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Biblioteca Municipal de Grândola
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Livro da Semana

 
 


 Portugueses no Holocausto
 
de
 
Esther Mucznik
 
 
 
 
 
 
 
 



 
"Baruch Leão Lopes de Laguna, um dos grandes pintores da escola holandesa do século XIX, judeu de origem portuguesa, morreu em 1943 no campo de concentração de Auschwitz. Não foi o único, com ele desapareceram 4 mil judeus de origem portuguesa na Holanda, que acabaram nas câmaras de gás. No memorial do campo de Bergen-Belsen consta o nome de 21 portugueses deportados de Salónica, entre estes Prosper Colomar e Richard Lopes que não sobreviveram. Em França, José Brito Mendes arrisca a sua vida, escondendo a pequena Cecile, cujos pais judeus são deportados para os campos da morte. Uma história de coragem e humanismo no meio da atrocidade. Em Viena, a infanta Maria Adelaide de Bragança também não ficou indiferente ao sofrimento e não hesitou em ajudar a resistência nomeadamente no cuidado dos feridos, no transporte de armas e mantimentos, tendo sido presa pela Gestapo.
 
Esta é a história destes e de muitos outros portugueses engolidos pela espiral devoradora do nazismo: resistentes apanhados em países da Europa ocupada, judeus naturais desses países mas de nacionalidade portuguesa ou reclamando-se dela, homens e mulheres descendentes dos foragidos portugueses da Inquisição, mas cujo nome, transmitido de geração em geração, não foi suficiente para os salvar das câmaras de gás. É também a história de embaixadores e cônsules de Portugal nos países ocupados que, contrariando as ordens de Salazar, não hesitaram em salvar milhares de pessoas. Nomes como Carlos de Sampaio Garrido ou Aristides de Sousa Mendes.
 
Esther Mucznik traz-nos um livro absolutamente original, baseado numa investigação profunda e cuidada, no qual nos conta novas histórias sobre a posição de Portugal durante a Segunda Guerra Mundial."
 
 


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terça-feira, 30 de outubro de 2012
Programação do Cinema para Novembro

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Novidades Livros


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
HARRIS, Joanne
O aroma das especiarias
82 LE-3 HRR
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
ROBERTS, Nora
O Vale do Silêncio
82 LE-3 RBR
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
ALIAGA, Roberto
Uma história cheia de lobos
82 LE-34 LGA (Inf)



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sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Bom Fim-de-Semana
Manuel António Pina (1943 - 2012)

Os funcionários da Biblioteca Municipal desejam a todos os utilizadores um agradável fim-de-semana.
Poema da Semana
Os livros


É então isto um livro,
este, como dizer?, murmúrio,
este rosto virado para dentro de
alguma coisa escura que ainda não existe
que, se uma mão subitamente
inocente a toca,
se abre desamparadamente
como uma boca
falando com a nossa voz?
É isto um livro,
esta espécie de coração (o nosso coração)
dizendo "eu" entre nós e nós?


Manuel António Pina (1943-2012), in "Como se desenha uma casa"

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Apresentação do livro "Buma, o pequeno detetive"
A autora Margarida Freire, a professora Ana Ferreira e a Biblioteca Municipal de Grândola convidam a participar na sessão de apresentação do livro Buma, o pequeno detetive, a realizar a 28 de outubro de 2012, dia do 23.º aniversário da BMG, pelas 16H00.

Contamos convosco!


 

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Filme da Semana

Este é o meu lugar

um filme de
Paolo Sorrentino


"Cheynne tem cinquenta anos, é judeu e estrela de rock - música gótica, baton vermelho, maquilhagem branca - mas que já deixou a cena musical.
Apesar de levar uma vida confortável em Dublin, vê-se atormentado por um tédio que tende a ver como uma ligeira depressão. No fundo, vive a vida de um homem que se retirou cedo demais. A morte do pai, com quem não falava há muito tempo, leva-o de novo a Nova de Iorque. Aí lê alguns diários que lhe permitem perceber o que foram os últimos trinta anos de vida do pai. Anos passados obsessivamente à procura de um criminoso Nazi que se refugiara nos Estados Unidos. Com uma implacável lentidão e sem qualquer talento para a investigação, Cheyenne decide, contra toda a lógica, continuar a busca do seu pai e atravessar os Estados Unidos para encontrar um alemão de noventa que provavelmente já morreu de velhice."

