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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Bom Fim de Semana


Bom Fim de Semana

Esperamos por si na Feira do Livro

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30ª Edição da Feira do Livro * 2014


Biblioteca Municipal

28 de Novembro 

Abertura da Feira às 19H00

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Poema da Semana
A um Livro

No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste,
Sombra roubada ao livro que ando a ler,
A esse livro de mágoas que me deste.

Estranho livro aquele que escreveste,
Artista da saudade e do sofrer!
Estranho livro aquele em que puseste
Tudo o que eu sinto, sem poder dizer!

Leio-o, e folheio, assim, toda a minh’alma!
O livro que me deste é meu, e salma
As orações que choro e rio e canto! ...

Poeta igual a mim, ai que me dera
Dizer o que tu dizes! ... Quem soubera
Velar a minha Dor desse teu manto! ...

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Filme da Semana

Maléfica

um filme de

Robert Stromberg


"Maléfica explora a história nunca antes contada de uma das mais icónicas vilãs da Disney, do clássico A Bela Adormecida, e conta-nos como uma traição transformou o seu coração, outrora puro, em pedra. Consumida pela vingança e pelo desejo feroz de proteger o seu território, Maléfica (Angelina Jolie) lança uma maldição irrevogável na princesa recém-nascida do reino humano vizinho, Aurora. À medida que vai crescendo, a jovem Aurora é apanhada no meio do turbulento conflito entre o reino da floresta, reino onde ela cresceu e que aprendeu a amar, e o reino humano de onde é proveniente. Com o tempo, Maléfica apercebe-se que Aurora pode ser a chave para a paz e vê-se forçada a tomar medidas drásticas que mudarão ambos os reinos para sempre."

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014
A árvore que paria meninos, um livro de Marco Taylor


Biblioteca Municipal

29 de Novembro - 16H00



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Livro da Semana

Memórias do silêncio

de

R. D. Rosen


Memórias do silêncio

A história verídica e impactante das crianças que sobreviveram, em silêncio, no Holocausto

Através dos testemunhos reais de três meninas judias - Sophie, Flora e Carla -, Richard D. Rosen transporta-nos para a dura e tocante realidade daquela que é, para muitos, a página mais negra da história da Humanidade.

SOPHIE, que sobreviveu  ao extermínio nazi graças a uma identidade falsa, durante anos acreditou que era católica e antissemita. Esta mentira, alimentada pela mãe para sua protecção, tornou-se o seu passaporte para a vida. Tornou-se oncologista nos EUA. 

FLORA, órfã vítima do genocídio, foi entregue aos cuidados de freiras católicas e andou de família em família, sem nunca conhecer ao certo as suas origens. Depois de ter sido adotada, chegou aos EUA em 1959, onde se tornou psicóloga.

CARLA, que passou a sua infância escondida em sotãos e divisões dissimuladas, carrega a culpa de ter sobrevivido, sabendo que um terço das crianças judias desse tempo não tiveram a mesma sorte. Já nos EUA, tornou-se terapeuta.

Este livro é mais do que um relato histórico dos horrores do Holocausto. É um tributo a milhares de crianças assassinadas e uma homenagem a todas as que escaparam, conseguindo reconstruir as suas vidas e recuperar das suas infâncias traumáticas... mesmo sem nunca as esquecerem.



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terça-feira, 25 de novembro de 2014
30ª Edição da Feira do Livro * 2014
Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Dezembro
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
O livro Escuro e Claro - Encontro com Madalena Victorino




“Este livro é escuro e claro.
É teu.
É um livro sobre o teatro e sobre o que nele acontece. (…)
Este livro é escuro, porque é dentro de ti que tudo se passa quando vês um espetáculo. É aí que sentes, pensas, observas, é no escuro que te assustas, no escuro de ti que descobres coisas e que às vezes te ris.”
(citação de “Uma carta para ti…” n’O Livro Escuro e Claro)



Biblioteca Municipal 

24 de Novembro * 18H00 às 20H00

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Novidades Livros

SCHOO, Ernesto
Mi Buenos Aires querido
82 LE-3 SCH



UGRESIC, Dubravka
O Museu da rendição incondicional
82 LE-3 GRS



JOHNSON, Spencer
Quem mexeu no meu queijo?: para crianças
82 LE-34 JHN




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sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Bom Fim de Semana

Pintura de Júlio Pomar


Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Sobre um Poema

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.

