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Biblioteca Municipal de Grândola
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quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Livro da Semana
 
Lugar caído no crepúsculo
 
de
 
João de Melo
 
 
"O QUE NOS ACONTECE DEPOIS DA MORTE? É ESTA PERGUNTA IMPLÍCITA AO LONGO DAS PÁGINAS DESTE ROMANCE. UM LIVRO QUE IMPÕE A VIDA, EM PROTESTOCONTRA A TRAGÉDIA HUMANA, RECUSANDO-SEA ACEITAR O SILÊNCIO E A ESCURIDÃO DO DESCONHECIDO E DO SAGRADO: OS MISTÉRIOS ACREDITADOS PELA FÉ DE MUITOS, MAS NÃO PELA ANGÚSTIA DOS QUE QUESTIONAM O ALÉM.
 
Com uma abordagem distinta dos conceitos tradicionais, e numa escrita marcada pelo realismo fantástico, João de Melo humaniza a imagética cristã, conferindo-lhe uma realidade mais próxima do mundo e da vida. O limbo, recentemente extinto por decreto papal, solta os espíritos esquecidos que lá moravam e abre-lhes caminho para a glória eterna. O Purgatório, sem o fogo ardente das almas, converte-se num estado depressivo cuja dor parece cingir-se à dimensão do sentimento e do espírito. O Paraíso, mesmo como reino da liberdade, mantém oculto o mistério de Deus. E o Inferno traz consigo uma paisagem gelada, surpreendentemente erguida a sul do Tejo (o rio que as almas condenadas têm de atravessar na velha barca do senhor Vicente). Uma viagem pela vida e pelo Além em que o leitor é guiado por diversos narradores: vozes comprometidas, trágicas, cómicas, que narram a excepção e a realidade do Homem no nosso mundo.
 
É com elegância e com a qualidade literária a que João de Melo nos habituou que embarcamos numa narrativa alucinada e frequentemente onírica. Uma ousadia temática, simultaneamente mundana, mágica e de contraponto ao maravilhoso ocidental." 


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terça-feira, 29 de setembro de 2015
Um apólogo
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima. A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
 
Machado de Assis (21/6/1839 - 29/9/1905)
Publicado originalmente no jornal Gazeta de Notícias, no ano de 1885

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segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Novidades Livros
 
LEWIS, Helen
Tempo para falar
82 LE-3 LWS
 

 
JODOROWSKI, Alexandro
A louca do Sacré-Coeur
82-9 JDR
 
 
 
THOMAS, Valerie
Mimi e o grande robô malvado
82 LE-34 THM
 

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Bom Fim de Semana
Outono, pintura de Giuseppe Arcimboldo





Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Outono

Tarde pintada
Por não sei que pintor.
Nunca vi tanta cor
Tão colorida!
Se é de morte ou de vida,
Não é comigo.
Eu, simplesmente, digo
Que há fantasia
Neste dia,
Que o mundo me parece
Vestido por ciganas adivinhas,
E que gosto de o ver, e me apetece
Ter folhas, como as vinhas.
                               
Miguel Torga, in "Diário X"

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Filme da Semana
 
Abelha Maia
 
um filme de
 
Alexs Stadermann
 
 
   "O filme da personagem de animação mais popular de sempre, adorada pelo público televisivo nos últimos 40 anos, chega agora em DVD.
   Acabadinha de eclodir, a abelha Maia é um furacãozinho que não percebe bem as regras da colmeia, e às vezes até se recusa a cumpri-las. Uma das regras consiste em não confiar nos vespões que vivem para lá do prado. Segundo a professora Cassandra, no prado não há só flores e sol a brilhar. Também há muitos perigos. Como vespões. Mas Maia e o seu melhor amigo Willy gostam da aventura, e fazem amizade com Sting, formando um Clube Secreto de Caçadores de Insetos.
E que bicho será Sting? Tem riscas e parece uma abelha... Entretanto, na colmeia, a conselheira real, Zumbidina, conspira para ocupar o lugar da Rainha e quando a Geleia Real é roubada, a suspeita recai sobre os vespões.
   Caberá a Maia e a Willy, com a ajuda dos seus novos amigos, entre os quais o gafanhoto Flip, descobrir o verdadeiro culpado e restabelecer a paz e a amizade entre todos os habitantes do prado." 

