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Biblioteca Municipal de Grândola
Biblioteca Municipal de Grândola
Rua Dr. José Pereira Barradas 7570-281 Grândola tlf:269450080 fax:269498666 biblioteca@cm-grandola.pt
terça-feira, 30 de junho de 2015
Animação de Verão - Jardim 1º de Maio - Julho de 2015
 
Animação de Verão
 
Jardim 1º de Maio
 
Mês de Julho

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Biblioteca Itinerante - Horário e Percurso - Julho
Cartaz de Cinema - Julho

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CONTO DE FADAS
   "Uma estrela cadente roçou por mim nessa tarde, incendiaram-se as sarças à beira do caminho e ouvi estouros e o fogo alastrou pelas bermas ainda há pouco verdejantes da estrada real.
   - Vem comigo, meu lindo desamparado, sempre triste, disse-me uma estranha criatura, muito alta, com longos cabelos louros e chifres na cabeça.
   Toquei-lhe os corninhos por curiosidade e ela disse-me:
   - Não mexas aí, é território sagrado.
   - Quem és tu, afinal?
   - Sou a fada má dos teus delírios.
   - E queres fazer-me mal?
   - Não, tu encantaste-me. Terás que te acautelar com a fada boa, porque está cheia de inveja.
   - Que é que me dás?
   - O que é que tu queres?
   - Quero um carro de desporto e a jovem que é para mim a beleza absoluta no ser humano.
   - E onde é que ela está?
   - No íntimo dos meus sonhos.
   - Como é que ela se chama?
   - Amor louco.
   A fada bateu com a varinha de condão numa rocha, da qual jorrou água muito pura, e da brancura do repuxo ergueu-se, límpida e nua, a rapariga perfeita, a sorrir-me, a minha ideia sublime de beleza.
   Agarrei-me a ela, quase a desmaiar de tanta felicidade.
   - Cuidado com a fada boa, está desesperada - disse-me ela.
   - Não te preocupes. Com o meu amor em mim, sou invencível."
 
Urbano Tavares Rodrigues, in "A imensa boca dessa angústia"

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segunda-feira, 29 de junho de 2015
Novidades Livros
 
PERLMUTTER, David
Cérebro de farinha
616.8 PRL
 

 
REBELO, Rolando
Aqui Xutos & Pontapés!
784 RBL
 

 
LESTRADE, Agnès de
Os meus disparates preferidos
82 LE-34 LST (Inf)

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sexta-feira, 26 de junho de 2015
Bom Fim de Semana
 
António Ramos Rosa, por Pedro Vieira
 
 
 
 
Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
[OS ANJOS QUE CONHEÇO SÃO DE ERVA E DE SILÊNCIO]

Os anjos que conheço são de erva e de silêncio
nalgum jardim de tarde. Mas quais os mais ardentes?
Feitos de mar e sol, elevam-se nas ondas,
entre as mulheres de coxas tão fortes como touros.

O meu luto é de mesas e de bandeiras sem paz
É estar sem corpo à espera, inconsolada boca,
o fogo ateia o peito, a cabeça perde a fronte,
o vazio rodopia, é o celeste inferno.

Desço ainda um degrau com o anjo infernal,
um turbilhão de ervas, um redemoinho de sangue
Quem me vale agora se perdi o meu cavalo?

António Ramos Rosa, in "O ciclo do cavalo"

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quinta-feira, 25 de junho de 2015
Filme da Semana
 
Selma: a marcha da liberdade
 
um filme de
 
Ava Duvernay
 
 
"Selma - a marcha da liberdade conta-nos a luta histórica e pacifista de Martin Luther King Jr. contra a lei da segregação racial e pela defesa dos direitos civis da população negra norte-americana - uma campanha perigosa e assustadora, que culminou com a marcha épica de Selma a Montgomery, e que galvanizou a opinião pública norte-americana a ponto de convencer o presidente Lyndon B. Johnson a aprovar a Lei do Direito de Voto em 1965.
 
2015 é o ano em que se celebra o 50º aniversário deste momento crucial do Movimento dos Direitos Civis."
 