Herberto Helder (n. 23/11/1930)

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Lágrimas de Crocodilo
No dia 19 de Novembro, realizou-se, na Biblioteca Municipal de Grândola, uma sessão de animação de leitura para a CerciGrândola, a partir do livro “Lágrimas de Crocodilo” de André François.







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Filme da Semana


Grand Budapeste Hotel

um filme de 

Wes Anderson


   "The Grand Budapeste Hotel conta-nos as aventuras de Gustave H., O lendário porteiro de um famoso hotel Europeu entre as guerras, e de Zero Moustafa, o paquete que se torna o seu mais fiel amigo. A história envolve o roubo e o resgate de uma pintura da Renascença de valor incalculável; uma feroz batalha por uma fortuna familiar; uma desesperada corrida em motorizadas, comboios, trenós e esquis; e a doce confeção de uma relação amorosa - tudo tendo como pano de fundo as súbitas e dramáticas mudanças de um Continente."

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terça-feira, 18 de novembro de 2014
Visita guiada
Ilustração de Manuela Bacelar



   "Chego antes da hora, como é aconselhável ao visitante intimidado pelo incenso de erudição - as oficinas ficavam ali, no Café dos Artistas, onde os músicos fazem horas para o ensaio. O burburinho lembra os cobradores do turno da manhã conferindo o apuro da sacola com o canhoto dos bilhetes. Sem o mesmo entusiasmo, é certo. Nesse tempo, era um guarda-freio recolhendo o meu eléctrico. Hoje, aprecio os panos de vidro ondulado, as escadarias, o auditório com a sua nave de basílica profana. Algures, dum casulo, solta-se um florilégio lírico, um violoncelo dá um último retoque na afinação. Da larga vidraça vejo lojas vazias, um istmo de mato que liga a Rua 5 de Outubro à estação do Metro como uma ideia desgrenhada resistindo ao pente urbanístico. Escondido entre as sarças, um olho espia a Casa. É um fiscal da cidade profunda registando na costaneira a despesa do cartaz e a taxa de ocupação - só para saber se a música é sustentável."

Carlos Tê, in "Cimo de Vila"
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Encontro com Glória Bastos - A importância da Leitura no Desenvolvimento da Criança

Biblioteca Municipal

19 de Novembro - das 18H00 às 20H00

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Novidades Livros

40 X Abril
82 LP-1



MODIANO, Patrick
No café da juventude perdida
82 LE-3 MDN




MAGALHÃES, Álvaro
O amor não é para gatos
82 LP-34 MGL (Inf)

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Bom Fim de Semana

Boris Vian (1920-1959)

Imagem retirada daqui


Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
O DESERTOR

Senhor Presidente
Escrevo-lhe uma carta
Que há-de ler talvez
Se tiver tempo

Acabo de receber
Os papéis militares
Para partir para a guerra
Até quarta-feira à noite

Senhor Presidente
Eu não quero fazê-la
Não estou sobre a Terra
Para matar pobre gente

Não é para o ofender
Mas tenho de lhe dizer
A minha decisão está tomada
Vou desertar

Desde que nasci
Vi morrer o meu pai
Vi partir meus irmãos
E chorar os meus filhos

Minha mãe sofreu tanto
Que está na sua campa
Onde se ri das bombas
Onde se ri dos vermes

Quando estive prisioneiro
Roubaram-me a mulher
Roubaram-me a alma
E o meu querido passado

Amanhã de manhã cedo
Fecharei a minha porta
Na cara dos anos mortos
Irei pelos caminhos

Mendigarei o meu pão
Pelas estradas de França
Da Bretanha à Provença
E direi a toda a gente

Recusem obedecer
Recusem ir fazê-la
Não vão à guerra
Recusem-se a partir

Se é preciso dar o sangue
Vá derramar o seu
Pois é bom apóstolo
Senhor Presidente