Este filme encontra-se disponível para visionamento na Biblioteca Municipal.



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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Livro da semana






Se os gatos usassem botas, governavam as rãs

de


Raquel Saiz & Rashin Kheiriyeh
 
 
 
 
 
 
 
 
"Este é um livro sobre gatos condenados a calçar-se, viúvas amantes de moda, amantes dos animais, avalanchas de ratos, flautistas retirados, pedreiros ao serviço, estranhos aparelhos que sustêm a Lua, bruxas num dia mau, revoltas populares, reis, rainhas, princesas... que conta a incrível (mas verdadeira) história de como os sapos acabaram por mandar no mundo.

Se os gatos usassem botas, governavam as rãs é uma revisita ao conto popular europeu recompilado em 1697 por Charles Perrault no seu Contos da mamã ganso (Contes de ma mère l’Oye) e é, sobretudo, uma mistura de protagonistas de histórias clássicas infantis: os ratos e o flautista de Hamelin, bruxas, príncipes transformados em sapos, princesas dispostas a beijá-los (apesar do nojo) para quebrar infrutuosamente o feitiço."

“Esta não pretende ser uma história sobre o mundo, é uma história sobre as próprias histórias; porque as histórias têm as suas normas e é perigoso alterá-las”, adverte a autora.

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terça-feira, 23 de outubro de 2012
O dilema da borboleta
Chuang Tse era um dos mais respeitados e admirados filósofos da China antiga.
Um dia adormeceu, após ter dialogado longamente com os seus discípulos, e durante o sono sonhou que era uma borboleta.
Ao despertar, mandou os discípulos juntarem-se em seu redor, dando-lhes a ideia de que tinha uma grande revelação filosófica para lhes fazer.
- Queridos discípulos - disse -, era noite dormi profundamente e durante o sono sonhei que era uma borboleta.
- O que pode haver de especial nesse sonho, querido mestre? - perguntou um dos seus discípulos mais antigos.
E o mestre respondeu-lhe:
- O que há de especial neste sonho é o seguinte: neste momento não sei se foi Chuang Tse que sonhou ser uma borboleta, ou se foi a borboleta que sonhou ser Chuang Tse.
 
José Jorge Letria in "Contos da China Antiga"

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Bom fim de semana
Mulher com leque de Pablo Picasso





Bom fim de semana
Ação de Formação / Sensibilização - 24 de Outubro


24 de outubro - 18H00 às 20H30



Dia Municipal para a igualdade

 
Mulheres de Palavras - Palavras de Mulher

 
Ação de formação/sensibilização desenvolvida pelas investigadoras do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI), Isabel Ventura e Natividade Monteiro.

Inscrições gratuitas até 23 de outubro, na Biblioteca Municipal de Grândola (biblioteca@cm-grandola.pt; tel. 269 450 080/1)

 
Org.: CEMRI em parceria com o Centro Local de Aprendizagem (CLA) da Universidade Aberta (UAb) em Grândola e com a Câmara Municipal de Grândola.