 

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quarta-feira, 24 de junho de 2015
Livro da Semana

Enciclopédia da Estória Universal: mar

de

Afonso Cruz

"Histórias que navegam na direcção uma das outras, tendo o mar como cenário. Um pescador de bacalhau albino, com constelações tatuadas no corpo; um homem que quer ser o primeiro a chegar ao topo do Evereste, sabendo que isso já foi feito; e uma rapariga que recebe cartas de amor dentro de garrafas, são algumas das personagens que compõem este volume da Enciclopédia da Estória Universal."

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terça-feira, 23 de junho de 2015
Em busca da visão
"Numa tribo índia vivia um rapaz. Um belo rapaz. Ele era um rapaz muito bom, um rapaz mesmo muito bom, muito bom. Na verdade, ele era o melhor rapaz de toda a tribo, e sabia-o! Chegou o dia em que teve que partir em busca da sua visão, e todos na aldeia tinham a certeza de que receberia uma excelente visão. Ele partiu da aldeia com seu mestre, que o levou para o sopé de uma montanha próxima. Aí, o jovem despiu todas as suas roupas e, nu e sozinho, subiu meia encosta até onde o mestre escavara um buraco da visão. Sem hesitar, o jovem meteu-se no buraco, e depois começou a gritar - Grande Espírito, Grande Espírito, envia-me uma visão!
Continuou a gritar durante todo o dia e toda a noite, e, mal rompeu a aurora, fez uma pausa para recuperar o fôlego. No silêncio da manhã, de repente, ouviu vozes a sussurrarem por perto. Olhou em volta, mas não viu ninguém. Apurou mais o ouvido, e percebeu que era a erva que falava, e lhe dizia - Ouve lá! Há aqui tantas montanhas. Por que tinhas tu que escolher esta para gritar e lamentar-te? Não conseguimos dormir a noite inteira. Agora, vai-te embora!
O jovem ficou espantado, mas quando se recompôs disse - Não. Não me vou embora sem ter uma visão. - E começou a gritar de novo - Grande Espírito, envia-me uma visão! Grande Espírito, Grande Espírito, envia-me uma visão!  - continuando assim pelo dia e noite fora.
Ao amanhecer, fez uma nova pausa para recuperar o fôlego e ouviu a erva a sussurrar furiosa - Esta foi outra noite em claro para todos nós! Por que não vais gritar para outro sítio?
- Não - disse o jovem com teimosia. - Partirei apenas quando tiver recebido uma visão.
- É isso que vamos ver! - sibilou a erva, e um relâmpago iluminou o centro do céu azul. Caiu um raio na base de um enorme pedregulho redondo, que estava exactamente no cimo da montanha. Com o embate, o pedregulho oscilou para trás e para a frente, para trás e para a frente, para trás e para a frente até perder o equilíbrio e lentamente começar a rolar pela encosta abaixo direito ao jovem, que estava no buraco de visão. Depressa começou a aumentar a velocidade aproximando-se cada vez mais do buraco. Rolou direito a ele, e, depois deteve-se mesmo junto ao rebordo. - Vais-te embora, agora? - perguntou a erva, ameaçando. Podia dizer-se o que se quisesse daquele jovem, mas ele acabara de demonstrar ali a sua valentia. - N... na... não - disse ele a gaguejar, mas desafiador -, só parto quando tiver recebido a minha visão. 
- Muito bem! - disse a erva com brusquidão e já sem paciência. E depois, aconteceu algo verdadeiramente extraordinário. O pedregulho virou-se e rolou encosta acima! Ao chegar ao cume, balançou para trás e para a frente, para trás e para a frente, para trás e para a frente, e depois começou a descer a montanha aos saltos direita ao jovem, que continuava metido no seu buraco da visão. Aquilo foi demasiado para o jovem, que trepou para fora do buraco e começou a correr pela colina abaixo, mas, para onde quer que fosse, o pedregulho perseguia-o aos saltos até, por fim, lhe saltar por cima da cabeça e se enterrar no chão à sua frente, fazendo-o esbarrar de encontro a ele. Naquele momento, a audácia do jovem já desaparecera por completo. A chorar, nu e humilhado, teve que voltar para a sua aldeia e admitir que não recebera nenhuma visão. Mas o seu mestre disse-lhe - Não se pode pedir uma visão. Não basta sermos audaciosos, fortes e resistentes. Só podemos pedir uma visão e esperar recebê-la se formos humildes. E, se aprendeste isso, já aprendeste muito."

