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CARTA-PREFÁCIO PARA VINICIUS DE MORAIS

   Amigo:      Quando estiveste, da primeira vez, por aqui dando show, umas granfas (loiras e morenas notáveis, como diria Mestre Carlos, mas granfas), comentando os preços da boate onde, em duas ou três sessões, te produziste com a tua turma, disserem ou fizeram dizer: «Quem não tem dinheiro, não tem Vinicius.» Vinicius, vícios... Não ligues. Olha que elas dispunham de muito bago. Estavam era a ser desajeitadas na maneira de te homenagear. Algumas conheciam de ti o poeta encaixilhado no sério. Charmoso, mas, apesar de tudo, respeitável-respeitoso. Usavam o teu Soneto do Amor Total , não como tabatière à musique , nem como máquina de pensar, mas como caixinha de arroubos, entre as muitas outras que sempre trazem na malinha, com coisinhas para pôr ou tirar dor de cabeça.    Dessas, umas quantas mostraram-se decepcionadas, ofendidas contigo por teres descido do livro à boate, do soneto ao samba. E fizeram constar a decepção, a ofensa que sentiam. ...

Dia Internacional do Livro Infantil - Carta às Crianças de todo o Mundo

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Concurso de Cartas de Amor

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O júri do concurso Cartas de Amor decidiu atribuir o 1º Prémio à carta da autoria de Alexandre Dale e a Menção Honrosa a Jorge Louro , que escreveu “Ridícula Carta de Amor”. Os prémios serão os seguintes: 1º Classificado: um livro e dois bilhetes de cinema Menção Honrosa: dois bilhetes de cinema Publicamos a carta vencedora:

Dia de São Valentim - Concurso de Cartas de Amor - Até 8 de Fevereiro

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Carta de Mariana Alcoforado

Que há-de ser de mim? Que queres tu que eu faça? Estou tão longe de tudo quanto imaginei! Esperava que me escrevesses de toda a parte por onde passasses e que as tuas cartas fossem longas; que alimentasses a minha paixão com a esperança de voltar a ver-te; que uma inteira confiança na tua fidelidade me desse algum sossego, e ficasse, apesar de tudo, num estado suportável, sem excessivo sofrimento. Tinha até formado uns vagos projectos de fazer todos os esforços que pudesse para me curar, se tivesse a certeza de me haveres esquecido por completo. A tua ausência, alguns impulsos de devoção, o receio de arruinar inteiramente o que me resta de saúde com tanta vigília e tanta aflição, as poucas possibilidades do teu regresso, a frieza dos teus sentimentos e da tua despedida, a tua partida justificada com falsos pretextos, e tantas outras razões, tão boas como inúteis, prometiam ser-me ajuda suficiente, se viesse a precisar dela. Não sendo, afinal, senão eu própria o meu inimigo, não podia s...

Cartas na mesa

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Caro Serafim, Há uma coisa de que não me podem acusar: quando editor, sempre procurei ajudar os mais novos, quer publicando-os quer negando resolutamente editá-los. Em qualquer caso, fazendo uma opção crítica. Sendo sempre leal. Enganei-me, é certo, nalguns livros ou nalguns tipos. Mas pesando bem, o balanço é a meu favor; confesso: contra o que ainda outro dia me escreveu o Cesariny, continuo a considerar a minha obra de editor muito e muito acima das minhas larachas de escriba. E tentarei retomá-la em breve (venho agora da tipografia) até por uma razão: com raras excepções a edição portuguesa está a girar num desvairamento, aldrabice e confusão muito de arrepiar. E mau-gosto (literário, gráfico) nem se fala. V. creio que pertence a uma outra geração (se é o rapaz que julgo). Aí pelos trinta, ou menos. Uma «décalage» de dez anos já conta nas aspirações e nas marcas do tempo; não importa é para os elos que a mútua sinceridade e aceitação crítica possam merecer. Quando atrás disse que V...