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Biblioteca Municipal de Grândola
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sexta-feira, 31 de maio de 2013
Bom Fim de Semana

Pintura de Vladimir Kush



Bom fim de Semana

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Poema da Semana
Convocar as palavras
torná-las responsáveis
pedir-lhes som leveza
força sugestão apelo
exigir-lhes sedução e música

Ficar atento ao seu sinuoso ataque
quando dizem gaivota cálice água
navalha vento madrugada

Devorar as palavras
fazê-las sangue linfa lágrima
esperma suor saliva

devolvê-las lavadas nuas brandas
prová-las vinho beijo voo
recomeçar

morrer por elas.

Rosa Lobato de Faria, in "A noite inteira já não chega"

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Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Junho
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Dia Mundial da Criança - 1 de Junho - Jardim 1º de Maio
Apresentação do Livro "No pulsar da minha alma" - 2 de Junho - 16H00
Filme da Semana

Persepolis

um filme de 

Marjane Satrapi e Vincet Paronnaud


"Esta é a história comovente de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica, e que aos 9 anos vê a esperança de um povo ser destruída quando os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a usar o véu e mandando para a prisão milhares de pessoas. Marjane consegue fintar os «guardas sociais» e descobre o punk, os Abba e os Iron Maiden. Mas a ousadia de Marjane torna-se uma constante preocupação para os seus pais que decidem enviá-la para uma escola na Áustria. Sozinha numa terra estranha, Marjane é ainda por cima confundida com o fundamentalismo religioso e o extremismo. Com o tempo, acaba por ser aceite e até conhece o amor, mas com o fim do liceu começa a sentir saudades de casa.
Apesar de isso significar ter que pôr o véu e viver numa sociedade tirânica, Marjane decide regressar ao Irão para estar mais perto da sua família. Após um difícil período de adaptação, entra para uma escola de artes e casa-se. Aos 24 anos, percebe que, apesar de ser profundamente iraniana, não pode continuar a viver no Irão e decide partir para França, cheia de optimismo em relação ao futuro, indelevelmente moldada pelo seu passado."   

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quarta-feira, 29 de maio de 2013
Animação do livro e da leitura para todos
A Biblioteca Municipal de Grândola, apresentou no passado sábado, dia 18 de maio, a dramatização do conto tradicional "A mulher gulosa".

Este espectáculo contou com a participação de elementos do Corpo de Bombeiros Mistos de Grândola, a quem agradecemos a disponibilidade e colaboração.











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Livro da Semana

Um homem de partes

de

David Lodge


"Fascinado pelo génio de H. G. Wells - o visionário autor de A Guerra dos Mundos e A Máquina do Tempo - David Lodge recria a vida excêntrica e tumultuosa daquele que ficou para a posteridade conhecido como «o homem que inventou o amanhã».

H. G. Wells foi em tempos o escritor mais famoso do mundo. Agora, isolado na sua casa londrina durante o Blitz de 1944, faz o balanço de uma vida invulgarmente intensa. Wells desafiou todas as probabilidades ao quebrar o ciclo de pobreza da sua família. Lutou desde cedo contra uma realidade que estava aquém do seu génio e foi recompensado com uma ascensão meteórica no meio intelectual dos últimos anos da Inglaterra vitoriana. Dono de uma fraca figura mas um imenso carisma, abandonou-se ao amor livre de forma enérgica... e frequentemente devastadora.
Homem de contradições e de extremos, foi um socialista perdulário, um feminista mulherengo, um romancista em rota de colisão com o romance. Amou e foi amado por várias mulheres extraordinárias, mas no seu íntimo acarinhou muito poucas. Será através delas que Wells questiona agora o sentido da sua vida."

Um homem de partes é o magistral e inesquecível "encontro" entre David Lodge e H. G. Wells

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terça-feira, 28 de maio de 2013
Declaração de Amor
   Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter subtilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.  
   Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la - como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, ás vezes a galope.
   Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
   Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.
   Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.