Tim Bowley in "Sementes ao vento: contos do mundo"

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segunda-feira, 22 de junho de 2015
Novidades Livros

MILLER, Derek B.
Um estranho lugar para morrer
82 LE-312.4 MLL


FERRANDEZ, Jacques
O estrangeiro
82-9 FRR


VIEIRA, Alice
Rimas perfeitas, imperfeitas e mais-que-perfeitas
82 LP-1 VRA (Inf.)

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sexta-feira, 19 de junho de 2015
Bom Fim-de-Semana!!
"The pond"
Stanhope Alexander Forbes (1857-1947)


Bom fim-de-semana a todos os utilizadores da Biblioteca Municipal de Grândola.

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Poema da Semana
Proclamação

A natureza não desce
A contratos. Nem a vida
Se mede pela razão.

A vida é todo um mistério.

Quem largamente se deu.
Não ofendeu a justiça
Mas viveu do coração.

Rui Cinatti (1915-1986) in "Poemas da Natureza"

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"Ler Faz Crescer"
De 1 a 5 de junho, o projeto "Ler Faz Crescer" apresentou a dramatização da história "Os três desejos", de Eva Mejuto a 213 crianças e adultos.





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quinta-feira, 18 de junho de 2015
É uma vez.... "A princesa ervilha"
A sessão de animação É uma vez.... realizou-se no passado sábado, dia 13 de junho no auditório da Biblioteca Municipal.
O conto apresentado foi  "A princesa ervilha",  de Hans Christian Andersen.






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quarta-feira, 17 de junho de 2015
Livro da Semana

Primeiro os Idiotas

de
Bernard Malamud

"Segundo volume de contos de Bernard Malamud, originalmente publicado em 1963, Primeiro os Idiotas foi o livro que confirmou o excepcional valor deste autor perante a crítica e conquistou em definitivo a admiração dos leitores. Alguns dos contos nele presentes são considerados verdadeiras obras-primas da narrativa breve. Malamud ilumina com arcano encantamento e profunda ironia os miseráveis cenários de uma América urbana, transformando as suas histórias em parábolas intemporais que nos relatam a dor e a esperança do ser humano."

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terça-feira, 16 de junho de 2015
Novidades Livros


RELVAS, Inês Guerreiro
Doidas, doidas, doidas andam as mamãs
82 LP-3 RLV


TIBET
Ric Hochet contra "O Serpente"
82-9 TBT


BRUNO, Pep
A casa da minha avó
82 LE-34 BRN (Inf.)

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terça-feira, 9 de junho de 2015
É uma vez... "A Princesa e a ervilha"

 
Biblioteca Municipal de Grândola

13 de Junho - 11H00


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Vivam as Férias * Verão 2015 - Biblioteca Municipal de Grândola
Vivam as Férias * Verão 2015
Oficina "Introdução às Técnicas de Pintura com Tinta da China e Aguarela, por Carlos Belga
 
 
Estúdio Jovem

17, 19, 24 e 26 de Junho

Inscrições e mais informações: 