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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Psht, ó chefe
     Um dos problemas das férias - e não menos grave - é que o nosso contacto com empregados de café tende a aumentar. Há mais tempo de permanência em esplanadas, e o convívio com aquele tipo de profissional pode causar danos irreversíveis na nossa auto-estima. Em primeiro lugar, faz falta um estudo sério que distinga os empregados de café quanto à sua ideologia. Basicamente, há quatro tipos de empregado de café. Há o autoritário-platónico, que grita para dentro da cozinha ordens como "Quero uma imperial!" ou "Quero uma tosta mista!" Aquele "quero" assusta pelo que tem de exigência ríspida, mas enternece pelo modo como toma para si os desejos do cliente. Na realidade, somos nós que desejamos a tosta mista, mas este empregado é o nosso ponta-de-lança na cozinha. E está a dizer-nos que vai disputar a nossa tosta ao cozinheiro com o mesmo empenho que teria se fosse ele a desejá-la. Trata-se, porém, de um desejo platónico, porque o empregado sabe que, embora deseje a tosta mista com a mesma intensidade que o cliente, quem acaba por comê-la somos nós. Vejam como há mais drama nisto do que parece à primeira vista. Estou convencido de que, se Shakespeare fosse vivo hoje, todas as suas tragédias se passariam em snack-bares.
     Há, também, o empregado pueril. É o que exclama "Dá uma bifana!" ou "Dá molotov!" A doçura inocente da ordem é tal que não podemos deixar de pensar que se trata de uma versão abreviada de "Dá molotov ao menino!" E isso também enternece, evidentemente.
     Há, ainda, o empregado voyeur. Este dirige-se ao pessoal da cozinha bradando "Olha o bitoque!" ou "Olha a meia de leite!" É, no fundo, um homem que contempla. Pousa o olhar sobre um prato de tremoços como Alberto Caeiro o pousava sobre os rios e sobre as flores - só que com mais poesia.
     E há, finalmente, o empregado escapista. É aquele que transforma os nossos pedidos em ordens do tipo "Sai uma sandes de carne assada!" Este empregado está interessado apenas na saída do nosso pedido, para que ele se presentifique o mais rapidamente possível à nossa frente. Escuso dizer como esta urgência é enternecedora.
     Perante isto, é inevitável que o cliente sinta que não merece ser servido por empregados que denotam este nível de abnegação. Mas não é só na dedicação à causa que nos sentimos inferiorizados perante estes profissionais. Há toda uma superioridade linguística que também achincalha. Na maior parte dos casos, os empregados de café corrigem subtilmente o fraseado dos nossos pedidos. Quem me dera ter um euro por cada vez que mantive este diálogo com um empregado:
     Eu: Queria um café.
     Ele: Deseja uma bica?
     Repare-se que, na minha frase, nem uma palavra se aproveita. É impossível não sentir embaraço por termos dito que queríamos um café quando, na verdade, o que se passa é que desejamos uma bica. Ou o Verão acaba depressa ou vou precisar de terapia.

Ricardo Araújo Pereira, in "Boca do Inferno"

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Prémio Nobel da Literatura 2012


"O escritor chinês Mo Yan venceu o Prémio Nobel da Literatura 2012, anunciou a Academia Sueca.

No comunicado que justifica a escolha, a Academia diz que Mo Yan "funde os contos tradicionais, a história e a contemporaneidade com um realismo alucinatório".

Acusado por alguns de não ser um crítico aberto do regime, Mo Yan tem escrito alguns romances que contrariam as políticas chinesas. Um dos seus mais recentes trabalhos, Rã, que ainda não está traduzido em português, dá uma imagem bastante negativa da política chinesa de limitação da natalidade a apenas um filho por casal, um tema tabu na China.

O psedónimo literário Mo Yan significa "não fales" em chinês. O escritor chama-se na realidade Guan Moye, tem 57 anos e nasceu na província de Shandong, no leste da China. Num discurso que fez há uns anos na Universidade Aberta de Hong Kong, Mo Yan disse que o seu pseudónimo foi escolhido na altura de escrever o seu primeiro romance, e que fez a escolha para se lembrar que não devia falar de mais.