Clarisse Lispector, in "A Descoberta do Mundo"

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segunda-feira, 27 de maio de 2013
Novidades Livros

SARAMAGO, José
A estátua e a pedra
82 LP-3 SRM



PINA, Manuel António
Crónica, saudade da literatura
82 LP-3 PNA



RODRIGUES, Urbano Tavares
A imensa boca dessa angústia
82 LP-3 RDR


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Apresentação do Livro "No pulsar da minha alma", de Teresa Palmeira
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Bom Fim de Semana

Pintura de Isabelle Vital



Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Poema da despedida

Não saberei nunca
dizer adeus

Afinal,
só os mortos sabem morrer

Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser

Talvez o amor,
neste tempo,
seja ainda cedo

Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos

Agora
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca

Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e outros poemas"

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quinta-feira, 23 de maio de 2013
Animação "Ler Faz Crescer" - Grupos Escolares
Cátia Miquelino, Catarina Saldanha, Sara Basílio e Sofia Dimas apresentaram as histórias "Humberto e a macieira" e "O tesouro" aos grupos escolares, durante os meses de março e abril.



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Filme da semana



Um monstro em Paris

um filme de

Bibo Bergeron


"PARIS 1910. Na cidade Luz, atingida por uma enorme inundação, um monstro começa a semear o pânico.
Emile, um tímido projeccionista e o seu amigo Raoul, que sem saberem são os responsáveis pela criação deste monstro, acabam envolvidos na aventura de salvar esta estranha criatura das garras de Maynott, o ambicioso e implacável chefe da policia.
Na sua corrida para salvar o monstro, Emile e Raoul obtêm a ajuda de Lucille, a célebre cantora do cabaret "O Pássaro Raro", assim como de um excêntrico cientista e do seu irascível macaco.
Apesar dos esforços destes amigos, o monstro - que se revela ser uma gigantesca e doce pulga com extraordinários dotes musicais - consegue esconder-se de todos.
Mas e se o melhor esconderijo fosse precisamente debaixo dos holofotes do "Pássaro Raro", o cabaret onde canta a Lucille?"

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quarta-feira, 22 de maio de 2013
Livro da Semana

Tudo é e não é

de

Manuel Alegre


"Estarei acordado, estarei a sonhar?
Nunca mais conseguirei saber.
Shakespeare sabia: «Somos feitos da mesma matéria de que são feitos os sonhos.»"

"António Valadares, escritor, vive submerso num sonho obsessivo e recorrente, de onde não há fuga possível. Numa derradeira tentativa de encontrar um sentido naquilo que não o tem, aventura-se a escrever sobre a sua vida onírica. Tem assim início uma viagem a um mundo repleto de situações ilógicas e incontroláveis, de intrigas e contradições; um mundo onde personagens reais e fictícias convivem e se fundem.
O que António Valadares não prevê é que o seu empenho em narrar o inenarrável o aprisionará num caleidoscópio de sonhos e obsessões onde realidade e sonho, sonho e ficção já não se distinguem, e em que o próprio espaço e tempo são subvertidos, desde a discussão com Lenine e Trotsky em plena revolução russa até às manifestações em Lisboa e à Mão Invisível que invade a vida e o sonho.

Numa escrita muito pessoal, Manuel Alegre regressa ao romance com uma história inquietante e surpreendente."

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terça-feira, 21 de maio de 2013
A PURA DA POESIA, por Alexandre Dale

2. A LÍNGUA É UM PAÍS

O segundo volume em cena, outra colectânea, desta feita de um poeta brasileiro, uma poesia tão completa quanto o título o permite (dado que toda vive na e da incompletude), tem o condão de nos colocar perante o monstro da fonética contra a ortografia, também conhecido como Acordo Ortográfico. Explico: com uma frequência inquietante, poema a poema, deparamo-nos com uma incómoda incapacidade de traduzir o que estamos a ler, apesar de a língua utilizada ser essa que é nossa mãe. Será que é mesmo português? Será que o acordo do nosso desacordo desataria os nós da nossa incompreensão? Duvidoso: a língua, mais que um código, é uma tradução do pensamento, e o pensamento organiza-se em função do conhecimento, e o conhecimento maior é o que se vive. Ora o que se vive no Brasil não é o mesmo que se vive em Portugal, mesmo que seja o mesmo amor, a mesma dor, o mesmo saber. A nós a estrela polar, a eles o Cruzeiro do Sul; a nós a Grécia antiga, a eles os mistérios da Amazónia. E nem sequer todo o Brasil é igual, do mesmo modo que o Portugal do norte e do sul não são o mesmo, praias não são montanhas, amêndoas não são castanhas. Tal como acontece a quem lê numa língua que não é a sua, alguma coisa se perderá na “tradução”, mas o poema viverá, seja como for. Saudar o poeta é redundância, perceber quem somos é tudo. Por mim, emigrava por uns tempos, de cada vez que leio um poema que me obriga a pensar ou a sentir para lá de mim. Mas isso sou eu. E se ser eu não é pauta nem lei, todavia um qualquer desafio que na literatura se faça, para lá de não ser mortal, contem sempre um qualquer elemento de riqueza – de enriquecimento. O que, em tempo de vacas magras, não será coisa de somenos.

