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Biblioteca Municipal de Grândola
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Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
terça-feira, 31 de maio de 2016
Cartaz de Cinema - Junho

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Fado da rezinga
   "Esta manhã acordaste e não havia sol e a miúda gira do bar de sucos estava de folga e pegaste nos jornais como quem tenta desarmar o tédio de espera de alguma coisa que nunca chega. Hoje ensinaste uma palavra a uma escritora brasileira de cabelos selvagens e cérebro tão afiado como as facas de um mestre de sushi. Disseste: «Rezingão», esperando que ela, por ser escritora e conhecedora dos maneirismos anímicos dos bichos humanos, entendesse que, pela primeira vez desde que chegaste ao Rio de Janeiro, foi o estertor da melancolia e não o batuque do êxtase que tomou conta das tuas manhãs. No entanto, apesar do intercâmbio cultural entre escrevinhadores da mesma língua, hoje não foste nem bom nem generoso porque desejaste o atropelamento da velha que empatou a fila de supermercado e levantaste a voz para aqueles que te querem bem e tens de concordar com a pessoa que te disse: «A escrita é a tua namoradinha.»
   Hoje estarias pronto para sair na porrada ou para lançar o computador contra uma parede ou até para continuar a fugir, de cidade em cidade, esperando que alguém te apanhe e diga: «Fica quieto, rapaz.» Hoje vais continuar a escrever (a tua namoradinha, a tua namoradinha, a tua namoradinha) com o embalo da ventoinha no tecto e sabendo que há muito mais coisas além destas teclas e deste ecrã e que por isso tens de levantar-te, sair para a rua e perceber que por vezes é preciso aceitar que é o fado - e não apenas a novidade do samba ou dos dias tropicais onde se mistura o efémero e o denso - que serve de orquestra para o teu coração."
 
Hugo Gonçalves, in "Fado, samba e beijos com língua"

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segunda-feira, 30 de maio de 2016
Comemorações do Dia Mundial da Criança - "Meias com Ciência: um mundo aos teus pés" - CCV Lousal
 
Jardim 1º de Maio
 
1 de Junho - 16H00 às 20H00

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Comemorações do Dia Mundial da Criança - Programa
 
 
Jardim 1º de Maio
 
1 de Junho - 16H00 às 20H00

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Novidades Livros
 
MAGUEIJO, João
Bifes mal passados
82 LP-3 MGJ
 

 
SUGG, Zoe
On tour
82 LE-3 SGG
 

 
PEZ, Ana
O meu irmão invisível
82 LE-34 PEZ

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sexta-feira, 27 de maio de 2016
Bom Fim de Semana
Agostinho da Silva, serigrafia de Maria Keil
 
 
 
Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Sonho

Teria passado a vida
atormentado e sozinho
se os sonhos me não viessem
mostrar qual é o caminho

umas vezes são de noite
outras em pleno de sol
com relâmpagos saltados
ou vagar de caracol

quem os manda não sei eu
se o nada que é tudo à vida
ou se eu os finjo a mim mesmo
para ser sem que decida.

Agostinho da Silva, in "Poemas"

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quarta-feira, 25 de maio de 2016
Sábados com o Centro Ciência Viva do Lousal
 
 
Na Biblioteca Municipal de Grândola há sábados com o Centro Ciência Viva do Lousal
 
No quarto sábado de cada mês o CCV Lousal - Centro Ciência Viva do Lousal visita a Biblioteca Municipal de Grândola para uma manhã repleta de histórias, ciência e muitas surpresas!  O CCV Lousal, leva-nos a fazer viagens aos bastidores de um livro, a conhecer a história antes da história, a descobrir personagens ainda em rascunho. Na próxima sessão agendada para dia 28 de Maio, às 11h, as páginas de “Uma Princesa Real - Um Conto Matemágico” de Brenda Williams vão levar  de experiência em experiência, de surpresa em surpresa, de problema em problema, ao mundo mágico da matemática.