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015
O Montado e a Indústria Corticeira em Grândola - 26 de Setembro 2015


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Livro da Semana
 
LX 60: A vida em Lisboa nunca mais foi a mesma
 
de
 
Joana Stichini Vilela e Nick Mrozowski 
 
 
"As primeiras boîtes, os livros proibidos, os concursos de mini-saias e de ié-ié. As vedetas da TV, os bordéis, os mamarrachos, um ditador. A vida na Lisboa dos anos 60 é tudo isto, e muito mais. Baseado em factos históricos e memórias reais, esta cápsula do tempo é um antídoto para o esquecimento. Resgata personagens, cristaliza lugares, recorda escândalos e aventuras. Uma viagem surpreendente a um passado tão recente e já tão desconhecido."

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terça-feira, 22 de setembro de 2015
Projecto "Famílias Felizes" - A Família tem sempre trabalhos de casa! - Workshop
A pensar no início do ano letivo a CPCJ de Grândola irá realizar, no próximo dia 10 de outubro, sábado, pelas 14h30m, na Biblioteca Municipal de Grândola, um workshop intitulado " A Família tem sempre trabalhos em casa", conduzido pela Drª Cristina Fonseca, presidente da "Associação Quero-te Muito", autora do projeto Famílias Felizes, com formação e experiência na área da Educação Parental.
 
O workshop será dirigido a famílias. Todos os adultos participantes se devem fazer acompanhar por crianças / jovens em idade escolar.
 
Esta iniciativa tem como objetivo a reflexão e treino de estratégias para desenvolver competências escolares, visando o aumento do rendimento escolar e do grau de satisfação para com a vida familiar.
 
O número máximo de participantes no workshop é de 30 pessoas, mediante o pagamento de 5,00€ (cinco euros) por família.
 
FAÇA JÁ A SUA INSCRIÇÃO!
(Inscrições até 07 de outubro)
 
 

 

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História sem palavras
   "Desço a rua, entro no metropolitano, estendo à menina muda as moedas necessárias, aceito o rectangulozinho que ela me fornece em troca, desço a escada, espero, paciente, que se aproxime o olho mágico da carruagem subterrânea. Ela chega, para, parte. Lá dentro, o silêncio do mar encapelado, isto é, o de toda aquela ferragem barulhenta, som de não dizer nada. Na minha paragem saio, subo as escadas do formigueiro ou do túnel de toupeiras por onde andei. E sigo pela rua fora - outra rua -, entro numa loja. De cesto metálico na mão (estamos na era do metal) escolho caixas, latas e latinhas, sacos. Tudo aquilo é bonito, bem arranjado, atraente, higiénico, impessoal. A menina da máquina registadora recebe a nota, dá-me o troco. Ausente, abstracta. Verá sequer as caras que desfilam diante de si? Apetece-me dizer qualquer coisa, que o troco não está certo, por exemplo. Que me deu dinheiro a mais. Ou a menos. Não digo nada. As máquinas sabem o que fazem. As meninas das máquinas também.
   Tenho, de repente, saudades do bilhete de não sei quantos tostões que dentro de alguns anos deixará de se pedir em eléctricos e autocarros a um funcionário com cara de poucos amigos, do merceeiro que não nos perguntará mais como estamos nós de saúde, e a família, pois claro. Saudades do tempo das palavras, às vezes insignificativas, de acordo, mas palavras.
   Volto a casa com as minhas compras, higiénicas, atraentes e silenciosas. Sinto-me no futuro. Não gosto."
 