Manoel de Barros, “Poesia completa”, Caminho, 2010

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segunda-feira, 20 de maio de 2013
Novidades Livros

ALEGRE, Manuel
Tudo é e não é
82 LP-3 LGR



VILA-MATAS, Enrique
História abreviada da Literatura Portátil
82 LE-3 MTS



FOLLETT, Ken
Triplo
82 LE-312.4 FLL



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sexta-feira, 17 de maio de 2013
Bom Fim de Semana
Mário de Sá-Carneiro, por Almada Negreiros



Bom Fim de Semana

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Poema da Semana

Aqueloutro

O dúbio mascarado, o mentiroso
Afinal, que passou na vida incógnito;
O Rei-lua postiço, o falso atónito;
Bem no fundo o covarde rigoroso...

Em vez de Pajem bobo presunçoso...
Sua alma de neve asco de um vómito...
Seu ânimo cantado como indómito
Um lacaio invertido e pressuroso...

O sem nervos nem ânsia, o papa-açorda...
(Seu coração talvez movido a corda...)
Apesar de seus berros ao Ideal,

O corrido, o raimoso, o desleal,
O balofo arrotando Império astral,
O mago sem condão, o Esfinge gorda...

Mário de Sá-Carneiro (19 de Maio de 1890 - 26 de Abril de 1916)

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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Filme da Semana

Para Roma, com amor

escrito & realizado por

Woody Allen 


"Para Roma com amor é uma comédia caleidoscópica passada numa das cidades mais encantadoras do mundo. O filme dá-nos a conhecer um reconhecido arquitecto americano a reviver a sua juventude; um morador de Roma de classe média, que subitamente se torna na maior celebridade da cidade; um jovem casal da província com diferentes desencontros românticos; e um director de ópera americana que se esforça por transformar um agente funerário num cantor de ópera. Enquanto Roma é uma cidade que extravasa de romance e comédia, Para Roma com amor do Woody Allen é sobre pessoas a viver aventuras que mudarão as suas vidas para sempre."

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Dia Internacional dos Museus - 18 de Maio
quarta-feira, 15 de maio de 2013
A mulher gulosa - 18 de Maio - 11H00
Livro da Semana

Em Nome do Pai

de

Nuno Lobo Antunes


ESTA É A HISTÓRIA DE JOSÉ, PAI DE JESUS
- a fulgurante estreia na ficção de Nuno Lobo Antunes - 

"Do alto de um outeiro, à sombra da figueira em que Judas se enforcou, São José contempla toda uma vida - a sua, que hoje chega ao fim. É ali que ele irá morrer, naquele pedaço de chão árido, de onde se avista Jerusalém. Faltam-lhe as forças, pesam-lhe os anos, os remorsos, a dúvida. E a raiva também, pois, apesar de ter cumprido os preceitos da Lei, foi-lhe negada a paz de espírito. Assim entendeu o Criador, que tomou como Sua a mulher que lhe estava prometida, e nela plantou a semente de um filho bastardo - Jesus.

José não compreende esse Deus, que põe e dispõe dos homens. Questiona o Criador que não respeita a obra criada, que nega o livre arbítrio, que envia o filho à terra e o deixa morrer na cruz, como um ladrão. Por isso hoje, entre o nascer e o pôr do sol, o carpinteiro vai armar-se de razões e julgar quem de tudo deveria ser juiz.

Em Nome do Pai é uma extraordinária obra de ficção, que ilumina uma das personagens menos conhecidas da Bíblia. O pai de Jesus, que nas sagradas escrituras pouco passa de uma nota de rodapé, tem agora uma história, um passado. E um corpo de chocante carnalidade, atormentado pelo desejo, por uma mente demasiado lúcida para aceitar como boas as palavras do Senhor.

Nuno Lobo Antunes molda o romance com o desvelo de um artesão, esculpe cuidadosamente cada frase, reconstitui com rigor a vida nos tempos de Jesus - cria, ele próprio, uma obra de arte. Com a liberdade só permitida aos artífices, faz suas as palavras do carpinteiro, e através delas dá voz a todos os homens que põem em causa os insondáveis desígnios divinos."

