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Biblioteca Municipal de Grândola
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
Bom Fim-de-Semana
Almada Negreiros


A Biblioteca Municipal deseja a todos um bom fim-de-semana, especialmente a todas as Mães.
Poema da Semana
POEMA À MÃE

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -,
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
          Era uma vez uma princesa
          no meio de um laranjal!...

Mas - tu sabes - a noite é enorme
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, in "Os Amantes sem Dinheiro", 1950

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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Visita do J.I. Grândola
Após as férias da Páscoa, a Biblioteca Municipal de Grândola  retoma as Sessões de Animação do Livro e da Leitura.
Hoje, as crianças do Jardim de Infância de Grândola (sala vermelha) tiveram a oportunidade de assistir à dinamização da história "O sonho do ursinho rosa", de Roberto Aliaga, contada pela Sofia Pereira.







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Filme da Semana
Shrek para Sempre!

de

Mike Mitchell

"Tudo começou com um adorável ogre... que se tornou amigo de um burro falante... e salvou uma linda princesa num inesquecível conto de que redefiniu os moldes de todas as animações seguintes. Agora, chega-nos Shrek para Sempre, o final mais divertido e perfeito para este fenómeno recordista de bilheteiras, vencedor de Óscar.

Com saudades dos dias em que era um "verdadeiro ogre", Shrek assina um contrato com Rumpelstiltskin, na tentativa de reaver o seu terrível rugido... mas o seu mundo vira-se do avesso no processo. O Burro, de repente, não se lembra do seu amigo; a Fiona é agora uma dura princesa-guerreira; e o Gato das Botas é um gato gordo! Juntos, têm apenas 24 horas para reverter o contrato e recuperar a felicidade para sempre para fechar este último capítulo."

Pode encontrar este filme na Biblioteca Municipal com a cota 772 MTC (3317) 

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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Livro da Semana




Homem em Armas

de

Horacio Castellanos Moya












"Os membros do pelotão puseram-lhe a alcunha de Robocop. Mede um metro e noventa, pesa quase cem quilos e é um dos combatentes mais feroz. Era sargento numa tropa de assalto mas, quando a guerra terminou e se assinaram os acordos de paz entre a guerrilha e o governo de uma nação da América Central, foi desmobilizado.
Os únicos bens que conservou quando se reintegrou numa suposta vida civil foram três espingardas, oito granadas defensivas, a sua pistola de nove milimetros e um cheque equivalente a três meses de salário. Que fazer?
Como os fracos não sobrevivem, Robocop continuará a dedicar-se ao único trabalho para que foi preparado: lutar. E assim virá a converter-se em membro de diferentes bandos de delinquentes que operam como comandos especializados no ambiente de uma delicada transição política. Bandos onde a lealdade é apenas provisória e a traição sempre iminente."