Se me perseguir
Previna os seus guardas
Que eu não terei armas
E podem disparar

Boris Vian, in "Canções e Poemas"

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Extensão MONSTRA - Curtas Premiadas 2014 - Jovens e Adultos


Cinema de Animação

Sessão para jovens e adultos


Biblioteca Municipal

15 de Novembro - 16H00

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
30ª Edição da Feira do Livro 2014 - 28 de Novembro a 8 de Dezembro


Biblioteca Municipal

De 28 de Novembro a 8 de Dezembro 

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Filme da Semana

Percy Jackson e o mar dos monstros

um filme de

Thor Freudenthal

   "As mágicas e míticas aventuras do adolescente Percy Jackson - filho do deus grego Poseidon - continuam neste thriller heróico e recheado de ação!

    À procura de provar que não é herói de uma só luta, Percy e os seus amigos semi-deuses embarcam numa jornada épica no traiçoeiro Mar dos Monstros, onde vão lutar com terríveis criaturas, um exército de zombies e a definitiva força do Mal. Com o tempo a esgotar-se, Percy tem de encontrar e trazer de volta o lendário Velo de Ouro, que tem o poder de salvar o seu mundo... e a nós todos!"


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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Extensão MONSTRA - Curtas Premiadas 2014 - Jovens e Adultos

 

Cinema de Animação

Sessão para jovens e adultos


Biblioteca Municipal

15 de Novembro - 16H00



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O velho, o rapaz e o burro
No passado sábado assistimos à dramatização da fábula "O velho, o rapaz e o burro" de Jean de La Fontaine (numa adaptação de Ana Oom), pelas funcionárias da Biblioteca Municipal - Cátia Miquelino e Catarina Saldanha, que tiveram o apoio de Sara Basílio no som. Ficam algumas fotografias desse momento.











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Livro da Semana

Canadá

de

Richard Ford


"Seria difícil para Dell Parsons imaginar o quanto a sua vida se alteraria no dia em que os pais, desesperados, decidem assaltar um banco. A consequente detenção lança sérias ameaças sobre o futuro incerto de Dell, que se verá ainda mais desamparado após o repentino desaparecimento da sua irmã gémea. 
Mas Dell não ficará sozinhos: uma amiga da família decide resgatá-lo do desnorte, levando-o numa viagem de autodescoberta ao longo da fronteira do Canadá, com o objectivo de lhe oferecer novas prespetivas de vida. É durante essa viagem pelas pradarias de Saskatchewan que Dell é recebido por Arthur Remlinger, um norte-americano que transporta doses iguais de carisma e mistério.
A procura de harmonia e paz, debaixo do vasto céu azul da pradaria, parece revelar-se infrutífera à medida que Dell vai cedendo à vertigem de Remlinger e aos tormentos e impulsos homicidas que ele inspira. Conseguirá Dell descobrir a força de carácter necessária para reencontrar um rumo para a sua vida?

Com Canadá, Richard Ford, um dos mais importantes ficcionistas norte-americanos, oferece-nos a sua mais recente obra-prima."