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terça-feira, 14 de maio de 2013
A PURA DA POESIA, por Alexandre Dale

1. A POESIA SÃO PALAVRAS GRÁVIDAS

Pode-se ler um livro de poemas como se lê um romance, isto é, começa-se no princípio e acaba-se no fim, seguindo o fio mais ou menos tortuoso do enredo e da respectiva narrativa. Pessoalmente, não o aconselho. Usando algo abusivamente uma comparação com a coisa gastronómica, diria que a poesia, espécie de leveza gourmet no imenso Pantagruel das palavras (sendo que as palavras são, antes de mais, ideias), configura, paradoxalmente, uma digestão intrincada e algo morosa. Um poema é, se for daqueles já maduros, um banquete que nem os romanos, é uma orgia do sentir, um canto onde a música tem a voz de quem houve.

Vem este intróito armado ao pingarelho a propósito de dois obesos volumes de versos que repousaram uns escassos dias na minha mesa de trabalho (a poesia instiga a cobiça de tê-la, para a ter disponível, em qualquer momento, mas já a encontrar numa biblioteca pública é melhor que nada). O primeiro, de uma autora que não conhecia (e difícil será conhecer todos os poetas portugueses, já que todos o somos e somos dez milhões de potenciais candidatos), Maria do Rosário Pereira, é uma colectânea da obra, relativamente curta, da autora (o facto de ser também editora parece ter-lhe dado pudores adicionais).

Parca em títulos — tirando o dos livros avulso, apenas um ou outro poema, os outros tomam nome do primeiro verso, como se faz com alguns poetas mortos que não deixaram testamento —, tal acaba por concorrer para um discurso em que parece não haver soluções de continuidade, um pouco como se estivéssemos a ler sempre o mesmo poema (o que é valor, não defeito): o das relações íntimas, o da memória, o do sentir do humano perante o humano, sem veleidades de epopeia extrínseca, por muito que a vida de cada um de nós, insignificante que seja, prefigure a de todos, heróica ou não.

Em suma, a poetisa ensaia, nos seus versos, uma toada sem arroubos de possível uso à laia de citação (que citar, no fundo, é viver por interposta pessoa), e, seja outono ou verão, tempestade ou bonança, estes versos soam a saga antiga, a crochet de Penélope que já não espera por Ulisses, dado que é tapeçaria de toda a realidade possível de ser auscultada. Respira-se devagar, aqui, mas respira-se bem.

Maria do Rosário Pedreira, “Poesia reunida”, Quetzal, 2012

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segunda-feira, 13 de maio de 2013
DECO - Apoio Jurídico

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Novidades Livros

ANTUNES, Nuno Lobo
Em nome do pai
82 LP-3 NTN



GLOVER, David
A mansão dos labirintos
82 LE-311.3 GLV (Juv)



SEPÚLVEDA, Luis
História de um gato e de um rato que se tornaram amigos
82 LE-34 SPL (Inf)



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sexta-feira, 10 de maio de 2013
Bom fim de semana

Pintura de Kiki Lima, artista de Cabo-Verde




Bom fim de semana para todos

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Poema da Semana
As palavras começam a ficar velhas: têm
dores nas articulações e rangem, de vez
em quando, sem razão; reclamam óleos
e resinas, tempo e açúcares mais lentos.

Mas também eu estou velha demais para
oficinas, tão cansada de livros e papéis,
morta por viver outras coisas - por amor,

talvez espreitasse de novo nas mangas do
mundo e escrevesse uma fiada de búzios
no pulso da areia. Mas quantos dos teus
beijos perderia? Perdoem-me os que

ainda esperam por mim. Não sei se volto.

Maria do Rosário Pedreira, in "Poesia reunida"

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quinta-feira, 9 de maio de 2013
DVD da Semana

O Substituto

um filme de 

Tony Kaye


"Henry Barthes (Adrien Brody) é um professor substituto. Ao chegar a uma escola pública onde a direcção frustrada e esgotada criou um corpo estudantil apático, Henry torna-se rapidamente um exemplo para os jovens desafeiçoados.

O consagrado realizador Tony Kaye (América Proibida) assina com "O Substituto" um poderoso filme sobre os problemas do ensino público e da sociedade contemporânea. A liderar um elenco de luxo destaca-se o talentoso actor Adrien Brody (vencedor de um Óscar da Academia por "O Pianista") com uma das melhores interpretações da sua carreira."

