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Biblioteca Municipal de Grândola
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Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Bom Fim de Semana
Pintura de Heitor dos Prazeres



Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
As Casas à Flor da Pele

Há casas que, nas pessoas,
são arbustos de luz ou urzes:
sarças ardentes sem costura
Há casas que, amassadas,
fazem-se pão, com suor, lágrimas:
demasiado vivas para morrer.
Há casas enleadas em arco-íris
com varandas amplas
para a lucidez dos moradores.
Há casas que são planícies
de aconchego.
Habitamo-las como quem
desespera da procura
ou permanece sedimentado no meio da rua.

João Manuel Ribeiro, in "Efeitos secundários"

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quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Novembro
Cartaz de Cinema - Novembro 2015

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Filme da Semana
 
A loja dos suicídios
 
uma comédia terrível de
 
Patrice Leconte
 
 
Baseado no romance homónimo de Jean Teulé
 
"Imagine uma cidade em que as pessoas já não riem, de tal forma que a loja que mais floresce é a que vende venenos e cordas para enforcar. Mas a dona vai ter um bebé, que é a alegria em pessoa! Na Loja dos Suicídios, o mal já está feito... "
 
 
 
 

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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Feira do Chocolate - 5 a 8 de Novembro
 
 
 
Parque de Feiras e Exposições
 
5 a 8 de Novembro

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Livro da Semana
 
 
A menina que engoliu uma nuvem do tamanho da torre Eiffel
 
de
 
Romain Puértolas
 
 
 
"Do autor de A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário IKEA, chega-nos agora uma fábula para adultos com uma mensagem de amor universal."   
 
"Providence Dupois, uma carteira parisiense, precisa de viajar rapidamente para Marraquexe, a fim de resgatar a filha adotiva que se encontra gravemente doente. Contudo, quando está prestes a partir, um vulcão islandês de nome impronunciável desperta do seu sono profundo e paralisa todo o tráfego aéreo europeu. Desesperada por cumprir a sua promessa de reencontro, esta jovem mãe vai tentar tudo para chegar junto da filha, e, esgotadas todas as vias do possível, resta-lhe apenas uma última hipótese: voar. Para empreender uma tarefa tão audaz, contará com a ajuda preciosa de personagens peculiares, seja Léo Machin, um jovem apaixonado que emana um perfume de bondade e sabão Marseille, Tchang, um chinês que fala como se fosse um pirata, ou monges tibetanos que, quando não estão a rezar, ouvem Julio Iglesias.
Comovente mas pleno de humor, A menina que engoliu uma nuvem do tamanho da torre Eiffel é uma aventura que nos ensina que nada é impossível quando o amor de uma mãe é forte o suficiente para a fazer descolar até às nuvens. Dizem que o amor dá asas... Estão prontos para voar?"  

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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Clube de Comunicação - Rádio
 
 
CLUBE DE COMUNICAÇÃO – RÁDIO

Projeto em parceria com as Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Grândola, a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural e Agrícola de Grândola e a Rádio Clube de Grândola, dirigido aos alunos do 3º ciclo, ensinos secundário e profissional, que pretende, através do contacto com o jornalismo radiofónico, com as artes e as novas tecnologias, contribuir para um maior desenvolvimento dos jovens, potencializando as suas capacidades intelectuais e ampliando os seus horizontes sociais e culturais.

 
Inscrições até 30 de Outubro

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Animação Digital - Criação de Histórias em Movie Maker
 
 
ANIMAÇÃO DIGITAL

Criar filmes em movie maker com diversas utilizações pedagógicas como book trailer, apresentação de escritores, de visitas de estudo e trabalhos de leitura e pesquisa, é a finalidade deste projeto de animação digital direcionado para alunos do 3º ciclo, ensinos secundário e profissional do Concelho de Grândola.
 
