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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
terça-feira, 31 de maio de 2011
Sempre havia um tesouro!
Foi Carlos quem trouxe a novidade, entrando em casa como um pé-de-vento (já estava completamente curado) quase no mesmo instante em que saíra para a escola.
- Ó pai, está um anúncio na porta da casa ali defronte!
O pai levantou os olhos do jornal que tinha comprado para procurar emprego.
- O que é?
- Querem um motorista. O pai tem carta, não tem? Vá lá falar!
- Ora! Se puserem o mesmo anúncio no jornal, aparecem por lá mais de cinquenta...
- Pois sim, mas o pai está aqui mesmo ao pé. Chega antes de todos. Vá lá depresa, ande!
Contagiado pelo entusiasmo do pequeno, o pai saiu de casa e atravesasou a rua.
O Carlos ficou numa ansiedade a vê-lo dirigir-se para a casa que durante tantos dias fora o centro dos seus pensamentos. Não parecia a mesma. Pintada e restataurada, adivinhava-se lá por dentro a mesma brancura e asseio que tinham as batas e as tocas das enfermeiras que por vezes se viam atravessar rapidamente o jardim ou a correr alguma persiana.
O automóvel do "homem do guarda-chuva", agora transformado no senhor doutor que dirigia a clínica, entrava o portão todos os dias, e, se por acaso o Carlos ou a Mila se cruzavam com ele na rua, o médico fazia-lhes sempre um aceno amigável.
- Que se irá passar lá dentro? - pensava o Carlos. Mas não podia esperar pela resposta porque se fazia tarde para a aula.
Só às 4 horas (o que ao Carlos pareceu uma eternidade) tornou a falar com o pai.
Ao atravessar a rua, olhou para o prédio e vendo-o por detrás da vidraça, fez com a cabeça um movimento interrogativo.
O pai sorriu. Bom sinal.
O Carlos, excitadíssimo, correu pela escada acima.
- Então, pai?
- Não sei. É para motorista da ambulância. Mandaram-me preencher uns papéis... e agora tenho de ficar à espera de ser chamado. se for...
- Oh, pai! Isso é que era bom!
Foi realmente bom. Dias depois o senhor doutor mandou-o chamar. E ficou.
- Se não és tu, rapaz!... - disse o pai, puxando-o para si numa ternura desajeitada mas cheia de gratidão.
E aquilo foi o princípio dos tempos felizes.
Atrás do emprego do pai como motorista de uma ambulância da clínica, veio o emprego certo para a mãe como encarregada da lavandaria.
E atrás da descoberta do parentesco de ambos com o rapazito que naquele mesmo lugar partira uma perna e fora tratado pelo senhor doutor, e com a pequena que lia avidamente "A Vida de Florence Nightingale", outras coisas felizes iriam acontecer.
Por exemplo, a promessa de ajuda para que a Mila pudesse um dia tirar o seu curso de enfermagem.
O Carlos fazia projectos: se fosse bom aluno, podia vir a aprender a lidar com computadores, e talvez então o senhor doutor o convidasse para trabalhar nos escritórios da clínica... Tudo podia acontecer.
Havia acontecido tanta coisa desde aquele domingo chuvoso em que os dois irmãos tinham visto, por detrás da vidraça um homem de guarda-chuva a bater à porta de uma moradia desabitada!...
E o Carlos dizia muita vez:
- Então, quem é que tinha razão? Havia ou não havia um tesouro na casa velha aqui defronte?

