze..."»
 
   "De uma forma ou de outra, quase tudo é riso em Fernando Assis Pacheco. Fazer troça da própria dor pode ser um poderoso analgésico. Uma pessoa sofre, uma pessoa comove-se, uma pessoa chora, mas no instante em que o sofrimento ameaça tornar-se autocomplacência é altura de sabotar a mariquice com uma boa gargalhada. A farsa é capaz de ser a arma mais eficaz de que dispomos perante a tragédia. Ou, pelo menos, a melhor maneira de lhe empatarmos o passo, já que o resultado final está escrito de antemão."
Carlos Vaz Marques, Prefácio

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Novidades Livros
 
SEPÚLVEDA, Luis
A venturosa história do usbeque mudo
82 LE-3 SPL
 

 
NESS, Patrick
Sete minutos depois da meia-noite
82 LE-3 NSS (Juv)
 
 
 
CRUZ, Afonso
A cruzada das crianças: (vamos mudar o mundo)
82 LP-2 CRZ (Inf)

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Bom Fim de Semana
"Carnaval" por Dmitry Spiros



Bom Fim de Semana

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Tolerância de Ponto - Carnaval

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É uma vez... Eu não tenho sono e não vou para a cama
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
13 de Fevereiro - 11H00

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Poema da Semana
A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procura-la.

Vou procura-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade, in "Discurso da Primavera"

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Filme da Semana
 
Antes de adormecer
 
um filme de
 
Rowan Joffe
 
 
   "Há anos que, todas as manhãs, Christine (Nicole Kidman) acorda sem saber quem é, onde está ou qualquer facto da sua vida. Ben (Colin Firth), o homem que vê ao seu lado na cama, informa-a de que é seu marido e que, devido a um trágico acidente de automóvel, ela desenvolveu amnésia psicogénica, que a tornou incapaz de criar novas memórias. Todos os dias Christine recebe um telefonema do Dr. Nasch (Mark Strong), um neurologista que lhe explica que a está a ajudar a reverter o processo e que lhe recorda que ela mantém escondido um diário em vídeo, onde vai registando tudo o que pode. Totalmente desorientada mas decidida a recuperar a identidade que sente ter perdido com as memórias, vê-se confrontada com incertezas terríveis que a fazem duvidar das intenções de todos os que a rodeiam.
 
   Com argumento e realização de Rowan Joffe (Crime e Pecado), um "thriller" psicológico que aborda a questão da memória e identidade, a partir da adaptação do "best-seller" homónimo do inglês S.J. Watson."

