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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Feliz Ano Novo
 
Feliz Ano Novo
 
 
"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."
 
Carlos Drummond de Andrade

Poema da Semana
Renovação

Em cada dia morre um homem em mim.

Em cada dia nasce um homem em mim.

Só o itinerário é o mesmo, e isso decerto basta.

E eu tenho saudade dos homens que fui!

E eu anseio, espero os homens que serei!

Dia após dia, eu me renovo, sigo sempre.

Meus olhos de ontem não são meus olhos de hoje.

Um mundo morre, outro mundo nasce em cada dia.

Só o itinerário é o mesmo, e isso decerto basta.



Papiniano Carlos (1918-2012)

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Livro da Semana
 
 
A imperfeição do amor
 
de
 
Joaquim Mestre
 
 
"Escreve durante toda a noite, pois os segredos de uma carta de amor são subtis e requerem muita experiência, quer de escrita quer de vida. É preciso conhecer muito bem a alma humana, para ir de encontro aquilo que as pessoas necessitam de ler num determinado momento das suas vidas. Porque o amor é também uma irrealidade que precisa de ser construída como qualquer fantasia. E tão bem que leve os amantes a acreditar. Uma carta de amor tem destas subtilezas."
 
"A vila de Mazouco, na Galiza, nunca mais foi a mesma desde a noite em que uma estrela parou sobre a taberna de Xosé Regueiro e nasceu o seu filho, Quico Regueiro. Os acontecimentos que se seguiram, deixando todos maravilhados, vão construindo e ao mesmo tempo desvendando uma teia narrativa que evoca autores como Juan Ruflo ou Gabriel García Márquez.
 
Uma criança prodigiosa capaz de adivinhar o futuro, a história de um pastor enganado pela mulher, uma artista de circo pouco dada aos pudores da vida ou um homem que escreve cartas de amor que enfeitiçavam as mulheres fundem-se numa história de grande riqueza onírica e uma linguagem poética envolvente.
 
Depois de O Perfumista, editado também pela Oficina do Livro, A imperfeição do amor vem confirmar a originalidade da escrita de Joaquim Mestre na literatura portuguesa actual."

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Janeiro
Novidades Livros
 
 
ZAMBUJAL, Mário
Cafuné
82 LP-3 ZMB
 
 
 
 
MUCZNIK, Esther
Grácia Nasi
82 LP-3 MCZ
 
 
 
 
TORRADO, António
Gonçalo e a bicharada
82 LP-34 TRR (Inf)
 
 
 
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner
Os Ciganos
82 LP-34 NDR (Inf)
 
 
 
 
 

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Boas Festas

Bom fim de semana

José Régio pintado por Abel Manta
 
 
Bom fim de semana e Boas Festas para todos
Poema da Semana
EPITÁFIO PARA UM POETA
 
As asas não lhe cabem no caixão!
A farpela de luto não condiz
Com seu ar grave, mas, enfim, feliz;
A gravata e o calçado também não.
Ponham-no fora e dispam-lhe a farpela!
Descalcem-lhe os sapatos de verniz!
Não vêem que ele, nu, faz mais figura,
Como uma pedra, ou uma estrela?
Pois atirem-no assim à terra dura,
Ser-lhe-á conforto:
Deixem-no respirar ao menos morto!
 
José Régio, in "Poesia II"

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Filme da Semana
 
 

 
 
 
Sombras da Escuridão
 
um filme de
 
Tim Burton
 
 
 
 
"Do estonteante e intricado imaginário de Tim Burton, chega-nos a história de Barnabas Collins (Johnny Depp), um notável aristocrata que é transformado em vampiro e enterrado vivo por uma amante vingativa. Dois séculos depois, no ano de 1972, ele consegue finalmente libertar-se do seu túmulo e regressar àquele que era o seu majestoso lar, onde encontra os disfuncionais descendentes da família Collins. Barnabas está determinado a recuperar o nome e glória de outrora para a sua família, mas a sua antiga amante - a sedutora bruxa Angelique (Eva Green) - está também ela determinada a arruinar-lhe os planos, nesta "loucamente imaginativa" aventura."

