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Biblioteca Municipal de Grândola
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
O livro dos porquinhos
O Sr. Porcino vivia com os seus dois filhos, Miguel e Pedro, numa boa casa com um bom jardim, e um bom carro numa boa garagem.
Dentro da casa estava a sua mulher.
“Despacha-te com o pequeno-almoço, querida!”, repetia o Sr. Porcino todas as manhãs antes de sair para o seu importantíssimo trabalho.
“Despacha-te com o pequeno-almoço, mãe!”, diziam Miguel e Pedro antes de saírem para a sua importantíssima escola.
Depois de todos saírem de casa, a Sra. Porcino lavava a loiça do pequeno-almoço…fazia as camas… aspirava o chão… e depois ia para o trabalho.
“Despacha-te com o lanche, mãe!”, diziam os rapazes todas as tardes quando chegavam da sua importantíssima escola.
“Despacha-te com o lanche, querida!”, dizia o Sr. Porcino todas as tardes quando chegava do seu importantíssimo trabalho.
Assim que todos acabavam de lanchar, a Sra. Porcino lavava a loiça… lavava a roupa…passava a ferro… e depois voltava a cozinhar.
Certa tarde, quando os rapazes chegaram da escola não havia ninguém para os receber.
“Onde está a mãe?” perguntou o Sr. Porcino assim que chegou do trabalho.
Ela não estava em lado nenhum. Em cima da prateleira estava um envelope. O Sr. Porcino abriu-o. Dentro estava um pedaço de papel que dizia: Vocês são uns porcos.
“Que havemos de fazer?” disse o Sr. Porcino.
Eles tinham que preparar a sua própria comida. Demoraram horas. E ainda por cima, estava horrível.
Na manhã seguinte tiveram que preparar o seu próprio pequeno-almoço. Demoraram horas. E também estava horrível.
No dia seguinte, na noite seguinte e no dia depois, a Sra. Porcino ainda não estava em casa. O Sr. Porcino, o Miguel e o Pedro tentaram tomar conta de si próprios. Eles nunca tinham lavado a loiça. Eles nunca tinham lavado as suas roupas. Não tardou até que a casa parecesse uma pocilga.
“Quando é que a mãe volta para casa?” gritaram os rapazes depois de uma horrível refeição.
“Como é que eu vou saber?” grunhiu o Sr. Porcino.
Estavam todos cada vez mais rabugentos.
Certa noite, já não havia em casa para eles cozinharem.
“Vamos ter de dar uma volta e procurar alguns restos,” roncou o Sr. Porcino. E nesse mesmo instante entrou a Sra. Porcina pela porta.
“VOLTA, POR FAVOR”, suplicaram eles.
E assim, a Sra. Porcina ficou.
O Sr. Porcino lavou a loiça. O Miguel e o Pedro fizeram as camas. O Sr. Porcino passou a ferro.
Todos ajudaram a cozinhar. E até gostaram! A mãe também estava feliz…Ela concertou o carro.

Anthony Browne in "O livro dos Porquinhos"


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