Segundo a sua biografia, Mo Yan terá deixado a escola durante a Revolução Cultural para trabalhar numa fábrica de produção de óleo. Juntou-se ao Exército do Povo aos 20 e começou ea escrever enquanto era soldado, em 1981. Três anos depois, começou a ensinar no Departamento de Literatura da Academia Cultural do Exército."

in RTP notícias

Existe apenas um título de Mo Yan traduzido para português: "Peito grande, ancas largas"

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A Cigarra e a Formiga
No passado sábado realizou-se, na Biblioteca Municipal, mais uma "Animação do Livro e da Leitura para Todos", desta vez baseada no livro "A Cigarra e a Formiga" de Luísa Ducla Soares e ilustrado por Pedro Nogueira.

Para além da Cátia, da Catarina e da Sofia Dimas (no som), pudemos contar também com a colaboração do Tomás Jacinto.









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Exposição "Aspetos Históricos dos Movimentos Feministas"

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Bom fim de semana
Fernando Pessoa por Júlio Pomar


Bom fim de semana para todos
Poema da semana
Vivem em nós inúmeros

Vivem em nós inumeros
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa.

Tenho mais almas que uma.
Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.

Os impulsos cruzados
Do que sinto ou não sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu 'escrevo.

Fernando Pessoa, in "Pessoa e Pessoas de Pessoa"

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Exposição de Pintura de Rosete Rodrigues - Convite

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Filme da Semana


Vergonha

um filme de
Steve McQueen

 
"Brandon é um jovem de sucesso, com trinta e poucos anos, que vive confortavelmente no seu apartamento em Nova Iorque. Para se distrair da monotonia do dia-a-dia, ele seduz mulheres, embrenhando-se numa série de romances condenados e casos de uma só noite.
No entanto, o ritmo de vida rigidamente controlado de Brandon entra em colapso, quando a sua irmã Sissy, uma jovem rebelde e conturbada, aparece inesperadamente.
Vergonha é uma análise envolvente e oportuna sobre a natureza do desejo, sobre como vivemos as nossas vidas e as experiências que nos moldam."

Este filme encontra-se disponível para visionamento na Biblioteca Municipal.

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Lançamento do Livro "A Crioula"


Lançamento do livro "A Crioula" de António Chainho

15 de Outubro de 2012 - 21H00

Biblioteca Municipal de Grândola

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A Cigarra e a Formiga - 13 de Outubro - 11H00






Terroristas apaixonados

de

Ken Ballen










 



     "Por que é que um rapaz se torna num Radical Islâmico?
      Quais são as suas crenças mais profundas?
      Haverá esperança que ele se afaste do terrorismo?

     Em Terroristas apaixonados, Ken Ballen transporta-nos para além das linhas do inimigo, levando-nos ao mundo obscuro dos Terroristas Islâmicos.

     Imagine um mundo onde os sonhos de um rapaz ditam o comportamento de guerreiros e militares em batalha, onde a morte é a única liberdade possível para o amor proibido de um jovem casal, onde o extremismo religioso, o ódio cego e a corrupção endémica se combinam para formar uma ideologia letal que pode manietar para sempre a vida de um ser humano.
     Com a ajuda das autoridades da Arábia Saudita e de vários jornalistas bem posicionados, Ballen entrevistou, durante cinco anos, mais de 100 antigos jihadistas. Esta pesquisa serviu de base a este livro, no qual o autor se concentrou no perfil de seis terroristas com vidas complexas e completamente diferentes, que expressaram os seus sonhos, as suas frustações pessoais e o porquê da lealdade para com os líderes religiosos.
     A consciência de que estas seis vidas não se enquadram no conceito ocidental estereotipado de terrorismo, impeliram-no a narrá-las e a revelá-las ao mundo.
     Este é o mundo dos TERRORISTAS APAIXONADOS."