Este livro encontra-se disponível na Biblioteca Municipal com a cota 82 LE-3 MYA

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terça-feira, 26 de abril de 2011
O PÁSSARO DE PRATA
Eu atirei a primeira pedra. Estava escrito. Devia atirar-se pedras.
O monstro esperneou, horrivelmente. Eram horríveis as suas dez pernas. Mais horríveis ainda eram os seus olhos. Quatro em vez de três.
Todos à minha volta atiravam pedras. Do corpo da criatura começaram a jorrar fios de líquido amarelo esverdeado. Era o seu sangue. Sangue amarelo em vez de simples sangue castanho. Senti as minhas entranhas a rodopiar e atirei pedras mais furiosamente.
O monstro parou de espernear. Estava morto.
Os meus irmãos levaram-no. Eu fiquei ali, comtemplando o grande pássaro de prata que o trouxera do céu.
Eu tinha atirado a primeira pedra. Afinal, o grande pássaro pertencia-me. Havia nele uma abertura por onde tinha saído o monstro. A abertura continuava aberta, certamente esperando que o novo dono entrasse.
Entrei, com as minhas quatro pernas a tremer. Entrei e, atrás de mim, o pássaro fechou-se. Ouvi-o sibilar enquanto se fechava e não contive um pequeno grito histérico.
Recuperei depressa a calma. Aquilo que se fechara parecia-me uma porta e, toda a gente sabe, uma porta comanda-se premindo um botão. Pelo menos era assim na minha casa.
Encontrei afinal um botão e premi-o. Foi então que ouvi a voz do grande pássaro de prata:
- Ordem recebida. Vou levar-te a casa.
Afinal o pássaro de prata era bonzinho. Ia levar-me a casa, antes de me deixar sair. Que mais queria eu?
Não consigo explicar a sensação agradável que senti quando o pássaro voou, comigo dentro. Primeiro um peso interior, depois uma leveza de sonho.
Não durou muito tempo, a viagem. Metade do tempo que eu demoraria se fosse a pé.
O pássaro tinha pousado e eu esperava, impacientemente por ver a minha aldeia; as casas cúbicas amarelas, todas dispostas numa geometria quadriculada. A casa mais próxima deveria ser a minha.
Finalmente, o pássaro sibilou.
Descobri nesse instante que o grande pássaro prateado me tinha traído. Lá fora não estava a minha aldeia. Lá fora, o ar era suavemente rosado e três monstros esperavam-me. Monstros horríveis, com dez pernas e quatro olhos cada um. Avaçaram para o pássaro de prata.
Tentei fugir. Saltei para o chão e comecei a correr, mas estavam lá mais monstros. Num deles vi brilhar os quatro olhos, um por um. Foi ele que atirou a primeira pedra.

Pedro Águas, in " O Oásis: e outros contos de ficção científica"

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quinta-feira, 21 de abril de 2011
Boa Páscoa

Os funcionários da Biblioteca Municipal desejam a todos os utilizadores uma Páscoa Feliz
Tolerância de Ponto

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Lançamento do Livro "O Oásis" de Pedro Águas
Algumas imagens do lançamento do livro "O Oásis e outros contos de Ficção Científica" de Pedro Águas, que se realizou ontem, dia 20 de Abril, na Biblioteca Municial.















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Filme da Semana


O Aprendiz de Feiticeiro

de

Jon Turteltaub

" A magia está em toda a parte em O Aprendiz de Feiticeiro da Disney - uma aventura super divertida para toda a família dos criadores de O Tesouro.
Balthazar Blake (Nicolas Cage) é um mestre feiticeiro, na moderna Manhattan dos dias de hoje, que tenta defender a cidade do seu inimigo Maxim Horvath (Alfred Molina). Balthazar não consegue fazê-lo sozinho e recruta Dave Stutler (Jay Baruchel), aparentemente um rapaz vulgar que demonstra um talento escondido. O feiticeiro oferece ao seu cúmplice involuntário um curso intensivo na arte e ciência da magia, e juntos, estes parceiros improváveis lutam para travar as forças das trevas. Será necessária toda a coragem que Dave conseguir reunir para sobreviver ao treino, salvar a cidade e conquistar o amor, à medida que se vai tornando O Aprendiz de Feiticeiro."

Pode encontrar este filme, com a cota 735 TRT(3272) na Biblioteca Municipal de Grândola.

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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Livro da Semana






O Factor Humano
de
Graham Greene











"Maurice Castle é um ex-diplomata britânico que trabalha no MI6, em Londres, e é casado com uma bela sul-africana. O seu dia-a-dia de agente secreto parece ser mais burocrático do que se imaginaria, até que uma fuga de informação traz à tona o seu passado, desorganiza a sua vida e coloca em xeque o seu futuro.

Este livro é a história de um agente duplo, forçado a essa situação pelo seu amor por uma negra. Aborda o tema do apartheid e do racismo, condicionado de um lado pela política britânica e do outro pelas ambições russas.

O Factor Humano é considerado a obra mais madura de Graham Greene. Com sua prosa elegante, Greene medita sobre a força do amor e do segredo profissional - e sobre os sacrifícios por eles exigidos. Consegue prender o leitor com o seu enredo, mas sobretudo com a caracterização das suas personagens, pintadas com uma profunda compreensão e respeito pelas ironias, ambiguidades e as zonas obscuras da alma humana."