gab.jovem@cm-grandola.pt

Tel: 269 450 083


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Isto
   "Julgo que me tornei escritor porque em criança o meu pai me curava as gripes com sonetos em lugar de aspirinas: pela parte da boca que o cachimbo não ocupava saíam ao mesmo tempo fumaças e tercetos cujo efeito medicinal, somado às papas de linhaça da minha mãe, me mergulhavam a pouco e pouco numa espécie de coma rimado, do qual me não libertei totalmente visto que respondo aos polícias das multas em alexandrinos contados pelos dedos no capot do carro. Suponho que habita nos autuantes um crítico literário visto que se apressam a escrever os seus artigos de língua de fora, suando do boné na caligrafia de instrução primária difícil que caracteriza os académicos. Normalmente estes julgadores severos deslocam-se aos pares como os gansos selvagens, os cónegos e os irmãos siameses: existe o impiedoso que castiga, com voz de quem foi alimentado na infância a biberões de vinho tinto e o colega relações-públicas, de ressaca menos azeda, encarregado de explicar, numa amabilidade de mau agoiro eriçada de diminutivos de lojista, que a multazinha deve ser paga com selozinhos fiscais na esquadra de Santa Marta, um andar decrépito cheirando não sei porquê a almôndegas com puré de batata, onde dúzias e dúzias de polícias, sentados em carteiras escolares, tocam máquinas de escrever com um único dedo hesitante, receosos das palmatoadas do mestre-escola invisível. Como têm a cabeça descoberta parecem.me nus. Como o alfabeto lhes é difícil e o desamparo me comove ajudo-os na gramática visto que, entre o sujeito que são e o complemento directo que não sabem o que é, não possuem predicado que os salve. Pertencem à massa de que se fazem os secretários de Estado, passo seguinte na vagarosa evolução da espécie que conduz estas larvas disléxicas a insectos perfeitos de deputados: a banalidade deixa de gaguejar tornando-se veemente mas a atávica ausência de predicados permanece intocada. As minhas crises de dúvida em relação a Deus articulam-se quase sempre com o facto de ter criado o homem à sua imagem e semelhança: a ideia de ser recebido à entrada do céu por um guarda-republicano, um intelectual ou um ministro em versão ampliada obriga-me a transformar a religião atribuindo ao Grande Arquitecto as soluções de recurso e o sentido de humor que as minhas tias, amantes da seriedade e da ordem
   (a falta de namorado conduz a soluções deste género)  
   cuidam apanágio do Diabo. Julgo que para elas não havia
grande diferença entre Salazar e o Senhor: ambos eram conservadores, austeros, inimigos da alegria e invisíveis, e o facto de terem nascido pobres, em Santa Comba Dão ou em palhas de presépio, permitia à minha família olhá-los um pouco de cima para baixo, como para as criadas que casaram lá de casa e subiram a pulso do bilhete da Carris ao Mercedes a gasóleo, o que permitia que as soubéssemos na sala consentindo-lhes generosamente uma aparência de igualdade. Nem Salazar nem Deus passavam, no fundo, de provincianos que as circunstâncias, mais do que o mérito, tornaram ilustres, e a quem se concedia funções de governanta disciplinadora dos atrozes impulsos, de má-criação ou de abuso da compota dos jardineiros e dos filhos. Salazar e Deus, unidos para as servirem com a inabalável fidelidade das antigas empregadas, permitiam-lhes libertar-se de quando em quando de actividades fiscalizadoras demasiado cansativas, que a Pide ou os sermões do prior, capatazes à altura, se encarregavam de resolver num júbilo zeloso. E agora desculpem: não posso acabar esta crónica nem corrigi-la porque a minha filha Joana acaba de chamar-me a dizer que a mãe morreu." 
 
António Lobo Antunes, in "Segundo livro de crónicas"   

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segunda-feira, 8 de junho de 2015
Bora lá bulir * 2015 - Programa Ocupacional de Verão
 
 
Inscrições: 3 a 17 de Junho
 
Para mais informações:
 
 
Tel: 269 450 083

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Novidades Livros
 
COVADLO, Lázaro
As aventuras de Marina Pons
82 LE-3 CVD
 
 
 
KIM, pseud.
A arte de voar
82-9 KIM
 
 

MOTA, António
Trocas e baldrocas
82 LP-34 MTA (Inf)


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sexta-feira, 5 de junho de 2015
Bom Fim de Semana
Auto-retrato (1945) , de Mário Dionísio
 
 
Bom Fim de Semana

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Poema da Semana
Arte poética

A poesia não está nas olheiras imorais de Ofélia
nem no jardim dos lilases.
A poesia está na vida,
nas artérias imensas cheias de gente em todos os sentidos,
nos ascensores constantes,
na bicha de automóveis rápidos de todos os feitios e de todas as cores,
nas máquinas da fábrica e nos operários da fábrica
e no fumo da fábrica.
A poesia está no grito do rapaz apregoando jornais,
no vaivém de milhões de pessoas conversando ou prague­jando ou rindo.
Está no riso da loira da tabacaria,
vendendo um maço de tabaco e uma caixa de fósforos.
Está nos pulmões de aço cortando o espaço e o mar.
A poesia está na doca,
nos braços negros dos carregadores de carvão,
no beijo que se trocou no minuto entre o trabalho e o jantar
— e só durou esse minuto.
A poesia está em tudo quanto vive, em todo o movimento,
nas rodas do comboio a caminho, a caminho, a caminho
de terras sempre mais longe,
nas mãos sem luvas que se estendem para seios sem véus,
na angústia da vida.