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terça-feira, 9 de outubro de 2012
Exposição de Pintura de Rosete Rodrigues - 12 de Outubro a 10 de Novembro



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Uma vida
     Os membros da família entreolharam-se sonolentos mas felizes com a sempre agradável sensação de terem sobrevivido às trevas de mais uma noite.
     Com efeito, quando o sol despontara no horizonte e a luz ainda crua do alvorecer já clareava a paisagem, todos se felicitaram por não faltar nenhum membro ao agregado familiar.
     A constatação visual foi confirmada pelo cheiro e pelo tacto, pois nimguém ali sabia contar, mas provocou em todos uma espécie de esgar que simbolizava um sorriso, e desencadeou uma série de urros que deveriam tomar-se como prova de regozijo.
     Animosamente, movimentaram-se em várias direcções, na busca dos alimentos que tinham armazenado na véspera, e não tardou que se acocorassem em grupo, concentrados na tarefa importantíssima de mastigar.
     De súbito, escutaram-se uns gemidos que, pouco a pouco, se transformaram em berros, atroando os ares das redondezas: era uma das mulheres que dava à luz e rolava no chão, contorcendo-se de sofrimento físico, procurando a posição de corpo mais propícia ao bom desenlace do parto.
     Como habitualmente, ninguém se importou com o facto, e todos continuaram a comer, até que os vagidos do recém-nascido se sobrepuseram ao escarcéu da mãe.
     Aí, aproximaram-se com alguma curiosidade e verificaram que o menino parecia escorreito e tinha uma expressão mais doce do que era habitual. Sobretudo, os traços fisionómicos tornavam-se mais visíveis pela ausência de pêlos nas faces...
     No essencial, não seria diferente de qualquer outra criança, mas tinha um brilho especial nos olhos, algo de estranho nos movimentos.
     O elemento mais velho da família aproximou-se e depositou-lhe uma folha sobre o corpo. E, num ritual jamais cumprido até aí, todos imitaram o gesto, e a criança ficou coberta de folhagem, protegida contra o frio da alvorada.
     O menino cresceu robusto e sadio, olhava o mundo de frente e tinha o tronco excepcionalmente erecto.
     Anos mais tarde, fenderam-lhe o crânio à pedrada - o que era um gesto comum na época... - e deitaram o corpo ao rio.
     Mas, nesse momento, começou a desenvolver-se o fenómono da memória naquela família, pois todos recordavam a figura estranha, erecta e com  poucos pêlos que as águas tinham levado para muito longe.
     Seria para outra vida?
     Milhões de anos mais tarde, a questão levantada por esse bando de neandertais continuou sem resposta convincente.

António Victorino d'Almeida, in "Os devoradores de livros"

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Comemorações do dia do Concelho 2012

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Novidades Livros






AMARAL, Domingos
Verão quente
82 LP-3 MRL






Roedores
599 (Juv.)








SAIZ, Raquel
Se os gatos usassem botas, governavam as rãs
82 LE-34 SIZ (Inf.)


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quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Bom fim de semana
Graça Morais (A caminhada do medo X)



Bom fim de semana
Poema da semana
Amador sem coisa amada

Resolvi andar na rua
com os olhos postos no chão.
Quem me quiser que me chame
ou que me toque com a mão.

Quando a angústia embaciar
de tédio os olhos vidrados,
olharei para os prédios altos,
para as telhas dos telhados.

Amador sem coisa amada,
aprendiz colegial.
Sou amador da existência,
Não chego a profissional.

António Gedeão, in "Obra Poética"

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Livro da semana





Sapatos italianos

de

Henning Mankell











 
"Fredrik Welin passou os últimos doze anos da sua vida numa ilha do Báltico rodeada de gelo, tendo como única companhia o seu cão e a sua gata, e como única visita o carteiro. Um dia, vê uma figura aproximar-se lentamente e percebe que nada voltará a ser o mesmo. A pessoa que vem perturbar o seu exílio autoimposto é Harriet, a mulher que ele abandonou sem qualquer explicação há quase quarenta anos. Harriet diz vir obrigá-lo a honrar uma promessa que ele lhe fizera, mas Fredrik está prestes a descobrir que o seu reaparecimento esconde outra surpresa. Juntos iniciarão uma emocionante viagem rumo ao Norte, plena de encontros inesperados e de segredos do passado... Henning Mankell afasta-se do género policial a que já nos habituou para refletir neste romance sobre temas como o amor, a perda, a redenção e a autodescoberta." 