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Livro da Semana
 
O impostor
 
de
 
Javier Cercas
 
 
 
   "Eis um fascinante romance sem ficção, saturado de ficção; a ficção não a põe o autor: põe-na Enric Marco.
   Quem é Enric Marco? Um nonagenário barcelonês que se fez passar por sobrevivente dos campos nazis e que foi desmascarado em maio de 2005, depois de presidir durante três anos à associação espanhola dos sobreviventes, de dar centenas de conferências, de conceder dezenas de entrevistas, de receber importantes distinções e de comover (nalguns casos até às lágrimas) os parlamentares espanhóis reunidos para, pela primeira vez, prestarem homenagem aos republicanos vítimas do III Reich. O caso deu a volta ao mundo e transformou Marco no grande impostor e no grande maldito. Agora, quase uma década depois, Javier Cercas persegue neste thriller hipnótico o enigma da personagem, a sua verdade e as suas falsidades. E através dessa investigação, que percorre quase um século da história de Espanha, mergulha com uma paixão de kamikaze e uma honestidade dilacerante nas profundezas de todos nós: na capacidade infinita que temos de nos enganar a nós próprios, no nosso conformismo e nas nossas mentiras, na nossa sede insaciável de afeto, nas nossas necessidades contraditórias de ficção e de realidade, nas zonas mais dolorosas do nosso passado recente. O resultado é um livro que não fala de Enric Marco mas de você, leitor; também é o livro mais insubmisso e radical de Javier Cercas: um livro assombroso que, com uma audácia inédita, alarga os limites do género romanesco e explora as últimas fronteiras da nossa humanidade."  

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terça-feira, 24 de maio de 2016
Campus Virtual de Verão da UAb 2.0 - 2016 / Imagem, Som, Ação: Produção e Edição Online de Conteúdos Audiovisuais
 
Destinatários:
Estudantes do Ensino Secundário
(10º, 11º e 12º anos)
 
27 de junho a 15 de julho
 
Candidaturas:
2 de maio a 24 de junho
60€

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Animação Digital – Criação de Filmes em Movie Maker
 
 
 
No âmbito do Projeto de Animação Digital – Criação de Filmes em Movie Maker, os alunos participantes foram desafiados a criar um filme original, a partir de textos e ilustrações da sua autoria.
 
«O cavaleiro e a espada sagrada», de Francisco Guerreiro
 
«O Elefante Mágico», de Matilde Furtado
 
«O menino aventureiro», de Tomás Jacinto

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Uma Princesa Real - Um Conto Matemágico
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
28 de Maio - 11H00

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Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Junho
Natural da água
   "A fonte: ninho da água. Dali ela se constitui, emplumando-se ao modo de ser ave. Primeiro se pintainha, levantando o bico à chuva que desce.
   A água nasce de ser plantada? Ou de pedra que se converte, lavando o tempo em suas lágrimas? Ninguém nunca viu. O parto da água não tem testemunha: aparecemos sempre depois.
 
   Quem procure a fonte que escute primeiro seu chilreio fresco. Só depois rasteire os olhos entre a pedra e a erva. Deixe aí seu olhar pousado até que a alma, naquela dobrazinha onde ela se distrai de nós, se sinta molhada e mais que alagada: alaguada. Verá então como a água a si mesma se enche, abrindo as margens, soltando suas asas. Começa a viagem do rio sucessivo.
 
   O rio, caligrafia da água. Do alto, parece um sulco de metal transfluente. Limpo e solene. Mais perto se vê que, nas margens, se empoleira, contagiando-se de terra. O rio ora beija, ora morde a margem.
   Entre carícia e rasgão, se fazem seus incertos rumores de amante. Dentro dele se transportam ondulantes gazelas. Nesse tropel, o leito tornava-se savana azul, África liquefazendo sua carne térrea. O continente se oceanifica.
 
   Mas a água só despida está completa. Assim, da terra ela se distingue. A terra exige coberta, requer construção. Enquanto a água em sua própria pele se aconchega. Em tal nudez, nunca nenhum sulco se abriu, nenhuma ruga se desenhou. Os homens magoam o solo, cobrem de golpes o chão. Mas até agora nenhum foi capaz de ferir o rio e deixar cicatriz nele escrita.
 
   O rio da minha infância: sotaque da terra, pronúncia da própria vida. Esse rio transcorre não no mundo mas em mim. Como se eu fora natural da água e não de lugar terreno. Às vezes flui manso, diluindo os amargos recantos, consolando as arestas da minha idade. Outras, fundo e espesso, quase imitando o fogo. Então, em sua corrente me ensombro. E me duvido: afogar é morrer na água ou no fogo?
 
   Afinal, a fúria é breve. O rio simplesmente se lavava da morte, sacudindo destroços de mim que se espreguiçavam na torrente.
   A coragem do rio é o seu caminhar suicida para o mar. A bondade da água é o seu incansável retorno ao regaço da vida."
 