Diário de Lisboa, 22-7-71
 
Maria Judite de Carvalho, in "Este tempo"


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segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Novidades Livros
 
THOMAS, Gordon
Os judeus do Papa
94(100) THM
 

 
TIBET
O colecionador de crimes
82-9 TBT

 
PITA, Charo
Magia!
82 LE-34 PTA (Inf)

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Bom Fim de Semana
Manuel Maria Barbosa du Bocage (15/9/1765 - 21/12/1805)
imagem retirada daqui
 
 
 
Bom Fim de Semana
 

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Poema da Semana
Liberdade querida e suspirada

Liberdade querida e suspirada,
Que o despotismo acérrimo condena;
Liberdade, a meus olhos mais serena,
Que o sereno clarão da madrugada!

Atende à minha voz, que geme e brada
Por ver-te, por gozar-te a face amena;
Liberdade gentil, desterra a pena
Em que esta alma infeliz jaz sepultada;

Vem, oh deusa imortal, vem, maravilha,
Vem, oh consolação da humanidade,
Cujo semblante mais que os astros brilha;

Vem, solta-me o grilhão da adversidade;
Dos céus descende, pois dos céus és filha,
Mãe dos prazeres, doce Liberdade!

Manuel Maria Barbosa du Bocage, in "Citações e pensamentos de Bocage"

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Observatório da Canção de Protesto - Lançamento Público - 19 de Setembro
Informação à População - Praça da República
 

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Filme da Semana
 
 
Invencível
 
um filme de
 
Angelina Jolie
 
 
 
"A vencedora de um Óscar® da Academia Angelina Jolie realiza e produz Invencível, um drama épico inspirado na incrível vida do atleta olímpico e herói de guerra Louis “Louie” Zamperini (Jack O’Connell) que, juntamente com outros dois tripulantes, sobreviveu 47 dias em alto mar - depois de um acidente aéreo quase fatal durante a 2ª Guerra Mundial – para ser capturado pela marinha japonesa e enviado para um campo de prisioneiros de guerra."

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quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Livro da Semana
 
 
28 dias
 
de
 
David Safier
 
 
"Varsóvia, 1943. Mira, uma jovem de dezasseis anos, sobrevive graças ao contrabando de alimentos no gueto onde os nazis aprisionaram os judeus. O seu único objectivo é o de proteger a mãe e a irmã mais nova. Quando os habitantes do gueto começaram a ser deportados para os campos de concentração, Mira junta-se à Resistência.
 
Na maior aventura das suas vidas conseguem fazer frente às SS muito mais tempo do que haviam imaginado. 28 dias. 28 dias nos quais Mira terá de decidir a quem pertence o seu coração. A Daniel, um rapaz que toma conta das crianças órfãs, ou a Amos, um membro da Resistência cujo objectivo é matar tantos nazis quanto possa.
 
 
28 dias para viver toda a vida.
28 dias para descobrir o amor verdadeiro.
28 dias para se converter numa lenda.
28 dias para responder à maior de todas as perguntas:
que género de pessoa quer ser?
 
David Safier arrancou sorrisos de milhões de leitores em todo o mundo com Maldito Karma. Agora leva-o ao limite da emoção com um grande romance, sobre o amor e a coragem, passada num dos episódios humanos mais esmagadores da História."

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terça-feira, 15 de setembro de 2015
OCP - Observatório da Canção de Protesto
 
 
Cine-Teatro Grandolense
 
19 de Setembro - 17H00
 

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OBSERVATÓRIO DA CANÇÃO DE PROTESTO - Lançamento Publico
 