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terça-feira, 2 de outubro de 2012
DIA MUNICIPAL PARA A IGUALDADE - 24 de Outubro
AÇÃO

Mulheres de Palavras – Palavras de Mulheres
 
 
RESUMO DO PROJETO

“As mudanças e as revoluções começaram com palavras que deram corpo a ideias e propagaram ideais.”

Considerando que foi através da escrita que as mulheres se apropriaram das palavras e fizeram ouvir a sua voz, rompendo o silêncio e a invisibilidade a que tinham sido votadas, e deram início ao processo de libertação das peias seculares que as amarravam a uma condição de tuteladas e marginalizadas, propomo-nos evocar alguns momentos do percurso da emancipação feminina em Portugal e resgatar a memória de algumas das suas protagonistas, num período temporal que medeia entre o século XVII e o século XX.


AÇÃO DESENVOLVIDA POR INVESTIGADORAS DO CENTRO DE ESTUDOS DAS MIGRAÇÕES E DAS RELAÇÕES INTERCULTURAIS (CEMRI) – Isabel Ventura e Natividade Monteiro


OBJETIVOS DA AÇÃO

GERAIS

- Sensibilizar para a invisibilidade das mulheres na História e nas Histórias das Literaturas;

- Divulgar a forma como diversas mulheres, em diferentes épocas, usaram a palavra escrita como forma de afirmação e expressão das suas preocupações, das suas aspirações e da sua identidade;

- Promover a igualdade de género, através da valorização do discurso e da ação das mulheres na conquista de direitos civis, sociais e políticos.

ESPECÍFICOS

- Divulgar as origens e afirmação do movimento feminista da 1ª. vaga em Portugal, com destaque para as mulheres feministas e republicanas;

- Divulgar as circunstâncias em que as mulheres conquistaram um espaço na imprensa portuguesa, nas décadas de 60 e 70, quais as principais dificuldades e desafios se colocaram às primeiras repórteres portuguesas.


PÚBLICO-ALVO

- Todos/as os/as interessados/as (comunidade local / comunidade académica local)


ORGANIZAÇÃO

CEMRI em parceria com o Centro Local de Aprendizagem (CLA) da Universidade Aberta (UAb) em Grândola e com a Câmara Municipal de Grândola – Biblioteca Municipal de Grândola

Dalila Milheiro

Isabel Ventura (CEMRI)

Natividade Monteiro (CEMRI)


DATA DE REALIZAÇÃO

24 de outubro de 2012


HORÁRIO

18h00 às 20h30


LOCAL

Auditório da Biblioteca Municipal de Grândola


INSCRIÇÕES

Inscrições gratuitas até dia 23 de outubro na Biblioteca Municipal de Grândola (e-mail biblioteca@cm-grandola.pt; telefone 269 450 081/2). A participação na ação dá direito à obtenção de certificado.

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Embriaga-te
     Devemos andar sempre bêbados. Tudo se resume nisto: é a única solução. Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros e te verga para a terra, deves embriagar-te sem cessar.
     Mas com o quê? Com vinho, com poesia ou com a virtude, a teu gosto. Mas embriaga-te.
     E se alguma vez, nos degraus dum palácio, sobre as verdes ervas duma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que se passou, a tudo o que gemeu, a tudo o que gira, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são: "São horas de te embriagares! Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem cessar! Com vinho, com poesia, ou com a virtude, a teu gosto."

Charles Baudelaire, in "O Spleen de Paris: pequenos poemas em prosa"
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Novidades Livros



MANKELL, Henning
Sapatos Italianos
82 LE-3 MNK










PEREIRA, Jorge Sintra
"Kid Carcaça": a grande aventura europeia
82 LP-3 PRR









HOPKINS, Cathy
Namorados para quê? Só dão problemas
82 LE-3 HPK

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