Isabel Mendonça Soares in "O homem do guarda-chuva"

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segunda-feira, 30 de maio de 2011
1 de Junho - Dia Mundial da Criança - Jardim 1º de Maio
Novidades Livros


PICOULT, Jodi
Ilusão perfeita
82 LE-3 PCL

WORTH, Sandra
A favorita do Rei
82 LE-3 WRT

FITZPATRICK, Becca
Crescendo
82 LE-3 FTZ



MAIA, Inês
Desafio Celestial
82 LP-3 MIA (Juv)

KINNEY, Jeff
O Diário de um Banana: um dia de cão
82 LE-3 KNN (Juv)

Matemática: um guia visual para ajudar o seu filho a estudar
51 (Juv)



GONZALEZ, Maria Teresa Maia
Ser invulgar
82 LP-1 GNZ (Inf)

STILTON, Geronimo
Um acampamento nas cataratas do Niágara
82 LE-311.3 STL (Inf)

VIORST, Judith
Lulu e o Brontossauro
82 LE-34 VRS (Inf)

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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Bom Fim-de-Semana
Cisnes reflectindo elefantes - Salvador Dalí

Bom Fim-de-Semana
Poema da Semana
O Sobrevivente

Para velhos e novos
- de todos os povos -
ele é um gigante,
um bicho possante.

É grande e pesado,
mas é civilizado;
é um ser pacato:
não faz desacato.

Segue com a manada,
percorre a savana;
não lhe escapa nada
da vida africana.

Um banho de lama
ao entardecer,
antes de ir para a cama
e adormecer...

Sonha horas a fio,
sonha com um rio
de água transparente,
limpa e reluzente.

E o velho elefante
guarda na memória
um tempo distante
chamado Pré-história...

É um sobrevivente
da terra africana;
filho inteligente
da velha savana.

Maria Teresa Maia Gonçalves, in "Ser invulgar".

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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Filme da Semana




A vida interior de Martin Frost

Um Filme de

Paul Auster






"Um escritor de sucesso acabou de publicar o seu último romance e decide ir descansar sozinho para uma casa de campo. Na manhã do seu primeiro dia na casa, ele descobre uma misteriosa e surpreendente mulher deitada a seu lado. Fascinado pela sua beleza e inteligência, Martin apaixona-se profundamente por ela. Ele encontrou a musa que o leva sem remissão a escrever o seu livro mais perfeito. Mas quem é essa mulher que tão bem conhece a sua vida e o seu trabalho? Será uma musa verdadeira? Ou imaginária? Ou um fantasma que se introduziu na vida interior de Martin Frost?"

Este DVD encontra-se disponível para visionamento na Biblioteca Municipal

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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Troca de Baús

Esta semana, realizou-se mais uma troca de baús entre Jardins de Infância do Concelho de Grândola.
Desta vez, as crianças do Jardim de Infância de Grândola (sala amarela) deslocaram-se ao Jardim de Infância do Carvalhal.
As histórias apresentadas  foram;  "A flor Rosalina", "D. Carmo" e "Doroteia a centopeia".





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Livro da Semana
O diário de um Banana 4

de

Jeff Kinney

"Chegaram as férias de verão, e toda a gente se diverte na rua. Mas onde está Greg Heffley? Enfiado em casa, a jogar videojogos, com as cortinas fechadas.
O Greg é assumidamente um «jovem caseiro», e está a viver as férias de sonho: sem regras e sem responsabilidades. Mas para a mãe dele as férias ideais incluem muitas atividades ao ar livre e a «união da família». Qual deles consiguirá impor a sua opinião? Ou irá a chegada de um novo elemente à família Heffley mudar tudo?"

Este livro encontra-se disponível na Biblioteca Municipal com a cota 82 LE-3 KNN (Juv.)