 
Jardim 1º de Maio
 
19 de Setembro - 21H30

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A alma-penada
   "Ouvimo-los por todo o lado, arrastando grilhetas e penas ancestrais, esses espíritos sem sossego que fendem o silêncio com os seus gemidos lancinantes, assombrando guichés e repartições.
   São os amortalhados em vida que aceitam qualquer sorte, vergados pelo peso de uma sentença divina ou de um destino fatal.
   Não desafiam a vida, obedecem-lhe, e é com resignação que aceitam tudo o que lhes sucede: a escassez financeira, os sinais de mudança, a traição dos amigos, a morte dos outros, a própria doença.
   É uma gente infeliz sem lágrimas, para quem já nada vale a pena a não ser o artigo 4º, os acordos da A.D.S.E. e os percentuais da reforma.
   E nada os salva da apatia: defender um amigo em apuros, militar por uma causa, lutar pela custódia de um filho, remodelar um arquivo.
   - Adianta alguma coisa? - costumam indagar.
   Não será fraca, nem mesmo abúlica, a maioria; são pessoas renunciantes que, em lugar de conduzirem a vida com a intrepidez dos gladiadores de outrora, como infelizmente é preciso, apanham boleia do Estado em autocarros pejados e sem ar condicionado. E é assim, sem ar e sem janelas, que nos fitam com o olhar vítreo de quem já nada vê e por nada se interessa.
   E, para além do sono, da inveja e da astenia, um único sentimento os comove, um único ideal os anima: mudar de letra! Mas até isso conseguem a custo, coitados, esses pobres zombies modernos! Dantes chamavam-se fantasmas, hoje chamamos-lhe funcionários, embora o traje tenha mudado com os tempos: antigamente vestiam túnicas brancas e vaporosas, agora vestem-se de luto para carimbarem com a sua proverbial lentidão os seus próprios ingressos no purgatório.
   Muito cuidado, portanto: se o Leitor é funcionário publico e já está a ficar com sintomas de alma-penada, não vá ao médico que não vale a pena; dirija-se a Deus directamente e peça-lhe REVOLTA! Mas não contra o sistema, como é seu hábito e lhe costuma ser mais cómodo; revolte-se contra si mesmo, homem, para variar!"
 
Rita Ferro, in "Os cromos de Rita Ferro"
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Motivação de um Povo - Exposição de Pintura de Ana Paula Angélico - 12 de Setembro a 3 de Outubro
 
 
Horário:
 
2ª feira - 13H00 às 19H00
 
3ª a 6ª feira - 9H30 às 19H00
 
sábado - 10H00 às 13H00

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Novidades Livros
 
DAVIDSON, Martin
O perfeito nazi
82 LE-3 DVD
 

 
OESTERHELD, Hector German
Mort Cinder
82-9 STR
 

 
ARAÚJO, Rosário Alçada
As consultas do Dr. Serafim e a bronquite da Senhora Adriana
82 LP-34 RJO (Inf)

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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Bom Fim de Semana
(Fotografia retirada deste site)

Desejamos a todos os leitores um excelente fim de semana!

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Motivação de um Povo - Exposição de Pintura de Ana Paula Angélico

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Poema da Semana

"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza."

Alberto Caeiro

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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Filme da Semana




O excêntrico Mortdecai

um filme de

David Koepp

"Charles Mortdecai (Johnny Depp) é um distinto negociante de arte conhecido pelo carisma e pela autoconfiança inabalável. De aparência elegante e aristocrática, possui um talento inato para atrair clientela. Os seus conhecimentos na área, assim como os seus contactos no mundo dos negócios, fazem dele a pessoa certa para ajudar a recuperar uma pintura de Goya desaparecida, não tanto pelo valor artístico da obra em si, mas pela lenda que desperta.

Segundo os rumores, o quadro tem inscrito um código para um grande tesouro nazi. Encontrar o culpado do roubo revelar-se-á uma tarefa bastante mais complexa do que Mortdecai poderia imaginar pois, pelo caminho, terá de lidar com um grupo de terroristas russos, o próprio MI5 britânico e, pior do que tudo isso, Johanna (Gwyneth Paltrow), a sua terrível – e belíssima – esposa."

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Livro da Semana

A ridícula ideia de não voltar a ver-te

de

Rosa Montero

"Quando Rosa Montero leu o diário que Marie Curie começou a escrever depois da morte do marido, sentiu que a história dessa mulher fascinante era também, de certo modo, a sua. Assim nasceu "A Ridícula Ideia de Não Voltar a Ver-te": uma narrativa a meio caminho entre a memória pessoal da autora e as memórias coletivas, ao mesmo tempo análise da nossa época e evocação de um percurso íntimo doloroso. São páginas que falam da superação da dor, das relações entre homens e mulheres, do esplendor do sexo, da morte e da vida, da ciência e da ignorância, da força salvadora da literatura e da sabedoria dos que aprendem a gozar a existência em plenitude.Um livro libérrimo e original, que nos devolve, inteira, a Rosa Montero de "A Louca da Casa" - talvez o mais famoso dos seus livros."