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quarta-feira, 8 de maio de 2013
Livro da Semana

O Bom Soldado Svejk

de

Jaroslav Hasek



"As peripécias vividas pelo soldado Svejk, enredado nas aventuras e desventuras do seu regimento de infantaria em combate na Primeira Guerra Mundial, servem como pano de fundo à obra-prima de Jaroslav Hasek, publicada originalmente em 1923. O tom satírico, aliado a um uso desenvolto e subversivo da língua - recorrendo a expressões obscenas, ao calão e a jogos linguísticos de sentido múltiplo -, são os instrumentos de Hasek para evidenciar o absurdo da guerra.
Romance picaresco por excelência, O Bom Soldado Svejk parodia, por um lado, a figura literária do herói e a austeridade burguesa da literatura oitocentista; por outro, a glorificação do nacionalismo e dos ideais militares. Svejk, o perfeito anti-herói, guarda na memória um tesouro infindável de mirabolantes histórias que viu, viveu ou ouviu contar. Tragédias tão cómicas quanto terríveis, episódios burlescos de faca e alguidar, miséria, horror e violência, ao lado dos prazeres da vida e do encontro da consolação. Talvez seja a descrição da natureza humana o que faz deste livro um clássico da literatura universal.
Jaroslav Hasek trata os grandes temas - amizade, religião, morte - com a leviandade de que só os grandes escritores são capazes, porque domina magistralmente o artifício do humor. Assim se explica que o soldado Svejk, na sua costumeira ligeireza, evoque Hamlet sem que nada se perca pelo caminho: «Como está a ver, senhor, há coisas entre o céu e a terra que nem nos passam pela cabeça.»"

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terça-feira, 7 de maio de 2013
Animação "Ler Faz Crescer" - Grupos escolares
Leonardo Da Vinci, um dos maiores génios de todos os tempos. 

Durante este mês, as técnicas da Biblioteca Municipal de Grândola apresentam aos grupos escolares, na sessão de animação do livro e da leitura esta grande personagem da História.




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Eu quero ser rico!
"- Eu quero ser rico! Eu quero ser muito rico! Eu quero ser riquíssimo! Eu quero ser o mais rico de todos! - Isto gritava o Alberto aos quatro ventos no cimo de uma montanha mágica. Tinham-lhe dito: sobe a montanha mágica e, quando chegares lá acima, gritas aos quatro ventos o teu desejo mais verdadeiro. E assim fez. Tudo à sua volta, em casa, fora de casa, lhe gritava: Tens de ser rico! Tens de ser muito rico! Tens de ser riquíssimo! E o Alberto achava que sim, que tinha de ser riquíssimo. E a televisão guinchava quem quer ser milionário, quem quer ser bilionário, quem quer ser trilionário, quem quer ser arquimilionário, e todos aplaudiam e gritavam e o Alberto achava que tinha mesmo de ser riquíssimo para que todos lhe batessem palmas. Subiu a montanha e gritou. Quero ser rico! Quero ser o mais rico!
E o Alberto ficou rico. E gritou de alegria no sono.
E acordou o Pedro."

Luísa Costa Gomes in "Dom Mínimo, o Anão Enorme e Outras Histórias"

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segunda-feira, 6 de maio de 2013
Bora lá bulir 2013

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sexta-feira, 3 de maio de 2013
Bom Fim de Semana

William Turner (Naufrágio)


Bom fim de semana para todos

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Poema da Semana

Naufrágio

A rua cheia de luar
Lembrava uma noiva morta
Deitada no chão, à porta
De quem a não soube amar.

Já não passava ninguém...
Era um mundo abandonado...
E à janela, eu, tão Além,
Subia ressuscitado...

Vi-me o corpo morto, em cruz,
Debruçado lá no Fundo...
E a alma como uma luz
Dispersa em volta do mundo...

Mas, à tona do mar morto,
Um resto de caravela
Subia... E chegava ao porto
Com a aragem da janela.

Branquinho da Fonseca (4 de Maio de 1905 - 7 de Maio de 1974)

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ENERGIA JOVEM - Revista Digital


Já está disponível o nº 5 da Revista Digital Energia Jovem






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quinta-feira, 2 de maio de 2013
Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Maio
Filme da Semana

A vida de Pi

um filme de 

Ang Lee


"Embarque na aventura de uma vida, nesta obra prima visual do vencedor de um Óscar, Ang Lee, baseado no homónimo romance best-seller. 
Depois de um trágico naufrágio, um rapaz indiano chamado Pi encontra-se à deriva num barco salva-vidas, na companhia de um feroz tigre da Bengala. Juntos, enfrentam a majestosa grandeza e fúria da natureza, numa épica viagem de descoberta."

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