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terça-feira, 24 de maio de 2011
O riso e o choro
«Ho-ho-ho/ ho-ho-ho/ ho-ho» - digam-no comigo e com este ritmo. Esclareça-se: Cocó ria assim; mas não, quem deve ter rido assim era Ranheta porque os Cocós não costumam rir-se e os Ranhetas sim. Facada não estava presente.
Ao longo do parque de Chotek, arrastávamos numa carroça todas as nossas roupas, alguns livros, um globo escolar. Fazíamos a mudança de um apartamento ilegal para outro, nesse momento mais seguro. Contando com Facada, todos juntos somávamos cerca de sessenta anos, e assim, vestidos como carregadores, nunca ocorreria aos homens da Gestapo que não tivéssemos os documentos em ordem. Estava-se no ano 41 ou 42; sim, era o Outono de 42, Setembro ou Outubro. No parque de Chotek as folhas caíam, a terra estava atapetada com elas, nós não tínhamos tempo para líricas, mas lá que essa lírica existia algures existia, embora sem nós. Por isso quando o eléctrico 22, que descia devagar pelas curvas até Klárov, até ao asilo dos cegos, tocou a campainha, empurrámos a carroça para o passeio oposto, fizemos continência ao condutor  e depois de o eléctrico passar, regressámos ao meio da rua e continuámos. Se quiserem saber, à nossa volta, só horror e medo da morte. Cocó tinha apenas uma luva, esburacada, e Ranheta nenhuma, Facada, esse esperava por nós na nova casa, no bairro da Malá Strana.
Lembrei-me desse «ho-ho-ho / ho-ho-ho/ ho-ho», no final de Dezembro de 89, no táxi que me trazia de Ruzyn, para Praga, onde eu não tinha posto um pé durante 43 anos e alguns meses. Como não tinha tido tempo de trocar dólares, tudo fora demasiado rápido, uma jornalista francesa do Le Figaro levava-me no seu táxi. E passávamos justamente por ali, por baixo do parque de Chotek.
Eu chorava como uma Madalena nesses lugares onde outrora ríamos, «ho-ho-ho», quem ria era Cocó mas bem podia ter sido Ranheta ou Facada. Cocó morreu num campo de concentração, Ranheta posso ser eu e Facada, esse, dentro em breve espero vê-lo na Praga livre. Eu chorava e envergonhava-me um pouco das minhas lágrimas à frente da jornalista francesa que queria saber a razão delas, mas eu soluçava, incapaz de um esclarecimento coerente.
O paradoxo onde está? É que ao puxarmos a carroça apetecia-nos chorar e ríamos, e agora, a descer para Praga num táxi rangente, devíamos rir e chorávamos.
«Ho-ho-ho/ ho-ho-ho/ ho-ho», repitam lá comigo.
Fevereiro 1999

Jorge Listopad in Em Chinatown com a Rosa

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segunda-feira, 23 de maio de 2011
A América Latina Real e Mágica
No dia 16 de Maio, a Biblioteca Municipal de Grândola teve o prazer de receber o escritor e contador de histórias argentino Rodolfo Castro, que apresentou  "A América Latina Real e Mágica", espectáculo integrado na 12.ª Mostra Internacional de Teatro de Santo André.









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sexta-feira, 20 de maio de 2011
Bom Fim-de-Semana
Butcheca - "Universidade da Rua"


Bom Fim-de-Semana para todos os utilizadores da Biblioteca Municipal
Poema da Semana
Poema da despedida

Não saberei nunca
dizer adeus

Afinal,
só os mortos sabem morrer

Resta ainda tudo,
só nós não podemos ser

Talvez o amor,
neste tempo,
seja ainda cedo

Não é este sossego
que eu queria,
este exílio de tudo,
esta solidão de todos

Agora
não resta de mim
o que seja meu
e quando tento
o magro invento de um sonho
todo o inferno me vem à boca

Nenhuma palavra
alcança o mundo, eu sei
Ainda assim,
escrevo

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho"

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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Troca de Baús
Esta semana as crianças do Jardim de Infância de Grândola (sala verde) deslocaram-se ao Jardim de Infância das Ameiras, para efectuarem a Troca de Baús.
Depois terem apresentado as histórias que descobriram e desenvolveram ao longo do ano, deu-se inicio ao convivio entre as crianças de ambos os Jardins de Infância.

Aqui ficam algumas fotografias.