Mia Couto, in "Cronicando"

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segunda-feira, 23 de maio de 2016
Novidades Livros
 
TURISMO DO ALENTEJO
Guia de Restaurantes certificados do Alentejo
640
 

 
MURPHY, Glenn
Pfuu! Que pivete é este?
612 MRP (Juv)
 

 
ABAD VARELA, José António
Quadros de uma exposição
82 LE-34 VRL (Inf)

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sexta-feira, 20 de maio de 2016
Bom Fim de Semana
"Uma Lulik" de Maria Gabriela Carrascalão
 
 
 
Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Reflexos de Timor

Reflexos da terra há muito deixada
Por tantos e tantos chorada...
Reflexos de um mar sedento de Paz
Corado do sangue de todo o que jaz...
Reflexos de um grito do Monte
Cansado de tanto sofrer...

Reflexos, Reflexos de Timor...

Reflexos de quem clama a Justiça
De um Mundo sem Lei nem Amor!
Reflexos de um Povo que grita
Liberdade, Liberdade, Viva Timor!

Crisódio T. Araújo (Poeta timorense)

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Uma Princesa Real - Um Conto Matemágico
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
28 de Maio - 11H00

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quinta-feira, 19 de maio de 2016
EXPERIMENTA: Workshop de Cozinha Saudável (utilização de robots de cozinha)
 
 
Refeitório Serviços Sociais
 
30 e 31 de Maio - 19H30
 
 
* Inscrições até 25 de Maio
 
Estúdio Jovem
 
269 450 083
 

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7º Convívio Desportivo dos Jardins de Infância
 
 
Parque Desportivo Municipal de Grândola
 
20 de Maio - das 10h00 às 12H00

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Filme da Semana
 
 
Divergente
 
um filme de
 
Neil Burger
 
 
   "Divergente é um filme de ficção científica que adapta o primeiro volume da trilogia que se tornou um bestseller mundial, escrita pela norte-americana Veronica Roth.
   Num futuro distante, a sociedade é dividida em fações com base nas suas personalidades. Os criadores deste sistema acreditam que desta forma o mundo será poupado a novas guerras. Entretanto, Tris Prior (Shailene Woodley) é avisada de que é uma divergente. Significa que nunca se encaixará em nenhum dos outros grupos. Quando descobre uma conspiração para eliminar todos os divergentes, Tris inicia a missão vital de saber o que torna os divergentes tão perigosos, antes que seja tarde demais…"


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quarta-feira, 18 de maio de 2016
Livro da Semana
 
O Meças
 
de
 
J. Rentes de Carvalho
 
 
 
   "Romance inédito que conta a história de António Roque, homem atormentado, possesso do demónio de funestas memórias. As imagens do passado que regularmente se apoderam dele transformam-no num monstro capaz dos piores actos. Mas a obscura história da irmã e do homem abastado que se servia dela e que, apesar de morto, continua a instigar-lhe um ódio devastador não é exactamente como ele pensa que se lembra.
   Depois de anos emigrado na Alemanha, o Meças regressa à sua aldeia de origem. Com ele vivem o filho (a quem detesta) e a nora (a quem deseja, mas inferniza a vida), atemorizando de resto a todos os que com ele se cruzam. 
   Uma história de violência, em que a progressiva definição dos contornos da memória revelará novas e dolorosas verdades."

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terça-feira, 17 de maio de 2016
Uma Princesa Real - Um Conto Matemágico
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
28 de Maio - 11H00

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AS MÃOS
   "Um homem com um balde de tinta na mão esquerda traça com a mão direita uma linha que separa Berlim. É uma fotografia de 1948. O homem que estava nessa fotografia, ainda novo, é o velho que agora segura na fotografia.
   Ele olha atentamente para a foto e tenta identificar a rua que ele, sozinho, com um balde de tinta, dividiu em dois - como se a tinta branca fosse suficiente para separar duas formas de entender e actuar sobre o mundo. Mas não pegou apenas em tinta, quando tinha aquela idade. Também matou; e fez ainda outras coisas piores que não contou a ninguém.
   De qualquer maneira, este homem que agora se vê a si próprio tão novo na foto, este homem agora é muito velho e a fotografia - devido à sua velhice, à perda de domínio dos movimentos - não para de se mover na sua mão, como se não estivesse estável.
   É muito velho e não se envergonha de nada do que fez. Apenas tem vergonha de a sua mão estar a tremer."
 