Este livro encontra-se disponível na Biblioteca Municipal

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terça-feira, 19 de abril de 2011
Comemorações do 25 de Abril
Inaugurou no passado Sábado, dia 16 de Abril,  na Biblioteca Municipal, a Exposição "Desta canção que apeteço", sobre a obra discográfica de José Afonso. Seguiu-se o Espectáculo Musical de Rui Pato e António Ataíde que cantaram José Afonso.
Esta Exposição pode ser visitada, na Biblioteca Municipal, até Agosto de 2011.
Aqui ficam alguns registos deste evento.













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NUM DIA DE VERÃO O NEVOEIRO
Num dia de verão o nevoeiro denso desceu à cidade. As pessoas encontrando-se fora de casa entravam rápidamente, as pessoas dentro das casas saíam para ver o que não se via. Porém, os habitantes do Restelo, sem se formar, em cortejo irregular, desciam a avenida recta, aquela onde, à direita, antes do nevoeiro, existia o cinema, aquela que segue até à Torre de Belém; iam descendo, em silêncio, com o credo na boca, com gritos, em orações, e de novo em silêncio, desta vez já o nevoeiro dentro das bocas. Chegando, esperavam com paciência e num tempo relativamente curto surgiu das águas um cavalo montado por Pedro o Grande; já iniciou a subida da avenida do Restelo, sem um único gesto: o nevoeiro dissipava-se.

Havia qualquer engano dentro do nevoeiro, enquanto, talvez, perto de Nieva, uma outra personagem, passava por entre o pranto e os soluços dos velhos russos ajoelhados, algo surpreendidos, com a fisionomia do Desejado local.

Aqui e lá ouviu-se ainda o relinchar dos cavalos algures nas águas, a comitiva atrasada ou a chegada de um terceiro mito qualquer, mas não atingiram a margem, nem do Tejo nem do Nieva. A tempo voltaram ao silêncio moderado a fim de não aumentar a confusão instaurada.

O nevoeiro evidentemente espera ainda a sua geografia, as pesquisas geopolíticas e a abordagem sociológica, para não mais serem cometidos erros deploráveis, embora poéticos, num dia de verão.

Jorge Listopad, in "Contos Carcomidos"

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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Lançamento do Livro "O Oásis: e outros contos de Ficção Científica"

Dia 20 de Abril, pelas 21H, na Biblioteca Municipal de Grândola

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Livros da Semana


NIFFENEGGER, Audrey
Uma inquietante simetria
82 LE-3 NFF

FINDER, Susan
Casper, o gato-viajante
82 LE-3 FND

CATELLANOS MOYA, Horacio
Homem em armas
82 LE-3 MYA




LORE, Pittacus, pseud.
Sou o número quatro
82 LE-311.3 LRE (Juv)

FERNANDES, Paulo Jorge
As Invasões Francesas e a Corte no Brasil
94(469) FRN (Juv)




VALENTIN, Stephan
Zeca está apaixonado
82-9 VLN (Inf)

OSBORNE, Mary Pope
O tesouro dos piratas
82 LE-311.3 SBR (Inf)

RÚSPICIO, Carlos
No reino da abecelândia
82 LP-34 RSP (Inf)


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sexta-feira, 15 de abril de 2011
Bom Fim-de-Semana!
 Pablo Picasso
Os Funcionários da Biblioteca Municipal de Grândola desejam, a todos os utilizadores, um agradável Fim-de-Semana.
Poema da Semana
Tecto do Mendigo

Num lugar ermo
Só no meu abrigo
Aí terei meu tecto
E meu postigo

De longe em longe
À luz das madrugadas
Duas camisas
Quem não tem lavadas?