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Livro da Semana






Misterioso

de

Arne Dahl













 
"Estocolmo, meados dos anos de 1990. Alguém parece decidido a desferir um golpe brutal na vida económica do país. Figuras bem conhecidas da alta finança e poderosos empresários começam a aparecer mortos, segundo um modus operandi que lembra uma execução ritual. Os corpos são invariavelmente encontrados em casa, com duas marcas de balas distintas atravessando-lhes a cabeça, mas sem quaisquer indícios que permitam iniciar uma investigação. Tudo indica que o assassino não vai parar e a polícia organiza um grupo de elite para trabalhar exclusivamente naquele caso. Esta unidade de poucos homens, o Grupo A, vai seguir supostas ligações a uma sociedade secreta e à Máfia Russa, até que finalmente surge uma pista material: uma bala cravada na parede e uma cassete com a gravação de um trecho musical improvisado por Thelonious Monk, cujo nome é "Misterioso".
Arne Dahl constrói um enredo complexo que segue uma lógica poética servida por recursos linguísticos de grande nível, registos variados, reflexões sobre a vida social e a existência humana, mas sem cedências, sem nunca perder o ritmo da acção nem o estupendo sentido de humor." 

Este livro encontra-se disponível na Biblioteca Municipal.

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terça-feira, 17 de maio de 2011
Eu comi o pão
Três homens, dois da cidade e um do campo, foram em peregrinação a Meca e concordaram em repartir a comida durante a viagem. Não levaram o suficiente e por fim só tinham farinha para fazer um pão pequeno. Enquanto o pão cozia, os homens da cidade começaram a falar.
- O pão não chega para os três! - disse um.
- Precisamos de um plano - respondeu o outro.
Puseram-se os dois a pensar e depois diseram ao camponês:
- Não há pão que chegue para os três, portanto o melhor é deixá-lo ficar até amanhã e o que tiver tido o melhor sonho come-o.
O campnês concordou.
Quando os outros dois adormeceram, o astuto camponês levantou-se e comeu o pão.
De manhã foi o primeiro a acordar, mas fingiu que estava a dormir, ouviu os dois habitantes da cidade murmurarem.
- Vou dizer que sonhei que dois anjos me levaram para o céu! - disse um.
- E eu direi que dois anjos me levaram para o inferno! - respondeu o outro.
Então o camponês fingiu que acordava.
- Vocês aqui? O que aconteceu para terem regressado tão depressa? - exclamou ele.
- O que queres dizer? - perguntaram os citadinos.
- É que eu sonhei que dois anjos vos levaram um para o céu e outro para o inferno. Pensei que nenhum de vós regressasse, por isso comi o pão.

Neil Philip in Livro ilustrado de contos de fadas

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segunda-feira, 16 de maio de 2011
O Livro dos Porquinhos
No passado Sábado, dia 14, pudemos assistir à dramatização da história "O Livro dos Porquinhos", pelas funcionárias da Biblioteca Cátia, Sofia, Catarina e Sara, que tiveram o apoio de Sofia Pereira e Nivaldo. Ficam algumas fotografias desse momento.










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quinta-feira, 12 de maio de 2011
A América Latina Real e Mágica



Wall Street.

de

Oliver Stone


" Depois de um longo período de encarceramento, Gordon Gekko (Mike Douglas) dá por si à margem de um mundo que um dia comandou. Na esperança de reatar a relação com a sua filha Winnie (Carey Mulligan), Gekko forma uma aliança com o seu noivo Jake (Shia LaBeeouf). Mas Winnie e Jake vão aprender, da pior maneira possível, que Gekko é ainda um mestre na área da manipulação, que não vê meios para atingir os seus fins."

Pode visionar este filme, com a cota 733 STN (3319), na Biblioteca Municipal.