Inscreve-te na Biblioteca da tua Escola

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Quem tem medo dos livros?
   "Nesta era da Internet e das redes virtuais, em que toda a gente pode ter acesso a informações diversas e estar sempre ao corrente das novidades, julgava que já não haveria tanto lugar para os livros, o que me preocupava obviamente, pois eles são importantes para mim, em todos os aspetos. No entanto, os últimos tempos trouxeram-me um grande alívio, embora pelas piores razões. Afinal ainda há gente que treme por causa de um livro. E voltei atrás no tempo.
   Quando os militares deram o golpe de Estado no Brasil em 1964 para apearem do poder o democraticamente eleito João Goulart, abateu-se uma caça ao livro dito subversivo como há muito tempo não se via naquele país. Dois eram os mais visados pelos facínoras que entravam pelas casas dos suspeitos de esquerdismo. Um, Os Miseráveis de Victor Hugo, andando as secretas (pois eram várias, para umas apagarem o rasto das outras) à procura do perigoso escritor que tinha ousado descrever a gente pobre que morava nalguma favela. Alguém mais avisado deve ter explicado aos bófias e militares que Victor Hugo era um escritor francês, morto em 1883, e que portanto dificilmente o iam encontrar no Brasil. Desorientados, os milicos viraram as baterias para o livro O Vermelho e o Negro, tendo o seu autor, Stendhal (falecido ainda antes em 1842), sofrido grande perseguição por ousar pôr a palavra «vermelho» (que era o mesmo que dizer «comunista» no título de um livro. Estas diligências viraram anedota mundial, depois de a embaixada francesa em Brasília protestar pela perseguição feita às ossadas dos seus prestigiados escritores.
   Mas acham que os ignorantes aprendem?
   Queimas de livros em fogueiras foram comuns na História da Humanidade. Desde a Inquisição da Igreja Católica aos nazis do Hitler que estorricavam milhares de preciosos documentos, temos fartos exemplos. Mas isso era na altura em que o livro era o meio mais importante de fazer divulgar ideias. Hoje não tem tanto mérito por causa da concorrência. E talvez o último que tenha gerado movimentos de massas tenha sido O Pequeno Livro Vermelho de Mao, atualmente uma relíquia. Mesmo esse livrinho, que era uma coletânea de frases do velho líder, apenas serviu como símbolo da Revolução Cultural dos anos sessenta do século passado. Há quem diga que foi o último livro a provocar uma revolução. Acho que apenas foi um instrumento para generalizar a luta pelo poder. Nunca nenhum livro provocou uma revolução, com exceção questionável da Bíblia , quando foi traduzida para alemão por Lutero e impressa na tipografia inventada por Gutenberg.
   No entanto, ainda agora gente que tem medo que um livro provoque uma revolução, promova um golpe de estado ou faça antecipar a menstruação das meninas. Por ser considerado objeto perigoso pelos analfabetos que são escolhidos para espiar os outros, em alguns setores da sociedade os escritores são olhados de lado, como se tivessem o ferrete do refratário, do rebelde, do revoltoso, e as suas obras perseguidas em certos sítios. Por exemplo em cadeias onde são confinados os curiosos que querem aprender coisas nos livros proibidos. E alguns desses livros continuam a merecer desconfiança, como acontecia na Angola colonial.
   O Homem vai evoluindo, diz-se. Mas alguns continuam a ter medo de livros. Ou a servirem-se deles como desculpa para atividades censuráveis. A diferença parece pequena.
   Se não revelasse tamanha pequenez da alma humana, dava para rir. Porque o ridículo faz rir. Em certos casos, só dá vontade de chorar, porque alguns sofrem por causa de um livro."

Pepetela, in "Crónicas maldispostas"

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Novidades Livros
 
HOLDEN, Wendy
Haatchi & Little B
82 LE-3 HLD
 

 
HARRIS, Gemma Elwin
O meu peixinho de aquário sabe que eu sou?
008 (Juv)
 

 
JUNQUEIRA, Sandro William
A cantora deitada
82 LP-34 JNQ (Inf)

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Ciclo de Conversas - Histórias da Resistência no Feminino
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
24 de Outubro - 16H00

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Livro da Semana
 
A rapariga apanhada na teia de aranha
 
de
 
David Lagercrantz
 
 
 
Continuação da Saga Millennium de Stieg Larsson
 
 
"A revista Millennium mudou de proprietários, os críticos de Mikael Blomkvist insistem que ele está ultrapassado e o próprio considera mudar de atividade.
Lisbeth Salander continua imparável e, sem se perceber porquê, participa num ataque informático, correndo riscos que normalmente teria evitado. Não parece dela.
Uma noite, já tarde, Blomkvist recebe uma chamada do professor Frans Balder, uma autoridade em Inteligência Artificial, que afirma ter informações importantes sobre os serviços de espionagem dos Estados Unidos e ter estado em contacto com uma jovem hacker que faz lembrar alguém que Blomkvist conhece bem demais.
Mikael Blomvist anseia pelo furo jornalístico de que tanto ele como a revista Millennium precisam desesperadamente. Lisbeth Salander, como sempre, tem os seus próprios planos.
Em A rapariga apanhada na teia de aranha a história continua. Chegou o momento de os caminhos de Mikael e Lisbeth se voltarem a cruzar."