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
De fato e gravata
   "Anda tanta boa gente preocupada com o futuro da humanidade, ameaçado pelo aquecimento global, com projetos, reuniões ao mais alto nível e manifestações militantes para diminuir o efeito de estufa, encontrar energias renováveis e não poluentes, denunciando os que não cumprem certas decisões de Quioto, etc., etc., aceitando os mais radicais apenas a bicicleta como meio de locomoção para se diminuir o número de carros que atiram para os ares tantos fumos e calores e nós nem reparamos nos hábitos mais comuns que temos (ou nas nossas mais encravadas manias, como queiram dizer) que contribuem também para esse efeito pernicioso sobre o meio ambiente. Parecem (e são) coisas banais, mas entretanto elas contribuem com o seu pequeno quinhão para a futura miséria do planeta.
   Exemplo desses hábitos ou manias é o de se usar fato e gravata, por vezes colete mesmo, nos climas mais tórridos do mundo. Um calor de morrer, humidade no máximo, e lá andamos nós de pescoço apertado a escorrer suor, casacos mesmo que de verão, meias e sapatos apertados. Não aguentamos a temperatura, corremos a refugiar-nos nos gabinetes e salas refrescadas por aparelhos de ar condicionado, ficamos ainda assim uma meia hora a arrefecer e sem pensar em mais nada senão nos nossos corpos pegajosos, até finalmente nos sentirmos mais confortáveis. Mas não abdicamos do fato e da gravata. Sem fato que seria do burocrata chefe de serviço? Nem parecia um chefe de serviço. E então, que dizer do responsável a nível mais elevado que aparecesse com uma simples camisa? Ninguém o respeitava, parecia um falhado.
   Alguns países adotaram como traje oficial (ou pelo menos recomendado) roupas leves e largas, como é o caso de alguns da África Ocidental ou da América Latina. Para já não falar do célebre e elegante safari à Nyerere ou das camisas coloridas e sóbrias de Nelson Mandela. Eis homens que não fizeram concessões aos preconceitos ocidentais e se vestiram sempre de acordo com o clima, antecipando uma luta que hoje é de todos. Muitos africanos só usam fato e gravata para se parecerem com os europeus que os colonizaram. Nunca foram capazes de ultrapassar esse complexo de inferioridade e se sentem nus se não tiverem um casaco escuro , de preferência vindo de um estilista famoso de Londres ou Paris. Uma maneira de exibirem a importância que por vezes não têm. 
   Mas não me interessam os complexos alheios , desde que não interfiram com a vida de muita gente. E o que se passa é que de facto, se nos vestíssemos mais de acordo com as temperaturas habituais nas nossas terras, menos aparelhos de ar condicionado teriam de trabalhar ao mesmo tempo, havendo pois poupança de energia, menos dano para a camada de ozono, menos aquecimento global, enfim, melhores perspetivas para o futuro do planeta. Dirão que os efeitos dos aparelhos de ar condicionado para a atmosfera serão coisa menor e tudo isto não passa de paleio gratuito a tentar justificar o meu horror em usar fato e gravata. É verdade, não o nego, tenho dificuldades em andar de corda ao pescoço e os casacos pesam-me nos ombros de uma forma incómoda. Só reconheço neles uma utilidade: o de terem vários bolsos, dispensando portanto bolsas ou carteiras, o que por vezes se torna muito prático. Mas para ter alguns compartimentos onde guardar os cigarros, o dinheiro, o canivete, objetos secretos, documentos de identificação e para muita gente os três telemóveis absolutamente indispensáveis, vale a pena sofrer com os apertos do corpo e andar sempre a fugir para o ar condicionado?
   Resumindo e acrescentando algum exagero, andamos a lixar o mundo só por causa de complexos."
 
Pepetela, in "Crónicas maldispostas"

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Ler faz crescer - Fevereiro 2016
 
 
Ler Faz Crescer
 
Eu não tenho sono e não vou para a cama
 
Texto e ilustrações de Lauren Child
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola

Fevereiro de 2016
 
Dirigido a grupos escolares e pré-escolares

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Livro da Semana
 
Contos de cães e maus lobos
 
de
 
Valter Hugo Mãe
 
 
   "Está nestes contos aquilo que está em toda a sua obra: o questionar das nossas certezas mais fundas, uma visita às profundezas da alma. A escrita de Valter sugere, a todo o momento, que os outros somos nós mesmos."
Mia Couto, Prefácio
 
   "A escrita de Valter Hugo Mãe chega ao conto como uma delicadíssima forma de inclusão. Estes contos são para todas as idades e são feitos de uma esperança profunda.
   Entre a confiança e o recreio, cães e lobos são apenas um símbolo para a ansiedade perante a vida e a fundamental aprendizagem de valores e da capacidade de amar. Entre a confiança e o recreio estabelecemos as entregas e a prudência de que precisamos para construir a felicidade.
 
   Com a participação plástica de Ana Aragão, Cadão Volpato, Daniela Nunes, David de la Mano, Duarte Vitória, Filipe Rodrigues, Graça Morais. JAS, Joana Vasconcelos com Alice Vasconcelos, Nino Cais e Paulo Damião."

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Cartaz de Cinema - Fevereiro 2016

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Novidades Livros
 
SHAFAK, Elif
A bastarda de Istambul
82 LE-3 SHF
 

 
BUTLER, Steven
A batalha de Beanotown
82 LE-3 BTL (Juv)
 

 
SERRA, Paulo
Agostinho da Silva
929 SIL SRR (Inf)

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