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quarta-feira, 11 de maio de 2011
O Livro dos Porquinhos
Livro da Semana




José Malhoa

de

Nuno Saldanha

"O que resulta desta rigorosa investigação não é tanto uma imagem renovada do pintor mas a verificação, quase comovente, do que é o cerne da vida de um grande artista: o desejo avassalador de cumprir uma vocação, pintando sempre (até ao dia da morte) e empenhando-se, com deliberação, profissionalismo e astúcia, em promover o seu trabalho e obter o reconhecimento internacional. O que permite a Nuno Saldanha provar que, ao contrário do mito, Malhoa foi o mais internacional pintor português do seu tempo e que este facto foi resultado de uma deliberação permanente. (...) esse espontâneo e cultivado portuguesismo é posto em contexto internacional pelo autor que indiga e valoriza múltiplas articulações produtivas de Malhoa com arte do seu tempo, a maioria das quais até agora desconhecidas ou insuficientemente fundamentadas. (...) o autor vai montando uma tese inovadora: o portuguesismo da pintura de Malhoa foi, essencialmente, construído por ele próprio, alimentado por um amor compreensivo pelo povo e as suas histórias, mas que os públicos, visitantes das exposições e eventuais compradores, só aprendeu a valorizar através do olhar espelhante que o artista lhes propunha."

Pode encontrar este livro na Biblioteca Municipal com a cota 7 MAL SLD

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terça-feira, 10 de maio de 2011
A inventar números
- Vamos inventar números?
- Vamos, começo eu. Quase um, quase dois, quase três, quase quatro, quase cinco, quase seis.
- Isso é muito pouco. Ouve estes: extramilhão de bilhardões, um oitão  de milhantões, um maravilhar e um maravilhão.
- Eu agora vou inventar uma tabuada:
três vezes um catrapum
três vezes dois bifes de bois
três vezes três Maria Inês
três vezes quatro feijão no prato
três vezes cinco assim não brinco
três vezes seis vassalos e reis
três vezes sete canivete
três vezes oito toma um biscoito
três vezes nove vai ver se chove
três vezes dez vai lavar os pés.
- Quanto custa esta massa?
- Dois puxões de orelhas.
- Que distância vai daqui até Milão?
- Mil quilómetros novos, um quilómetro usado e sete achocolatados.
- Quanto pesa uma lágrima?
- Depende: a lágrima de um menino mimado pesa menos que o vento, a de um menino esfomeado pesa mais que toda a Terra.
- Qual o comprimento desta história?
- Demadiado.
- Então, inventemos depressa outros números para acabar já com isto. cá vão os meus: una, duna, tena, catana, singela, romana, do bico da pena, nove e uma dezena.

Gianni Rodari in Histórias ao telefone

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segunda-feira, 9 de maio de 2011
Novidades de Livros



NIFFENEGGER, Audrey
Uma inquietante simetria
82 LE-3 NFF

DAHL, Arne
Misterioso
82 LE-312.4 DHL

DELL VALLE, Ignácio
Os demónios de Berlim
82 LE-312.4 VLL





CROS, Charles
O arenque fumado
82 LE-1 CRS (Inf.)

BOTELHO, Margarida
A colecção
82 LP-34 BTL (Inf.)

BOISROBERT, Anouck
Popville
71 BSR (Inf.)



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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Bom Fim-de-Semana
A Biblioteca Municipal deseja a todos os utilizadores um bom fim-de-semana.
Poema da Semana
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

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quinta-feira, 5 de maio de 2011
Filme da Semana



Vencer

de

Marco Bellochio

"Há um segredo na vida de Benito Mussolini: uma mulher e o seu filho, primeiro reconhecido e depois renegado. Ela é Ida Dalser, outrora sua amante, que vendeu tudo pela ascensão do homem que amava.
Mas no cume da euforia, o regime de Mussolini empenha-se em eliminar cada vestígio da sua existência.
Separados à força, Ida Dalser e o seu filho Benito Albino Mussolini viveram os últimos anos num manicómio sob uma violenta enclausura. Esta é uma página sombria ignorada pela biografia oficial do Duce.