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terça-feira, 20 de outubro de 2015
Comemorações do Dia do Concelho - Ofícios Tradicionais em Grândola
 
Cine Granadeiro
 
22 de Outubro - 16H00

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Comemorações do Dia do Concelho - XIX Encontro de Bandas Civis de Grândola
 
Sábado 24 de Outubro
 
a partir das 14H30

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Comemorações do Dia do Concelho - Helder Moutinho, "Um Fado na Mouraria"
 
Cine Granadeiro
 
21 de Outubro - 21H30

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Comemorações do Dia do Concelho

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Novidades Livros
 
PEARSE, Lesley
És o meu destino
82 LE-3 PRS
 
 

 
CARBONELL, Paula
Um cão e um gato
82 LE-34 CRB (Inf)
 
 

 
ABAD, Arturo
Zimbro
82 LE-34 BAD (Inf)

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Bom Fim de Semana
"Os Óculos do Poeta Álvaro de Campos", por Costa Pinheiro (1932-2015)



 
Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Quando Olho para Mim não Me Percebo

Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.

O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.

Nem nunca, propriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei

Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.

Álvaro de Campos, in "Poemas"
(Heterónimo de Fernando Pessoa)

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Ciclo de Conversas - Histórias da Resistência no Feminino
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
24 de Outubro - 16H00

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quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Comemorações do Dia do Concelho - Ofícios Tradicionais em Grândola
 

 

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Filme da Semana
 
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
 
um filme de
 
Peter Jackson
 
 
A derradeira aventura na Terra-Média
 
"Thorin Escudo-de-Carvalho e os anões de Erebor recuperam as enormes riquezas da sua terra natal, mas têm agora de enfrentar as consequências de terem despertado a ira do temível dragão Smaug, que se abate sobre a Cidade do Lago. Entretanto, Sauron, o Senhor das Trevas, enviou legiões de Orcs num ataque furtivo à Montanha Solitária, e Bilbo Baggins vai ter de lutar pela sua vida e pelas vidas dos seus amigos, enquanto cinco grandes exércitos se dirigem para a guerra.
Enquanto as trevas convergem para enfrentar o conflito em escalada, as raças de anões, elfos e homens têm de decidir se vão unir-se ou ser destruídas."

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Comemorações do Dia do Concelho - Destaques
Comemorações do Dia do Concelho - Helder Moutinho - Um fado na Mouraria
 
Cine Granadeiro
 
21 de Outubro - 21H30

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Livro da Semana
 
Os interessantes
 
de
 
Meg Wolitzer
 
 
"Numa noite de verão de 1974, seis adolescentes planeiam uma amizade para toda a vida. Jules, Cathy, Jonah, Goodman, Ethan e Ash ensaiam a atitude cool que (esperam) os defina como adultos. Fumam erva, bebem vodka, partilham os seus sonhos.
E, juram, serão sempre Os Interessantes.
Ao longo da adolescência, o talento artístico destes seis amigos foi sempre satisfeito e encorajado. Mas o tipo de criatividade que é celebrada aos 15 anos nem sempre é suficiente para impulsionar a vida aos 30 - para não falar dos 50. Nem todos vão conseguir manter viva a chama que os distingue na juventude.
Décadas mais tarde, a amizade mantém-se embora tudo o resto tenha mudado. Jules, que planeava ser atriz, resignou-se a ser terapeuta. Cathy abandonou a dança. Jonah pôs de lado a guitarra para se dedicar à engenharia mecânica. Goodman desapareceu. Apenas Ethan e Ash se mantiveram fiéis aos seus planos de adolescência. Ethan criou uma série de televisão de sucesso e Ash é uma encenadora aclamada. Não são apenas famosos e bem-sucedidos, têm também dinheiro e influência suficientes para concretizar todos os seus sonhos. Mas qual é o futuro de uma amizade tão profundamente desigual? O que acontece quando uns atingem um extraordinário patamar de sucesso e riqueza, e outros são obrigados a conformar-se com a normalidade?"