Aí serei meu dono
E companheiro
Dizei amigos
Se não sou solteiro

E se eu morrer
O tecto que não caia
Porque um mendigo
Dorme de atalaia

De quando em quando
Chamo o perdigueiro
Dizei amigos
Quem chega primeiro

Aí terei meu poiso
À luz da vela
Aí verei o sol
Duma janela

Tenho uma trompa
Tenho uma cascata
Tenho uma estrela
No bairro da lata

Olha o mar alto
Olha a maresia
Olha a montanha
Vem rompendo o dia


José Afonso in "Textos e Canções"

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quinta-feira, 14 de abril de 2011
Desta Canção que apeteço, Obra Discográfica de José Afonso 1953//1985

A Câmara Municipal de Grândola e a Associação José Afonso convidam V. Exª a participar na inauguração da exposição DESTA CANÇÃO QUE APETEÇO, OBRA DISCOGRÁFICA DE JOSÉ AFONSO 1953//1985, a realizar no dia 16 de Abril, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal, seguida de concerto de Rui Pato e António Ataíde.

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Filme da Semana



PARE, ESCUTE, OLHE

de

Jorge Pelicano

"Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela.
Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos.
A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando-o no país mais centralista da Europa Ocidental.
Os velhos resistentes nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras.
Agora, o comboio que ainda serpenteia por entre fragas do idílico vale do Tua é ameaçado por uma barragem que inundará aquela que é considerada uma das três mais belas linha ferroviárias da Europa.
PARE, ESCUTE, OLHE é uma viagem por um Portugal profundo e esquecido, conduzida pela voz soberana de um povo inconformado, maior vítima de promessas incumpridas dos que juraram defender a terra.
Esses partiram com o comboio, impunes. O povo ficou, isolado, no único distrito do país sem um único distrito do país sem um único quilómetro de auto-estrada"


Pode encontrar este DVD na Biblioteca Municipal com a cota 764 PLC (3321/2)

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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Livro da semana




Jerusalém, ida e volta

de

Saw Bellow


"O ar, o próprio ar, é inspirador em Jerusalém, foram os Sábios que o disseram. Estou disposto a acreditar nisso.
Eu sei que deve ter propriedades especiais. A delicadeza da luz também me afecta. Olho lá para o fundo, na direcção do Mar Morto, por sobre rochedos fendidos e casinhas com telhados bolbosos. A cor dos telhados é a do chão, e no meio daquela paisagem estranha e mortiça o ar abrasador cai sobre nós com um peso quase humano.
Aquelas cores comunicam algo inteligível, algo metafísico. O universo interpreta-se a si mesmo perante os nossos olhos no espaço aberto do vale de rochas espalhadas que se estende até às águas mortas. Noutros locais, morremos desintegramo-nos. Aqui morremos e misturamo-nos no todo."

Este livro encontra-se na Biblioteca Municipal com a cota 82 LE-3 BLL

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terça-feira, 12 de abril de 2011
CENTRO CIÊNCIA VIVA LOUSAL - A MINA DE CIÊNCIA
Nos dias 12, 13 e 14 de Abril, o Centro Ciência Viva do Lousal - Mina da Ciência está de volta à Biblioteca Municipal de Grândola.
Estão à tua espera jogos matemáticos, ilusões ópticas e um conto original.

APARECE!

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O monstro
O pequeno Marcelo, pouco depois de se ter deitado, gritou:
- Mamã! Mamã! Está um monstro debaixo da minha cama!
A mãe de Marcelo entrou no quarto.
- Está um monstro debaixo da minha cama! - gritava Marcelo.
E a mãe disse-lhe:
-Pois claro que está um monstro debaixo da tua cama, Marcelo. Nós somos uma família de monstros. O teu pai é um monstro. Eu sou um monstro. Tu e o teu irmão são dois monstros. Dormem num beliche, e o teu irmão dorme por baixo. Por isso há um monstro debaixo da tua cama.
Marcelo acalmou-se, e dormiu a noite toda.

Pinto & Chinto in Contos para meninos logo a seguir.

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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Novidades de Livros

FOLLETT, Ken
A queda dos gigantes
82 LE-3 FLL
NOVAIS, Luís
O heróico Major Fangueira Fagundez
82 LP-3 NVS





SCOTT, Carole
UAU! Espaço
52 STT (Juv.)
Maury, Jean-Pierre
Newton e a mecânica celeste
52 MRY (Juv.)