Gonçalo M. Tavares, in "Short movies" 

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segunda-feira, 16 de maio de 2016
Linha Sénior de Grândola
 
 
Linha Sénior de Grândola
 
Linha de atendimento telefónico para a população idosa
 
Serviço local promovido pela Câmara Municipal de Grândola no âmbito de Programa
Viver Solidário
 

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Novidades Livros
 
HAYES, Terry
Peregrino
82 LE-312.4 HYS
 

 
RIORDAN, Rick
O sangue do Olimpo
82 LE-311.3 RRD (Juv)
 

 
CALI, Davide
A casa que voou
82 LE-34 CLI (Inf)

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sexta-feira, 13 de maio de 2016
Sugestões para o Fim de Semana
 
Biblioteca Municipal
14 de Maio - 11H00



 
Biblioteca Municipal
14 de Maio - 15H30

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Bom Fim de Semana
Agostinho da Silva, por Rui Zilhão




Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Poeminha que saiu

Viva a vida disse a vida
e nunca mais se morreu
Deus em si nos retomando
o tempo eterno nos deu

nunca mais fomos poetas
que era coisa de sofrer
agora somos poemas
como Ele é de sempre ser

nunca mais fomos crianças
distantes de ter crescido
com saudades de um passado
para nós sempre vivido

nem do futuro ansiosos
pois o temos no passado
nem de espaços repartidos
se faz o mundo sonhado

se sonhamos ou vivemos
é pergunta que sumiu
a ser viemos de estar
o presente ninguém viu

só porque ousámos querer
esse querer não querendo
e fomos fazendo o feito
esse fazer não fazendo.

Agostinho da Silva, in "Uns poemas de Agostinho"


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quinta-feira, 12 de maio de 2016
Tributo a Marcos Moleiro (Poeta Popular)
 
 
Minas do Lousal
(junto à Albergaria)
 
14 de Maio - 16H00

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Filme da Semana
 
 
Real desatino
 
um filme de
 
David Gordon Green
 
 
 
   "Num reino muito, muito distante, existem dois príncipes irmãos: Fabious, o mais velho, é belo, amável e corajoso; Thadeous, o mais novo, nem por isso. Quando Belladonna (Zooey Deschanel), a futura noiva do príncipe herdeiro, é raptada pelo cruel feiticeiro Leezar (Justin Theroux), o rei faz um ultimato ao filho mais novo: ou ajuda o irmão na grande missão de resgate da princesa ou é deserdado. E é assim que os dois irmãos, com a ajuda da corajosa guerreira Isabel (Natalie Portman), formam uma equipa improvável que salvará não apenas a vida da princesa em perigo, mas todo o reino da fúria dos seus inimigos."

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quarta-feira, 11 de maio de 2016
É uma vez... A mãe do herói
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
14 de Maio - 11H00

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Lançamento do Livro "Os expostos no concelho de Grândola", de Germesindo Silva
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
14 de Maio - 15H30

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Livro da Semana
 
O exorcismo de Ana C.
 
de
 
Secundino Cunha



   "Depois de deixar a cabeça de uma galinha preta no Santuário de São Bento da Porta Aberta, de ter recorrido a cartomantes, a medicinas alternativas ou ao Feng shui para resolver um mal-estar violento e alegadamente inexplicável à luz da ciência, Ana C. é aconselhada a recorrer a um exorcista. Sendo médica e uma mulher habituada a olhar para a vida de modo racional, Ana C. desconfia deste conselho, mas rapidamente se convence de que a sua cura passa por procurar ajuda divina.
   Após a inesperada morte do seu pai, Ana não descansou enquanto não se assegurou de que a alma do progenitor estava em descanso. Mas dizem-lhe que procurar caminhos alternativos para encontrar uma resposta para as suas dúvidas fez com que se afastasse de Deus e abrisse o seu corpo ao diabo, permitindo que este se apoderasse da sua alma. De repente Ana C. vê-se refém de uma violenta possessão demoníaca. O padre Quinteiro fica responsável por este exorcismo, que se revela difícil e lento.
 
   Esta é a história verídica de Ana C. que, em pleno século XXI, no Norte de Portugal, afirma ter sido vítima de uma possessão demoníaca e ter sido salva somente depois de o padre Quinteiro a ter exorcizado.
   Um livro inquietante centrado na temática do diabo e dos exorcismos. Um assunto sensível, polémico e tantas vezes evitado, que voltou à ordem do dia quando, a 19 de maio de 2013, um domingo de Pentecostes, em plena Praça de São Pedro, o Papa Francisco expulsou um demónio que atormentava um jovem."