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terça-feira, 11 de novembro de 2014
Mr. Apple Pie
   "Era um dia quente de Junho de 1990.
   Pelo meio-dia, um casal de turistas ingleses aproximou-se da ementa colocada à porta do meu restaurante. Depois de ler, um deles voltou-se para dentro e perguntou-me »Não tem tarte de maçã? Com uma ementa tão boa sem a sobremesa que mais aprecio... Não se pode considerar uma excelente ementa.»
   Era um homem bastante idoso, com um sorriso simpático e um tom de voz suave que de imediato mereceu a minha simpatia. Não consegui fugir ao lugar comum e respondi-lhe «Ninguém é perfeito...» Foram-se embora, mas meia hora depois voltaram para almoçar com mais um casal de turistas, ingleses como eles, que estavam hospedados no mesmo hotel de Cascais.
   Ao longo do almoço, sempre espirituoso, ele foi brincando, deliciado com o que comia, mas sempre fingindo um ar triste pela falta da tarte de maçã. E todos os dias voltavam para almoçar com novos amigos, a quem éramos apresentados como gente simpática, com boa comida e apenas com um lamentável defeito: não tínhamos tarte de maçã.
   Ao terceiro dia já o tínhamos carinhosamente alcunhado de Mr. Apple Pie. Ele achou graça e riu. No penúltimo dia da sua semana de férias fiz-lhe uma surpresa. Encomendei uma deliciosa tarte de maçã numa conceituada Pastelaria do Estoril e, quando ele se preparava para lamentar uma vez mais a falta da sua sobremesa preferida, coloco-lhe à frente a tarte inteira, informando-o de que era uma oferta minha, esperando apenas que ela fosse tão saborosa como aquelas que ele estava habituado a comer.
   Mrs. Apple Pie riu, comovida de satisfação. O casal que os acompanhava desta vez ficou calado, sorrindo apenas. Mr. Apple Pie abriu a boca de espanto: «Já não acreditava que isto pudesse acontecer!» Recompôs-se e, fazendo um ar sério, perguntou: «Não tenho direito a natas batidas?» Fui buscar uma taça razoavelmente grande e cheia. Disse-lhe que se servisse à vontade.
   Foi ele quem dividiu a tarte em quatro e todos comeram com denotado prazer: Agora sim. Tínhamos conseguido. A nossa classificação tinha chegado ao máximo e, para sermos completos deveríamos incluir tal iguaria na nossa ementa. Rimos, sentimos prazer pelo feito provocado pela surpresa.
   No último dia, ao almoço, Mrs. Apple Pie veio sozinha. O marido tinha ficado no hotel. Não se sentia muito bem. O coração, do qual sofria, de vez em quando dava-lhe maus sinais. Ao fim do dia, regressavam a Londres.
   No dia seguinte, ao jantar, outros ingleses que já tinham vindo com eles almoçar mostraram-me uma foto de uma senhora na praia. Imediatamente a reconheci. «Mrs. Apple Pie!», disse eu. «Exactamente», responderam. Ela acaba de adiar a sua partida devido à morte do marido com um ataque cardíaco. «Está tudo a ser tratado para ser feita a transladação do corpo o mais rapidamente possível.»
   Senti um «soco no estômago». As lágrimas vieram-me aos olhos. Tinha acabado de perder um amigo a quem servi a sua última refeição, completada com a iguaria que ele mais apreciava.
   Com frequência o recordo. Sobretudo quando vejo uma tarte de maçã, sinto que ele está por perto."

Delmar Silva (Cascais), in "Histórias Devidas"   

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Novidades Livros

ANBTUNES, António Lobo
Caminho como uma casa em chamas
82 LP-3 NTN



REIS, Patrícia
Mistério no Museu de Arte Antiga
82 LP-311.3 RIS (Juv)



STILTON, Geronimo
Não me deixes, Tenebrosa!
82 LE-311.3 STL (Inf)

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Bom Fim de Semana

"O poeta pobre", pintura de Carl Spitzweg




Bom fim de semana

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Poema da Semana
Auto-retrato

Poeta é certo mas de cetineta
fulgurante de mais para alguns olhos.
bom artesão na arte da proveta
narciso de lombardas e repolhos.

Cozido à portuguesa mais as carnes
suculentas da auto-importância
com toichinho e talento ambas as partes
do meu caldo entornado na infância.

Nos olhos uma folha de hortelã
que é verde como a esperança que amanhã
amanheça de vez a desventura.

Poeta de combate disparate
palavrão de machão no escaparate
porém morrendo aos poucos de ternura.

José Carlos Ary dos Santos

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O velho, o rapaz e o burro

Biblioteca Municipal

8 de Novembro - 11H00

Esperamos por ti!

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Sessão de Animação da Leitura para a CerciGrândola
No passado dia 5 de novembro, realizou-se, na Biblioteca Municipal de Grândola, uma sessão de animação de leitura para a CerciGrândola, a partir do livro "Flicts" de Ziraldo. É a história de uma cor diferente, rara e triste, que se sente excluída do mundo, por não existir nada como ela. Um dia, resolve desaparecer e o destino é uma verdadeira surpresa: 
Flicts é a Lua





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