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Livro da Semana
 















 

 
 
 
 
Os enamoramentos
 
de
 
Javier Marías











  "Todos os dias, María Dolz toma o pequeno-almoço no mesmo café de Madrid. Entretem-se a observar um casal que cumpre a mesma rotina. Parecem formar o casal perfeito, profundamente enamorado. Até que um dia o casal não aparece no café, o que deixa María com uma estranha sensação de perda.
     Só mais tarde, quando vê uma fotografia do homem numa página de jornal - deitado no chão, esfaqueado, minutos antes de morrer - descobre que os amantes que tanto gostava de contemplar se chamavam Luisa e Miguel. Quando a mulher volta ao café, alguns dias depois, María aborda-a para lhe apresentar as suas condolências e entra assim numa espiral que a levará a descobrir mais sobre o trágico fim de Miguel.
     Partindo do mistério em redor da morte de Miguel, Os enamoramentos revela-nos muito mais do que a verdade sobre esse trágico evento. É, acima de tudo, uma investigação metafísica sobre a vida, a morte, o amor e a moralidade.
     É um fascinante tratado sobre o estado de enamoramento, um estado positivo e redentor que parece justificar quase todas as coisas: acções nobres e desinteressadas, mas também as maiores crueldades."  
 
Os enamoramentos foi eleito o melhor livro do ano pela imprensa literária espanhola, no mesmo ano em que Javier Marías recebeu o Prémio Literário Europeu, pelo conjunto da sua obra.

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Aprendiz de Viajante
     Um dia li num livro: "Viajar cura a melancolia".
     Creio que, na altura, acreditei no que lia. Estava doente, tinha quinze anos. Não me lembro da doença que me levara à cama, recordo apenas a impressão que me causara, então, o que acabara de ler.
     Os anos passaram - como se apagam as estrelas cadentes - e, ainda hoje, não sei se viajar cura a melancolia. No entanto, persiste em mim aquela estranha impressão de que lera uma predestinação.
     A verdade é que desde os quinze anos nunca mais parei de viajar. Atravessei cidades inóspitas, perdi-me entre mares e desertos, mudei de casa quarenta e quatro vezes e conheci corpos que deambulavam pela vasta noite... Avancei sempre, sem destino certo.
     Tudo começou a seguir àquela doença.
     Era ainda noite fechada. Levantei-me e parti. Fui em direcção ao mar. Segui a rebentação das ondas, apanhei conchas, contornei falésias; afastei-me de casa o mais que pude. Vi a manhã erguer-se, branca, e envolver uma ilha; vi crepúsculos e noites sobre um rio, amei a existência.
     Dormia onde calhava: no meio das dunas, enroscado no tojo, como um animal; dormia num pinhal ou onde me dessem abrigo, em celeiros, garagens abandonadas, uma cama...
     E quando regressei, regressei com a ânsia do eterno viajante dentro de mim.
     Hoje sei que o viajante ideal é aquele que, no decorrer da vida, se despojou das coisas materiais e das tarefas quotidianas. Aprendeu a viver sem possuir nada, sem um modo de vida. Caminha, assim, com a leveza de quem abandonou tudo. Deixa o coração apaixonar-se pelas paisagens enquanto a alma, no puro sopro da madrugada, se recompõe das aflições da cidade.
     A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, vêem. O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo, é único, não se confunde com nenhum outro.
     Viajar, se não cura a melancolia, pelo menos, purifica. Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo reencontra a harmonia perdida - entre o homem e a terra.
     O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas. Aprendeu a nomear o mundo.
     Separou com uma linha de água o que nele havia de sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem não foi feito para ficar quieto. A sedentarização empobrece-o, seca-lhe o sangue, mata-lhe a alma - estagna o pensamento.
     Por tudo isto, o viajante escolheu o lado nómada da linha de água. Vive ali, e canta - sabendo que a vida não terá sido um abismo, se conseguir que o seu canto, ou estilhaços dele, o una de novo ao Universo. 
 
Al Berto, in "O Anjo Mudo"
Tolerância de Ponto

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ENERGIA JOVEM - Revista Digital
 
 
Já está disponível o nº 4 da Revista Digital Energia Jovem.
 

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Novidades Livros
 
SANTOS, José Rodrigues
A mão do Diabo
82 LP-3 SNT
 
 
 
PINTO, Margarida Rebelo
O amor é outra coisa
82 LP-3 PNT
 
 
AFONSO, José
O homem da gaita
82 LP-1 FNS (Inf)
 
 
THOMAS, Valerie
A Mimi no fundo do mar
82 LE-34 THM (Inf)
 
 
 

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Bom fim de semana
 
Teixeira de Pascoaes pintado por Bottelho
 
 
 
Bom fim de semana para todos os utilizadores da Biblioteca Municipal
Poema da Semana
UM DOS MEUS DIAS

Dia triste de inverno. Que amargura
A desta claridade fria e baça!
Aos meus olhos as cousas desfigura;
Não há linha gentil que não desfaça.