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terça-feira, 10 de maio de 2016
A GERAÇÃO QUE ME SEGUIR
   "A geração que se seguirá a mim, amada até representar a única alegria que a ideia da morte nos pode dar - a de ela nos sobreviver -, é vista por mim com desprendimento. Mas o amor mais perfeito é desprendimento, e não persuasão.
   Não há palavras minhas que eu prefira e aconselhe a guardar. Tenho dito coisas muito belas, outras insignificantes. É o que acontece quando se escreve muito, às vezes por motivo dum estado de alma tenso e resolvido a despertar ou medo ou piedade. Se não fossem estas duas intenções inefáveis, a obra do maior dos génios reduzia-se a meia dúzia de páginas.
   Enfim, é preciso não considerar o mundo como uma vasta biblioteca, um lugar onde a educação da alma se faz apenas por meio da experiência congelada. Não que uma obra grande não seja preciosa. Dá-nos confiança, ajuda-nos a suportar o tédio e a desilusão; embora a maior parte dos discursos sobre a beleza e o bem careçam de coerência e de razoabilidade. Mas não é de maneira nenhuma irrisório que o homem deixe testemunho da sua passagem na terra e que cada um ilumine com paixão uma realidade. Nisto da eternidade tem que se dar um empurrãozinho, senão caímos na autocomplacência que é o rastilho do carreirismo."
 
Agustina Bessa-Luís, in "Caderno de significados"

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segunda-feira, 9 de maio de 2016
Novidades Livros
 
NESBO, Jo
O fantasma
82 LE-312.4 NSB
 

 
WALDEN, Mark
Velocidade máxima
82 LE-311.3 WLD (Juv)
 

 
MACHADO, David
O tubarão na banheira
82 LP-34 MCH (Inf)

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sexta-feira, 6 de maio de 2016
Bom Fim de Semana
Pintura de Edvard Munch


 
Bom Fim de Semana



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Poema da Semana
Noite Luarenta

Noite luarenta
Noite a luarar
Noite tão sangrenta
Noite a dar a dar
Na chaminé da planície
a solidão a cismar
na chaminé da planície
noite luarenta a dar a dar
Noite luarenta
noite de mistério
noite tão sangrenta
solidão cemitério
Na chaminé da planície
o Alentejo a solidar
noite luarenta que o visse
noite luarenta a dar a dar
Noite luarenta
noite luarol
na chaminé da planície
o temor e o tremor
O cavalo a luarar
a lua a fazer meiguice
noite luarenta a luarar
noite luarenta a luarice.

António Gancho, in "O Ar da Manhã"

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É uma vez... A mãe do herói
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
14 de Maio - 11H00

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Lançamento do Livro "Os expostos no concelho de Grândola", de Germesindo Silva
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
14 de Maio - 15H30

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ROTA DO PATRIMÓNIO - Visita guiada
 
Ermida da Nossa Senhora da Penha de França
e
Igreja de Santa Margarida da Serra
 
 
7 de Maio
 
Saída do autocarro às 9H30 (junto à Biblioteca Municipal)
 
 
* inscrições:
 
Biblioteca Municipal
ou
910 080 495
 

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quinta-feira, 5 de maio de 2016
O cálculo de ontem e de hoje - Exposição
 
 
Biblioteca Municipal de Grândola
 
9 de Maio a 3 de Junho

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Filme da Semana
 
Os combatentes
 
um filme de
 
Thomas Cailley
 
 
 
   "O jovem Arnaud (Kévin Azaïs), cujo pai acabou de falecer, enfrenta um futuro incerto numa pequena cidade francesa. Ali encontra Madeleine (Adèle Haenel), uma jovem irreverente e cheia de ideias incomuns, que está decidida a ingressar num estágio militar de Verão para aprender estratégias de sobrevivência. Intrigado e animado pelo seu modo de ser, Arnaud decide segui-la. Porém, quando ambos se apercebem de que o treino é mais duro do que imaginavam, é já demasiado tarde para desistirem…
   Um filme sobre o amor e a iniciação à idade adulta, realizado por Thomas Cailley segundo um argumento seu em parceria com Claude Le Pape. Apresentado no Festival de Cinema de Cannes em 2014, "Os Combatentes" conquistou quatro prémios, entre os quais o da Crítica Internacional (Fipresci – Federação Internacional de Críticos de Cinema). Em 2015, obteve ainda nove nomeações para os Césars (os Óscares franceses), sendo contemplado com quatro galardões: Melhor Primeiro Filme, Melhor Actriz (Haenel), Melhor Actor Revelação (Azaïs) e Melhor Argumento Original (Cailley e Le Pape). "
 
in Público
 
 
 