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sexta-feira, 8 de abril de 2011
Bom Fim-de-Semana

Bom Fim-de-semana para todos os utilizadores da Biblioteca Municipal
Poema da Semana
RAPUNZEL

Uma bela e doce menina
Na torre  do castelo foi trancada
Viver lá seria sua sina
Imposta pela bruxa malvada

Seu cabelo, trançado, crescia
Nunca ninguém veio cortar
Era a bruxa quem sempre subia
Na torre em que Rapunzel viera morar

Num dia de sol resplandecente
Com os passarinhos a brincar
Rapunzel cantava tristemente
Fazendo um jovem príncipe chorar

Num trotar desengonçado
O jovem príncipe chorava
Seu peito doía angustiado
Desejando saber quem cantava

Uma torre bloqueou seu caminho
Um olhar para o topo e ele a avistou
Não mais sentiu-se sozinho
Pois encontrara quem sempre procurou

Como vou chegar até ela ?
O jovem príncipe se perguntou
Chamando por sua bela
Rapunzel na beira da janela se debruçou

Lá em baixo um jovem a chamava
Queria com ela conversar
Rapunzel pensou ser a bruxa disfarçada
Jogou suas tranças para ela agarrar

A subida foi difícil
Ele não pode negar
Mas ver sua bela foi incrível
e desejou com ela se casar

Os dias se passaram
E Rapunzel sempre o aguardava
Cada vez mais se amavam
Fugir com ele era o que mais desejava

Um dia Rapunzel esqueceu
Da trança recolher
A bruxa malvada apareceu
E pôs o príncipe pra correr

O príncipe cego ficou
Pela maldição da bruxa malvada
Rapunzel por dias chorou
Recusando-se a viver trancafiada

A bruxa os cabelos da menina cortou
Deixando-a triste e arrasada
Não mais seu príncipe a chamou
Não mais sentiu-se amada

Uma ideia a Rapunzel surgiu
Fazer dos lençóis uma escada
Desceu por ela e sumiu
Pela floresta fechada

Cansada de tanto correr
Sentou-se na raíz de um carvalho
Pensou que fosse desfalecer
Ao ouvir o relinchar de um cavalo

Ao aproximar o animal
Não pode acreditar
O jovem príncipe estava mal
Sem poder enxergar

Correu a abraçá-lo
Chorando de tanta alegria
Enfim podia amá-lo
Não haveria bruxa que a impediria

Rapunzel suas lágrimas verteu
Nos olhos cegos do rapaz
Um milagre aconteceu
Fazendo com que o casal vivesse em paz

Autoria de Claúdia Valéria Miqueloti

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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sessão de Animação da Leitura
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Livro da Semana





A Herança da Filha

de

Howard Norman







 



"Wyatt Hiller, de dezassete anos, fica subitamente órfão quando os pais saltam de duas pontes diferentes, com o espaço de algumas horas um do outro, depois de ambos se envolverem com a mesma vizinha irresistível, telefonista e aspirante a actriz. Os suicídios fazem com que Wyatt tenha de se mudar para Middle Economy, para viver com os tios e a arrebatadora prima Tilda.

A chegada do estudante alemão Hans Mohring, apenas com uma mochila, vem desencadear uma série de emoções perturbadoras e as perfídias de guerra que estão no seu cerne. Acontecimentos históricos verídicos - incluindo o ataque de um U-boat alemão ao ferry caribou que fazia o percurso Nova Escócia-Terra Nova, no qual a tia Constance Hillyer poderia ou não estar - dão à intrincada história de Norman um intenso poder narrativo.

O relato que Wyatt faz dos acontecimentos espantosos - também para ele - que acabam por transformá-lo no pai de uma filha adorada surge vinte e um anos depois. É uma confissão que descreve profundamente os mistérios do carácter humano em tempo de guerra e é direccionada, com desespero e esperança, apenas a uma pessoa.

Howard Norman, considerado um dos melhores romancistas do seu país, regressa ao hipnotizante terreno ficcional dos seus principais livros nesta história moralmente complexa e carregada de erotismo." 