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terça-feira, 13 de outubro de 2015
Clube de Comunicação - Rádio
 
 
CLUBE DE COMUNICAÇÃO – RÁDIO

Projeto em parceria com as Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Grândola, a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural e Agrícola de Grândola e a Rádio Clube de Grândola, dirigido aos alunos do 3º ciclo, ensinos secundário e profissional, que pretende, através do contacto com o jornalismo radiofónico, com as artes e as novas tecnologias, contribuir para um maior desenvolvimento dos jovens, potencializando as suas capacidades intelectuais e ampliando os seus horizontes sociais e culturais.

Inscrições até 30 de Outubro

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Animação Digital - Criação de Histórias em Movie Maker
 
 
ANIMAÇÃO DIGITAL

Criar filmes em movie maker com diversas utilizações pedagógicas como book trailer, apresentação de escritores, de visitas de estudo e trabalhos de leitura e pesquisa, é a finalidade deste projeto de animação digital direcionado para alunos do 3º ciclo, ensinos secundário e profissional do concelho de Grândola.

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É uma vez... Teatro de Fantoches "O Capuchinho Vermelho"

No passado Sábado, dia 10, pudemos assistir à dramatização da história "O Capuchinho Vermelho",   pelas funcionárias da Biblioteca Cátia Miquelino e Catarina Saldanha, com a colaboração de Teresa e Ana Laura Espada, que tiveram o apoio de Marisa Pereira no som. Pela primeira vez esta equipa utilizou, na animação do conto, o Teatro de Fantoches. Ficam algumas fotografias desse momento.
 
 










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A VELHA ESPERANÇA MORREU SENTADA
   "Os muros fazem os ladrões. A Velha Esperança ensinou-me isto - sem jamais ter lido Bakunine -, na mesma tarde em que me contou a autêntica história do soba Mutu-ya-Kevela. Ensinou-me muitas outras pequenas verdades, tão expostas, tão evidentes, que quase ninguém as vê. «Este país», disse-me, «é como um embondeiro: tem as raízes para o céu e as folhas debaixo do chão». Dava exemplos: «Queres ver como está tudo trocado? Os brancos chamam-se Pepetela, Ndunduma, Chassanha. Os pretos chamam-se Agostinho Neto, José Eduardo dos Santos, Mendes de Carvalho, Jorge Valentim».
   São coisas de que me lembro às vezes, com um sorriso, quando é suposto não ter de me lembrar de nada. Lembro-me dela, outra vez, agora que é demasiado tarde. Soube há pouco que a velha Esperança morreu em Luanda, sentada na mesma cadeira de verga onde eu costumava encontra-la, possivelmente diante do mesmo crepúsculo profundo e irremediável. Ela achava que não morreria nunca.
   Foi em 1992. Esperança Job Sapalalo tinha ido a casa de um dirigente buscar uma carta do filho, em serviço no Huambo, quando começou o tiroteio. Quis regressar a casa mas não a deixaram. «É loucura, mais velha, faça de conta que está a chover. Daqui a pouco passa».
   Não passou. Chuva? Seria então chuva muito brava. O tiroteio, como um temporal, foi ficando cada vez mais forte, mais cerrado, foi crescendo na direcção da casa. A velha Esperança não se importava de recordar o que aconteceu naquela tarde:
   - Vieram. Entraram dentro de casa e todos nós fomos batidos. Um dos deles, um rapaz com fitinhas vermelhas amarradas à cabeça, perguntou o meu nome. Disse-lhe, Esperança Job Sapalalo, e ele riu-me - «a esperança é a última a morrer».
   Alinharam o dirigente e a família no quintal da casa e fuzilaram-nos. Quando chegou a vez da Velha Esperança não havia mais balas. «O que te salvou», gritou-lhe o jovem das fitinhas, «foi a logística. O nosso problema há-de ser sempre a logística». E mandou-a embora.
   O que a salvou, achava ela, fora a Senhora da Muxima. A velha era uma devota da Santa. Devota recente, diga-se, desde que dois anos antes subira o rio até à histórica igreja na companhia de Dona Maria da Fé, Nga Fésinha, uma das últimas bessanganas (senhoras de panos) da região de Luanda. Esperança Job Sapalalo convivia com os santos com o mesmo espírito prático, e a idêntica seriedade, com que durante a vida inteira lidara com os comerciantes ao seu serviço. Um trato era um trato e não admitia falhas. Ela pagava as suas súplicas em velas e em missas. Os santos que cumprissem com a parte que lhes competia. No caso de falharem dirigia-se à igreja e gritava com eles, em umbundo ou português, dependendo da patente do santo.
   Depois que a tempestade serenou os filhos tentaram embarca-la para Lisboa mas ela opôs-se a isso com uma ferocidade que espantou toda a gente: «A Esperança não pode morrer», dizia, «hão-de morrer todos primeiro». A certeza de que era invulnerável só não fez dela uma mulher perigosa porque daquele corpo cansado já não podia vir grande dano.
   «Agora resto eu», disse-me Dona Fésinha: «E estou quase cega, mas ainda sou bem capaz de ir à Muxima pedir à Senhora que salve o nosso país». A igreja foi restaurada há poucas semanas. Ficou bonita. Pode ser que isso tenha apaziguado a Santa. Vá lá então, Nga Fésinha, faça mais esse esforço, e se não der certo, olhe, não se acanhe, ralhe com ela."
 