A transparência azul do céu tortura
E a cor lilás dos montes ameaça;
Desbota o mimo tenro da verdura
E a cada flor lhe despe a etérea graça.

Ermo poeta de génio, o doido vento
Vai recitando versos desvairados,
De estranha dor e ignoto sentimento,

Às árvores da terra, aos escarpados
Rochedos que fantástico tormento,
Pelos montes, deixou petríficados.

Teixeira de Pascoaes, in "Belo; À minha alma; Sempre; Terra proibida"

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O Natal do Velho Avarento - 15 de Dezembro - 11H00
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Livro da Semana
 
 
 

As três vidas
 
de
 
 
João Tordo
 
 
 
 
 

 
 




"Que segredos rodeiam a vida de António Augusto Millhouse Pascal, um velho senhor que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e um rol de clientes tão abastados e influentes como perigosos e loucos?
São estes mistérios que o narrador - um rapaz de família modesta - procurará desvendar durante mais de um quarto de século, não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por aquela estranha personagem se írá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua própria vida.
Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque em plenos anos oitenta - época de todas as ganâncias - e cruzando a história sangrenta do século XX com a das personagens, As três vidas é, simultaneamente, uma viagem de atodescoberta através do "outro" e a história da paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Millhouse Pascal, e do destino secreto que a guarda; que estará, tal como o do avô, inexoravelmente ligado à sorte de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da corda bamba em que se sustém."
 
 
Prémio Literário José Saramago 2009
 
Finalista do Prémio Portugal Telecom 2011
 

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
O filósofo embaraçado
O Rei de Remotia tinha um Filósofo favorito a quem disse, uma vez:
- Tens sido um escravo tão fiel que te quero recompensar. Pede-me o que mais desejares.
- Dá-me, então - respondeu o Filósofo - um cabelo da cabeça de um homem que nunca te tenha lisonjeado.
O Rei prometeu satisfazer o pedido, e mandou-o embora. No dia seguinte, fê-lo comparecer diante do trono, e entregou-lhe um cabelo.
- Estás a querer enganar-me - declarou o Filósofo, examinando a oferta, com o maior cuidado. - Este pêlo deve provir de um adulador que te assegurou que se sentiria muito honrado em te dar a cabeça.
- Pois és menos astuto do que pensas - respondeu o monarca. - Esse cabelo proveio do único surdo-mudo do meu reino.

Ambrose Bierce, in "Fábulas Fantásticas"
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Dia Internacional dos Direitos Humanos


"Após os acontecimentos trágicos da Segunda Guerra Mundial (os campos de extermínio), a protecção internacional dos direitos do homem impõe-se. Até então, esses direitos, com excepção da protecção dos diplomatas, dos feridos e dos prisioneiros de guerra, garantida pela Convenção de Genebra (1864), eram reconhecidos apenas por alguns Estados. Uma Comissão dos Direitos do Homem preparou um projecto. A 10 de Dezembro de 1948, a Declaração foi adoptada por 48 votos a favor e 8 abstenções: 6 países de Leste (entre eles, a URSS, a Polónia, a Jugoslávia e a Checoslováquia), que consideraram abstracta a formulação de alguns direitos, a União da África do Sul, que recusou admitir os direitos econoómicos e sociais como liberdades, e a Arábia Saudita, que não aceitou a livre escolha da religião. Em plena guerra fria, os cerca de cinquenta Estados membros das Nações Unidas puseram-se de acordo para reconhecer os direitos elementares de todo o indivíduo. Desde há quarenta anos, sob a égide de organizações internacionais e graças à acção de organizações não governamentais, foram adaptados outros textos, que clarificam o conteúdo desses direitos. Mas os Estados nem sempre vêem com bons olhos que o exercício da sua soberania seja assim limitada."

in Enciclopédia Larousse
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Bom fim de semana
 
 
 
Bom fim de semana!
 
Poema da Semana
Passado, Presente, Futuro

Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.