Este livro encontra-se disponível na Biblioteca Municipal com a cota 82 LE-3 NRM

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terça-feira, 5 de abril de 2011
RAPUNZEL
Era uma vez um casal de camponeses que esperavam o seu primeiro filho. Viviam ao lado de um jardim murado que pertencia a uma bruxa. Um dia a esposa, no fim da gravidez, viu uma árvore com suculentos frutos no jardim, e desejou-os obsessivamente. Por duas noites, o marido saiu e invadiu o jardim da bruxa para os recolher para a esposa, mas na terceira noite, enquanto escalava o muro para retornar a casa, a bruxa apareceu e acusou-o de furto.

O camponês implorou por misericórdia e a bruxa concordou em absolvê-lo, desde que a criança lhe fosse entregue ao nascer. Desesperado, o homem concordou; uma menina nasceu, e foi entregue à bruxa, que lhe chamou Rapunzel.

Quando Rapunzel atingiu doze anos, a bruxa trancou-a numa torre alta, sem portas ou escadas, apenas com um quarto no topo. A bruxa ia visitá-la uma vez por dia e quando chegava gritava-lhe:
- Rapunzel, joga-me as tranças para que eu possa subir!
Ela jogava as tranças e a bruxa subia até ao alto da torre, escalando pelo cabelo de Rapunzel.

Um dia, um príncipe que cavalgava no bosque, próximo da torre, ouviu Rapunzel a cantar. Extasiado com aquela linda voz, foi à procura de onde vinha. Encontrou então a torre, mas sem nenhuma porta. Voltou frequentemente para a ouvir cantar, até que viu a bruxa a visitá-la, aprendendo assim como subir à torre.
No dia seguinte, o príncipe pediu a Rapunzel que jogasse as suas tranças. Quando subiu e viu a dona daquela voz encantadora, ficou apaixonado, voltando todas as manhãs para a visitar. A visita da bruxa era sempre de noite.

Até que um dia a bruxa veio mais cedo e viu o príncipe com Rapunzel. Quando ele se foi embora, ela subiu,  cortou as tranças a Rapunzel e guardou-as. Com um passe de mágica, enviou a menina para um deserto distante.

Na manhã seguinte, quando o príncipe chegou, a bruxa jogou as tranças. Quando ele estava quase a chegar ao alto da torre, sem se aperceber de nada, ela soltou as tranças e ele caiu em cima de espinhos, que lhe feriram os olhos, deixando-o cego.

A bruxa deu uma gargalhada e disse-lhe que nunca mais encontraria Rapunzel.

O principe desesperado, por perder a sua amada, e cego, começou a vaguear pela floresta. Caminhou sem destino, durante dias, até que chegou a um deserto. Enquanto caminhava ouviu uma linda canção, seguiu a direcção da música e encontrou Rapunzel. Ela veio ao encontro do príncipe e, quando se apercebeu que ele estava cego, começou a chorar. Suas lágrimas caíram nos olhos dele, fazendo-o voltar a ver.

Os dois foram morar para o castelo e viveram felizes para sempre.

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segunda-feira, 4 de abril de 2011
Visita do Jardim de Infância da Água Derramada
Na passada sexta-feira, as crianças do Jardim de Infância de Água Derramada, vieram ouvir a história "A Zebra Zezé" de A. Ventura, que desta vez foi contada, pela Cátia, no espaço da Exposição "Lado Urbano" de Pedro "Zela" Marques. Aproveitaram também para visitar a Exposição "Semana da Terra" do Agrupamento Vertical de Escolas de Grândola.






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sexta-feira, 1 de abril de 2011
Bom Fim-de-Semana

"Fernando Pessoa - Heterónimos" de Lívio de Morais



Os Funcionários da Biblioteca Municipal desejam um Bom Fim-de-Semana a todos os Utilizadores

Poema da Semana
Dizem que Finjo ou Minto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir, sinta quem lê!

Fernando Pessoa

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2 de Abril - Dia Internacional do Livro Infantil

No próximo Sábado, 2 de Abril, a Biblioteca Municipal de Grândola comemora o Dia Internacional do Livro Infantil com a leitura de várias histórias de Hans Christian Andersen e com a realização de Jogos de incentivo à leitura.

Contamos contigo a partir das 11H

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