Pode visionar este filme, com a cota 733 BLL (3334) na Biblioteca Municipal.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011
Livro da Semana



Ervamoira

de

Suzanne Chantal



"A apaixonante história dos Castro Avilez entralaça-se com a história  do vinho do Porto e de Portugal.

Durante um século e meio (de 1809 a 1967), a saga da família inicia-se com as trágicas invasões napoleónicas e o desastre da Ponte das Barcas, passando pelo faustoso ambiente da corte francesa e por um baile real no Palácio da Bolsa, no Porto.
No coração do Douro, entre os áridos socalcos e os rabelos pesados de vinho, Leonardo de Castro, o patriarca da família, um humilde secretário da indústria vinhateira, travando conhecimento com o influente Barão de Forrester.
De Leonardo de Castro a Nathalie, que vem conhecer o Porto em 1966, seguimos, de geração em geração, a vida e o desenvolvimento da família com os seus sucessos, dramas, alegrias, celebrações e destinos."

Pode encontrar este livro na Biblioteca Municipal com a cota 82 LE-3 CHN

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terça-feira, 3 de maio de 2011
Troca de Baús
No âmbito do projecto "Baú dos Livros" teve inicio esta semana a troca de livros e de histórias entre as salas dos Jardins de Infância do concelho. O Jardim de Infância de Grândola 2 (sala 2) recebeu a visita do Jardim de Infância da Aldeia do Futuro e as histórias apresentadas pelas Educadoras e respectivas crianças foram "A gota gotinha" e " Não faz mal ser diferente".












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Puku Kambundu e a sabedoria: uma fábula angolana
"Foi muito antigamente.
Dois amigos, o senhor Dibengu Kanjungu, branco, era comerciante; o senhor Puku Kambundu, preto, agricultor.
Discutiam sempre- sempre.
Então, um dia, o senhor Kajungu falou:
- Eu, na minha casa, não há coisa que não tenha!
O senhor Kambundu respondeu:
- Mentira! Na tua casa posso encontrar uma coisa que tu não tens!
Zangou-se o senhor Kanjungu:
-Encontrar o que não há? És parvo! A nós não nos falta nada.
Apostaram.
O senhor Dibengu Kanjungu ficou na quitanda dele; o senhor Kambundu voltou na lavra dele. Então, Puku Kambundu começou de fazer uma esteira. Quando faltava pouco para acabar, acabaram as cordas. Foi na quitanda do senhor Kanjungu. Chegou. Bateu à porta na janela, disse:
-Senhor! Comecei uma esteira mas falta corda. Tens, na tua casa?
O senhor Dibengu Kanjungu riu muito, disse:
-Entra! Não há coisa que não tenha! Puku Kambundu entrou no armazém, encontrou as cordas. Falou:
-Vou te pagar a aposta! Te dou te esta esteira. Só tens que lhe acabar.
O senhor Kanjungu zangou-se de novo. Insultou:
-És parvo! Como é que vou acabar? Não sei fazer esteiras!
Aí, o senhor Puku Kambundu é quem riu, disse:
-Se tu pensas que tens tudo é porque te falta alguma coisa!
E recebeu-lhes as 10 macutas da aposta.
Tenho dito."

José Luandino Vieira in "Puku Kambundu e a sabedoria: uma fábula angolana"

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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Livros da Semana


SILVA, Daniel
O desertor
82 LE-3 SLV

NERUDA, Pablo
Cartas de amor: cartas a Matilde Urrutia (1950-1973)
82 LE-6 NRD

O estado a que o Estado chegou: o verdadeiro retrato de Portugal
336





MURRAY, Martine
As histórias de Henriqueta a melhor do planeta
82 LE-34 MRR (Inf.)

LÖÖF, Jan
As aventuras da maçã vermelha
82 LE-34 LOF (Inf.)

TORRADO, António
Há coisas assim... e outra história
82 LP-34 TRR (Inf.)

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