José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Atividade dinamizada por Ana Ferreira na 28.ª Feira do Livro
Filme da Semana


Michael Jackson: a vida de um ícone


filme realizado por
Andrew Eastel


"Com imagens nunca antes vistas e entrevistas exclusivas com a mãe de Michael, Katherine e os irmãos Tito e Rebbie Jackson, passando pelos momentos de glória, revivendo todas as polémicas, esta é uma história única contada na primeira pessoa por todos aqueles que realmente conheciam o Rei da Pop.




O produtor David Gest apresenta uma longa-metragem com um retrato do seu melhor amigo Michael Jackson através dos olhos da família, amigos e lendas da música como Smokey Robinson, Dionne Warwick, Nick Ashford & Valerie Simpson, entre muitos outros."

Este filme encontra-se disponível na B.M.G.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Livro da Semana

Vento Suão

de
Rosa Lobato de Faria

“Quando faleceu, a 2 de Fevereiro de 2010, Rosa Lobato de Faria deixou inacabado este Vento Suão. Pôs-se então a hipótese de pedir a um(a) autor(a) das suas relações que imaginasse um desenvolvimento para a história que a morte não deixara chegar ao fim e terminasse o livro inacabado. Depressa se concluiu, no entanto, que tal não era a melhor solução – primeiro, porque não se tinha a certeza de que a autora aprovasse essa inclusão de uma voz alheia no interior do seu próprio fluir narrativo; depois, porque, apesar de inacabado, o romance tinha o desenvolvimento suficiente para se deixar ler como um todo com sentido. Aqui fica, pois, este Vento Suão tal e qual como Rosa Lobato de Faria o deixou. E como derradeira homenagem a uma escritora cuja obra teve como eixos fundamentais «a força da vida, o conhecimento profundo da realidade e do meio em que se agitam os seus fantoches ficcionais, o domínio das minúcias, o fôlego narrativo, a irrupção imparável de um vento negro de violência que impõe uma aura de tragédia intemporal ao que parece quase inócuo.»”


 


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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Dezembro
Ovos cozidos também dão pintos?
Um dia o Juiz de Fajão ia pela serra fora e encontrou um amigo que vinha assim com cara de aborrecido.
- Homem, que é que vocemecê tem, que vem assim tão aborrecido?
- Deixe-me aqui. Então não quer saber? Fui há dias comer à venda do F.: comi uns ovos cozidos e um pão e bebi uma caneca de vinho. No fim perguntei quanto devia, e o homem apresentou-me uma conta alto lá com ela! Tanto de pão, tanto de vinho, tanto de ovos, tanto de pintos, tanto de galinhas, tanto de galos.
É claro que repontei: Então eu só comi dois ovos cozidos, como é que apareceram os pintos e as galinhas e os galos?
- Ah! É que esses ovos, se o sr. os não comesse, podiam dar pintos, e os pintos dar frangos e frangas, e galos e galinhas; e assim por diante,
- Pois eu é que não pago, a não ser em tribunal! E é que raio do taberneiro foi mesmo para tribunal da Pampilhosa apresentar queixa contra mim, e qualquer dia é o julgamento.
Diz-lhe o Juiz de Fajão: Não se apoquente, que quem vai defendê-lo sou eu. Só me avisa do dia do julgamento.
No dia marcado para o julgamento, estava tudo a postos: o Juiz, o réu, o queixoso, as testemunhas, tudo, só o advogado do réu é que não aparecia. O Juiz perguntou ao réu pelo advogado, e ele disse:
Ó Sr. Dr. Juiz, saberá Vossa Senhoria que ele não deve demorar.
Daí por um grande bocado aparece o Juiz de Fajão, com ar muito cansado, e, dirigindo-se ao colega que presidia ao julgamento, apresentou-lhe as suas desculpas:
- Peço desculpa por esta demora, mas é que estive a cozer dois alqueires de favas para semear, e por isso é que não pude vir mais cedo.
Diz logo o Juiz:
- Então as favas cozidas também nascem?
E vai aqui assim o Juiz de Fajão:
- E os ovos cozidos também dão pintos?
Estava feita a defesa do réu.

A. Nunes Pereira in "Os contos de Fajão"

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Novidades Livros






















CARVALHO, Ruy de
Os anjos não têm asas
82 LP-3 CRV






















JAMES, E. L.
As cinquenta sombras - livre
82 LE-3 JMS



















CARBALLEIRA, Paula
O princípio
82 LE-34 CRB (Inf)

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