José Eduardo Agualusa, in "A substância do amor"  

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segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Exposição de Ilustração "Histórias da Ajudaris 2014" - 5 a 30 de Outubro 2015
 
Biblioteca Municipal de Grândola

5 a 30 de Outubro

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INFORMAÇÃO
 
 
 
A Câmara Municipal de Grândola informa que no período de 12 a 30 de Outubro se encontram abertas inscrições para o Concurso de Atribuição e Renovação de Bolsas de Estudo do Ensino Superior Público para o ano letivo 2015-2016.

Mais informação, regulamento, boletim de candidatura e boletim de renovação em:

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Comemorações do Dia do Concelho - Destaques
Novidades Livros
 
CLÁUDIO, Mário
O fotógrafo e a rapariga
82 LP-3 CLD
 

 
LIEMT, Simon Van
Descansa em paz, Ric Hochet!
82-9 LMT
 

 
SÁNCHEZ IBARZÁBAL, Paloma
A minha primeira viagem
82 LE-34 BRZ (Inf)

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sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Bom Fim de Semana
Vincent van Gogh



Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Trouxe o sol à poesia

Trouxe o sol à poesia,
mas como trazê-lo ao dia?

No papel mineral
qualquer geometria
fecunda a pura flora
que o pensamento cria.

Mas à floresta de gestos
que nos povoa o dia,
esse sol de palavra
é natureza fria.

Ora, no rosto que, grave,
riso súbito abria,
no andar decidido
que os longes media,

na calma segurança
de quem tudo sabia,
no contato das coisas
que apenas coisas via,

nova espécie de sol
eu, sem contar, descobria:
não a claridade de imóvel
da praia ao meio-dia,

de área arquitetura
ou de pura poesia:
mas o oculto calor
que as coisas todas cria.

João Cabral de Melo Neto (9/1/1920 - 9/10/1999) , in "Poesia completa"

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quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Svetlana Alexievich - Prémio Nobel da Literatura 2015
Svetlana Alexievich (n. 31/05/1948)



   "Svetlana Alexievich é o Prémio Nobel da Literatura de 2015, anunciou nesta quinta-feira a Academia Sueca, em Estocolmo.
 
   A bielorussa é o 112.º escritor a ser premiado com a mais importante distinção literária, que em 1998 foi entregue ao português José Saramago.
   Svetlana Alexievich, nascida em 1948 em Minsk, na Bielorrússia, é considerada uma das autoras mais prestigiadas a escrever sobre a URSS. Já este ano foi editado pela Porto Editora o seu mais recente livro, O Fim do Homem Soviético - Um  Tempo de Desencanto, que lhe valeu o Prémio Médicis Ensaio, em 2013, e foi considerado o Melhor Livro do Ano pela revista Lire.
   Está traduzida em 22 línguas e algumas das suas obras foram adaptadas a peças de teatro e documentários. Alexievich recebeu, entre outras distinções, o Erich Maria Remarque Peace Prize, em 2001, e o National Book Critics Circle Award, em 2006.
Estudou na Universidade de Minsk entre 1967 e 1972. Trabalhou vários anos como jornalista até publicar a sua primeira obra, War's Unwomanly Face, em 1985, que teve por base centenas de entrevistas a mulheres que participaram na Segunda Guerra Mundial.
   Alexievich torna-se assim na 14ª mulher a ser laureada com o Nobel da Literatura. Desde 1901, foram já premiados com o Nobel da Literatura 112 escritores. José Saramago é até agora o único autor português que recebeu este prémio Nobel da Literatura."
 
(Notícia retirada daqui)

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É uma vez... Teatro de Fantoches "O Capuchinho Vermelho"

 
 
Biblioteca Municipal de Grândola

10 de Outubro - 11H00

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