A poesia está na luta dos homens,
está nos olhos abertos para amanhã.

Mário Dionísio (1916-1993)

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É só meia hora!
 

"É só meia hora!" é o nome do programa de rádio criado no “Clube de Comunicação”, projeto da Biblioteca Municipal em parceria com as Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Grândola e a Rádio Clube de Grândola. Na primeira emissão, participaram 4 jovens estudantes, que informam os ouvintes dos acontecimentos da escola, da vila e entretêm com música e humor.
A primeira transmissão do “É só meia hora!” irá para o ar na próxima segunda feira, dia 8, às 12h e às 19h.

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quinta-feira, 4 de junho de 2015
Filme da Semana
 
 
O cozinheiro, o ladrão, a sua mulher e o amante dela
 
um filme de
 
Peter Greenaway
 
 
"O filme desenrola-se num restaurante francês de Londres chamado «Le Hollandais», cujo dono, o gangster Albert Spica (Michael Gambon), se banqueteia todas as noites acompanhado da sua bela mulher Georgina (Hellen Mirren) e de outros convivas. Cansada do seu maçador e sádico marido, a mulher acaba por aí encontrar um amante (Alan Howard) com quem tem relações sexuais nos diferentes e menos confortáveis locais do restaurante com o beneplácito do cozinheiro (Richard Bohringer). Assim que o ladrão descobre que a mulher lhe é infiel nas suas barbas, ordena que os seus homens o obriguem a engolir um livro inteiro, página por página. Este é o prelúdio para a cruel conclusão do filme sob o signo do canibalismo.
 
Trata-se de um filme acentuadamente artístico cuja originalidade assenta no seu assombroso visual e encenação meticulosa de ideias grotescas."

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quarta-feira, 3 de junho de 2015
10º Convívio "Alegria e Movimento" - Festa de Encerramento das Actividades Desportivas
Cartaz de Cinema - Junho

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Livro da Semana
 
Ínclita Geração
 
de
 
Isabel Stilwell
 
 
"Era feita de luzes e de sombras. O pintor flamengo Van Ecky havia entendido a sua essência como ninguém e pintado as linhas do seu rosto e o seu caráter, em dois quadros distintos, para mostrar ao noivo Filipe III, duque da Borgonha. Um feito de luzes, outro feito de sombras. Isabel, tal como a sua mãe, D. Filipa de Lencastre, casava tarde. E a ideia de deixar Portugal, o pai envelhecido, os cinco irmãos em constante desacordo, e Lopo, irmão de leite e melhor amigo, para partir para um país longínquo e gelado atormentava-lhe o coração. Era a terceira mulher de Filipe, já duas vezes viúvo, esperava vir a dar-lhe o herdeiro legítimo de que Borgonha tanto precisava. A sua fama de mulherengo atravessava fronteiras… Mas Isabel sabia que nascera para cumprir um destino, ser a Estrela do Norte, que firme no céu indica o caminho. Saberia mudá-lo, torná-lo num homem diferente, acreditava Isabel. Na manga levava um trunfo que apenas partilhava com o seu irmão Henrique e com o seu fiel Lopo, na esperança de se tornar senão amada, pelo menos indispensável. Mas ao longo da sua vida, as sombras foram ganhando terreno e os acontecimentos precipitaram-se numa espiral que Isabel não conseguia travar, e de que apenas o seu filho a podia salvar.
 
Isabel Stilwell, a autora de romances históricos mais lida em Portugal, regressa à escrita com a surpreendente história de Isabel de Borgonha, a única mulher da chamada Ínclita Geração. A geração perfeita, filhos de Avis, cantada por Camões, que marcou, cada um à sua maneira, a História de Portugal.
 