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Livro da Semana
 
As mulheres e a guerra colonial
 
de
 
Sofia Branco
 
 
 
   "Rezaram e fizeram promessas por eles. Escreveram-lhes centenas de aerogramas, adiando o amor, às vezes sem volta. Tornaram-se madrinhas de guerra de homens que nem sequer conheciam. Foram com eles para o território desconhecido de África, que amaram ou odiaram, ou resignaram-se a esperar por eles, com filhos nos braços. Voaram para os resgatar do mato, onde chegaram mesmo a morrer por eles, e organizaram-se, com maior ou menor cunho ideológico, para lhes aliviar a saudade, enquanto apoiavam as suas famílias. Arriscaram por eles, protegendo-lhes a retaguarda, contestando a guerra, desertando sem saberem quando voltariam ao seu país, mergulhando na clandestinidade e aderindo à luta armada, sujeitas às sevícias da polícia política e perdendo a juventude nas masmorras da prisão. Trataram deles quando voltaram, mutilados e traumatizados, e habituaram-se a amar homens diferentes daqueles com quem haviam casado.
   Cada uma à sua maneira, as protagonistas deste livro foram pioneiras, desbravando caminhos outrora vedados às mulheres. Mães, irmãs, filhas, amantes, companheiras, amigas, muitas mulheres viveram a guerra colonial como se também elas tivessem sido mobilizadas.
   Depois da guerra, também para elas nada foi como dantes."

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terça-feira, 3 de maio de 2016
Ler faz crescer - Maio 2016
O estrabismo das inglesas
   "António pede-me crónica sobre a inglesa que está longe. António, o da perseverança, bem sabe que a inglesa um dia estará perto. Dele.
   - E daí?, interroga-me, em desafio, o super-ego de António.
   - Nada! António, responde-lhe, estranhamente modesto, o meu subdesenvolvido super-ego.
   Agora, de homem para homem, que o mesmo é dizer de criança velha para criança grande, confesse-me uma coisa, António: como vai essa inglesa (porque se trata de uma bem concreta inglesa) no que respeita a estrabismo?
   António não me responde. Pensará ele que o estrabismo é só um olho que manda o outro olho à fava? Não saberá que um dos encantos das «loiras filhas de Albion», como diz Chavão, é esse olho que elas põem em nós enquanto o outro olho divaga pelo infinito?
   Ah! Não haver um Júlio Dinis moderno e sem pupilas que nos iniciasse no estrabismo das inglesas! Porque é esse, António, um dos maiores «ufes!» que elas podem dar. Olho em nós e, ao mesmo tempo, olho no infinito; olho na nossa cara (nós) e, simultaneamente, olho na nossa nuca (infinito)! Já teria sido você, António, enlaçado-largado por um directo-errabundo olhar inglês desses?
   Não?
   Que sorte o meu amigo teve!...
   Se a espanhola é o andar, a inglesa é o olhar. Das espanholas, desses sinos moventes, tiveram nossos avós estendida experiência. Já a candura explosiva, a inocência incendiária das inglesas pôs menos fogos nos nossos relentos machistas. É que, dumas às outras, o passo é largo. Chama-se espiritualidade
   A inglesa que está longe não é - vejo-o agora! - uma pessoa dessas que ainda se dão ao luxo de ter biografia. A inglesa que está longe, caro António, é apenas o olho de inglesa que erra pelo infinito, quer dizer, que o olha a você na nuca. Falta-lhe ainda o olho que o olha de frente, que o olha patente. Só então terá você completado a sua inglesa, o estrabismo de eleição, em suma, a perfeição!
   Defenda-se, António, da inglesa de olhar longe-perto! Pode ser a sua hora da verdade..."
 
Alexandre O'Neill, in "Já cá não está quem falou"

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segunda-feira, 2 de maio de 2016
Novidades Livros
 
PIMENTEL, Irene Flunser
Espiões em Portugal durante a II Guerra Mundial
94(469) PMN
 
 

 
PHELAN, James
Os últimos treze
82 LE-311.3 PHL (Juv)
 
 
 
MARGARIDO, Manuel
Winston Churchill
929 CHU MRG (Inf)

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