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sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Poema da Semana


A Dança e a Alma

A dança? Não é movimento,
súbito gesto musical.
É concentração, num momento,
da humana graça natural.

No solo não, no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança – não vento nos ramos:
seiva, força, perene estar.

Um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado…

Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir à forma do ser,
por sobre o mistério das fábulas.

Carlos Drummond de Andrade

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Cartaz de Cinema - setembro

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Filme da Semana

O meu nome é Alice

um filme de

Wash Wetsmoreland e Richard Glatzer

"Alice Howland (Julianne Moore), uma mulher de 50 anos, com um casamento feliz e três filhos já adultos, é uma reconhecida professora universitária de linguística que começa a esquecer palavras... Quando lhe são diagnosticados sinais prematuros de Alzheimer, Alice e a sua família vêem os seus laços arduamente testados. A luta de Alice para manter a ligação à pessoa que sempre foi é assustadora, comovente e inspiradora."

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quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Livro da Semana

Montedidio

de

Erri de Luca

"Não é Jerusalém, é Nápoles, é um dos seus bairros com um nome solene e abusivo, Montedidio, Monte-de-Deus, onde fervilha a vida de uma densa multidão e onde nem sequer os mortos estão quietos. Com treze anos, um rapazinho aprende um ofício, o italiano e o ammor – com dois mm. Treina-se em segredo para fazer voar um pedaço de madeira. Um seu amigo, um velho sapateiro judeu vindo do Norte da Europa, vê finalmente chegar a realização de uma profecia, sob a forma de um bater de asas..."

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terça-feira, 1 de setembro de 2015
Novidades Livros

FERRANTE, Elena
A Amiga Genial
82 LE-3 FRR



PESSOA, Fernando
Ama como o amor ama
82 LP-1 PSS


MÁRQUEZ, Pepe
Ninhos
82 LP-34 MRQ (Inf.)

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A Idealização do Amor

"Eu estava a pensar na forma como se poderá entender o amor, à luz da minha formação. Da minha perspectiva, depende daquilo que o outro representa, se o outro é um prolongamento nosso, é uma parte nossa, como acontece muitas vezes, ou é uma idealização do eu de que falaria o Freud. No sentido psicanalítico poder-se-ia dizer que o amor corresponde ao eu ideal e, portanto, à procura de qualquer coisa de ideal que nós colocamos através de um mecanismo de identificação projectiva no outro.

Portanto, à luz de uma perspectiva científica, como é apesar de tudo a psicanalítica, o problema começa a pôr-se de uma forma um bocado diferente. Nesse sentido e na medida em que o objecto amado é sempre idealizado e nunca é um objectivo real, a gente, de facto, nunca se está a relacionar com pessoas reais, estamos sempre a relacionarmo-nos com pessoas ideias e com fantasmas. A gente vive, de facto, num mundo de fantasmas: os amigos são fantasmas que têm para nós determinada configuração, ou os pais, ou os filhos, etc.

(...) O amor é uma coisa que tem que tem que ver de tal forma com todo um mundo de fantasmas, com todo um mundo irreal, com todo um mundo inventado que nós carregamos connosco desde a infância, que até poderá haver, eventualmente, amor sem objecto. O amor não será, assim, necessariamente, uma luta corpo a corpo, ou uma luta corporal, mas pode ter que ver realmente com outras coisas, uma idealização, um desejo de encontrar qualquer coisa de perdido, nosso, que é normalmente isso que se passa, no amor neurótico, ou mesmo não neurótico. Quer dizer, é a procura de encontrarmos qualquer coisa que a nós nos falta e que tentamos encontrar no outro e nesse caso tem muito mais que ver connosco do que com a outra pessoa. Normalmente, isso passa-se assim e também não vejo que seja mau que, de facto, se passe assim."
 
António Lobo Antunes, in Diário Popular (1979)

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