Um romance empolgante que acompanha a vida desta mulher do século XV, que assumiu com inteligência e determinação o seu papel no governo de Borgonha urdindo alianças com França e Inglaterra, que procurou salvar Joana d' Arc da morte, abriu os braços aos sobrinhos fugidos de Portugal, num período de tumultos e divisões. Foi aliada das descobertas do infante D. Henrique, assistindo impotente à morte do seu querido irmão D. Fernando às mãos dos infiéis… Uma mulher que nunca esqueceu que era filha de Filipa de Lencastre e princesa de Portugal." 

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terça-feira, 2 de junho de 2015
Ler faz crescer - 1 a 5 de Junho
 

Ler faz crescer
 
Três desejos
 
de
 
Eva Mejuto & Gabriel Pacheco

 
 
Biblioteca Municipal
 
1 a 5 de Junho

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Bora lá bulir * 2015 - Programa Ocupacional de Verão
 
Inscrições: 3 a 17 de Junho
 
Para mais informações:
 
 
Tel: 269 450 083

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16ª Mostra Internacional de Teatro de Santo André
 
 
Grândola apresenta novo espetáculo integrado na 16ª Mostra Internacional de Teatro de Santo André
 
TARTUFO - Maria do Céu Guerra à frente de um grande elenco, com uma versão do “Tartufo” reescrita por Hélder Costa.
 
  Cine Granadeiro Auditório Municipal
 
5ª feira - 4 de Junho * 21h30
 
 
Bilhete 3€ » Reservas através do 269 448 030
 
 

 
 
 

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A ternura dos 50
   "Muitos deles passaram a sua juventude fazendo jus ao lema «vive depressa, morre jovem e faz um belo cadáver», frase do livro On the road que tornou célebre Jack Kerouac.
   Já que muitos deles viveram depressa, ao ritmo do sexo, das drogas e do rock and rol, ganharam dinheiro a tal velocidade que, uma vez que as coisas corriam bem, acabaram por decidir não morrer.
   Com a passagem dos anos, aqueles heróis do pop acumularam discos, cabelos brancos, mulheres e manadas de netos, que, por vezes, os fazem encontrar-se não nos estúdios de gravação, mas nas escolas e nos jardins infantis.
   A Bob Dylan os 54 anos não lhe pesam porque «já era velho quando tinha 20». Embora chegando até aqui, os anos ensinaram-lhe a saborear a vida.
   Joe Cocker, outro dos sócios do clube dos cinquentões, partilha desta opinião: «Passei metade da vida a nadar em álcool. hoje já não sou escravo dos meus vícios e quando me olho ao espelho acho que estou impecável».
   Lou Reed, outro equilibrista do fio da navalha que já ultrapassou o meio século, não fica atrás de Cocker: «Rio-me dos jovens e do seu desejo de tocar o proibido. Agora sou mais velho mas também mais sábio».
   Em 1965, o grupo The Who cantava na inolvidável My Generation: «Espero morrer antes de chegar a velho». Só o baterista Keith Moon tomou o pé à letra.
   Para Mick Jagger «ser avô é um orgulho e a prova de que fiz bem em não morrer aos 30 anos. Estou melhor do que nunca e espero continuar em cena ainda por muito tempo».
   Neste clube de cinquentões pop há ir e voltar, como nas campanhas de segurança nas praias e no toureio. As grandes figuras dos anos 60 e 70, como Paul McCartney, George Harrison, Tina Turner, Eric Clapton, etc., vivem um contínuo regresso e alguns deles são ainda capazes de fazer tournées gigantescas e verdadeiros concertos-maratona sem sofrerem os desmaios que dantes provocavam no seu público juvenil. Afinal, o tempo acabou por demonstrar que aqueles ritmos e aqueles versos não eram tão satânicos como pareciam e, com o passar dos anos, o veneno transformou-se numa inofensiva ternura dos 50. Coisas do diabo..."
 
Joaquim Letria, in "Livro de assentos"

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segunda-feira, 1 de junho de 2015
Novidades Livros
 
BYRON, Robert
A estrada para Oxiana
82 LE-3 BRY
 
 
 
AMARAL, João
A viagem do elefante
82-9 MRL
 

 
SOARES, Luísa Ducla
O Planeta Azul
82 LP-1 SRS (Inf)

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